Design + Artesanato – O caminho brasileiro

Este texto também está em meu outro site, o Ateliê Caldas Pina. Quem quiser conhecê-lo é só clicar aqui.

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Estava eu na Livraria Cultura, que ultimamente é quase a extensão de minha sala, lendo um livro na seção de Artes, aí meu olho bateu neste ‘Design + Artesanato – O caminho brasileiro’, de Adélia Borges. Pronto. Peguei o livro, dei um rápida passada por suas páginas e texto e me apaixonei. Como o livro custa R$ 100,00, tinha que ser lido ali mesmo. Durante três dias bati ponto na Cultura.

O livro de Adélia propõe uma reflexão sobre o união entre o artesanato e o design, sugerindo que as duas partes podem contribuir para a evolução mútua. Em um país que valoriza muito mais o intelecto do que o fazer manual, foi muito importante conhecer as histórias desse livro e a variedade do artesanato produzido no país.

A definição de artesanato que norteia a obra é aquele tradicional, feito com matéria-prima natural, própria da região, retirada da natureza e que traduz os costumes e saberes da localidade. O artesanato praticado em países como Estados Unidos, por exemplo, está relacionado com um saber mais formal, até acadêmico, e destinado a camadas com maior poder aquisitivo, adquiri até status de arte. Bem diferente do que é artesanato para nós.

Valorização do artesanato

Um dia desses tentei fazer uma parceria com uma conceituada loja paulista, dessas que vemos em Casa Cláudia, mas obtive uma resposta que me deixou com pulgas atrás da orelha, embora o tom tenha sido amigável e gentil.  O e-mail, que obviamente era um texto pronto a ser enviado a quem propusesse parceria, disse que no momento não era possível porque a loja estava interessada em produtos “menos artesanais, mais “modernos” e “originais”. Uma visão que permeia muitos setores, mas felizmente não todo o mercado e profissionais da arquitetura e design.

Lendo o livro você descobre, para quem não sabia como eu, que no segmento de moda marcas como Ellus, Zoomp, M. Officer, entre outras, utilizam componentes artesanais em seus processos. Cada vez mais decoradores incorporam aos seus projetos objetos artesanais que são verdadeiras peças de design. Então, como não pensar que o intelecto não está envolvido na criação de um objeto desses? Abaixo, vocês podem ver uma peça que ganhou um prestigiado prêmio de design alemão e que foi confeccionada por uma artesã, claro, brasileira. A outra imagem mostra a famosa cadeira dos prestigiados irmãos Campana, que utiliza bonecas artesanais.

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Quero terminar este texto com algumas frases retiradas do livro.

Lina Bo Bardi, grande defensora do artesanato, diz:

“…queria que o Brasil tivesse uma indústria a  partir do seu artesanato, a partir das habilidades que estão nas mãos do povo, do olhar da gente com originalidade…”

E mais:

“…o mundo do consumo como alguma coisa que tivesse ressonância em nosso coração…”

Um livro muito bonito em todos os sentidos!

 

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Clarice Lispector – Pinturas

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Quem não conhece Clarice Lispector? Você pode não ter lido nenhum obra da escritora, mas Clarice, mesmo que por vias tortas, é conhecida pelo público em geral. Com ‘vias tortas’ me refiro às inúmeras frases atribuídas a ela nas redes sociais. Enfim, Clarice Lispector é uma das mais importantes escritoras da literatura universal e possuía uma mente em eterna ebulição que não pôde ficar circunscrita à arte da construção das palavras. Ela mesma dizia que a palavra era falha para descrever as emoções. Por isso mesmo, Clarice investiu em outra forma de expressão, a pintura. Suas telas refletem seus livros e para entendê-las acho que ‘Clarice Lispector – Pinturas’, do pesquisador Carlos Mendes de Sousa, é muito importante.

Confesso que teria dificuldade em entender as telas, caso não houvesse este suporte para decodificá-las. Claro, apenas poderia extrair as sensações das pinceladas fortes e explosivas e guardar as emoções para mim, sem traduções de terceiros. Mas as pinturas de Clarice ganham mais força e sentido por conta desse diálogo com seus livros.

Clarice era apaixonada por artes plásticas e chegou a fazer aulas de escultura. Não deu certo. Acabou encontrando na pintura, principalmente em placas de madeira, suas outra veia artística. Os próprios livros de Lispector eram pictográficos, visuais, como se as palavras e frases ganhassem cores. Ela também refletia sobre o ofício de pintar:  ‘Água Viva’  e ‘Um Sopro de Vida’, por exemplo, possuem personagens que são pintoras.

Mendes de Sousa divide o livro em duas partes: ‘Os quadros de Clarice’ e ‘Clarice pintora’. Na primeira, lemos como Clarice tomou contato com as obras e pintores, além de servir de modelo para diversos artistas. Na segunda, o estudo volta-se para as obras pintadas pela escritora.

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Retrato de Clarice por Carlos Scliar, de 1972.

Estamos acostumados a ligar Clarice Lispetor à palavra. Naturalmente. Mas texto não é apenas formado pelo código da escrita. É tudo que podemos extrair mensagem. As pinturas de Clarice são tão fortes quanto a sua escrita, apenas fazem parte de outra forma de representação.

“Pássaro da Liberdade” (1975). Óleo sobre madeira.

“Pássaro da Liberdade” (1975). Óleo sobre madeira.

 

Poptogramas

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Sou fã de música e das artes visuais em geral. Não conhecia este pequeno e divertido livro. Aí abri ‘Poptogramas’ (2008), do designer Daniel Motta, e dei muita risada com a tradução das nossas bandas e cantores pela arte da pictografia. Existe o volume 1 com bandas gringas, que ainda não li. Acho que é fácil encontrar os dois pela web. Vou tentar achar o primeiro.

Sim, para quem não sabe o que é pictograma, nada mais é do que aqueles símbolos universais que te ajudam, te orientam a usar, por exemplo, um banheiro em Istambul..rsrs…(exemplo encontrado no site do livro: www.poptogramas.com.br).

O livro funciona assim: você tem em uma página a imagem e no verso a resposta. É bem divertido tentar adivinhar os  artistas. Nem sempre as imagens são tão óbvias. Percebe-se que Daniel saca de música também.

Será que você consegue adivinhar os nomes dessas bandas?

Doces Barbaros - Poptogramas Brasilis - Daniel Motta - site Revista Bravo

Eles são baianos. Nem sempre doces, mas nunca bárbaros..rsrs!

Será que professor Xavier aceitaria Rita Lee? rsrs!

Será que professor Xavier aceitaria Rita Lee? rsrs!

Diversão garantida!

Cortina de Fumaça

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Estava passando de canal em canal pela TV, naquele movimento quase involuntário, e parei no Canal Brasil, no exato momento do início deste documentário. O tema me interessa muito e resolvi ficar. Minuto a minuto fui adorando o filme e percebi a sua importância. É o tipo de mensagem que precisa ser mostrada a todos, já que vivemos em uma sociedade hipócrita em diversos assuntos, como o sexo, por exemplo. Mas ‘Cortina de Fumaça’ (2009), do brasileiro Rodrigo Mac Niven, fala de outro tabu: as drogas, principalmente as consideradas ilícitas e seu consequente combate.

O FILME COMPLETO ESTÁ LOGO ABAIXO E VOCÊ PODE VÊ-LO PELO YOU TUBE. VEJA, EU IMPLORO..RS!

Umas das mensagens do longa, que acho não ser novidade pra muitas pessoas, inclusive do poder, é que no fundo a guerra às drogas é o verdadeiro causador da violência e não o uso de determinada substância. Mostra que as leis criadas são fruto da ignorância e preconceito e que acabam por criminalizar a pobreza. Por exemplo, nos Estados Unidos, há cerca de 100 anos, a cocaína era legal. Sua proibição foi instaurada porque os negros do sul começaram a utilizá-la. A mesma coisa aconteceu com a maconha, que foi proibida porque os americanos de origem mexicana começaram a fazer uso da substância. E para quem não sabe, nosso cérebro, o de todos nós, possui o sistema canabinoide. Sim, que contém substância presentes, claro, na cannabis, e é fundamental para o seu funcionamento. Talvez a maconha não seja tão prejudicial à saúde, já que nosso organismo produz a química presente na planta que tentamos combater!!!

Esse sistema belicista de enfrentamento às drogas ilícitas gera criminosos que precisam ser combatidos. De um lodo temos os usuários (transformados em criminosos) e os traficantes, que são fruto do mercado negro e querem ganhar dinheiro com a situação. Já que a lei determina que este mercado é ilegal e prejudicial à sociedade, a poder público arma policiais para combatê-lo. No meio disso tudo está as pessoas que não consomem nem traficam. Pessoal que estão no meio do fogo cruzado e que sofrem as consequências negativas, tanto dos policiais quanto do mercado ilícito.

Pessoal, é muito estranho e desonesto tudo isso. Vocês conhecem algum estudo que indique que depois de consumir um ou mais cigarros de maconha, a pessoa tenha saído para cometer um crime? Ou algum estudo que revele que o consumo de tantas grama de cocaína levou o indivíduo a matar alguém? Não, porque não existe. O que existe é a criação de clichês moralistas para colocar medo nas pessoas e repetir a ladainha da guerra às drogas. Mas todos nós sabemos que o álcool pode gerar (e gera) brigas e mortes por diversos motivos. O cigarro também! Milhares de pessoas morrem por causa dos inúmeros componentes químicos presentes no tabaco. Você já viu alguém morrer por overdose de maconha? Não. Mas muitas pessoas morrem por conta de uma simples aspirina!

Outro mito e clichê é dizer que a maconha leva a outras drogas. Não, nunca levou. A cannabis é relaxante e a cocaína, por exemplo, é estimulante. Então, não tem relação, são duas necessidades diferentes. Nenhum estudo sério no mundo comprovou isto. Mas a mídia desinforma e os políticos se aproveitam disso para criar plataformas políticas populistas que jamais resolverão o problema. Não é trocando as armas e os carros dos policiais que o problema será resolvido. Para mim, é claro que a DESCRIMINALIZAÇÃO é o início da solução. O controle das drogas e não a guerra contra as drogas, que acaba atingido a população!

Não se assuste, mas o LSD e o Ecstasy, por exemplo, fazem muito menos mal do que o cigarro e o álcool. Álccol que assume a pele da doce e linda Sandy e da voluptuosa Alinne Moraes em propagandas que ligam o sexo ao consumo da bebida. Nestes casos, a cerveja nossa de cada dia. Porra, que sociedade hipócrita é essa?

É fato: as drogas fazem parte da sociedade desde os primórdios e jamais vão desaparecer. Eu rezo para que surjam políticos que tenham coragem em tratar do assunto com seriedade e mudar a maneira como lidamos com essas substâncias. A grande mídia, muito influente, é outra peça medrosa e cega (ou se faz de) e só reforça os preconceitos repetindo os mesmos clichês nos atrasam. E o círculo viciosos (com o perdão da palavra) continua…

Sim, de Sandy

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Eu gosto, sempre gostei da voz de Sandy. Mesmo quando fazia dupla com o irmão, Júnior, eu ouvia as canções mais pela voz dela, embora eu goste sinceramente de várias músicas. Considero, pelo menos estas que gosto, pop bem feito. Claro, bons músicos e bons profissionais de estúdio ajudam muito a um trabalho soar melhor do que é. Não, não estou dizendo que o ruim se tornou bom por conta da produção grandiosa. Neste caso, não. A dupla deixou sua marca no pop e ponto, quer você goste ou não.

Aí depois de 17 anos com o mano, acho, Sandy sai para carreira solo e lança, em 2009, ‘Manuscrito’. Fiz texto sobre ele e minha opinião não difere muito deste novo álbum da cantora, o ‘Sim’ (2013). Isto significa que, para mim, é um disco com altos e baixos, vários clichês líricos e musicais, mas sim (não é trocadilho), possui, no geral, um pop bem feito. Eu, eu disse eu, destaco ‘Aquela dos 30‘, ‘Segredo’, ‘Sim’, e ‘Escolho Você’. Gosto da maneira como estas músicas soam e de alguma forma me ganharam. Às vezes basta um acorde e a música te ganha.

Gostei desta capa. Sandy está linda (e quando não está?), com um ar sexy, mas provocativamente doce, escondida por detrás de uma blusa rendada transparente, mas discreta. Atrás de uma boca entreaberta, com quase um sorriso e de grandes olhos delineados de gata. Realmente gostei da capa, não?

Bom, ouçam o disco inteiro abaixo. A própria cantora ofereceu (detesto a palavra ‘disponibiliza’) o álbum em sua página no soundcloud.

Rabo de Baleia

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Sou um leitor disperso de poesia, apesar de adorar. Me aventuro na arte, mas confesso que sempre tive medo de mostrar e de dizer que faço poesia. Eu sempre quis ter banda, escrever letras. Então, a palavra ‘letras’ talvez caiba melhor. Sim, existem letras que são verdadeiras construções poéticas. E por falar em ‘Construção’, eis uma letra de Chico Buarque que é uma verdadeira poesia. Enfim, discussão acadêmica à parte, o leitor disperso aqui já leu Rimbaud, Ginsberg, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto entre outros.

Eis que assisto a um dos programas de um dos meus canais prediletos, o Arte 1, e vejo uma pequena matéria com Alice Sant’Anna, carioca de 25 anos, que lançou este ano ‘Rabo de Baleia’ (Cosac e Naif), seu segundo livro (o primeiro foi em 2008, ‘Dobradura’. Ela tem mais dois independentes também). Beleza, vi a matéria, prestei atenção, disse ‘hum, legal’ e segui em frente. Aí há alguns dias vi o vídeo de Juliana Gervason, de ‘O batom de Clarice’, que tem um belo canal no you tube, e bati o martelo: vou ler este livro. Fui à livraria Cultura, aqui pertinho de casa e do trabalho, e em menos de duas horas o livro de Alice se tornou um dos melhores que li este ano. Paixão.

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Me apaixonei por sua poesia, viu?
Foto: Tomas Rangel

A poesia de Alice, dentro do meu organismo, me fez entrar em um mundo da simplicidade cotidiana, do pequeno que no fundo é o gigante e belo da vida. Um mundo do artesanato, que amo tanto. Poesias com muitas camadas, com belezas que enxergamos na terceira ou quarta leitura. Um livro, penso eu, e repito Heloísa Buarque de Hollanda, que escreve a orelha da obra: DEFINITIVO.

Quando meu pai encontrou com o ET fazia um dia quente

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Eu amo histórias em quadrinhos porque elas são cinema e literatura ao mesmo tempo. Claro, meu lado artista plástico e artesão ama desenhos. E os traços de Lourenço Mutarelli são lindos. Este ‘Quando meu pai encontrou com o ET fazia um dia quente’ (Companhia das Letras, 2011) revela, como se ninguém soubesse, a maestria do artista. Os desenhos são lindos e este livro é quase surreal e muito triste, diga-se.

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Mutarelli e as páginas do livro…

Trata de um senhor que perde a esposa em um acidente e tem que lidar com a perda, tudo isso narrado pelo filho dele. Mas, claro, como todo bom livro, existem outras camadas que percebemos ao longo da leitura, nos colocando tanto no lugar do senhor quanto do narrador. Mutarelli é econômico nas palavras, porém seu discurso mais forte está no silêncio traduzido em seus lindos desenhos.

Um livro que é possível ler em 30 minutos, mas que jamais será esquecido!

O vampiro antes de Drácula

Acho que meu primeiro contato com o vampiro se deu pelo filme ‘A Hora do Espanto’  (1985) e logo depois, na minha lembrança, veio ‘Drácula de Bram Stoker’ (1992), de Francis Ford Coppola, baseado no livro ‘Drácula (1897), do escritor irlandês, claro…, Bram Stoker. Na época eu adorei o filme, mas confesso que hoje, apesar de gostar de assisti-lo, não considero o melhor do diretor de ‘O Poderoso Chefão’. Enfim, logo depois, eu fiquei apaixonado (talvez literalmente..rs) por ‘Buffy, a caça-vampiros’, série criada por Joss Whedom e protagonizada por Sarah Michelle Gellar (a paixão literal…), que foi exibida entre 1996 e 2003. Meu interesse pelos vampiros foi consolidado de vez. 

o-vampiro-antes-de-draculaEmbora meu interesse por esses seres quase sempre esteve mais ligado à TV e ao cinema, a literatura vampiresca sempre fez parte das minhas leituras, mesmo que eu não tenha me dado conta. Este foi um dos aspectos legais que  ‘O vampiro antes de Drácula’ (Editora Aleph) me trouxe. Escrito por dois brasileiros, *Martha Argel e Humberto Moura Neto, a obra traz um estudo profundo sobre a mitologia do vampiro, além de 12 contos clássicos escolhidos com o embasamento de dois estudiosos da área. Você pode até não concordar, dizer que falta isso ou aquilo, mas os contos são maravilhosos. Também, o time de escritores inclui Edgar Allan Poe, Alexandre Dumas, H.G. Wells, Bram Stoker e outros, além de escritores pouco conhecidos, mas que foram fundamentais para a consolidação do vampiro na cultura mundial.

Como a minha cabeça, e de muitas outras pessoas, pensa que vampiros têm que possuir caninos longos, se transformar em morcego e usar capa, ficamos surpresos em saber que uma planta carnívora também é tido como um personagem vampiresco. Sim, durante a leitura do livro descobrimos que o vampiro vai além das características que citei acima. Eu li ‘O retrato de Doryan Gray’ (1891), do irlandês Oscar Wilde (livro que amo), sem nunca perceber se tratar de um livro vampiresco. Claro, um vampiro psicológico, que suga a energia, não exatamente um bebedor de sangue. Uma curiosidade: Oscar Wilde provavelmente bebeu do conto ‘O retrato oval’ (1845) (presente nesta coletânea), de Poe, para escrever o seu romance, já que quando lemos o conto de Poe imediatamente lembramos do livro de Wilde, que elogiou o texto do escritor estadunidense.

Os autores Martha Argel e Humberto Moura Neto.

Os autores Martha Argel e Humberto Neto: ávidos consumidores de ficção vampírica Foto: Marco Vendetti

Uma coisa que eu tinha como certa é que Bram Stoker construiu seu Drácula a partir da figura verdadeira de Vlad Tepes (o Empalador), também chamado de Vlad Drácula. Ideia que é mote central do filme de Coppola, mas que não é verdadeira. Nem no livro existe tal afirmação. Outra coisa que eu tinha como imutável é que lobisomens e bruxas eram seres que nada tinham a ver com os vampiros, mas descobri que são a base mitológica destes.

Quem gosta da mitologia dos vampiros e de ler excelentes contos, não há como não adorar este livro. Muito rico em detalhes. Com certeza você vai descobrir coisas que jamais pensou fazer parte da história, além de muitas outras que eram tidas como certas ou que nasceram com os vampiros, mas que na verdade nunca existiram.

*Martha Argel, doutora em ecologia pela Unicamp, publicou vários livros de literatura fantástica, entre os quais ‘O vampiro de cada um’ e ‘Relações de Sangue’. Humberto Neto é biólogo e trabalha como tradutor.

OBS: Quero agradecer imensamente à Editora Aleph por me enviar o livro como cortesia. Com certeza uma leitura que me enriqueceu bastante.

O novo de Bowie

Quem gosta de rock e não curte sequer uma música de David Bowie? Acho muito difícil, até porque ele já passou por tantas fases que é quase impossível não haver identificação por alguma delas! Não é à toa que é chamado de ‘Camaleão do rock’. Um dos meus discos prediletos é ‘The Rise and Fall os Ziggy Stardust and the Spiders from Mars’ (1972). Ouvi muito!!!

bowieBowie tem o controle, isso é inegável. Ele some dez anos e vem com um disco que já está no topo das paradas e que traz a capa de ‘Heroes’ (1977) só que com um quadrado branco com o nome do novo álbum, ‘The Next Day’. 

Antes de escrever este texto ouvi apenas duas vezes o álbum. A primeira audição foi dispersa, mas a segunda eu consegui me concentrar, já que tenho ouvido os discos no trabalho, como trilha do dia. E confesso a vocês que o cara continua bom de melodia, embora letra eu entenda muito, mas muito pouco. O que me deixa com raiva, já que tenho certeza que perco muita coisa boa. Dele, de Morrissey e de tantos outros que admiro.

Música boa, com muitas camadas, como um bom filme ou livro que vamos percebendo aspectos outros à medida que voltamos a ele. Eu só posso pedir que ouçam o disco e depois me falem o que acharam. Vou ali escutar novamente.

Coloquei um vídeo do you tube, onde está disponível o álbum completo.

Lista de músicas:

 The Next Day 
 Dirty Boys 
 The Stars (Are Out Tonight) 
Love Is Lost 
Where Are We Now? 
Valentine’s Day 
 If You Can See Me 
 I’d Rather Be High 
 Boss Of Me 
 How Does The Grass Grow 
(You Will) Set The World On Fire 
You Feel So Lonely You Could Die 
 Heat 
 So She 
I’ll Take You There

Ouça o álbum completo aqui: