A Esperança

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Enfim terminei ‘A Esperança‘, livro que fecha a trilogia ‘Jogo Vorazes’, de Suzanne Collins. Para mim, o melhor dos três é o segundo, ‘Em Chamas’. Acho que a escritora norte-americana conseguiu marcar seu nome na literatura considerada juvenil, embora os temas abordados e, mais, a forma como foi escrita muitas vezes ultrapasse o que consideraríamos uma abordagem para leitores mais novos. Considero os três livros uma espécie de facão que pode abrir espaço na floresta para obras como ‘1984’ (Geroge Orwell) e ‘Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), ambos distopias assim como os livros de Collins.

Eu sou fã de Ficção Científica e adoro livros que abordam sociedades destruídas pelas imbecilidades humanas. Talvez assim possamos refletir sobre nossas atos hediondos e desnecessários, motivados pela ganância e por um rol de valores baseado em poder e dinheiro (inclua nesse bolo o fermento religioso). Não preciso ser cientista político para chegar à conclusão de que todas as guerras são fruto do preconceito, da falta de empatia, e do excesso de importância que damos ao TER! Não existe nada mais bonito e estimulante do que a DIFERENÇA! Quando pessoas são mortas por celulares, há algo de podre em nosso reino. Quando produzimos bombas nucleares para garantir a paz, há algo de podre também.

O presidente Snow, vilão da história, representa o político ganancioso, que não sente remorso em matar para chegar ao seus objetivos políticos e dessa forma garantir seu poder. Poder que não significa nada, porque não traz felicidade para o sujeito, apenas a necessidade de mais poder. E é isso que vemos o tempo todo: pessoas que querem apenas manter o poder. Nada mais vazio e débil.

Claro, para combater as atrocidades de Snow e acabar de vez com os Jogos Vorazes, temos a heroína Katniss Everdeen, uma adolescente que se vê no papel de líder de uma revolução. Isso vai lhe custar muito emocionalmente e fisicamente. Penso que Collins escreveu uma personagem interessante, muito diferente da imbecil e autodestrutiva Bella Swan, que representa tudo que uma mulher não deve ser ou fazer!  E o pior é que muitas meninas (não só elas, mulheres feitas também) admiram Bella e querem até ser como ela! Isso é assunto para um psiquiatra.

Enfim, acho que a trilogia terminou de forma decente, embora, para mim, não seja um primor de texto. Mas dou muito valor ao trabalho feito por Collins, que está aquém dos livros de Harry Potter, mas muito além da tetralogia ‘Crepúsculo’. Novamente: para mim!

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