Mensagem de Ano Novo

Deixei o Vinil um pouco de lado porque o mês de dezembro, graças a Deus, foi de muitas encomendas. Fiz muitos trabalhos em artesanato, além de uma tela aqui e ali. A verdade é que a pintura e o artesanato dominaram o ano e eu estou muito feliz por isso. E por falar nessas duas artes que amo, no dia 26 de dezembro eu montei o projeto Ateliê Caldas Pina, um site específico sobre pintura, artesanato, design, decoração, entre outros assuntos relacionados. Quem visita o Vinil e quiser conferir o Ateliê, é só entrar aqui. Ficaria imensamente feliz se as pessoas que já frequentam este espaço, também me ajudassem a fazer do Ateliê um projeto cada vez melhor.

gtQuero dizer que me tornei parceiro da Editora Novo Conceito e 2013 promete ser um ano de muitos livros. Aliás, o ano de 2012 foi o ano que a leitura ganhou do cinema e da música. Li muitas coisas interessantes e lindas, entre quadrinhos, romances, ficção fantástica, biografias e livros técnicos, principalmente os ligados à sexualidade, tema pelo qual sou apaixonado. Os destaques vão para ‘Clarice,’ ‘Maus’, ‘Daytripper’, ‘Os caçadores de sonhos’, ‘Medo da vida’, ‘Feliz ano novo’, ‘O Vira-Lata’, ‘O Livro do Amor Vol. 1 e 2′, Carmen – uma biografia’ e ‘Crônicas de gelo e fogo – Guerra dos Tronos’

raulEu assisti apenas 18 filmes!!! Isso é pouco mais de 1 por mês. Fiasco total. Mas valeu a penas ter visto ‘Os homens que não amavam as mulheres’, ‘Um método perigoso’, ‘A invenção de Hugo Cabret’, ‘As aventuras de Tintim’, ‘Raul Seixas – O início, o fim e o meio’, Batman – O cavaleiros das trevas ressurge’, ‘Trovão Tropical’ e ‘Simonal – Ninguém sabe o duro que dei’. Esses foram os destaques, não exatamente filmes exibidos no cinema em 2012.

 

 

criNa área musical eu ouvi poucos mas ótimos discos, entre eles ‘Father, Son, Holly Ghost’ da banda Girls, ‘Nó na orelha’, do rapper paulista Criolo e ‘Recanto’, de Gal Costa. Em comparação a outros anos, a música, essa arte que tanto amo, também ficou para trás. Uma novidade que estou louco para experimentar é o novo álbum de Caetano, ‘Abraçaço’.

 

 

 

Este foi um resumo breve do que consumi nessas três áreas culturais que amo: literatura, cinema e música. Claro, tomei alguns vinhos ótimos, vi coisas interessantes na TV e descobri coisas novas nas artes plásticas. Mas resolvi centrar nesses três tópicos, os que me fizeram criar o Vinil.

Como disse acima, criei um site específico sobre pintura e artesanato, por isso não vou mais inserir posts no link Artes Plástica aqui no Vinil, mas não vou deletar o link e os textos já publicados. Esse tipo de material vai para o Ateliê, cujo link está no rodapé, em ‘Sites que administro’.

Desejo a todos um excelente Ano Novo, com muita cultura e crescimento pessoal. Que todos se encontrem, achem o seu paraíso na Terra e vivam o melhor possível, com o sentimento de aconchego no coração, como se a vida fosse uma tela linda ou um objeto artesanal que lhe deixasse com a alma simplesmente feliz!

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O Vira-Lata

viraResolvi passar na Cultura (do Salvador shopping, para quem não mora na capital baiana) e ver se encontrava algo para ler rápido e me mandar. Nesses casos, geralmente eu vou na seção de quadrinhos. Passeando os olhos pelos livros encontrei ‘O vira-lata’, puxei a obra, dei uma rápida lida para ver se realmente me interessava e…muito, me interessou muito!! O livro é a reunião de nove revistas em quadrinhos do herói negro, filho de cinco pais, que encarna a miscigenação brasileira.

Criado pela dupla Paulo Garfunkel (roteiro) e Libero Malavoglia (desenhos), a primeira aventura do herói saiu na série Grandes Aventuras Animal, em 1991, e foi o batismo da dupla na seara dos quadrinhos. O leitor vai notar que Vira-Lata nada tem de bom moço nessa estreia.

O famoso doutor Dráuzio Varella gostou da revista e resolveu propor a continuidade das aventuras, mas dentro de um contexto educacional, promovendo a edução sexual dos detentos do Carandiru, na época o maior presídio do país. ‘Amigo é pra essas coisas’, ‘Pé na estrada’, ‘Rabo de saia’, Perdas e danos’ ‘A princesa e o poeta’, ‘Armadilha’, ‘Bem na fita’ e ‘Na Amazônia’ trazem um Vira-Lata implacável com os inimigos, mas que acha mané o sujeito que usa drogas e não usa camisinha. Claro, o negão come todas que encontra e se recusa a fazer sexo sem preservativo. As revistas pararam de ser editadas assim que o Carandiru foi desativado em 2002.

Com linguagem direta, violência e muito sexo, as aventuras do Vira-Lata são cultuadas e viraram peças de colecionador. Um filme vem por aí.

Todas as revistas podem ser baixadas gratuitamente no site oficial www.oviralata.com.br