Um mês, 31 filmes. Dia 24

Dia 24: Melhor Par Romântico.

Quando pensamos em pares românticos as figuras masculina e feminina rapidamente surgem em nossas mentes. Comigo foi assim. Vasculhei meus arquivos para decidir qual filme escolheria, mas resolvi selecionar um que possui um par romântico formado por duas mulheres, além de ser um lindo filme. Sim, homossexuais também formam pares românticos. A minha escolha também foi uma desculpa para abordar essa questão.

Um dia desses eu ouvi um carro de som de uma igrejinha próxima daqui de casa bradar que, entres outros “estorvos” da humanidade, os homossexuais não ganhariam o Reino dos Céus. Que medo! Então, também não vou ganhar nem quero um Céu que afirme que homossexuais são pecadores. O meu Deus, o jeito como penso a vida e o amor, não permite que homossexual seja tachado de pecador apenas porque se interessa por pessoas do mesmo sexo. Não há mais como pensar tamanha bobagem em pleno século 21. Sim, mas tem gente que pensa. Muitos pensam, sendo religiosos ou não. Ok, respeito sua opinião desde que você não queira matar ou discriminar ninguém por isso. Caso contrário, meu respeito desce pelo ralo junto com você e vai parar diretamente no esgoto.

Outra coisa abordada por aqueles que defendem o pecado é que uma família tem (TEM!) de ser formada por um homem, uma mulher, um filho ou mais, e quem sabe um bichinho de estimação. Aí eu digo que a Sagrada Família com a clássica constituição já deformou milhares e milhares de mentes pelo mundo afora e de acordo com o psiquiatra José Ângelo Gaiarsa, do alto de sua experiência de mais de 50 anos de casos clínicos, foi ela, a família, que “inventou” a psiquiatria (talvez as aspas devessem ser retiradas). Ele disse isso porque  80% dos casos, ou mais, envolvia problemas familiares.

Mas é claro, há famílias e famílias, assim como há dois lados ou mais para tudo nessa vida. Então, porque uma família constituída por homossexuais será menos feliz e mentalmente estável do que uma heterossexual? Pois é, não será menos. Pode ser tão feliz ou infeliz como qualquer uma. E essa história de figura paterna e materna é outra balela. Qualidades supostamente femininas e masculinas são encontradas no homem e na mulher, mesmo que tenhamos traços mais marcantes encontrados nos dois sexos.

E chega!

O filme é ‘Almas Gêmeas’ (1994), dirigido por Peter Jackson e estreia de Kate Winslet nos cinemas aos 17 anos. O longa conta a história de Juliet (Winslet) e Pauline (Melanie Lynskey), que se conhecem após Juliet chegar à Nova Zelândia. Como as duas enfrentam problemas com seus pais, elas acabam se aproximando, tornando-se amigas e amantes.

Qualquer forma de amor é bonita e é divina, como mostram Juliet e Pauline

Mais tarde Juliet fica doente e é internada e Pauline é acusada (sim, acusada) de homossexualidade e seus pais proíbem a amizade com Juliet. Elas planejam fugir, mas não conseguem. Depois planejam o assassinato da mãe de Pauline, mas as coisas não terminam boas para elas.

Abaixo um clipe bem legal sobre o filme.

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6 pensamentos sobre “Um mês, 31 filmes. Dia 24

  1. Ah, nunca vi esse filme. Parece legal, vou procurar. E amo qq coisa com Kate Winslet. Um filme com tema parecido (não só pela homessexualidade feminina, mas também pelo drama, é Infâmia, com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine. As coisas também não acabam bem pra elas). Adorei a parte do “vasculhei meus arquivos”. Fiquei imaginando você investigando umas pastas na sua casa, com as listas dos filmes que já viu. E acho que estou meio disléxica hoje, porque li “o meu Deus […] não permite que homossexual seja tachado de PESCADOR” e fiquei um tempinho sem entender até conseguir ler “pecador”, rsrsrs

    Que interessante parece ser esse livro que Luciana comentou. Um capítulo só sobre Kate! Que lindo!

    Beijos.

  2. Oi, Lu, obrigado! É que eu não suporto determinadas coisas. Minha mente não consegue entender algumas “verdades” ditas sagradas. Sim, que livro é esse que tem um capítulo somente sobre Kate! Passa o nome! rsrs!

    Deise, eu adoro esse filme. Foi uma estreia corajosa a dela, né? Não vi ‘Infâmia’ ainda. Adoro Audrey. Tenho que ver!
    Olha, rs, realmente eu tenho um caderno onde anoto todos os filmes que vi com o nome do diretor, roteirista (s) e outras informações. No entanto, nesse caso, meus arquivos vasculhados foram mentais mesmo. Mas dei muita risada imaginando o que você imaginou.
    Sim, antes Deus tachasse de pescador..rsrs. Hahahahaha!!!

    Beijos, meninas!!!

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