Salvador, salvem-na!

Eu amo minha cidade, sem dúvida. Um dia desses estava conversando com uma amiga e ela disse que não se sentia parte de Salvador nem de qualquer lugar. Eu sempre me sentirei parte de Salvador, mesmo que um dia tenha que sair daqui por qualquer motivo. Como um dia já fiz. Morei no Rio e em São Paulo, mas algo em mim teimava em retornar. Parafraseando o saudoso poeta Waly Salomão: é como se o útero chamasse de volta!

Estive no Pelourinho e resolvi tirar as duas fotos abaixo. Apesar das fotos terem ficado belas, não reflete a cidade, o abandono na qual se encontra. Sendo muito honesto, não adianta sermos hipócritas e culparmos os políticos ou gestores (como alguns gostam de chamar) pelas mazelas da cidade. Somos culpados na medida em que reelegemos péssimos políticos e somos culpados porque também não zelamos pelo nosso município. A população joga lixo na rua, não respeita as leis de trânsito e nem pratica a mínima conduta de civilidade, mas exige respostas rápidas e eficientes dos eleitos.

Corrupção e má gestão não respondem sozinhos pelo parco desenvolvimento social. Somos, brasileiros, um povo hipócrita. Votamos errado e repetimos o erro, além de depositarmos a culpa em entidades invisíveis, como o Estado! Faz-se necessário repetir o clichê: façamos nossa parte!

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Trilogia da libertação

Foto: Sandro Caldas

Vou dar a dica de uma trilogia libertária que se chama Amores Comparados e foi editada em 2006: Sexo no Casamento, Separação e Fidelidade Obrigatória e Outras Deslealdades. Os livros foram escritos pela psicanalista e escritora, doutora Regina Navarro Lins e seu marido, o romancista e dramaturgo, Flávio Braga.

Quem acompanha, mesmo de forma muito esparsada, os textos que coloco aqui no Vinil sabe que sou admirador de Regina Navarro e suas ideias. O que me faz concordar de forma tão entusiasmada com seus livros é que eles são baseados na nossa história, na evolução dos costumes, nas modificações pelas quais a humanidade passou durante esses milênios, e possuem a intenção de fazer com que as pessoas vivam melhor. Ela justifica seus argumentos solidificando suas frases com exaustiva pesquisa. Não é invencionice de um pseudo-mestre. Claro, muitos podem discordar dos seus textos, mas não há como negar que é preciso repensar a maneira como nos relacionamos e encaramos o sexo. Pelo menos criticar a nossa realidade é fundamental, mesmo que tenhamos que confrontar nossos medos.

Os três livros possuem um pouco mais de 100 páginas cada um, sempre trazendo duas histórias escritas por Flávio Braga. Ao final de cada narrativa Regina Navarro faz sua análise sobre os assuntos tratados. A trilogia é bem didática e bastante informativa, fazendo-nos conhecer os hábitos de uma Roma antiga até o Rio de Janeiro dos anos 50, por exemplo. Leia abaixo dois trechos que analisam a história ‘Bodas na copa’, do livro Sexo no Casamento:

“Para se sentirem seguras as pessoas exigem fidelidade, o que sem dúvida, é um elemento limitador e também responsável pela falta de tesão: a certeza de posse e exclusividade leva ao desinteresse, pois elimina a sedução e a conquista”

“Atualmente, muita gente se mostra supresa quando percebe que sexo e casamento são incompatíveis. Mas todos sempre souberam disso. O casamento funcionou muito bem, durante séculos, porque o amor romântico e prazer sexual não podiam fazer parte dele”

É ler os livros, concordar ou não, mas sempre criticar e achar sua melhor maneira de viver a sua sexualidade de forma satisfatória para você e seu parceiro ou parceiros. Há muitas maneiras de se viver e nenhum modelo é melhor que outro, mas a reflexão é fundamental para elimiar culpas, pecados ou qualquer falsa moral que tem apenas uma única finalidade: dar poder a quem as inventa.

Viva o Dia do Rock!

Não vou fazer um post com a história do rock, seus principais personagens, etc, etc. Seria muito enfadonho e qualquer pessoa pode achar facilmente pela web. Homenageio o 13 de julho e as bandas de rock com duas imagens da minha banda predileta: R.E.M. A primeira foto é antiga, ainda com Bill Berry, o baterista original do grupo. A segunda, atual, sem o ex-integrante.

O R.E.M nasceu em 1979, na cidade de Athens, estado da Georgia, Estados Unidos, e fez seu primeiro show no dia 5 de abril de 1980, em uma igreja abandonada. São 15 discos lançados até agora. Se tivesse que escolher três álbuns, seriam: ‘Murmur’ (1983), ‘Automatic For The People’ (1992) e ‘Accelerate’ (2008).

Da esquerda para a direita: Mike Mills (baixo / teclado), Peter Buck (guitarra), Michael Stipe (voz / letras) e Bill Berry (bateria)

Sem Bill Berry, que decidiu encerrar a carreira em 1997

Por esses tempos…

Vou falar brevemente de algumas coisas que passaram pela minha cabeça por esses tempos. A primeira delas é Chloe Moretz, uma ótima atriz de 14 anos que fez pelo menos três filmes que adoro: ‘500 dias com ela’ (2009), ‘Kick Ass: quebrando tudo’ (2009) e ‘Deixe-me entrar’ (2010). Não me lembrava dela em ‘500 dias com ela’, mas quando vi Kick Ass me apaixonei pela guria. Acho que ela fará uma grande carreira. Sim, vejam os três filmes acima citados.

 

Depois de ler o primeiro volume dessa trilogia em quadrinhos, resolvi assistir ao filme que compila os três livros: imperdível!

Entre junho e julho resolvi correr atrás dos filmes que queria muito ver. Vou citar aqui os imperdíveis: ‘Não estou lá’ (2007), ‘Sucker Punch – Mundo Surreal (2011), ‘Os agentes do destino’ (2011), ‘Dúvida’ (2008), ‘Scott Pilgrim contra o mundo’ (2010) (Aqui vale uma observação: o melhor filme com estética vídeogame que vi em minha vida até agora!), ‘Operação França’ (1971), ‘Harry Potter e as relíquias da morte: parte 1’ (2010), ‘O escritor fantasma’ (2010), ‘O segredo dos seus olhos’ (2010) e ‘Abraços partidos’ (2009).

Eu adoro estudar História e sexualidade humana. Quando os dois se misturam em um livro, melhor ainda. A historiadora Mary del Priore utiliza toda a sua erudição e nos oferece uma obra fácil de ler, extremamente bem escrita, muito informativa: ‘Histórias íntimas – sexualidade e erotismo na história do Brasil’. Conhecer mais a sexualidade do brasileiro na época em que o Brasil ainda era a Terra de Santa Cruz, é se deparar com absurdos ditos por médicos e religiosos. É também saber que apesar do controle exercido sobre o erotismo, por debaixo dos panos as pessoas sempre encontravam um jeito de realizar suas fantasias e desejos. Acreditem, houve um tempo em que a missa dominical era lugar de encontros amorosos, traições, bolinações, quando não local de realização do ato sexual!