A volta com Jane Austen

Meu Deus, quanto tempo sem publicar aqui! Mas o importante é que este espaço é sempre meu e de quem resolver visitá-lo. E, claro, pode demorar o tempo que for, eu sempre volto a escrever.

Minha ausência foi por conta do trabalho e da minha dedicação ao artesanato, que envolve também meu outro site. Então, perdoe-me Vinil Digital!

Lógico que li vários livros, quadrinhos, vi temporadas de séries, filmes, ouvi discos e mais discos etc. Se eu fosse escrever sobre as coisas legais que absorvi por aí, que comprei, que achei, que peguei emprestado etc, ia ser um post, no mínimo, enfadonho. Então, vou começar pelo mais recente livro que li, de uma escritora que tenho profunda admiração: Jane Austen.

O livro:

 

2014-10-27_12-34-20_974

A obra conta a história de Fanny Price, que é levada a morar com seus tios aristocráticos ainda com 10 anos de idade. Isto porque sua mãe não possui condições de sustentar tantas crianças, já que se casou com um homem pobre, diferente da irmã de sua genitora. Dessa forma, Fanny agora é parte de Mansfield Park.

Jane Austen é extremamente habilidosa com as construções, com as palavras, com as sutilezas de cada personagem, com as críticas aos costumes de uma Inglaterra do século XVII. A maneira como ela escreve nos faz percorre 565 páginas de um forma tão prazerosa, que é quase impossível ler um pouquinho e fechar o livro.

Pessoal, quem ainda não leu Janes Austen não sabe o que está perdendo. Suas reflexões são atemporais e sua maneira de enxergar o mundo revela um mulher que estava séculos à sua frente.

Beijos e abraços e até breve. Breve mesmo!

Ansiedade, de Augusto Cury

imagem

 

Eu costumo ler livros de psicologia porque amo esta área do conhecimento humano. Acho que ela pode ajudar muitas pessoas a dar o primeiro passo para modificarem sua forma de pensar e sua conduta, principalmente diante de si mesmo. Claro, talvez os livros somente não sejam capazes de curar as doenças da alma, mas para quem verdadeiramente pretende mudar sua vida, ler, no meu entendimento, já promove algum tipo de modificação. Fará você, pelo menos, enxergar que algo precisa ser feito.

Eu nunca tinha ouvido falar da SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado, ainda mais saber que ela, de acordo com o psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury, é o mal do século. Mas o que é a SPA? É todo excesso que vivemos, sem digerir a realidade, sem termos tempo nem sequer para aproveitar os momentos da vida, sem tempo para refletirmos antes de agir, sem tempo para nos colocarmos no lugar do outro, etc. Tudo isso é fruto de um tempo infeliz no qual temos muitas informações e não exercemos a capacidade crítica.

O que isso ocasiona? Todo o tipo de mal: violências, guerras, mal-estar, baixa autoestima, sofrimento por antecipação, diminuição da criatividade, incapacidade para nos relacionarmos com o outro, impaciência, culto a celebridades, etc, etc, etc. Nossa mente não aguenta tanta informação e entra em colapso causando doenças psicossomáticas como dores musculares, dores de cabeça, infarto e até a precipitação de diversos tipos de câncer. Nosso emocional precisa de cuidados urgentes. Precisamos diminuir o ritmo para que não sejamos vítimas de nossa própria psique.

No livro, Cury nos ensina algumas técnicas para que possamos controlar nossos medos e sermos donos de nós mesmo, senhores do nosso destino e não sejamos subservientes ao lado negro que nós mesmos construímos. É fácil nos livrarmos das nossas mazelas? Não, mas é possível. Temos a capacidade de nos modificar, pois somos seres pensantes.

Trechos da obra:

“Muitos de nós são críticos do misticismo, mas se comportam como cartomantes de segunda categoria. Sofrem por previsões da sua mente. Mais de 90% das nossas preocupações sobre o futuro não se materializarão. E os outros 10% ocorrerão de maneira diferente da que desenhamos. Não é possível ter uma emoção estável e saudável sem dar um choque de lucidez nas preocupações diárias que nos assaltam. O Eu pode e deve impugnar e discordar dos pensamentos de péssima qualidade. Não fazê-lo é ser ingênuo, é não saber que o fenômeno RAM – Registro Automático da Memória está imprimindo-os.”

***

“Nada coloca tanto combustível no mal do século, na ansiedade gerada pela SPA, do que sofrer pelo que ainda não aconteceu. Nosso Eu deve pensar no amanhã apenas para sonhar e desenvolver estratégias para superar desafios e dificuldades”

***

“Não apenas o conteúdo pessimista dos pensamentos é um problema que afeta a qualidade de vida, mas – o que não se sabia – também a velocidade exagerada desses pensamentos depõe contra ela.” 

Portanto, pessoal, vamos mudar a maneira como nos enxergamos, vamos pensar criticamente sobre o que nós pensamos e não nos deixarmos contaminar pelos excessos covardes da nossa civilização que não é nada sábia. Saúde emocional é a saúde do mundo, é ter um mundo sem ditadores. Os ditadores são imaturos emocionalmente, têm apenas sede de poder e controle, filhos da falta de empatia pelo ser humano e dos excessos que criamos.

Acho que este livro é muito importante. Leiam, por favor. Isso é muito sério!!!

Deixo aqui o link para o blog de Augusto Cury (o link do site está lá)

Aqui, o link para o projeto educacional Escola da Inteligência

 

A Arte – Conversas imaginárias com minha mãe

arte

Mais um livro editado pela WMF Martins Fontes que me deixou muito feliz! Eu recebi da editora o ‘Logicomix’, que vocês podem encontrar a resenha logo abaixo. Um livro fascinante, como escrevi. E agora eu leio este: ‘A Arte – Conversas imaginárias com minha mãe’, do espanhol Juanjo Sáez. Igualmente (porém diferente) lindo!

Desenhos toscos? Depende do ponto de vista!

Desenhos toscos? Depende do ponto de vista!

O livro é em formato de HQ, onde o autor se posiciona sobre o significado da arte e discorre sobre a importância de determinados artistas, basicamente criadores da arte contemporânea, vaidade artística, para que serve a arte, além de falar sobre museus, sempre em conversas imaginárias com sua mãe.

O autor e sua mãe em carne e osso

O autor e sua mãe em carne e osso

Toda a obra é desenhada de um jeito informal, que poderíamos chamar de tosco, mas jamais o é. O texto também é escrito como se Saéz estivesse escrevendo em seu diário. Quando o autor erra, ele não apaga, ele simplesmente risca a palavra e continua, como se quisesse nos dizer que a falha, o erro, durante o processo artístico faz parte e não tem que ser escondido.

Um livro para todos!

 

Logicomix

Antes, um obrigado.

Agradeço à Editora WMF Martins Fontes, principalmente a Beatriz Reingenheim, pela presteza no atendimento, pela atenção dedicada. Meu pedido foi atendido com muita gentileza, depois que Bia viu meu blog. A editora e ela me deram a oportunidade de entrar em contato com uma obra linda. Agradeço imensamente a essa editora que sou fã, verdadeiramente, há muitos anos!

Até o final do segundo grau levei a matéria matemática como o meu calcanhar de Aquiles. Tive ótimas professoras, mas a matemática me perseguia. Cheguei até a entrar em aulas de banca e um reforço no turno oposto na escola onde estudava, a extinta e ótima Escola Tereza de Lisieux, aqui em Salvador. Mas, para a minha surpresa, a professora Eládia (ou Euládia, não me recordo), uma velhinha que usa roupas tradicionais de vovozinha, disse que não sabia o que eu estava fazendo ali, pois eu era capaz de fazer contas de cabeça de forma muito rápida, de dar de forma rápida e precisa a resposta para questões de raciocínio lógico. Caramba, então era tudo psicológico, eu realmente era bom com números!!!

Não, eu era bem ruim! Minhas notas não melhoravam. Matemática, mesmo depois da generosidade de professora Euládia (ou era Eládia, não me recordo), continuou sendo meu ponto fraco até o fim do segundo grau!

Mas o tempo foi passando e eu acabei gostando de matemática, assim como de física (outra pedra no caminho). Mais velho, meu interesse por tudo não deixou a matemática de fora e hoje somos amigos, mesmo que distantes.

Bom, essa introdução longa, e talvez desnecessária, foi só para dar sentindo ao livro sobre o qual falarei: Logicomix – Uma jornada épica em busca da verdade.

LOGICOMIX

 

Lindamente escrito por Apotolos Doxiadis e Christos Papadimitriou e lindamente ilustrado por Alecos Papadatos e Annie Di Donna, a obra conta a história do filósofo e matemático Bertrand Russel e sua busca pela verdade por meio dos fundamentos lógicos da matemática. No decorrer dessa busca, vamos conhecendo o homem e o cientista, suas conquistas e falhas humanas, mas principalmente o poder da paixão pela ciência e pela humanidade. Ao longo do livro, que é parte romance histórico, conhecemos pensadores fundamentais como Kurt Gödel e Ludwig Wittgenstein, e suas contribuições filosóficas e matemáticas para o mundo.

Essa verdadeira jornada matemático-filosófica confirmou algo que eu venho pensando há algum tempo e que talvez vá parecer óbvio para aqueles que lerem esse texto: podemos criar belíssimas interpretações da vida, tentar explicá-la por meio da religião ou da ciência, mas no fundo jamais revelaremos seus segredos mais profundos e belos, porque o mistério que envolve a existência sempre será um belíssimo mistério. As coisas mais óbvias e simples da vida continuam sendo as fundamentais e necessárias, porque tudo além disso é pura abstração filosófica. Podemos até seguir certos caminhos teóricos que dialoguem mais com nossas crenças, mas nunca teremos a verdade absoluta nas mãos. ‘Nunca’ é a palavra que me parece mais certa no momento.

Algo que achei bem legal. Os autores da história também aparecem explicando como foi o processo de criação da obra.

Algo que achei bem legal. Os autores da história também aparecem explicando como foi o processo de criação da obra.

Talvez por conta dessa busca incessante por respostas, muitos desses personagens tenham enlouquecido. No fim, até mesmo Russel admitiu que falhou (em parte) em sua missão, embora tenha contribuído imensamente para a evolução das teorias matemáticas e filosóficas, ter sido um popularizador da filosofia, além de ter sido um pacifista. Por tudo isso passei a admirar mais este homem, que nasceu no País de Gales, em 18 de maio de 1872.

Só posso indicar o livro e pedir que leiam algo lindo, extremamente bem feito. Poderia falar muito mais, mas acho que ler esta obra é o mais lógico a ser feito.

 

O caderno rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst

CapaCadernoRosaLoriLamby

Como eu li em alguns momentos, é impossível ler ao “O caderno rosa de Lori Lamby”,de Hilda Hilst, como se um bloco de gelo estivesse diante das frases. Simplesmente somos jogados diante do texto belamente obsceno da escritora, que nos provoca. É como se ela quisesse testar no moral, nossos desejos. Quais são suas reações diante dos relatos lascivos de uma garota de 8 anos? Você ousaria dizer que sentiu desejo?

Impassível eu não fiquei, já que a escrita erótica de Hilda nos faz ir além do livro que estamos lendo. Confesso que também senti tristeza por Lori, uma criança que se vê em um mundo de sexo por influências dos pais cafetões. Então tem esse jogo de desejo, de sentimentos que tentamos não sentir por conta da moral, mas há também a compaixão pela inocência da menina prostituída tão cedo.

A escritora

A escritora

O livro é escrito em forma de diário, com ótimas ilustrações de Millôr Fernandes, traz os erros de escrita de uma criança de oito anos, o que não impede do texto ter diversas referências a escritores consagrados na literatura erótica, como Henry Miller ou Georges Bataille, obviamente grafados de forma “errada”.

Este foi meu primeiro livro de Hilda, embora conheça textos de poesia dela e tenha conhecimento sobre sua importância em diversos estilos literários. Com certeza foi um bom começo, porque eu sempre li sobre ela, li algumas poesias, mas nunca tinha lido uma obra inteira.

Busquem Hilda. Vale muito a pena.

Apegados e Azul é a cor mais quente

Quero falar brevemente de dois livros que li esses dias. Pelo que tenho visto, os comentários aqui no blog diminuíram, mas seria bem legal se quem fizer uma visita por aqui, deixasse suas impressões. É sempre bom trocar informações, receber dicas, etc.

51kgAw7AGCL__SY344_BO1,204,203,200_

Bom, “Apegados” é um texto que soa como livro de autoajuda e é também, o que não o deprecia. Clássicos da literatura, em qualquer área, podem ser considerados autoajuda também, porque não? Se nos ajudam, se nos transformam, isso é que importa. O termo adquiriu tom pejorativo por conta de inúmeros livros esquemáticos e formulaicos sobre a felicidade, sobre o sexo, sobre o emprego, etc. Livros generalistas. Não é o caso desse livro, que foi escrito por Amir Levine e Rachel Heller, dois profissionais da área da psicologia, que tomaram como base diversos estudos sobre a teoria do apego. É um livro sobre psicologia.

Acho que é uma obra que pode nos fornecer informações muito interessantes sobre que tipo de apego carregamos dentro de nós: o evitante, o ansioso e o seguro. Esses três tipos de apego, que são adquiridos por diversos fatores, como ambiente familiar, relacionamentos que tivemos, etc, definem que tipo de pessoa somos com nossos parceiros. A menos que você tenha um apego seguro, ser ansioso ou evitante lhe trará alguns problemas. Mas não se preocupe, ser seguro não é ser perfeito, mas facilita muito as coisas. E para quem é ansioso ou evitante, digo que é possível mudar. Pode não ser fácil, mas é completamente possível.

Sei que não expliquei muito. Com isso deixo o gostinho para quem se interessou e indico que leiam o livro. Acho que se podemos melhorar como seres humanos e fazer de nossos relacionamentos algo melhor, devemos fazer. Afinal, somos serem que precisamos viver com outros, se relacionar, viver uma sexualidade saudável e rica. Parte grande de nossa felicidade vem dos nossos relacionamentos afetivos.

Azul-é-a-cor-mais-quente-1

Semana passada eu escrevi sobre o filme “Azul é a cor mais quente”, que simplesmente achei maravilhoso e um dos mais belos filmes sobre o amor que eu já vi. Aí soube que foi baseado em uma história em quadrinhos e resolvi ler.

“Azul é a cor mais quente”, de Julie Maroh, é uma experiência igualmente impactante, com belíssimos desenhos, com uma paleta de cores triste, quase monocromático, a não ser pela presença do azul…igualmente triste, mas metaforicamente quente.

A história narrada na HQ tem suas diferenças em relação ao filme, o que é normal, são duas linguagens diferentes. Mas se eu tivesse que eleger o que mais gostei, fico com o longa.

Se puderem vejam o filme e leiam a HQ, são duas obras lindas e importante sobre o amor.

 

O Colecionador e o Cristal do Pensamento

Eu sempre quis conhecer o Egito, suas pirâmides, além de mergulhar no passado dessa maravilhosa civilização, tão misteriosa e importante para a humanidade, visitando seus museus. Eu descobri que talvez isso seja possível. Melhor, eu descobri que talvez eu possa conhecer a rainha Cleópatra e checar com meus próprios olhos se ela foi tão bonita quanto Elizabeth Taylor naquele filme de 1963. Sim, claro que não vou deixar de passar na famosa biblioteca de Alexandria, destruída por um controverso incêndio.

Mas como fazer essa viagem? Ainda não inventaram a máquina do tempo, mas uma certa pedra talvez seja a resposta, especificamente um cristal.

llivro

No livro “O Colecionador e o Cristal do Pensamento”, do escritor Alec Saramago e do museólogo Marcelo Cunha, Clara, Letícia, Marcelinho, Lucas e Heleninha, colegas de classe, são incumbidos de fazer um trabalho escolar e o começo de tudo é entrevistar um colecionador que mora em uma casa misteriosa e cheia de objetos fascinantes. Nesta mesma casa, o Colecionador apresenta aos estudantes o Cristal do Pensamento, que tem o poder de levá-los a viagens em busca do conhecimento por diversas épocas do Brasil e assim mudarem seus pontos de vista sobre a história do Brasil e sobre si mesmos.

O mérito da história de Alec Saramago é apresentar ao público infanto-juvenil, prioritariamente, questões como patrimônio, colecionismo, a importância dos museus, entre outros temas, de uma forma lúdica e envolvente, sem nunca cair no academicismo. A aventura vivida pelos adolescentes também fará adultos conhecerem mais sobre esses temas. Ao final do livro, o museólogo Marcelo Cunha explica de forma mais consistente alguns termos que aparecem ao longo da narrativa, além de propôr utilizações da obra como ferramenta pedagógica. As ilustrações muito bonitas são de Etiennette J. Bosetto, Raquel Andrade e Rodrigo Passos Custodio.

O livro dialogou comigo. Foi uma leitura gostosa e rica, que me acrescentou. Que me educou. E por falar em educação, lembrei do professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, que tanto admiro. Ele diz que o radical que forma a palavra “educação” é docere, de educere, que é “doce” e que também significa conduzir. O professor também diz que a educação é um tempo mais amplo inserido em nossa existência. Educação nos molda, nos orienta, nos organiza em nossa trajetória. E isso não encontramos apenas na escola, mas fora dela e durante nossa vida inteira. Outra fala importante do professor é sobre os museus: museu não é lugar para coisa velha. É lugar para coisa antiga. Nele, reverenciamos o que é antigo, mas que, de forma alguma, envelheceu.

“O Colecionador e o Cristal do Pensamento” será importante para qualquer um que o leia e, tenho certeza, jamais irá envelhecer, apesar de um dia se tornar antigo.

O livro é uma iniciativa louvável da Doc-Expõe Gestão Museológica e Documental, empresa de Salvador pioneira no Norte e Nordeste em  serviços como documentação empresarial e museologia e que tem em seu currículo o Top of Business 2010 e o Top Empreendedor 2009.

O livro está sendo vendido por R$ 34,90 nos seguintes espaços:

LDM, do Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha (Praça Castro Alves)
Livraria Cultura (Pituba)
Livraria do Aeroporto
Rede Leitura Shopping Bela Vista
Rede Leitura Salvador Norte Shopping
Jhana Livros

Não se desespere!, de Mário Sérgio Cortella

Eu sempre via o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella nos programas de TV. Sempre me interessei pela fala dele, pela sua paixão pela língua, pela sua dicção, pela, enfim, imensa bagagem cultural. Mas só recentemente fui buscar entrevistas e palestras no you tube e, aí, sim, me tornei fã com certificado.

msc

No momento só penso em ler o professor Cortella. Minha mãe me deu de amigo secreto um dos livros dele, o “Não se desespere! – Provocações filosóficas”, editora Vozes, 2013, que abrange em pequenos capítulos diversos assuntos, como escola, amor, violência, política, morte, arte, religião, etc. Como vi muitas entrevistas e palestras, o livro apenas trouxe em texto impresso aquilo que já tinha ouvido. O que não deixou de ser ótimo, claro!

Esta obra de Cortella é apenas uma introdução, não um discussão aprofundada sobre os temas listados acima. É um ponto de partida para os outros livros dele e até livros de outros autores, como o muito citado educador Paulo Freire.

Indico fortemente este livro porque filosofia não é algo de gênios sentados no cume da montanha refletindo sobre metafísica ou criando teorias  inalcançáveis aos mortais. Filosofia é vida diária, tangível, e necessária para vivermos melhor. Este livro em especial é muito direto, simples, pop no melhor sentido.

Não vou colocar um link de entrrevista ou palestra aqui. Apenas peço que “percam tempo” e procurem Cortella no you tube. Ele tem muito a dizer, muito a ensinar, e pode, com seu discurso instigante e apaixonado, mudar algo em você. Mudar para melhor.

Dado o recado!!!

Audiobook ‘As mentiras que os homens contam’

Capa Mentiras que Homens Contam Ponto de Leitura.indd

O livro é de 2002. O autor é Luís Fernando Veríssimo. O leitor é Bruno Mazzeo. Leitor? É, quem leu para mim foi o ator. Claro, trata-se de um audiobook. Eu resolvi experimentar um e acabei encontrando no you tube este. Confesso que nunca tinha lido um livro de Verríssimo, embora já tenha entrado em contato com suas crônicas em jornal e conheço seu estilo. Gosto dele.

O lance do audiobook é justamente a utilização dos recursos sonoros, que dão cor ao texto. Acho que foi uma boa escolha ter Bruno Mazzeo como leitor de ‘As Mentiras que os Homens Contam’. Acho ele engraçado, mas não exatamente um bom ator. A interação com as atrizes ou a atriz (não sei se foi apenas uma)  também funcionou. Por vezes dei mais risada com a entonação do que propriamente com o texto.

Gostei da experiência. Vou caçar outros livros em diferentes estilos.

Hit-Girl

Vi o filme Kick-Ass e adorei. Achei divertido, inteligente, aquele tipo de filme agradável e simpático que sempre dá vontade de ver. Não conhecia a HQ que deu origem ao longa. A continuação vem aí.

Hit-Girl

 

Graças a Deus e ao Vinil Digital, eu tenho a possibilidade de entrar em contato com editoras e algumas vezes sou agraciado com livros e HQs. Agradeço à Panini por me enviar a edição de “Hit-Girl”, que se passa entre o primeiro e o segundo Kick Ass. Quando assisti ao filme a personagem que mais gostei foi justamente ela. Então, fiquei torcendo para a Panini aceitar meu pedido. Eu adorei!!!

Belíssimo trabalho dessa equipe de feras: Mark Millar, John Romita Jr., Tom Palmer e Dean White.