Da internet para o público

A matéria abaixo foi escrita em parceria com uma colega da Rádio Metrópole , Ive Deonísio. No entanto, para o blog, acabei ampliando o texto e citando outras referências. O texto saiu no Jornal da Metrópole e também no Portal da Metrópole. No Portal, você pode baixar o PDF do jornal.

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Você monta sua banda, grava um disco e manda para um gravadora na esperança de ser contratado e ter sua música ouvida e apreciada por milhares ou até milhões de pessoas. Mas nada acontece. Tempos passados.

Felizmente estamos em um momento em que é possível ser visto e ouvido, se expressar sem esperar a aprovação das gravadoras. Bem-vindos à era de internet, que possibilitou que todos pudessem ser geradores de conteúdo e formassem seus gostos à revelia do mercado. Neste caso específico, quem produz videoclipes de suas músicas e as coloca na web tem a chace de oferecer seu trabalho e quem julga é o alvo mais importante: o público.

Eu mesmo, na época em que eu acreditava me tornar um músico, quem sabe, respeitado e apreciado, mandei meu EP com cinco canções para algumas gravadoras. Nada. Só consegui um produtor fajuto aqui em Salvador e lá em São Paulo, quando morei na cidade, a executiva de uma gravadora me disse que “numerologicamente o nome de sua banda não rola”. Mas o que ela queria dizer era que o som da banda, blues/rock (principalmente), não se encachava no estilo da gravadora, que preferia vender bandas com a sonoridade KLB. Enfim, continuei compondo e também utilizei o You Tube para jogar minha música lá. Para essa música existe um clipe até bonitinho, mas como ainda não consegui passar para o DVD, inventei um filme tosco apenas para postar a canção.

Diferente do que consegui, projetos como o internacional Playing for Change, a gaúcha Pata de Elefante e a banda baiana Suinga caíram no gosto do público. A receita deles parece fácil: boas músicas e clipes muito bem concebidos divulgados de forma simples. “O videoclipe funciona como uma espécie de publicidade para a banda e para o diretor, já que, se bem feito, pode render premiações”, explica o diretor Rafael Jardim.

O irreverente grupo baiano Suinga (foto) estourou nas redes sociais apenas um mês após seu lançamento, respaldado pela polêmica gerada entre os internautas sobre o gênero do seu som: ‘axé retrô’ ou ‘rock tropical’? A banda é composta por Fox (Guitarra e Voz), Marceleza (Guitarra e Voz), Dinho (Contra-baixo), DuTxai (Bateria)  e Didoné (Percussão). Eles lançaram seu primeiro EP com cinco canções autorais.

Pata de Elefante (foto) é uma banda do Rio Grande do Sul que conseguiu eliminar com canções dançantes o rótulo da chatice (injusto) que carregam as bandas instrumentais (Macaco Bong é outra banda excelente). Em 2009, a banda recebeu da MTV o título de melhor banda de rock instrumental do País. O trio é composto por Daniel Mossmann (guitarra e baixo), Gabriel (guitarra e baixo) e Gustavo Telles (bateria). Eles já lançaram três discos: Pata de elefante (2004), “Um olho no fósforo, outro na fagulha” (2006) e “Na cidade” (2010).

O Playing for a Change é um projeto de produção coletiva para aproximar músicos de culturas diferentes por meio de canções pop internacionais que pregam a paz, como ‘One love’, de Bob Marley.

Outras bandas – Você pode gostar ou não desses nomes que vou citar, mas outros artistas também nasceram da internet e ganharam o gosto do público, como Detonautas – do engajado Tico Santa Cruz – , Malu Magalhães, atual namorada de Marcelo Camelo e mais recentemente a banda Restart, com seu happy rock (?).

Confira mais: Playing for Change, Pata de Elefante e Suinga

Clique abaixo e confira as música “One Love”, do Playing for change; “Um olho no fósforo, outro na fagulha”, de Pata de Elefante e “Sorvete de cajá”, da Suinga:

Abaixo você confere minha tentativa de chegar ao público mundial. Banda Chave Mestra, com a música “Festa Surpresa’:

Foto Suinga: Dario Guimarães/ Jornal da Metrópole

Foto Pata de Elefante: Danilo Christidis

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