Trilogia da libertação

Foto: Sandro Caldas

Vou dar a dica de uma trilogia libertária que se chama Amores Comparados e foi editada em 2006: Sexo no Casamento, Separação e Fidelidade Obrigatória e Outras Deslealdades. Os livros foram escritos pela psicanalista e escritora, doutora Regina Navarro Lins e seu marido, o romancista e dramaturgo, Flávio Braga.

Quem acompanha, mesmo de forma muito esparsada, os textos que coloco aqui no Vinil sabe que sou admirador de Regina Navarro e suas ideias. O que me faz concordar de forma tão entusiasmada com seus livros é que eles são baseados na nossa história, na evolução dos costumes, nas modificações pelas quais a humanidade passou durante esses milênios, e possuem a intenção de fazer com que as pessoas vivam melhor. Ela justifica seus argumentos solidificando suas frases com exaustiva pesquisa. Não é invencionice de um pseudo-mestre. Claro, muitos podem discordar dos seus textos, mas não há como negar que é preciso repensar a maneira como nos relacionamos e encaramos o sexo. Pelo menos criticar a nossa realidade é fundamental, mesmo que tenhamos que confrontar nossos medos.

Os três livros possuem um pouco mais de 100 páginas cada um, sempre trazendo duas histórias escritas por Flávio Braga. Ao final de cada narrativa Regina Navarro faz sua análise sobre os assuntos tratados. A trilogia é bem didática e bastante informativa, fazendo-nos conhecer os hábitos de uma Roma antiga até o Rio de Janeiro dos anos 50, por exemplo. Leia abaixo dois trechos que analisam a história ‘Bodas na copa’, do livro Sexo no Casamento:

“Para se sentirem seguras as pessoas exigem fidelidade, o que sem dúvida, é um elemento limitador e também responsável pela falta de tesão: a certeza de posse e exclusividade leva ao desinteresse, pois elimina a sedução e a conquista”

“Atualmente, muita gente se mostra supresa quando percebe que sexo e casamento são incompatíveis. Mas todos sempre souberam disso. O casamento funcionou muito bem, durante séculos, porque o amor romântico e prazer sexual não podiam fazer parte dele”

É ler os livros, concordar ou não, mas sempre criticar e achar sua melhor maneira de viver a sua sexualidade de forma satisfatória para você e seu parceiro ou parceiros. Há muitas maneiras de se viver e nenhum modelo é melhor que outro, mas a reflexão é fundamental para elimiar culpas, pecados ou qualquer falsa moral que tem apenas uma única finalidade: dar poder a quem as inventa.

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2 pensamentos sobre “Trilogia da libertação

  1. Tem razão, Lu. Sexualidade é um assunto dos mais complicados de se discutir, porque envolve costumes há muito impregnados pela sociedade, além da velha moral religiosa. O melhor que podemos fazer é criticar essa realidade, lendo, tentando mudar para melhor, sempre com foco na nossa felicidade.

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