Caixas em MDF

Já escrevi um texto onde falo da pintura e do artesanato, por isso não vou me alongar descrevendo a importância do artesanato para mim. Esse post é para mostrar as peças que tenho feito em MDF, um material muito versátil, com possibilidades infinitas. Por enquanto, produzi apenas caixas, cinco no total. Tenho mais cinco esperando para serem decoradas.

Vejam e me digam o que acharam!

Uma caixinha feita para o meu pai, que dei de presente no Dia dos Pais. Fiz para ele guardar porta-copos.

Nesta caixa usei um verniz vitral na tampa que, como o nome sugere, simula o vidro.

Deixei o craquelê simples, sem pintar, apenas em volta do papel de decoupage. Na bordas aproveitei o mesmo papel.

Um programa de TV me deu a ideia e eu resolvi fazer algo na linha. Disseram que era uma caixa simulando algo vintage. Essa mistura ficou equilibrada?

Esta foi feita para o Dia das Mães e foi a primeira que fiz.

Bom, essas foram as cinco primeiras. Espero que tenham gostado! Mandem ideias também. E lembrem que aceito encomendas do Brasil e do mundo!

Anúncios

Minha Primeira Exposição

Quase um mês longe do blog. O post da volta tinha que ser sobre a primeira exposição que fiz e a experiência que vivi. E, claro, foi justamente por causa dela que me afastei do blog e outras coisas. Precisei me concentrar na organização da exposição, que envolvia, principalmente, a pintura das telas.

Então foi isso. De 17 a 3 de agosto, de 8 às 18h, eu fiquei concentrado no Tribunal Regional do Trabalho, no Comércio (quem é de Salvador, sabe). Fui com a expectativa alta, já que tenho o hábito de postar minhas telas no facebook e observei que as pessoas estavam gostando dos trabalhos. Claro, comprar é outra história, mas mesmo assim eu estava muito confiante nas pinturas. E acho que não poderia usar outra palavra para o resultado dessa exposição: sucesso.

Eu e Vânia no TRT do Comércio

Tive ajuda de amigos da imprensa que publicaram notas em sites e em jornais (obrigado Maíra Cortês, Gabriel Serravalle e Milene Rios). O próprio TRT foi muito generoso colocando duas matérias em seu site. A assessoria de comunicação da instituição foi muito solícita, prestativa. Agradeço muito à Vânia e Andréia Pereira, pessoas que travei contato direto. Mas, claro, toda a equipe está no meu coração. Edmar Cruz, que trabalha na administração do Fórum, foi outro que não mediu esforços para me deixar confortável lá, sempre me deixando à vontade para pedir o que eu achasse necessário. Me senti como se fizesse parte do TRT enquanto estive lá. E não posso deixar de agradecer o apoio de funcionários como Adailton, Jorge, seu Edson, entre outros, que no meio do corre-corre me deram força, seja espalhando a notícia pelo prédio, trazendo um cafezinho ou simplesmente me passando energia positiva. Eu sei (acho) que ninguém conhece estas pessoas, mas é importante citar que não somos nada sem a ajuda dos outros. Beijos, também, para dona Elizabete (não tinha um dia que ela não fosse me dar um abraço e desejar sorte), Cláudia, Nilma e Zenita, pessoas que formei uma excelente relação lá. E, sim, eu com certeza não coloquei todos os nomes de pessoas legais que conheci.

Cartaz elaborado pela Ascom do TRT

Dei o nome de ‘Versões’ para esta exposição. Explico. Nesta minha primeira fase, que durou sete meses, eu pesquisei muito, li livros, assisti a inúmeras vídeo-aulas, para aprender a pincelar corretamente, a limpar os pincéis, a misturar as cores e, claro, escolher telas que eu pudesse reproduzir e dar meu toque em cima delas, de acordo com minha pouca experiência. Felizmente, a cada trabalho fui percebendo que houve interesse por parte das pessoas, elogios, dicas de como melhorar, etc. Artistas como Wilson Bickford, Bill Alexander e Leonid Afremov foram os nomes fora do Brasil que me inspiraram. Os nomes nacionais foram Vanessa Oliveira, Mauro Martins e Augusto Aguirras. O site dos Pincéis Condor também me ajudou a ter ideias, como a ‘Série Africanas’. Aliás, os dois últimos nomes nacionais citados são artistas que trabalham na Condor.

Durante os 15 dias úteis que a exposição ficou por lá consegui vender 14 das 20 telas apresentadas, além de uma encomenda (breve colocarei a foto por aqui e no facebook). O saldo foi ótimo e consegui provar – e isso era algo que eu precisava – que posso viver um dia da pintura, das artes plásticas. O mundo das artes não é feito do artista somente. Não existe ninguém que prescinda da ajuda dos outros para crescer. Seja de artistas que te inspiram até a mais humilde pessoa que elogie uma tela sua, todos fazem parte daquilo que você se transforma e do futuro sucesso que obtém. Não fui ao TRT como artista, juro por tudo que me é sagrado. Nem gosto muito de ser chamado de artista. Fui lá, e isso é muito sério para mim, para vender um objeto que fizesse parte da vida de alguém, que desse um pouco mais de beleza a um canto escolhido por quem comprasse. E isso não é diminuir o trabalho que tive. A beleza, a alegria, a emoção (seja até a tristeza) que uma tela desperta é o que interessa. Podemos chamar de arte ou não.

A importância da pintura e do artesanato

Jorge Zalszupin é um designer polonês naturalizado brasileiro. É dele a seguinte frase: “Passamos a vida buscando o acolhimento materno”. Ele criou um carrinho de chá (1959) a partir da memória de seu carrinho de bebê, obra que traduz a frase que citei acima (é fácil encontrar a imagem na web).

Comecei o texto fazendo referência a esse prestigiado designer porque sinto-me como ele ao lidar com a pintura e com, ainda de leve, o artesanato. Não é uma questão de dependência emocional da mãe. Eu acho que cortei o cordão umbilical há muito tempo e não me sinto refém do útero, mas acho que o acolhimento que tive e tenho formaram bases emocionais muito sólidas e que carrego em mim como sustentáculos primordiais da minha personalidade, do que considero importante, da minha perspectiva de vida, de dar valor às coisas simples para ser feliz. Talvez eu não seja o mais apto a me analisar, por isso vou deixar o tom freudiano de lado.

A partir dos ensinamentos do artista Mauro Martins, de Fortaleza, fiz essa rosa com textura

Quando descobri que podia pintar telas que interessavam às pessoas, decidi continuar a pincelar, a desenhar, e quem sabe viver disso um dia. A primeira tela contém erros óbvios, mas já mostrava que eu podia evoluir e fazer coisas bonitas, que pudessem enfeitar os lares, os escritórios, as clínicas e qualquer ambiente disposto a receber um quadro em suas paredes. A princípio a ideia de pintar veio durante 30 minutos de meditação com o surgimento em minha mente de uma tela que pintei quando tinha 12 anos. Não medito com frequência religiosa, mas vez ou outra mergulho nesse mundo. Dia 9 dezembro comprei o material e dia 10 pintei ‘Casa de campo’, tirada de uma revista especializada.

Comecei, então, a pintar pensando em uma futura exposição (se tudo der certo, ainda em julho exponho) à medida que fui recebendo encomendas de diversos tipos, desde telas infantis à animais como a coruja, passando por flores como a orquídea e a Deusa da Justiça. Cada trabalho, por mais fácil que podia parecer, nunca era e ainda não é. Hoje sinto-me mais hábil, com mais confiança, mas o mundo da pintura é vastíssimo, há muito o que aprender, muito. Sempre leio, assisto a vídeos, tiro dúvidas com artistas plásticos. Não há um dia que não se descubra algo.

Hoje, tenho 33 telas feitas, sendo 20 em acrílica e 13 a óleo. Estou em fase de produção de mais 3 (2 em acrílica e 1 a óleo). Fiz 12 desenhos, dos quais alguns foram encomendas e outros fiz para treinar. Além disso, fiz minha primeira peça de artesanato em MDF, uma caixa dada à minha esposa no Dia das Mães.

Tudo que a gente vê, ouve, lê, pode influir em uma tela. Neste caso, durante a leitura da biografia de Carmen Miranda, de Ruy Castro, resolvi estilizar essa africana. As frutas na cabeça e a saia de losango são uma homenagem à Pequena Notável

Durante esse processo, depois dessas telas e desenhos, não há como dizer que a pintura e o artesanato são apenas um hobby ou serão apenas uma fonte de renda extra. A emoção de pintar, de produzir essas peças, vai muito além da questão financeira. Tem relação com a pessoa que sou e do que considero importante, como foi dito no início do texto. Pintar e fazer peças de artesanato, para mim, são a tradução do acolhimento materno, de um sensação de família unida, de sorrisos, de tomar café ao lado da pessoa que se ama, de brincar com a filha. Tudo isso é o que a pintura me faz. A pintura em tela principalmente, já que a dedicação maior vai para ela. Descobri que meu sangue é tinta vermelha e que minha alma carrega o desejo de traduzir as emoções humanas por meio das cores. E cada pessoa que leva para casa um quadro meu, me dá um pouco de felicidade.

Penso que ainda me encontro em uma fase que chamo de ‘Decorativa’, já que ainda pego muitas ideias de outros artistas e coloco minha versão, sempre pensando as telas como um objeto de decoração. Ainda não possuo um estilo que me identifique e nem faço arte, no sentido de propor ideias, de formular conceitos ou quebrar paradigmas. E claro, não há nada de depreciativo no termo, já que uma obra de arte pode ser um objeto de decoração, claro. Apenas foi a forma que encontrei para definir o momento no qual me encontro.

É isso, pessoal. Esse texto foi uma tentativa tosca de expressar o que a pintura me faz, o bem que essa arte me proporciona e afirmar que as cores entraram em minha vida de forma definitiva.

Para quem ainda não conhece as telas que produzi, o link é www.flickr.com/sandrocp

Dois novos a óleo

Estive afastado um pouco do blog porque estava pintando para minha primeira exposição. O mínimo de quadros a ser levado para o local é de 10 e tive que correr para dar conta. Felizmente, embora eu tenha pintando os 10, a exposição não aconteceu. E digo felizmente porque eu ia expor em um período difícil, época de São João, talvez não vendesse bem. Além disso, uma reforma no local me impediu de mostrar minhas telas, mesmo que fosse possível.

A nova data é de 3 a 10 de julho, até agora. E quando estiver próximo, aviso e dou o endereço. Quem quiser ir, sendo de Salvador ou não, está convidado.

Bom, as duas últimas telas que pintei para completar as 10 foram ensinamentos de um pintor muito bacana chamado Bill Alexander, um velhinho muito simpático e talentoso, que tem décadas de pintura. ‘Montanhas’ e ‘Jarro e fruta’ são pinturas a óleo, onde utilizei uma espátula e no máximo dois pincéis. Adoro trabalhar com poucos pincéis e estou amando manejar as espátulas. Adoro o efeito que elas dão à pintura. Confesso que vou tentar trilhar um caminho no qual menos pincéis e mais espátulas será a tônica.

Confiram as telas abaixo e espero que gostem.

Jazz Band a óleo

Eu sou um apaixonado por música desde muito pequeno. Até agora não tinha pintado um quadro que representasse esta arte que tanto amo. Fiz um busca por imagens e acabei encontrando uma obra do artista Leonid Afremov. Resolvi dar minha versão à bela tela dele, utilizando uma técnica na qual é mestre: a espátula. Não foi nada fácil, como sempre. A gente só sente a dificuldade quando está fazendo.

Obviamente, como foi minha primeira tela com esta técnica, me bati em alguns momentos, pensando como deveria usar a espátula para pintar determinada parte, obter determinado movimento, etc. Mas é isso, pessoal, ‘Jazz Band’ saiu. Espero que agrade.

Baianas no Pelô

Esperei a segunda tela ficar pronta para poder postar as duas. ‘Baianas no Pelô’ é um trabalho em acrílica e PVA que foi inspirado em pinturas da artista plástica mineira, Vanessa Lima. Aliás, nessa minha fase estou me inspirando em muitos artistas talentosos do mundo todo. A partir das telas deles, crio em cima, dou minha versão. É importante eu dizer, porque criei pouca coisa própria até agora.

Estou numa fase de pesquisa, de encontrar meu estilo, de testar o que posso fazer. Por isso pesquiso muito, busco trabalhos que me agradam e tento reproduzi-los colocando meu toque, minhas cores. Eu criei em cima da proposta Vanessa, mas muito do original está aí.

Africana

Adorei ter feito essa africana. Cores quentes, alegres, muito africana, mas muito brasileira, não é? Nossas raízes: música, comida, cor, a cultura brasileira é a África também. Essa tela foi feita em acrílica, 40 cm x 50 cm.

Dançarinos

Mais uma reprodução do pintor pernambucano Romero Britto. Como sempre, é muito divertido fazer, mas não quer dizer pouco trabalhoso. Quando está pronto e vejo na parede sinto alegria. É isso que as obras de Romero me passam. Essa tela foi feita em acrílica, 50 cm x 70 cm, para minha irmã e meu cunhado.

Quem observar a original vai notar que há algumas diferenças. Eu dei uma criada em cima, mas nada demais. Não sei o nome que Romero deu, mas eu chamei essa minha versão de ‘Dançarinos’. Óbvio, mas é isso.

O Tucano

Bom, meu pai pediu esse tucano e eu fiz com muito prazer. Amo os animais e acho o tucano uma ave linda. Essa tela é a óleo, 50 cm x 40 cm. Sim, coloquei o nome de ‘O Tucano’, porque esse é ‘o’ tucano de meu pai. Bobagens, bobagens!

 

Tranquilidade

Gostei muito de ter feito esta tela. Geralmente meu gosto vai para as cores intensas, quentes, um quadro cheio de tons calorosos. Mas resolvi pintar esta tela porque senti exatamente a palavra que coloquei como título: tranquilidade.

Nesta tela utilizei apenas três cores: vermelho óxido transparente, branco e preto. É óleo sobre tela, 50 cm x 70 cm.