Cortina de Fumaça

cartaz

Estava passando de canal em canal pela TV, naquele movimento quase involuntário, e parei no Canal Brasil, no exato momento do início deste documentário. O tema me interessa muito e resolvi ficar. Minuto a minuto fui adorando o filme e percebi a sua importância. É o tipo de mensagem que precisa ser mostrada a todos, já que vivemos em uma sociedade hipócrita em diversos assuntos, como o sexo, por exemplo. Mas ‘Cortina de Fumaça’ (2009), do brasileiro Rodrigo Mac Niven, fala de outro tabu: as drogas, principalmente as consideradas ilícitas e seu consequente combate.

O FILME COMPLETO ESTÁ LOGO ABAIXO E VOCÊ PODE VÊ-LO PELO YOU TUBE. VEJA, EU IMPLORO..RS!

Umas das mensagens do longa, que acho não ser novidade pra muitas pessoas, inclusive do poder, é que no fundo a guerra às drogas é o verdadeiro causador da violência e não o uso de determinada substância. Mostra que as leis criadas são fruto da ignorância e preconceito e que acabam por criminalizar a pobreza. Por exemplo, nos Estados Unidos, há cerca de 100 anos, a cocaína era legal. Sua proibição foi instaurada porque os negros do sul começaram a utilizá-la. A mesma coisa aconteceu com a maconha, que foi proibida porque os americanos de origem mexicana começaram a fazer uso da substância. E para quem não sabe, nosso cérebro, o de todos nós, possui o sistema canabinoide. Sim, que contém substância presentes, claro, na cannabis, e é fundamental para o seu funcionamento. Talvez a maconha não seja tão prejudicial à saúde, já que nosso organismo produz a química presente na planta que tentamos combater!!!

Esse sistema belicista de enfrentamento às drogas ilícitas gera criminosos que precisam ser combatidos. De um lodo temos os usuários (transformados em criminosos) e os traficantes, que são fruto do mercado negro e querem ganhar dinheiro com a situação. Já que a lei determina que este mercado é ilegal e prejudicial à sociedade, a poder público arma policiais para combatê-lo. No meio disso tudo está as pessoas que não consomem nem traficam. Pessoal que estão no meio do fogo cruzado e que sofrem as consequências negativas, tanto dos policiais quanto do mercado ilícito.

Pessoal, é muito estranho e desonesto tudo isso. Vocês conhecem algum estudo que indique que depois de consumir um ou mais cigarros de maconha, a pessoa tenha saído para cometer um crime? Ou algum estudo que revele que o consumo de tantas grama de cocaína levou o indivíduo a matar alguém? Não, porque não existe. O que existe é a criação de clichês moralistas para colocar medo nas pessoas e repetir a ladainha da guerra às drogas. Mas todos nós sabemos que o álcool pode gerar (e gera) brigas e mortes por diversos motivos. O cigarro também! Milhares de pessoas morrem por causa dos inúmeros componentes químicos presentes no tabaco. Você já viu alguém morrer por overdose de maconha? Não. Mas muitas pessoas morrem por conta de uma simples aspirina!

Outro mito e clichê é dizer que a maconha leva a outras drogas. Não, nunca levou. A cannabis é relaxante e a cocaína, por exemplo, é estimulante. Então, não tem relação, são duas necessidades diferentes. Nenhum estudo sério no mundo comprovou isto. Mas a mídia desinforma e os políticos se aproveitam disso para criar plataformas políticas populistas que jamais resolverão o problema. Não é trocando as armas e os carros dos policiais que o problema será resolvido. Para mim, é claro que a DESCRIMINALIZAÇÃO é o início da solução. O controle das drogas e não a guerra contra as drogas, que acaba atingido a população!

Não se assuste, mas o LSD e o Ecstasy, por exemplo, fazem muito menos mal do que o cigarro e o álcool. Álccol que assume a pele da doce e linda Sandy e da voluptuosa Alinne Moraes em propagandas que ligam o sexo ao consumo da bebida. Nestes casos, a cerveja nossa de cada dia. Porra, que sociedade hipócrita é essa?

É fato: as drogas fazem parte da sociedade desde os primórdios e jamais vão desaparecer. Eu rezo para que surjam políticos que tenham coragem em tratar do assunto com seriedade e mudar a maneira como lidamos com essas substâncias. A grande mídia, muito influente, é outra peça medrosa e cega (ou se faz de) e só reforça os preconceitos repetindo os mesmos clichês nos atrasam. E o círculo viciosos (com o perdão da palavra) continua…

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