As Violetas de Março

Autora best-seller do The New York Times.

e mais embaixo…

Melhor livro do ano – Library Journal.

Confesso que não gosto dessas frases nas capas dos livros. São uma espécie de jabá para vender mais e muitas vezes é propaganda enganosa. Foi o que senti ao terminar (na verdade, bem antes) ‘As Violetas de Março’, da jornalista americana Sarah Jio. A autora mora em Seattle com o marido, três filhos e…um golden retriever (para quem não sabe, uma raça de cachorro). Escreve para revistas como SELF, Real Simple, Cooking Lihgt e O, The Oprah Magazine.

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Aí eu pensei! Bom, ela escreve para diversas publicações, inclusive para a ‘O’, que deve ser influente na sociedade americana, já que sua proprietária é uma das mulheres mais influentes da televisão dos Estados Unidos, Oprah Winfrey. Além disso a imagem que ela passa é a de uma mulher bem-sucedida dentro de uma família aparentemente perfeita: marido, três filhos e um cachorro. Somado a esses fatores, algo que não deve ser desprezado: sua beleza. Por mais que ela seja competente em sua profissão, a beleza, em qualquer área é uma excelente propaganda, por mais que depois não gostemos do, neste caso, livro.

Sarah Jio e seu lindo sorriso!

Sarah Jio e seu lindo sorriso!

Estou raciocinado, tentando entender como ‘As Violetas de Março’ pode ter sido considerado o melhor livro de 2011, ano no qual foi publicado. Aqui no Brasil, a Novo Conceito editou o livro este ano.’Violetas’ foi o primeiro da autora, que vai lançar no dia 28 de maio seu quinto romance.

Sou parceiro da Novo Conceito e recebi o exemplar, que veio com um belo kit. Aliás, a Novo Conceito sempre é muito cuidadosa e parte dos livros enviados vêm com mimos. 

Não é fácil criar uma boa história, desenvolver personagens, criar bons diálogos, etc. Sem dúvida é um esforço muito grande e deve ser valorizado sob esse ponto de vista. Mas não é por isso que devemos ser indulgentes, mas nunca devemos ser grosseiros ou fazer ataques pessoais. Muitos críticos na área da Cultura fazem isso.

A História

‘Violetas’ conta a história de Emily, que acaba de se separar e resolve passar uma temporada com sua tia na ilha Bainbridge Island. Lá, hospedada em sua casa, descobre um diário e resolve lê-lo. À medida que avança na história percebe que existem segredos que devem ser revelados e que os mistérios do livro estão ligados à problemas não resolvidos em sua própria família. Além disso, o texto do diário acaba se confundindo com sua própria história afetiva.

Claro, nós já vimos filmes e lemos livros nos quais isso acontece. A questão não é o clichê, como todo mundo sabe, mas como ele é desenvolvido.

Eu, particularmente, não gostei na maneira como Sarah escreve. Achei o texto fraco, com uma narração pouco envolvente e muitas vezes infantil.

Apesar de Emily fazer uma escolha madura no final e que não cai, graças a Deus, nos clichês das necessidades femininas, ainda assim me pareceu um romance muito água com açúcar, que atende a um público menos exigente e que ainda está preso às tradições afetivas de sempre: tem que ter um casamento no final, a mocinha da novela encontra o grande amor, etc. Não que isso não possa acontecer, claro, mas não vi reflexão inteligente sobre essas questões. E como eu gosto muito de ler sobre isso, seja em psicologia ou em outras áreas, como história, eu realmente sou muito exigente em relação a esses temas.

Eu achei a melhor amiga de Emily, Anabelle, uma débil, me desculpem. Aqui vai um spoiler (acho): ela escolhe seus relacionamentos pelo nome, já que em sua teoria determinados nomes masculinos permanecem casados mais tempo!!! O_O

Enfim, pessoal, este foi o meu julgamento em relação ao primeiro livro de Sarah Jio. Caso alguém tenha lido e gostado ou mesmo tenha uma opinião parecida com a minha, deixe nos comentários!

Beijos e abraços em todos!!!

OBS IMPORTANTE: As editoras precisam ter cuidado com a revisão dos livros. Encontrei alguns problemas em ‘Violetas’, um até muito engraçado. Emily, quando criança, costumava ir andando até um supermercado e durante a caminhada se divertia catando flores, etc. Até aí, tudo bem. Um passeio gostoso! O fato é que a caminhada era de 800 quilômetros!!! Não seriam 800 metros??? Tem outros exemplos, mas vamos parar por aqui.  

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