De a-ha a U2

Para quem gosta de música pop, o livro “De a-ha a U2”, do jornalista Zeca Camargo, é muito interessante. Zeca foi um dos responsáveis pelo jornalismo na MTV, no tempo em que a emissora estava começando. Antes disso, trabalhou na Folha de São Paulo e teve passagem pela revista Capricho.
O cara é um pesquisador de música pop, sempre atento aos lançamentos. Um ávido consumidor, com milhares de discos em sua coleção e, claro, dezenas e dezenas de entrevistas. E é sobre as experiências que essas entrevistas trouxeram que gira o livro. Em cada uma, Zeca ainda abre espaço para dar dicas de músicas e discos de outros artistas.
Uma dica minha: leia o livro em frente ao computador, com a página do You Tube aberta. Cada vez que Zeca fala de uma música ou artista que você não conhece, o desejo de procurar e ouvir é muito grande. Foi assim que ouvi faixas do disco “El Robot Bajo el Agua”, de Jaime Sin Tierra. Gostei muito. E revi o clique “Love Dont Cost a Thing”, da linda Jennifer Lopez, para talvez chegar à conclusão de que é uma música maravilhosa, como diz Zeca. É um pop legal, mas não me faz ter vontade de ouvir todos os dias.
Claro, como trata-se de música, provavelmente você vai discordar de Zeca muitas vezes. A graça é essa mesmo. Por exemplo, eleger a música “Fall on me”, do REM (minha banda predileta), como a única que você poderia ouvir caso tivesse que escolher apenas uma desse artista (aliás, Zeca faz isso com todos os artistas), não serve pra mim. A música é linda, mas existem pelo menos umas dez na frente dela. O critério é sempre pessoal. Porém, muitas vezes há concordâncias, como no caso de The Police, com “Every Breath You Take”.
O livro peca na falta de cuidado com a edição, como se não tivesse passado por uma revisão. Mas segundo a ficha técnica, passou. O nome da revisora está lá. Outra coisa chata é a maneira como o jornalista escreve, de forma repetitiva. Ele insiste em mandar o leitor procurar no dicionário o que é walkman cada vez que cita o avô do iPod. Também insiste na ideia de que é de um tempo muito antigo, onde existiam lojas de CDs e vinis. Tudo bem, infelizmente, lojas de CDs e vinis estão quase extintos (vinil, então, só em sebos!!!), apesar dos esforços de poucos, mas repetir isso a todo momento é chato.
As experiências vividas por Zeca são interessantes para os jornalistas que querem atuar na área cultural, neste caso a musical. Mas para mim ficou muito mais as dicas de discos e músicas que ele desfila pelo livro.

PS: Ganhei o livro de presente de um cara antenado. O jornalista do A Tarde, Bruno Porciuncula. Valeu!

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2 pensamentos sobre “De a-ha a U2

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