Ansiedade, de Augusto Cury

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Eu costumo ler livros de psicologia porque amo esta área do conhecimento humano. Acho que ela pode ajudar muitas pessoas a dar o primeiro passo para modificarem sua forma de pensar e sua conduta, principalmente diante de si mesmo. Claro, talvez os livros somente não sejam capazes de curar as doenças da alma, mas para quem verdadeiramente pretende mudar sua vida, ler, no meu entendimento, já promove algum tipo de modificação. Fará você, pelo menos, enxergar que algo precisa ser feito.

Eu nunca tinha ouvido falar da SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado, ainda mais saber que ela, de acordo com o psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury, é o mal do século. Mas o que é a SPA? É todo excesso que vivemos, sem digerir a realidade, sem termos tempo nem sequer para aproveitar os momentos da vida, sem tempo para refletirmos antes de agir, sem tempo para nos colocarmos no lugar do outro, etc. Tudo isso é fruto de um tempo infeliz no qual temos muitas informações e não exercemos a capacidade crítica.

O que isso ocasiona? Todo o tipo de mal: violências, guerras, mal-estar, baixa autoestima, sofrimento por antecipação, diminuição da criatividade, incapacidade para nos relacionarmos com o outro, impaciência, culto a celebridades, etc, etc, etc. Nossa mente não aguenta tanta informação e entra em colapso causando doenças psicossomáticas como dores musculares, dores de cabeça, infarto e até a precipitação de diversos tipos de câncer. Nosso emocional precisa de cuidados urgentes. Precisamos diminuir o ritmo para que não sejamos vítimas de nossa própria psique.

No livro, Cury nos ensina algumas técnicas para que possamos controlar nossos medos e sermos donos de nós mesmo, senhores do nosso destino e não sejamos subservientes ao lado negro que nós mesmos construímos. É fácil nos livrarmos das nossas mazelas? Não, mas é possível. Temos a capacidade de nos modificar, pois somos seres pensantes.

Trechos da obra:

“Muitos de nós são críticos do misticismo, mas se comportam como cartomantes de segunda categoria. Sofrem por previsões da sua mente. Mais de 90% das nossas preocupações sobre o futuro não se materializarão. E os outros 10% ocorrerão de maneira diferente da que desenhamos. Não é possível ter uma emoção estável e saudável sem dar um choque de lucidez nas preocupações diárias que nos assaltam. O Eu pode e deve impugnar e discordar dos pensamentos de péssima qualidade. Não fazê-lo é ser ingênuo, é não saber que o fenômeno RAM – Registro Automático da Memória está imprimindo-os.”

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“Nada coloca tanto combustível no mal do século, na ansiedade gerada pela SPA, do que sofrer pelo que ainda não aconteceu. Nosso Eu deve pensar no amanhã apenas para sonhar e desenvolver estratégias para superar desafios e dificuldades”

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“Não apenas o conteúdo pessimista dos pensamentos é um problema que afeta a qualidade de vida, mas – o que não se sabia – também a velocidade exagerada desses pensamentos depõe contra ela.” 

Portanto, pessoal, vamos mudar a maneira como nos enxergamos, vamos pensar criticamente sobre o que nós pensamos e não nos deixarmos contaminar pelos excessos covardes da nossa civilização que não é nada sábia. Saúde emocional é a saúde do mundo, é ter um mundo sem ditadores. Os ditadores são imaturos emocionalmente, têm apenas sede de poder e controle, filhos da falta de empatia pelo ser humano e dos excessos que criamos.

Acho que este livro é muito importante. Leiam, por favor. Isso é muito sério!!!

Deixo aqui o link para o blog de Augusto Cury (o link do site está lá)

Aqui, o link para o projeto educacional Escola da Inteligência

 

Apegados e Azul é a cor mais quente

Quero falar brevemente de dois livros que li esses dias. Pelo que tenho visto, os comentários aqui no blog diminuíram, mas seria bem legal se quem fizer uma visita por aqui, deixasse suas impressões. É sempre bom trocar informações, receber dicas, etc.

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Bom, “Apegados” é um texto que soa como livro de autoajuda e é também, o que não o deprecia. Clássicos da literatura, em qualquer área, podem ser considerados autoajuda também, porque não? Se nos ajudam, se nos transformam, isso é que importa. O termo adquiriu tom pejorativo por conta de inúmeros livros esquemáticos e formulaicos sobre a felicidade, sobre o sexo, sobre o emprego, etc. Livros generalistas. Não é o caso desse livro, que foi escrito por Amir Levine e Rachel Heller, dois profissionais da área da psicologia, que tomaram como base diversos estudos sobre a teoria do apego. É um livro sobre psicologia.

Acho que é uma obra que pode nos fornecer informações muito interessantes sobre que tipo de apego carregamos dentro de nós: o evitante, o ansioso e o seguro. Esses três tipos de apego, que são adquiridos por diversos fatores, como ambiente familiar, relacionamentos que tivemos, etc, definem que tipo de pessoa somos com nossos parceiros. A menos que você tenha um apego seguro, ser ansioso ou evitante lhe trará alguns problemas. Mas não se preocupe, ser seguro não é ser perfeito, mas facilita muito as coisas. E para quem é ansioso ou evitante, digo que é possível mudar. Pode não ser fácil, mas é completamente possível.

Sei que não expliquei muito. Com isso deixo o gostinho para quem se interessou e indico que leiam o livro. Acho que se podemos melhorar como seres humanos e fazer de nossos relacionamentos algo melhor, devemos fazer. Afinal, somos serem que precisamos viver com outros, se relacionar, viver uma sexualidade saudável e rica. Parte grande de nossa felicidade vem dos nossos relacionamentos afetivos.

Azul-é-a-cor-mais-quente-1

Semana passada eu escrevi sobre o filme “Azul é a cor mais quente”, que simplesmente achei maravilhoso e um dos mais belos filmes sobre o amor que eu já vi. Aí soube que foi baseado em uma história em quadrinhos e resolvi ler.

“Azul é a cor mais quente”, de Julie Maroh, é uma experiência igualmente impactante, com belíssimos desenhos, com uma paleta de cores triste, quase monocromático, a não ser pela presença do azul…igualmente triste, mas metaforicamente quente.

A história narrada na HQ tem suas diferenças em relação ao filme, o que é normal, são duas linguagens diferentes. Mas se eu tivesse que eleger o que mais gostei, fico com o longa.

Se puderem vejam o filme e leiam a HQ, são duas obras lindas e importante sobre o amor.