Dançarinos

Mais uma reprodução do pintor pernambucano Romero Britto. Como sempre, é muito divertido fazer, mas não quer dizer pouco trabalhoso. Quando está pronto e vejo na parede sinto alegria. É isso que as obras de Romero me passam. Essa tela foi feita em acrílica, 50 cm x 70 cm, para minha irmã e meu cunhado.

Quem observar a original vai notar que há algumas diferenças. Eu dei uma criada em cima, mas nada demais. Não sei o nome que Romero deu, mas eu chamei essa minha versão de ‘Dançarinos’. Óbvio, mas é isso.

O Tucano

Bom, meu pai pediu esse tucano e eu fiz com muito prazer. Amo os animais e acho o tucano uma ave linda. Essa tela é a óleo, 50 cm x 40 cm. Sim, coloquei o nome de ‘O Tucano’, porque esse é ‘o’ tucano de meu pai. Bobagens, bobagens!

 

Tranquilidade

Gostei muito de ter feito esta tela. Geralmente meu gosto vai para as cores intensas, quentes, um quadro cheio de tons calorosos. Mas resolvi pintar esta tela porque senti exatamente a palavra que coloquei como título: tranquilidade.

Nesta tela utilizei apenas três cores: vermelho óxido transparente, branco e preto. É óleo sobre tela, 50 cm x 70 cm.

Coleção de literatura ibero-americana

Eis as capas dos dois primeiros livros
Foto: Sandro Caldas

Acho que todo mundo ou quase deve ter visto a propaganda do jornal Folha de São Paulo sobre a coleção de livros que traz obras de escritores ibero-americanos. Neste domingo, dia 15 de abril, foram lançados os dois primeiros volumes da série: ‘O Livro de Areia’, do argentino Jorge Luis Borges e ‘Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit’, do poeta espanhol Federico García Lorca. Os dois volumes saem por R$ 18,90 aqui em Salvador. Em São Paulo e outros estados, o valor é de R$ 16,90. Fiquei menos triste porque em outras localidades o preço chega a R$ 22,90. Somente a estreia terá dois volumes pelo preço de um. Os demais livros custarão, individualmente, R$ 18,90 (repito, aqui para Salvador). Ao todo são 25 obras.

É um preço legal e acho que vale a pena conhecer esses autores. Eu, por exemplo, nunca tinha lido nada de Jorge Luis Borges e Garcia Lorca! Então, fiquei bem feliz em comprar dois clássicos por esse valor. Não vou completar a coleção toda porque ao todo será um investimento de mais de R$ 400, mas já escolhi pelo menos dois que quero muito ter: ‘Tia Júlia e o Escrevinhador’, do ótimo Mario Vargas Llosa (escritor que já li dois romances), e ‘As Meninas’, de Lygia Fagundes Telles. Se eu puder, Deus queira, comprarei mais. Da coleção um eu tenho, ‘Um Copo de Cólera’, de Raduan Nassar.

Os livros são bonitinhos, com capa dura, e folha amarelada (a que eu mais gosto para leitura). Enfim, fica a dica para quem quiser conhecer escritores como José Saramago, Hilda Hilst, Roberto Bolãno, além de outros e dos citados neste texto.

Moça no jardim

Aí está mais uma tela! ‘Moça no jardim’ foi inspirada por uma das telas do ucraniano Mikhail Garmash, que eu gosto muito, muito! Óleo sobre tela, 40 cm X 50 cm. A parte que deu mais trabalho, sem dúvida, foi o rosto! Nada, mas nada fácil!

Sobre a importância de enxergar o outro

Se eu dissesse que este livro é sobre um clichê, não estaria mentindo. Mas muito do que internamente sabemos ser verdade, muitas vezes não colocamos em prática no dia a dia. ‘Por favor, cuide da mamãe’, livro da sul-coreana Kyung-sook Shin é sobre a importância de enxergar o outro, como não nos damos conta de que a felicidade ou ser mais feliz pode estar bem próximo. E que no fundo o que vale é procurar entender o outro e amá-lo com a beleza das suas qualidades e a humanidade de seus defeitos.

Dividido em cinco capítulos em quase 240 páginas, a escritora conta a história de Park So-nyo, uma senhora de 69 anos que, viajando do interior da Coreia do Sul para Seul com o motivo de visitar seus filhos, se perde do marido em uma estação de metrô e nunca mais é encontrada. A ausência da mãe e esposa faz com que todos reflitam sobre quem foi esta mulher e assim possam eles mesmos, marido e filhos, montarem os pedaços do passado em uma catarse emocional de autodescoberta.

Kyung-sook Shin escreveu um texto muito sensível

O livro é muito bem escrito e embora estejamos lidando com um tema aparentemente simples e muito explorado, a capacidade de Kyung-sook em contar essa história é o que faz toda a diferença. Aliás, acho que nada é novo, apenas existem maneiras novas de se contar os mesmos temas. É um tipo de obra que nos faz querer apenas as coisas simples da vida, que nos faz perceber que tomar café na casa de sua mãe e se emocionar com a gargalhada de sua filha são muito mais valiosos que comprar um carro do ano ou aumentar o limite do cartão de crédito.

Autor: Shin, Kyung-sook

Editora:  Intrínseca

Edição: 1ª

Ano: 2012