O Colecionador e o Cristal do Pensamento

Eu sempre quis conhecer o Egito, suas pirâmides, além de mergulhar no passado dessa maravilhosa civilização, tão misteriosa e importante para a humanidade, visitando seus museus. Eu descobri que talvez isso seja possível. Melhor, eu descobri que talvez eu possa conhecer a rainha Cleópatra e checar com meus próprios olhos se ela foi tão bonita quanto Elizabeth Taylor naquele filme de 1963. Sim, claro que não vou deixar de passar na famosa biblioteca de Alexandria, destruída por um controverso incêndio.

Mas como fazer essa viagem? Ainda não inventaram a máquina do tempo, mas uma certa pedra talvez seja a resposta, especificamente um cristal.

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No livro “O Colecionador e o Cristal do Pensamento”, do escritor Alec Saramago e do museólogo Marcelo Cunha, Clara, Letícia, Marcelinho, Lucas e Heleninha, colegas de classe, são incumbidos de fazer um trabalho escolar e o começo de tudo é entrevistar um colecionador que mora em uma casa misteriosa e cheia de objetos fascinantes. Nesta mesma casa, o Colecionador apresenta aos estudantes o Cristal do Pensamento, que tem o poder de levá-los a viagens em busca do conhecimento por diversas épocas do Brasil e assim mudarem seus pontos de vista sobre a história do Brasil e sobre si mesmos.

O mérito da história de Alec Saramago é apresentar ao público infanto-juvenil, prioritariamente, questões como patrimônio, colecionismo, a importância dos museus, entre outros temas, de uma forma lúdica e envolvente, sem nunca cair no academicismo. A aventura vivida pelos adolescentes também fará adultos conhecerem mais sobre esses temas. Ao final do livro, o museólogo Marcelo Cunha explica de forma mais consistente alguns termos que aparecem ao longo da narrativa, além de propôr utilizações da obra como ferramenta pedagógica. As ilustrações muito bonitas são de Etiennette J. Bosetto, Raquel Andrade e Rodrigo Passos Custodio.

O livro dialogou comigo. Foi uma leitura gostosa e rica, que me acrescentou. Que me educou. E por falar em educação, lembrei do professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, que tanto admiro. Ele diz que o radical que forma a palavra “educação” é docere, de educere, que é “doce” e que também significa conduzir. O professor também diz que a educação é um tempo mais amplo inserido em nossa existência. Educação nos molda, nos orienta, nos organiza em nossa trajetória. E isso não encontramos apenas na escola, mas fora dela e durante nossa vida inteira. Outra fala importante do professor é sobre os museus: museu não é lugar para coisa velha. É lugar para coisa antiga. Nele, reverenciamos o que é antigo, mas que, de forma alguma, envelheceu.

“O Colecionador e o Cristal do Pensamento” será importante para qualquer um que o leia e, tenho certeza, jamais irá envelhecer, apesar de um dia se tornar antigo.

O livro é uma iniciativa louvável da Doc-Expõe Gestão Museológica e Documental, empresa de Salvador pioneira no Norte e Nordeste em  serviços como documentação empresarial e museologia e que tem em seu currículo o Top of Business 2010 e o Top Empreendedor 2009.

O livro está sendo vendido por R$ 34,90 nos seguintes espaços:

LDM, do Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha (Praça Castro Alves)
Livraria Cultura (Pituba)
Livraria do Aeroporto
Rede Leitura Shopping Bela Vista
Rede Leitura Salvador Norte Shopping
Jhana Livros

Os álbuns do Dr. House

Vulgo Dr. House, esse Hugh Laurie é excelente ator, bom escritor e ótimo músico! Ouvi os dois discos e achei ótimos, com um gosto especial pelo primeiro, o “Let Them Talk” (2011).  Este disco celebra blues clássicos de New Orleans, com uma banda excelente e Laurie ao piano! Adorei!hugh-laurie-let-them-talk-front-cover-72500

O segundo disco do astro britânico, “Didn’t It Rain” (2013) também é muito bom. Segue a pegada blues e homenageia artistas pioneiros como WC Handy e Dr. John, além de participações especiais, como a cantora guatemalteca Gaby Moreno. É show também. De muito bom gosto.

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Sam & Cat

Sam é Jennete McCurdy e Cat é Ariana Grande. Sam & Cat é um seriado da Nicklondeon, canal infanto-juvenil. Apesar da informação o texto é sobre os álbuns de estreia das duas estrelas teen. Resolvi ouví-los e cheguei à seguinte conclusão sobre cada um. E antes que alguém que ame as duas meninas por ventura apareça por aqui, informo logo que não desgostei de nenhum dos dois.

Ariana_Grande_-_Yours_Truly

Bom, o primeiro que escutei foi o de Ariana (linda Ariana, por sinal), e achei “Yours Truly” bem legal. Gostei dos arranjos e a maioria das melodias R&B me fez querer voltar ao álbum (e foi o que fiz 3 vezes). Não entendo inglês perfeitamente, mas arrisco a dizer que as letras não devem ser pepitas literárias. Mas, sim, a voz dela é grande (trocadilhos à parte). Como os estúdio fazem milagres, vá lá saber. Mas, como também vejo esses seriados com minha filha, já ouvi Ariana cantando à capela. Tem boa voz.

JM

O disco “Generation Love”, de Jannete McCurdy, é voltado mais para o country e também não é ruim, mas achei bem mais fraco. Disco bem produzido, sem dúvida, mas as melodias não me agradaram tanto. Também não me tornei grande fã da voz da loirinha.

No you tube vocês encontram os dois álbuns facilmente, como eu os encontrei.