Um mês, 31 filmes. Dia 2

Dia 2: Melhor Sequência Inicial e Melhor Sequência Final.

Com essa categoria teremos dois filmes, na verdade. Escolhi como melhor sequência inicial uma ficção científica do cineasta americano Stanley Kubrick: ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ (1968).  Tudo começa com nossos ancestrais macacos no deserto africano. Tribos rivais lutam por comida. Um dos grupos encontra um monolito negro e logo em seguida um dos pré-humanos descobre que ossos podem se transformar em armas. Com a descoberta eles matam um dos rivais que guarda um poço de água. Com o triunfo, um dos macacos joga um osso para cima, que gira no ar até se transformar em uma nave espacial. A música ‘Also Sprach Zarathustra, de Richard Strauss, confere grandiloquência às cenas. 

Acho essa sequência inicial muito bonita, forte, mostrando de forma brilhante nossa evolução e ligação com nosso passado primitivo. Creio que aquele monolito misterioso no deserto seja a ligação entre o que fomos e no que nos transformamos.

Descobrindo o osso como arma

Eu não achei a sequência integral em um vídeo, por isso resolvi colocar um que mostra parte do que foi descrito acima.

Para melhor sequência final escolhi um filme lindo, que homenageia o cinema. A sequência final de ‘Cinema Paradiso’ (1988), do cineasta italiano Giuseppe Tornatore, sempre me arrepia e faz brotar aquilo que chamamos lágrima. Aliás, muitas passagens do filme conseguem fazer isso comigo. Confesso que a música ‘Tema de Amor’, de Ennio Morricone, é culpada por boa parte dessas lágrimas.

O personagem Totó é uma criança que, como muitas, é coroinha. Depois que terminava a missa ele ia para o cinema espiar os filmes por causa das cenas de beijos que eram censuradas pelo padre. Ele via os filmes com o simpático projecionista Alfredo (o excelente Philippe Noiret). Com o tempo, o que era molequeira vira amor ao cinema. Um dia ele vai embora para Roma e se transforma no importante cineasta Salvatore Di Vita. Trinta anos depois, ao saber da morte de Alfredo, Totó volta à cidade e descobre que o Cinema Paradiso fora demolido. De volta a Roma, assiste a um presente deixado para ele por Alfredo: uma fita com as imagens de beijo que um dia foram censuradas pelo padre.

Alfredo e Totó: amizade e amor ao cinema

Meu péssimo resumo do filme chega a ser uma ofensa ao trabalho de Tornatore. Apenas peço a vocês que assistam esse filme.

Anúncios

3 pensamentos sobre “Um mês, 31 filmes. Dia 2

  1. Obrigado, Luciana! Eu amo esses dois filmes! Eu sou um grande fã de Kubrick e essa sequência é muito forte! E Cinema Paradiso é um daqueles filmes que te deixam leve, suspirando, né? Muitos beijos!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s