Os álbuns do Dr. House

Vulgo Dr. House, esse Hugh Laurie é excelente ator, bom escritor e ótimo músico! Ouvi os dois discos e achei ótimos, com um gosto especial pelo primeiro, o “Let Them Talk” (2011).  Este disco celebra blues clássicos de New Orleans, com uma banda excelente e Laurie ao piano! Adorei!hugh-laurie-let-them-talk-front-cover-72500

O segundo disco do astro britânico, “Didn’t It Rain” (2013) também é muito bom. Segue a pegada blues e homenageia artistas pioneiros como WC Handy e Dr. John, além de participações especiais, como a cantora guatemalteca Gaby Moreno. É show também. De muito bom gosto.

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Sam & Cat

Sam é Jennete McCurdy e Cat é Ariana Grande. Sam & Cat é um seriado da Nicklondeon, canal infanto-juvenil. Apesar da informação o texto é sobre os álbuns de estreia das duas estrelas teen. Resolvi ouví-los e cheguei à seguinte conclusão sobre cada um. E antes que alguém que ame as duas meninas por ventura apareça por aqui, informo logo que não desgostei de nenhum dos dois.

Ariana_Grande_-_Yours_Truly

Bom, o primeiro que escutei foi o de Ariana (linda Ariana, por sinal), e achei “Yours Truly” bem legal. Gostei dos arranjos e a maioria das melodias R&B me fez querer voltar ao álbum (e foi o que fiz 3 vezes). Não entendo inglês perfeitamente, mas arrisco a dizer que as letras não devem ser pepitas literárias. Mas, sim, a voz dela é grande (trocadilhos à parte). Como os estúdio fazem milagres, vá lá saber. Mas, como também vejo esses seriados com minha filha, já ouvi Ariana cantando à capela. Tem boa voz.

JM

O disco “Generation Love”, de Jannete McCurdy, é voltado mais para o country e também não é ruim, mas achei bem mais fraco. Disco bem produzido, sem dúvida, mas as melodias não me agradaram tanto. Também não me tornei grande fã da voz da loirinha.

No you tube vocês encontram os dois álbuns facilmente, como eu os encontrei.

Discos ouvidos!

Faz tempo que o Vinil não é atualizado, não é? Caramba, o artesanato, a pintura em tela e o trabalho do dia a dia têm me deixado muito ocupado. Sim, tenho atualizado o Ateliê Caldas Pina, onde coloco meus trabalhos manuais.

Nessas últimas semanas ouvi muitos discos e gostaria de relacionar aqui. Não farei grande análise de nenhum, mas talvez vocês tenham interesse em ouvir algum deles. Colocarei apenas os nacionais, já que não ouvi nenhum internacional recente que tenha me deixado louco.

O que indico a vocês de música internacional é o novo clipe de Bob Dylan, que é genial. A música é a linda Like A Rolling Stone, que ganhou um vídeo à sua altura em comemoração à nova coletânea do mestre. O clipe é uma experiência muito interessante. Não vou contar mais nada. É só clicar aí embaixo e assumir o controle, literalmente!

http://youtu.be/1hgaK6jMTUY

Discos Nacionais ouvidos e algumas palavras sobre cada um:

Amo Lô Borges e esperei muito para ouvir o seu álbum novo. Poxa, não gostei, Lô. Perdão! Ainda fico com seu anterior!

Amo Lô Borges e esperei muito para ouvir o seu álbum novo. Poxa, não gostei, Lô. Perdão! Ainda fico com seu anterior!

Disquinho legalzinho. E só.

Disquinho legalzinho. E só.

Lulu é fera! Vamos esquecer sua afetação. Ele fez releituras boas de Roberto carlos. Olha, eu gostei.

Lulu é fera! Vamos esquecer sua afetação de vez em quando. Ele fez releituras boas de Roberto Carlos. Olha, eu gostei.

Arnaldo é fera! É único! Sua voz é por vezes terrível, mas funciona bem para as suas músicas. Gostei muito!

Arnaldo é fera! É único! Sua voz é por vezes terrível, mas funciona bem para as suas músicas. Gostei muito!

Uma velharia no melhor sentido. Amo Beto Guedes. Sempre me sinto muito bem em ouvir seus álbuns e este é lindo!

Uma velharia no melhor sentido. Amo beto Guedes. Sempre me sinto muito bem em ouvir seus álbuns e este é lindo!

Eu tenho dificuldade para dormir certar noite. Nessas noites insones, recorro ao disco de Clarice e dormirei feito um bebê! Poxa, chato!

Eu tenho dificuldade para dormir certas noites. Nessas noites insones, vou recorrer ao disco de Clarice e dormirei feito um bebê! Poxa, chato!

Gosto de Céu mesmo, mas ainda sou mais fã do primeiro disco dela. Gostei.

Gosto de Céu mesmo, mas ainda sou mais fã do primeiro disco dela. Gostei.

Um disco que não me chamou atenção. Prefiro o Amarante na pegada do Los Hermanos, com certa melancolia, mas com força também.

Um disco que não me chamou atenção. Prefiro o Amarante na pegada do Los Hermanos, com certa melancolia, mas com força também.

Como um disco desses é ignorado pelas rádios? Ótimo!

Como um disco desses é ignorado pelas rádios? Ótimo!

Sim, de Sandy

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Eu gosto, sempre gostei da voz de Sandy. Mesmo quando fazia dupla com o irmão, Júnior, eu ouvia as canções mais pela voz dela, embora eu goste sinceramente de várias músicas. Considero, pelo menos estas que gosto, pop bem feito. Claro, bons músicos e bons profissionais de estúdio ajudam muito a um trabalho soar melhor do que é. Não, não estou dizendo que o ruim se tornou bom por conta da produção grandiosa. Neste caso, não. A dupla deixou sua marca no pop e ponto, quer você goste ou não.

Aí depois de 17 anos com o mano, acho, Sandy sai para carreira solo e lança, em 2009, ‘Manuscrito’. Fiz texto sobre ele e minha opinião não difere muito deste novo álbum da cantora, o ‘Sim’ (2013). Isto significa que, para mim, é um disco com altos e baixos, vários clichês líricos e musicais, mas sim (não é trocadilho), possui, no geral, um pop bem feito. Eu, eu disse eu, destaco ‘Aquela dos 30‘, ‘Segredo’, ‘Sim’, e ‘Escolho Você’. Gosto da maneira como estas músicas soam e de alguma forma me ganharam. Às vezes basta um acorde e a música te ganha.

Gostei desta capa. Sandy está linda (e quando não está?), com um ar sexy, mas provocativamente doce, escondida por detrás de uma blusa rendada transparente, mas discreta. Atrás de uma boca entreaberta, com quase um sorriso e de grandes olhos delineados de gata. Realmente gostei da capa, não?

Bom, ouçam o disco inteiro abaixo. A própria cantora ofereceu (detesto a palavra ‘disponibiliza’) o álbum em sua página no soundcloud.

O novo de Bowie

Quem gosta de rock e não curte sequer uma música de David Bowie? Acho muito difícil, até porque ele já passou por tantas fases que é quase impossível não haver identificação por alguma delas! Não é à toa que é chamado de ‘Camaleão do rock’. Um dos meus discos prediletos é ‘The Rise and Fall os Ziggy Stardust and the Spiders from Mars’ (1972). Ouvi muito!!!

bowieBowie tem o controle, isso é inegável. Ele some dez anos e vem com um disco que já está no topo das paradas e que traz a capa de ‘Heroes’ (1977) só que com um quadrado branco com o nome do novo álbum, ‘The Next Day’. 

Antes de escrever este texto ouvi apenas duas vezes o álbum. A primeira audição foi dispersa, mas a segunda eu consegui me concentrar, já que tenho ouvido os discos no trabalho, como trilha do dia. E confesso a vocês que o cara continua bom de melodia, embora letra eu entenda muito, mas muito pouco. O que me deixa com raiva, já que tenho certeza que perco muita coisa boa. Dele, de Morrissey e de tantos outros que admiro.

Música boa, com muitas camadas, como um bom filme ou livro que vamos percebendo aspectos outros à medida que voltamos a ele. Eu só posso pedir que ouçam o disco e depois me falem o que acharam. Vou ali escutar novamente.

Coloquei um vídeo do you tube, onde está disponível o álbum completo.

Lista de músicas:

 The Next Day 
 Dirty Boys 
 The Stars (Are Out Tonight) 
Love Is Lost 
Where Are We Now? 
Valentine’s Day 
 If You Can See Me 
 I’d Rather Be High 
 Boss Of Me 
 How Does The Grass Grow 
(You Will) Set The World On Fire 
You Feel So Lonely You Could Die 
 Heat 
 So She 
I’ll Take You There

Ouça o álbum completo aqui:

She & Him – Volume Three

Eu li no blog de Tatiana Feltrin, cujo canal literário no You Tube eu adoro, um texto sobre a falta de talento de Zooey Deschanel. O texto era assinado por HP Charles, se não me engano, marido de Tati. Ele fala sobre a necessidade de Zooey fazer a imagem cool, mas sem conteúdo, usando, entre outros acessórios, tiaras com orelhas da Mini Mouse. Com aquele ar avoado, meio débil, virou a imagem da garota que é amiga de todos. Falar mal dela é quase um pecado. Há quem pensa que seja.

Bom, eu gosto de Zooey. Não a acho apenas linda, a acho talentosa, mas concordo com HP quando diz que ela abusa desse ar avoado e cool em excesso. A acho uma boa atriz, embora não tenha feito um filme cujo desempenho seja merecedor de um Globo de Ouro. Acho que canta bem e gosto da dupla She & Him, mas os álbuns não mudaram minha vida.

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Esse Volume 3, para mim, é o pior. Sim, ouvi apenas uma vez. Julgar agora é errado, mas fiz a comparação com os outros dois, que me ganharam na primeira audição.

O álbum segue a linha que consagrou a dupla: melodias doces, sendo onze canções escritas por M. Ward e Zoeey e três versões, com acento sessentista. Poxa, achei chatinho, embora não todo.

Mas é isso. Vamos esperar o quarto volume e ver no que dá.

 

Novos álbuns

Aos poucos estou encontrando uma maneira de ouvir mais discos e ler, porque o tempo rege com mãos de ferro. Infelizmente os filmes têm sofrido, já que até agora só vi um.

Bom, como não tenho tempo de escrever um texto mais longo, vou tentar usar meu lado sintético, aprendido (acho eu) no jornalismo.

No link Discos Ouvidos, aí em cima, vocês vão encontrar todos os discos que ouvi recentemente e os outros com a devida cotação. Lembrando que só entram nos links os produtos consumidos de forma integral. Apenas quero fazer um breve comentário sobre um deles: o ‘Rockin’ Soul‘, o primeiro disco da cantora Nathalie Alvim.

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Eu adoro blues, jazz, soul, as divas, as bandas, as big bands. Quando surge alguém com o estilo no cenário, eu quero ouvir. Neste caso, a cantora é produto nacional. É linda, 22 anos, voz potente.

No geral eu gostei do disco, traz versões no estilo soul de rocks clássicos. O que me incomodou foi, talvez, o próprio repertório, apesar das grandes canções. Fazer versões de clássicos não é fácil. E quem é fã, por exemplo, do Rolling Stones, como eu, ouve com estranhamento ‘Sympathy For The Devil’ e ‘Gimme Shelter’.

É isso. Ouçam o disco e me digam. Quem quiser pode ouvir na Rádio Uol completo. Abaixo, uma degustação com uma música que adoro.

Músicas:

1- Try
2- Saint Of Me
3- Hello I Love You
4- Sympathy For The Devil
5- While My Guitar Gently Weeps
6- Gimme Shelter
7- Back In Black
8- Only A Fool
9- The Other Side
10- Heartbreak Hotel

Zeca Baleiro – O disco do ano

Eu sei, tem milênios que não escrevo no Vinil, mas o tempo, acreditem, anda atropelando o próprio tempo! Estou em dívida com o cinema, a música e a literatura! Por ouro lado, estou fazendo muitos trabalhos em artesanato, o que me deixa muito feliz e realizado, pois é o meu trabalho!!!

Enfim, este é o segundo disco que ouço este ano. O primeiro foi ‘Abraçaço’, de Caetano Veloso. O segundo foi ‘O disco do ano’ (2012), de Zeca Baleiro.

zeca

O compositor do Maranhão é muito bom com jogos de palavras e acho suas músicas divertidas e inteligentes. Gosto muito mesmo. Escutei o novo trabalho dele duas vezes antes de escrever e considerei o álbum bom, com altos e baixos entre melodia e letra. Pessoalmente eu adorei o clima de ‘Último post‘, com a participação da minha conterrânea, Margareth Menezes. Também gostei bastante de ‘Calma aí, coração‘ e ‘O amor viajou’.

Peguei este link no you tube com o disco completo. Quem quiser ouvir, aí está:

Músicas:
1. Calma Aí, Coração
2. O Amor Viajou
3. Nada Além
4. Tattoo
5. O Desejo Part. Esp.: Chorão
6. Nu
7. Último Post Part. Esp.: Margareth Menezes
8. Zás
9. Meu Amigo Enock Part. Esp.: Andreia Dias
10. Felicidade Pode Ser Qualquer Coisa
11. Ela Não Se Parece Com Ninguém
12. Mamãe No Face

Abraçaço

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Eu abro o link ‘Discos Ouvidos’ e o ano musical com o novo álbum de Caetano Veloso, ‘Abraçaço’ (2012). Como todos sabem, ele fecha a trilogia começada com Cê (2006) e Zii e Zie (2009). Nos três discos o compositor foi acompanhado pela Banda Cê, formada por Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado.

Eu gostei muito do disco, tem lindas músicas, crítica social, neologismos que só Caetano sabe fazer, além das influências experimentais da Banda Cê, tudo misturado a um minimalismo rocker. Entre as canções mais apreciadas por mim estão: ‘A Bossa Nova É Foda’, ‘Abraçaço’, Estou Triste’, ‘Funk Melódico’ e ‘O Galo Cantou’.

É um disco que, assim como os outros, à medida que você escuta vai desvendando aspectos musicais e líricos que antes tinham passados despercebidos.

É isso. Um texto minimalista também. Caetano Veloso, 70 anos. Nota 100.

Você pode ouvir o disco inteiro aqui, na Rádio Uol.

Lista de músicas:

1 – A Bossa Nova É Foda

2- Abraçaço

3 – Estou Triste

4 – Império Da Lei

5 – Quero Ser Justo

6 – Um Comunista

7 – Funk Melódico

8 – Vinco

9 – Quando O Galo Cantou

10 – Parabéns

11 – Gayana

 

Criolo, Karina Buhr e Pitty

Confesso que estou sem saco para analisar esses três discos abaixo. Vou tentar ser poético e sintetizar as emoções em poucas frases! E nesse post vou hierarquizar. O primeiro a ser comentado é o que mais gostei. 

Não sou um grande conhecedor de rap, mas tenho minhas preferências. E quando ouço um disco como o ‘Nó na orelha’, do rapper paulista Criolo, fico feliz. Aí não me importa se é rap, samba ou brega, estilos que estão presentes neste álbum. Importa a qualidade das músicas. Eu adorei esse disco! Letras ótimas, verdadeiras crônicas, e produção show!

Como tantos outros artistas, não somente pernambucanos, Karina Buhr é herdeira do manguebeat, mas faz um som com acento próprio. O sotaque pode enganar, já que nasceu em Salvador, mas aos 8 anos foi morar em Recife. Gosto muito desse disco, o ‘Longe de onde’. Letras ousadas, músicas fortes, voz delícia (rsrs).

 

O que dizer agora? Poxa, eu juro que queria gostar mais de Pitty. Acho que o único disco dela que gostei foi ‘Admirável chip novo’, seu primeiro. Depois disso, achei todos os trabalhos irregulares. Esse negócio de “voz da geração” não é para ela, mesmo que alguns queiram que seja. Ela não tem a força lírica nem o magnetismo de um Renato Russo ou uma Rita Lee. Para ser a “voz da geração” não basta citar autores clássicos em letras muitas vezes bobas. Esse ‘Agridoce’, feito em parceria com o guitarrista Martin, é mais um trabalho que me soou irregular, chato mesmo! Letras em francês, inglês, português, às vezes as línguas juntas (mais tarde em mandarim, quem sabe!), e músicas em clima de ‘descontração programada para vender’. Não gostei!