Impressões sobre ‘The King of Limbs’, do Radiohead

Existem três álbuns do Radiohead dos quais sou fã absoluto: “Pablo Honey” (1993), “The Bends” (1995) e “OK Computer” (1997). Por causa deste último me tornei um grande fã da banda e corri atrás dos outros dois excelentes discos citados. Depois de ouvir incansavelmente esses três discos, ja sentia a tal necessidade de algo novo. O que uma das minhas bandas prediletas traria de diferente?

Três anos depois veio “Kid A” (2000) e uma bomba de mil megatons estorou acima da minha cabeça. Confesso que durante a audição me senti dentro de uma gélida placa de silício, seja lá o que isso quer dizer. Foi um ruptura corajosa da banda de Tom Yorke, mas confesso que não me agradou. Talvez seja um álbum que ainda tenha que descobrir sua genialidade, mas por enquanto não tenho a mínima vontade de ouvir novamente.

Aí veio “Amnesiac” (2001) e mais uma vez adentrei em um quarto da minha gélida placa de silício. Não bateu, não me emocionou. Percebi que o Radiohead tinha aderido ao universo do experimentalismo eletrônico alucinógeno e que de lá não sairia. Mas antes, gostaria de dizer que o problema não é o experimentalismo nem mesmo o eletrônico, claro que não! Adoro Björk. Com esse exemplo, não preciso dizer mais nada. O problema é que sinto falta da pegada dos primeiros discos, das guitarras estridentes, das melodias grudentas. E é óbvio que se você ouvir “OK Computer” vai perceber claramente a interferência eletrônica, a começar pelo nome do álbum.

No entanto, com “Hail to the Thief” (2003) e “In Rainbows” (2007), apesar de utlizar as
experimentações eletrônicas, percebi mais do antigo Radiohead (que me agrada mais). Gostei desses dois últimos álbuns, com preferência para “In Rainbows”.

E eis que eles lançam este ano o aguardado “The King of Limbs”. Olha, talvez eu não compreenda a proposta da banda ou o quanto o álbum é avançado, mas definitivamente não é o lado do Radiohead que mais gosto. Ou, quem sabe, essas mesmas músicas executadas em um show ganhem para mim um outro tônus. Talvez influenciado pela já clássica dancinha de Tom Yorke, a música que mais gostei foi justamente “Lotus Flower”.
“The King of Limbs” traz oito canções que mergulham nas já citadas experimentações eletrônicas alucinógenas, com ar gélido, mas que trazem de fundo boas melodias, como “Separator”. Porém, não é um disco que eu me senti atraído e com vontade de ouvir novamente. Com música não adianta forçar.

Lista de músicas:
1 – Bloom

2 – Morning Mr. Magpie

3 – Little By Little

4 – Feral

5 – Lotus Flower

6 – Codex

7 – Give Up The Ghost

8 – Separator

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2 pensamentos sobre “Impressões sobre ‘The King of Limbs’, do Radiohead

  1. O disco do Radiohead é muito chatinho, gélido.
    Sim, li a comparação entre os dois livros. Muito legal. Acho que os dois estão corretos, por diversos motivos!
    Grande beijo!!!

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