Clipe ‘Nightwalker’, de Thiago Pethit

Thiago Pethit e Alice Braga

Não conhecia Thiago Pethit até hoje (30 de março), quando me deparei com o clipe de ‘Nightwalker’, chamado pela atenção que me despertou a cara pós-festa da linda Alice Braga. Resolvi conferir e gostei da música desse cantor e compositor paulista. A faixa em questão faz parte do álbum de estreia de Pethit, ‘Berlim, Texas’, lançado em março de 2010.

Se você me perguntar sobre a excepcionalidade do clipe, eu direi que não há nada demais. Utiliza o recurso de colocar uma outra pessoa para dublar a voz do cantor em um único plano-sequência. Elton John fez isso em ‘I Want Love’, utilizando Robert Downey Jr. Nesse caso específico, usar Alice Braga, com uma cara lúbrica, em um vestido prateado, convenhamos, chama muito a atenção – mas o vídeo é bonito. A atriz dança pelas ruas do bairro Higienópolis, em São Paulo. Ouvi a música apenas uma vez e gostei. Ainda não ouvi o disco. De qualquer forma, vale a pena conhecer a música e ver o clipe.

Anúncios

Crítica: Jogo de Poder

Já se passaram dez anos desde os ataques de 11 de setembro contra os Estados Unidos. E cada ano que passa descobrimos novos fatos ligados a essa horrenda tragédia. Mais um deles é exposto no ótimo ‘Jogo de Poder’, dirigido por Doug Liman e estrelado por Naomi Watts e Sean Penn. O longa é baseado nas memórias de Valerie Plame, papel de Watts.

O filme se passa logo após aos atentados de 2001 e a consequente reação do governo comandado pelo patético George W. Bush. Numa reação ao ‘terror’ e ao o que ele e seu séquito de abutres chamaram de ‘eixo do mal’, inicia-se um contra-ataque. E o escolhido como demônio da vez foi o ditador Saddam Hussein.

Embora saibamos que Hussein jamais foi santo, a afirmação de que o Iraque estava enriquecendo urânio para produzir armas nucleares nunca foi confirmada. Mesmo assim, e contra todas as evidências expostas por uma equipe da inteligência americana, o Iraque foi invadido. O resto é história.

Naomi Watts (Plame) é uma agente secreta ligada à equipe que descobre a armação do governo. Seu marido, o ex-embaixador Joe Wilson, indignado com as mentiras da Casa Branca, inicia um campanha para desmascarar as mentiras vomitadas por Bush e seus comparsas. Dessa forma, publica no New York Times um artigo revelando a verdade. A partir daí a vida do casal não será mais a mesma, já que a White House contra-ataca de forma mais vil para desmentir o casal e manter sua farsa bélica.

O roteiro é muito habilidoso na construção da trama política e na maneira como mostra a interferência dos fatos na vida emocional do casal interpretado pelos dois ótimos atores. O clima de tensão é constante; é como se uma bomba fosse explodir a qualquer momento.
Mas o clima de paranoia instalado nos EUA não seria nada sem o apoio da mídia, que contribuiu decisivamente para validar os atos de Bush e fazer com que a população, ou parte dela, acreditasse que os EUA estavam lutando contra um verdadeiro inimigo que precisava ser combatido agressivamente. E claro, o casal Plame e Wilson recebeu o castigo da mídia por ter ‘inventado’ tantas mentiras sobre o salvador da América: Bush.

‘Jogo de Poder’ é um filme que merece ser visto porque revela a torpeza do governo desse cara que um dia foi chamado de presidente. E para que lá nos Estados Unidos ou aqui, ou qualquer parte do mundo, reflitamos sobre as ações dos nossos governantes e da própria mídia, que muitas vezes defende a podridão.

Rita Lee oferece sua discografia em site


Para quem gosta da eterna deusa do rock and roll, Rita Lee, em seu site oficial a artista oferece aos seus fãs a sua discografia. Sim, você poderá ouvir todos os discos da cantora e compositora e constatar a importância de Rita Lee para a música brasileira.

São 33 álbuns, desde o primeiro com os Mutantes, de 1968, até o mais recente, Multishow Ao Vivo, de 2009. Clique em discografia, depois escolha um disco e ouça faixa a faixa. Só um detalhe: você poderá ouvir os álbuns completos, mas não fazer o download.

Confira aqui: www.ritalee.com.br

Vinhos tomados recentemente

Escrevi apenas dois textos sobre vinhos neste site. Quando tomo um vinho que considero bom, sinto um grande impulso em escrever aqui. No entanto, considero minha cultura sobre vinhos ainda muito superficial, por isso reluto em escrever. Pensando melhor, resolvi desencanar e reunir neste post os vinhos que tomei durante os últimos meses, sem nenhuma pretensão de ser reconhecido como sommelier. Os comentários são bem rápidos. Caso tenham uma dica, me passem. Adoraria experimentar um vinho indicado por vocês.

Foto: Sandro Caldas

Esse vinho da Casa Perini é bem tranquilo, não é muito ácido. Leve. A uva é cabernet sauvignon. Gostei.

 

 

 

 

 

 

Foto: Sandro Caldas

Esse chileno Concha y Toro Sunrise também é muito agradável, alegre. A uva novamente é cabernet sauvignon. Gostei.

 

 

 

 

 

Foto: Sandro Caldas

A Miolo é uma das principais vinícolas do país chegando a produzir cerca de 12 milhões de litros de vinho por ano na serra gaúcha. Esse Miolo Seleção 2009 é um vinho de corte, ou seja elaborado com mais de uma uva. Neste caso, cabernet sauvignon e merlot. Eu gostei bastante. Os vinhos que utilizam apenas uma uva são chamados de varietais ou monocastas.

 

 

 

Foto: Sandro Caldas

Esse é outro vinho brasileiro, o Marcus James, produzido na região de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Esse Marcus James branco meio seco feito com a uva chardonnay casou comigo. É um vinho sorridente, se é que podemos chamar um vinho assim, de aromas frutados. Acho que podemos, pois lembro-me que em um livro a autora disse que devemos pôr nosso lado poético na hora da avaliação de um vinho, porém sem exageros. Ao descrever os vinhos, denominações como ‘aroma de cavalo suado’ e ‘cachorro molhado’ me fizeram rir muito. Eu adoro esse vinho!!! Vamos parar com o preconceito contra os brancos, ainda mais em um país tropical como o Brasil. Vinho bom é aquele que nos agrada e combina com a situação!

 

 

Esse Concha y Toro Casillero del Diablo é um vinho que sempre tive vontade de experimentar, só que com a mítica uva cerménère. Não encontrei e comprei esse produzido com a cabernet sauvignon. Aliás, essa uva, apesar de excelente, não é a única que produz bons vinhos. O mercado é algo engraçado! Elegeu essa uva como celebridade. Enfim, eu gostei desse vinho, mas ainda quero experimentá-lo com a carménère. Sim, por qual razão a carménère é mítica? Vale uma pesquisa!

E por falar em carménère, resolvi comprar o primeio vinho que encontrasse com essa uva. Achei uma garrafa pequena de outro chileno, o Carta Vieja. Não é bem essa garrafa ao lado, já que não tirei a foto da garrafa e não achei uma imagem do vinho que tomei. Enfim, eu gostei da uva, mas não me recordo de ter um impacto especial, pelo menos com esse vinho. Apenas me senti tomando parte da história da França e do Chile. Como disse, vale a pesquisa sobre a história dessa uva.

 

 

Periquita é um dos tradicionais vinhos de Portugal e é bem conhecido aqui no Brasil. Ele é um vinho simples, com aroma das frutas framboesa e morango, além do aroma amadeirado. Eu gostei, principalmente pelos aromas dessas frutas e da presença amadeirada, mas não chega a ser nada excepcional. A acidez baixa também me agradou.

 

 

Este Saint Germain cabernet suave é produzido pela vinícola Aurora, na serra gaúcha. Tomei pela primeira vez no ano passado, quando ganhei de amigo secreto. Tomei de uma sentanda, durante o Natal, entre uns pratos da ceia. O vinho é bem leve e macio e combina com diversos tipos de queijo e aves. Eu gostei bastante.

 

 

Foto: Sandro Caldas

Por último, o vinho Acquasantiera. Este vinho da Vinícola Garibaldi, da serra gaúcha, é produzido com as uvas merlot, cabernet e tannat. Um vinho demi-sec, de baixa acidez, muito saboroso. Bom, achei bem legal.

 

 

 

 

 

É isso, esses são alguns dos vinhos que experimentei esses últimos meses. Não coloquei, porém, um português e um italiano que não registrei em foto e não consegui me lembrar dos nomes de jeito nenhum! Além desses, tem mais dois, o Melody e o JP, mas são vinhos bem mais simples. Não sou preconceituoso, não, pelo contrário. Quando falta grana recorro a eles, principalmente ao Melody.

Espero dicas sobre vinhos. Me digam também se já experimentaram algum desses e o que acharam! Sim, quero uma dica sobre um vinho produzido com a uva shiraz. Nunca tomei essa uva.

Minha opinião sobre ’50 anos a mil’, de Lobão

Antes de começar a falar da biografia de lobão, eu preciso comentar algo que possui relação com o livro, mesmo que indiretamente. Caso não queira ler, pule direto para a resenha.

Recebi um dia desses um daqueles e-mails que pretendem lhe ensinar valores morais. O texto em questão, repassado por uma bondosa pessoa, continha um alerta de uma suposta psicóloga que era contra a cinebiografia de Cazuza, lançada há alguns anos.  No e-mail ela discorre de forma dura contra o filme e chama Cazuza de marginal, no sentido da bandidagem mesmo, e péssima influência para os jovens que o idolatram. O chama também de traficante, filhinho de papai, além de um ser que denigre a imagem da sagrada instituição família.

Bom, primeiro que essa psicóloga e a tal pessoa que passou o email desconhecem profundamente a história de Cazuza. Ele era, sim, um cara explosivo, com conflitos familiares e usuário de drogas, mas também um cara muito sensível que nos deu, juntamente com Lobão e outros artistas da sua geração, uma radiografia daquele tempo.

Todos que conviveram com Cazuza ressaltam suas qualidades como amigo e como filho. Um cara doce, embora temperamental. Cazuza não fazia apologia ao uso das drogas, pelo contrário, como disse em uma canção, por sinal composta em parceria com Lobão: “Eu não posso fazer mal nenhum, a não ser a mim mesmo”. Quer devassidão maior que vender cerveja com celebridades e mulheres gostosas?! De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), por ano, cerca de 2,2 milhões de mortes prematuras ocorrem por causa do uso de álcool. Mas é tudo bonitinho, colorido e sensual! Enfim, essas duas senhoras esquecem ou não conhecem que Cazuza fez muitas canções sobre o amor, a paz, a amizade, a hipocrisia humana, as desigualdades sociais, etc!

E o que dizer sobre a intocável instituição FAMÍLIA? Pois é, um dos meus mestres, Dr. José Ângelo Gaiarsa, dizia que a psiquiatria nasceu por conta dos problemas enfrentados pelas pessoas dentro de suas amadas famílias. Disse ele que 80% das consultas giravam em torno dos desentendimentos familiares. Eu considero a família algo importantíssimo, mas chega de tapar os olhos, de fugir do fato de que a família como a conhecemos sempre foi um celeiro de maus tratos físicos e psicológicos. Há muito mais farpas que união! Então, que tipo de família deve ser defendida?

Se realmente foi uma psicóloga que escreveu o tal e-mail, digo que é despreparada. E a mulher que repassou o texto, com toda boa intenção, precisa fazer uma crítica à sociedade na qual vivemos e parar de espalhar o odioso vírus da “moral e bons costumes”.

Ufa! Se chegaram até aqui, façam um esforço e leiam abaixo.

Enfim, “50 anos a mil”. Com cerca de 600 páginas, a autobiografia de Lobão,  escrita em parceria com o jornalista Cláudio Tognolli, é reveladora até para quem é um fã do músico como eu. O que a gente sabe de João Luiz Woerdenbag Filho é o que sempre saiu na mídia ou deixou de sair e o que ele fala, sempre de forma contundente. Mas quando alguém resolve escrever uma biografia, se for honesto, as filigranas dos acontecimentos serão reveladas, mesmo que uma coisa ou outra seja esquecida. E um personagem como Lobão tem muita coisa pra contar. Eu senti honestidade em seu relato e achei o texto bem escrito, apesar de conter alguns erros de revisão. Nada que comprometa o instigante texto.

Ele não teve medo de revelar coisas duríssimas do seu passado, como o conturbado relacionamento familiar, no qual entre outras coisas, foi extremamente mimado pela mãe, até sua violenta briga com o pai, no qual quebrou seu violão na cabeça do seu genitor.

Outra coisa que me impressionou no livro foi a luta de Lobão contra a moralidade estabelecida, que o julgava como uma ameaça à sociedade até o ponto de conseguirem, com muita hipocrisia e calhordice, prendê-lo. O juiz que decretou a sentença de um ano de prisão, em pleno julgamento pediu a um policial que guardasse a muamba que ele encomendou de algum país! O juiz realmente falou muamba durante o julgamento! Inacreditável!

Lobão foi e continua sendo um cara importantíssimo para a indústria musical, já que partiu dele a iniciativa de numerar os CDs, além da inserção dos códigos ISRC – International Standard Recording Code nas músicas, que ajudam no combate à pirataria. Inclusive a pirataria feita dentro da própria indústria fonográfica, já que os artistas não tendo controle sobre as vendas são ludibriados pelas gravadoras recebendo bem menos que merecem.

Na biografia também há histórias engraçadas como, segundo Lobão, a obsessão de Herbert Viana por suas composições, sua forma de cantar e até suas escolhas como artista. Conta Lobão que quando Herbert ouviu “Me chama” disse que o tema era lindo e logo depois escreveu “Me liga”.  Ao ouvir “Cena de cinema”, escreveu “Cinema mudo”, entre outras provas de que o líder do Paralamas do Sucesso nutria uma enorme admiração pelo lobo. Mas o leitor decide se Lobão tem razão ou não! Para mim, ficou claro que Herbert deu uma copiadinha, sim!

Durante as centenas de páginas, o leitor descobre que por baixo da personalidade explosiva, incisiva, que não poupa ninguém, existe um propósito: Lobão quer mover, quer debater, quer destruir com modelos idolatrados e para isso pagou e paga um preço alto, sendo alijado da mídia e das grandes gravadoras. A postura agressiva de Lobão, para mim, é necessária e fundamental, mesmo que não se possa sempre concordar com suas posições, claro.

Outra coisa que ficou clara para mim foi a humanidade de Lobão. Ou seja, ele disse que sempre quis uma mulher para viver a vida toda com ele, e encontrou Regina. Tem seus gatos, gosta de assistir novela, é empresário, um grande instrumentista, além de lutar pela diversidade cultural e pela livre expressão. Se reinventa a todo momento e sempre vem melhor. Prova disso é sua evolução como compositor, sua empreitada como editor da revista Outra Coisa, que lançou dezenas de artistas, e suas atuações como apresentador. Como um cara desses pode ser nocivo à sociedade? Eu sei: porque ele opina e é duro com o poder, com as corporações e com o bom gosto cego.

Nada pode ser mais humano ou demasiado humano, como disse Nietzsche, o filósofo que Lobão já leu todos os livros.

Eu peço que assistam a essa intensa e hilária entrevista de Lobão! As outras partes vocês encontram com facilidade no You Tube.


Confira as canções devassas que Sandy nunca cantaria

Ela se chama Carol Rocha, de São Paulo, mas seu nome artístico é Carol Snow White. Em seu twitter (@carolsnowhite) diz que é cantora, compositora e amante de tudo aquilo que uma boa música consegue transmitir. Bela voz a moça tem. Quem quiser conferir é só acessar a página http://soundcloud.com/carolsnowhite.

Ela diz que também faz algumas imitações. Pelo menos no caso da cantora Sandy, a voz é tão parecida que se o ouvinte fechar os olhos talvez nem perceba que se trata de outra pessoa.

No vídeo abaixo, Carol resolveu fazer uma brincadeira parodiando músicas de sucesso que um dia foram entoadas pela nova garota Devassa. As letras das canções giram em torno da recente faceta encarnada por Sandy Leah.

Pílulas musicais

Breves comentários sobre três discos que ouvi esses dias.

Vocês conhecem uma atriz chamada Miranda Cosgrove, que trabalhou, ainda pequena, em filmes como ‘Escola do Rock’, ao lado de Jack Black? Não? Mas já devem ter ouvido falar ou mesmo visto o seriado infanto-juvenil iCarly, que até foi exibido pela TV Globo.  Pois é, mas se você não conhece Miranda por nenhum desses motivos, saiba que ela também é cantora. E eu, curioso pelo mundo pop como sou, resolvi escutar ‘Sparks Fly’ (2010), álbum de estreia da garota de 17 anos. Infelizmente, para mim, o disco é apenas bem produzido. Tanto as melodias quanto as letras desse trabalho são adolescentes demais, girando em torno de um universo de ideias ultrapassadas para a minha pessoa.  Abaixo vocês conferem uma das músicas, ‘Kissng U’.

Lista de músicas:

01. Kissin U (3:19)
02. BAM (2:50)
03. Disgusting (3:39)
04. Shakespeare (3:42)
05. Hey You (3:57)
06. There Will be Tears (3:13)
07. Oh Oh (2:54)
08. Daydream (3:09)
09. Brand New You (3:33)
10. What Are You Waiting For? (3:35)
11. Adored (3:32)
12. Beautiful Mess (3:03)

O soteropolitano Rafale Pondé já foi guitarrista do Natiruts (de 2005 a 2006) e um dos fundadores da banda de reggae Diamba, onde tocou de de 96 a 2002. De 2002 pra cá assumiu a carreira solo. ‘Sorriso de Flor’ (2011) é o seu quarto álbum solo. Ouvi e achei asséptico demais. E o que isso quer dizer para mim? Que quando ouço uma canção, ela precisa me passar uma energia que me faça ter vontade de realizar algo ou me dê algum tipo de energia que eu enxergue a realidade em volta de uma forma diferente. Se soou metafísico demais, paciência, é assim que as músicas batem em mim. O disco de Rafael pode funcionar em uma roda de amigos tomando uma cervejinhas. Tanto as letras quantos as melodias são bem fraquinhas. Confiram abaixo a música ‘Sorriso de Flor’.

Lista de músicas:

01. Sorriso del Flor
02. rincess of the desert
03. Sam
04. Ela deixou o mar
05. Sofreu sorriu
06. Loneliness
07. Depois de tanto tempo

Por fim, o disco de Lulu Santos, o ‘Acústico MTV 2’. Lulu é um dos melhores hitmakers da música pop brasileira. O primeiro acústico era duplo e ainda assim faltaram muitas canções. Então, eis que mais um é lançado. As músicas são ótimas, a banda é ótima e Lulu toca e canta bem. Eu acho difícil dizer que esse disco é ruim. Outra coisa, a participação da carioca Marina de la Riva na música ‘Adivinha o quê ?’ acelerou minha pulsação. Confiram abaixo ‘Adivinha o quê?’.

Lista de músicas:

01. E Tudo Mais
02. Papo Cabeça
03. Um Pro Outro
04. Dinossauro do Rock
05. Vale de Lágrimas
06. Tudo Azul
07. Minha Vida
08.  Óbvio
09. Adivinha o Quê?
10. Brumário
11. Baby de Babylon
12. Já É
13. Pra Você Parar
14. Auto Estima

Impressões sobre ‘The King of Limbs’, do Radiohead

Existem três álbuns do Radiohead dos quais sou fã absoluto: “Pablo Honey” (1993), “The Bends” (1995) e “OK Computer” (1997). Por causa deste último me tornei um grande fã da banda e corri atrás dos outros dois excelentes discos citados. Depois de ouvir incansavelmente esses três discos, ja sentia a tal necessidade de algo novo. O que uma das minhas bandas prediletas traria de diferente?

Três anos depois veio “Kid A” (2000) e uma bomba de mil megatons estorou acima da minha cabeça. Confesso que durante a audição me senti dentro de uma gélida placa de silício, seja lá o que isso quer dizer. Foi um ruptura corajosa da banda de Tom Yorke, mas confesso que não me agradou. Talvez seja um álbum que ainda tenha que descobrir sua genialidade, mas por enquanto não tenho a mínima vontade de ouvir novamente.

Aí veio “Amnesiac” (2001) e mais uma vez adentrei em um quarto da minha gélida placa de silício. Não bateu, não me emocionou. Percebi que o Radiohead tinha aderido ao universo do experimentalismo eletrônico alucinógeno e que de lá não sairia. Mas antes, gostaria de dizer que o problema não é o experimentalismo nem mesmo o eletrônico, claro que não! Adoro Björk. Com esse exemplo, não preciso dizer mais nada. O problema é que sinto falta da pegada dos primeiros discos, das guitarras estridentes, das melodias grudentas. E é óbvio que se você ouvir “OK Computer” vai perceber claramente a interferência eletrônica, a começar pelo nome do álbum.

No entanto, com “Hail to the Thief” (2003) e “In Rainbows” (2007), apesar de utlizar as
experimentações eletrônicas, percebi mais do antigo Radiohead (que me agrada mais). Gostei desses dois últimos álbuns, com preferência para “In Rainbows”.

E eis que eles lançam este ano o aguardado “The King of Limbs”. Olha, talvez eu não compreenda a proposta da banda ou o quanto o álbum é avançado, mas definitivamente não é o lado do Radiohead que mais gosto. Ou, quem sabe, essas mesmas músicas executadas em um show ganhem para mim um outro tônus. Talvez influenciado pela já clássica dancinha de Tom Yorke, a música que mais gostei foi justamente “Lotus Flower”.
“The King of Limbs” traz oito canções que mergulham nas já citadas experimentações eletrônicas alucinógenas, com ar gélido, mas que trazem de fundo boas melodias, como “Separator”. Porém, não é um disco que eu me senti atraído e com vontade de ouvir novamente. Com música não adianta forçar.

Lista de músicas:
1 – Bloom

2 – Morning Mr. Magpie

3 – Little By Little

4 – Feral

5 – Lotus Flower

6 – Codex

7 – Give Up The Ghost

8 – Separator

Ôô

O cantor e compositor Marcelo Camelo divulgou nesta quinta-feira (3) uma música do seu segundo disco solo, “Toque Dela”, que será lançado dia 5 de abril. A faixa, que se chama “Ôô”, foi colocada no canal do músico no You Tube. Nesta e em mais duas músicas do disco, Camelo tocou baixo, bateria e guitarra.

Ouvi a canção e não me entusiasmei. Embora eu ache que Camelo saiba compor belas melodias pop, essa primeira audição da música me pareceu apenas mais do mesmo do primeiro álbum solo do artista, o “Sou”, lançado em 2008. Claro, se fosse um mais do mesmo de um excelente álbum, tudo bem. Mas não é. Mas é apenas uma primeira impressão de uma música apenas! Então, ainda tenho esperança. Para mim, o melhor trabalho de Camelo ainda é “Bloco do eu sozinho”, com a não extinta banda “Los Hermanos”.

Marcelo Camelo divulgou as seguintes palavras sobre o novo trabalho:

“Eu gravei boa parte do disco com os Hurtmold, que são minha banda preferida atualmente. Tenho um carinho não só pelo lugar que eles chegaram esteticamente, mas também pelo que isso representa, que são anos de trabalho coletivo pra se chegar àquela sonoridade. Além disso, foram e são eles a minha porta de entrada, a minha conexão com todo o universo presente na cidade de São Paulo”.

Sobre “Ôô”, disse:

“Chamei o [Marcelo] Jeneci, que adorou a música, pra tocar piano em algumas faixas, inclusive nesta, e depois incluí o naipe também com pessoas com quem já tinha gravado. O Jessé Sadoc e o Zé Canuto já tinham gravado com os Hermanos e o Aldivas, que tocou trombone, é amigo do Índio Costa, que tocava com os Hermanos e me ajudou nos arranjos. A música foi mixada e gravada em São Paulo no estúdio El Rocha, pelo Fernando Sanches (assim como todo o disco), exceto a parte do naipe gravada no estúdio do Dado Villa-Lobos, no Rio, pelo Duda Mello.”

Ouçam a canção abaixo:

Mais um bom R.E.M.: “Collapse into now”

O disco anterior do R.E.M., Accelerate (2008), é maravilhoso. Fiquei apaixonado e ouvi dezenas de vezes. Depois que passa a euforia, você já começa a pensar quando a banda lançará outro álbum, que elementos sonoros vão utilizar, como serão as melodias, as letras, etc. Nesta quarta-feira (2), acabou minha aflição. Ouvi “Collapse into now”, o 15º disco da banda, e adorei. Não sou um fã cego, que ama tudo que seu grupo predileto lança, mas este álbum realmente é muito bom.

Peter Buck, em entrevista para a revista Rolling Stones, disse: “Ele (Collapse into now) é canção por canção, o melhor que a gente já fez. Muita gente diz que fizemos o nosso melhor no começo dos anos 90. Mas aí, 15 anos depois, aqui estamos de novo”.

Posso discordar de você, grande guitarrista Peter Buck? Prefiro “Accelerate” e meu álbum predileto é “Automatic for the people” (1992). No entanto, apesar das minhas predileções, “Collapse into now” é muito bom mesmo! Que sorte que a música pop tem bandas como o R.E.M., que está aí desde seu primeiro show, dia 5 de abril de 1980!

Dois sites internacionais ofereceram o disco que será lançado no próximo dia 07 de março. Você pode ouvi-lo no portal de música Exclaim e na página da rádio norte-americana NPR.

O álbum traz as participações do vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, e das cantoras Patti Smith e Peaches.

Canções de ‘Collapse Into Now’:

1 – ‘Discoverer’

2 – ‘All The Best’

3 – ‘Uberlin’

4 – ‘Oh My Heart’

5 – ‘It Happened Today’

6 – ‘Every Day Is Yours To Win’

7 – ‘Alligator Aviator Autopilot Antimatter’

8 – ‘Walk It Back’

9 – ‘Mine Smell Like Honey’

10 – ‘That Someone Is You’

11 – ‘Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I’

12 – ‘Blue’