Capitão América, Fé e Ciência

Dos últimos filmes de super-heróis que vi, este Capitão América: O Primeiro Vingador foi o mais fraco. No entanto, é um bom filme. Não sou um grande fã de Chris Evans (Capitão América), mas achei que ele segurou bem o papel do patriótico Steve Rogers, que futuramente se transformará no supersoldado.

Achei as cenas de ação dirigidas por Joe Johnston muito previsíveis e sem emoção, além da motivação do vilão Caveira Vermelha (Red Skull), interpretado por Hugo Weaving, ser chata. O Caveira pretende destruir grandes metrópoles e transformar o mundo em um planeta sem fronteiras. O que me veio à mente se isso é exatamente ruim vindo de um vilão nazista. No entanto, é o Capitão América que não quer um planeta sem bandeiras. Juro que isso me soou meio estranho, mas dentro de um personagem que é fruto do ufanismo americano, tem lá seu sentido. Outra coisa que não gostei foi o final do longa. Não vou contar, mas é bobo e broxante, para ser chulo.

O que mais gostei em Capitão América foram seus efeitos visuais (parte deles, diga-se). A transformação de Chris Evans em um sujeito esquálido, com o corpo do Salsicha do Scooby Doo, é primorosa. Sabemos que o cara é fortão e quase acreditamos que ele emagreceu para encarnar o herói em sua fase asmática. Outra coisa que adorei foram os cenários que reproduzem os anos 40, mesmo que não represetem fielmente o período, afinal estamos em uma história em quadrinhos. Ver Howard Stark, o bilhante cientista e pai do futuro Homem de Ferro, projetar a roupa do Capitão América é outra coisa legal. E foi emocionante, pelo menos para mim que sou um fã de Indiana Jones, ver uma referência ao Caçadores da Arca Perdida logo no início da projeção.

Capitão América tropeça em vários pontos, mas ainda assim não é um filme ruim. Acerta em outros. É um bom filme e só.

Agora quero indicar pra vocês um livro muito interessante que me fez aprender sobre religião e ciência, além de me dar dicas de outros livros que me interessei bastante. Falo de ‘Conversa sobre a fé e a ciência’, um bate-papo entre Frei Betto, que também é conhecido por seu ativismo político (um de seus livros, ‘Batismo de Sangue’, inspirou um filme homônimo), e Marcelo Gleiser, um físico, que apesar de morar e lecionar nos Estados Unidos, é muito conhecido no Brasil, tanto pelos seus livros ou porque vez ou outra aparece em programas explicando algum fato relacionado ao universo. A conversa é mediada por Waldemar Falcão, que além de astrólogo é escritor e músico.

Já deu pra sentir que o livro só poderia dar em um papo inteligente. E o que mais me deixou alegre, posso usar essa palavra, é que houve muito mais concordâncias entre os principais personagens (Betto e Gleiser), apesar de suas diferentes formações intelectuais. O que pra mim ficou claro é que ciência e fé não são exatamente antagônicas e que nenhuma religião ou teoria científica pode responder, ainda, os principais mistérios que rondam o universo e os principais questionamentos e inquietações humanas.

Frei Betto e Marcelo Gleiser

Eu fico com uma das frases ditas por Frei Betto, que não me recordo se é dele ou se foi apenas uma citação: “O importante não é ter fé em Jesus, mas ter a fé de Jesus”. O mais importante é seguir os principais preceitos religiosos, indepentende de religião. Mesmo o ateu convicto pode ser altamente espiritualizado porque a bondade, a solidariedade, a compaixão, são valores que transcendem qualquer instituição.

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