Música de Brinquedo e Partimpim

Nas últimas duas semanas, talvez, tenho visto alguns vídeos de dois artitas com minha filha pelo You Tube. Mas antes de falar deles, quero dizer que hoje as crianças já nascem com pó de silício, zero e uns em seus genes. Sarah, que tem apenas 2 anos e 4 meses, usa mais a internet do que vê televisão. E eu junto disso, tento mostrar coisas que são, na minha opinão, interessantes. A mãe mostra outras coisas e outras aparecem pelo caminho. Foi assim que ela viu videoclipes de bandas que eu gosto, como Blur…e gostou!!! Viu, também, desenhos que fizeram parte da minha infância, como Smurfs. E a mais óbvia de todas: Xuxa. Sim, ela existiu para mim e continua sendo referêcia para as crianças. Sarah gosta de Xuxa.

Nessa salada de informações, ela também já viu a nem tão infanto-juvenil Kelly Kee e dançou o Rebolation. Óbvio que nem tudo visto me agrada e mais óbvio ainda: não deixo que ela assista qualquer imagem que se mexa, porque sua cabecinha não está pronta pra ver muitas coisas ainda, além de não interessar a ela. Mas o fato é que creio que a criança nao pode ser tolhida em sua sede de descoberta, como se tudo que escolhêssemos fosse de extrema qualidade. Sabemos que adultos não sabem de tudo, não é? Por isso deixo minha filha livre para ver e formar ela mesma o conceito do que é bom ou ruim, sempre dentro do que é possível ela ver. Não adianta correr mais do que os pés.

Bom, quem são os dois artistas citados acima? Adriana Partimpim 1 e 2 (Adriana Calcanhoto) e Pato Fu, com seu disco Música de Brinquedo. Aí entro na seara dos produtos audiovisuais feitos para as crianças.

Acho que a tendência desses produtos é a dubiedade existente neles. Vi com Sarinha clipes um tanto quanto sensuais de Eliana, Kelly Kee e até mesmo Xuxa. São clipes nos quais as expressões corporais e as roupas exalam uma sensualidade que creio ainda não ser compreendida por esse público, apenas imitada. Não vou entrar aqui no assunto da sexualidade inerente às crianças, isso é outro assunto.

Falo da dubiedade porque ao mesmo tempo que mostram uma certa maturidade sexual, continuam tratando as crianças como seres incapazes e quase burros, como se elas não fossem absorver nada além do seu próprio universo infantil, que traduzido para a linguagem adulta significa “bobo”. Creio que é preciso ser sincero com as crianças: chega de cegonhas! Não é preciso ser científico nem mostrar erudição, mas com certeza se você for verdadeiro com elas, será compreendido.

Tanto Adriana Partimpim quando Música de Brinquedo, do Pato Fu, são voltados para as crianças, mas para os adultos também. Os dois públicos podem ouvir esses dois grandes artitas. É bom para os dois. Adriana e a turma do Pato Fu utilizam brinquedos e sonoridades lúdicas para interpretar as canções de artistas maravilhosos. Você encontraVinícius de Morais, o poeta Ferreira Gullar, Chico Buarque e Claudinho e Bocheca em Adriana Partimpim. Em Música de Brinquedo você ouve Cassiano, Paul McCartney, Roberto Carlos e Rita Lee, por exemplo.

Lembro que em um show do Criança Esperança, Sandy interpretou a música Ciranda da
Bailarina, de Chico e Edu Lobo. Neste verso “Reparando bem, todo mundo tem pentelho/ Só a bailarina que não tem”, Sandy não pronunciou a palavra pentelho! Porque? Seria tão ofensivo assim? Adriana que não tem o histórico de lidar com o público infantil como Sandy, falou esta palavra de forma sincera, que foi absorvida pelas crianças naturalmente, como dever ser.

Boas melodias, boas letras e poesias, excelentes músicos e boas cantoras é o que você vai encontar em Adriana Partimpim e Música de Brinquedo, do Pato Fu. As crianças gostam
muito e Sarinha também. Sarinha adora o gatinho dos versos do maravilhoso Ferreira Gullar e mesmo a bailarina, com pentelho mesmo, de Chico e Edu.

Outras dicas de audiovisuas muito legais para as crianças, que são inteligentes, muito informativos e não tratam as crianças como bobinhas: os desenhos ‘Charlie e Lola’, ‘Pink Dink Doo’ e o maravilhoso ‘Cocoricó’ (um dos preferidos de Sarinha e meu também!).

Abaixo vocês podem conferir a música “Primavera”, de Cassinano e Sílvio Rochel, por Pato Fu. Os vídeos de Partimpim não estão com os códigos disponíveis no You Tube. Coloquei o link do canal no You Tube aqui. Tomara que você e seus filhos gostem!

Contra a moral e os bons costumes

Esse texto é uma homenagem a José Ângelo Gaiarsa, psicoterapeuta que morreu aos 90 anos, no dia 16 de outubro, em São Paulo.

Lembro-me que durante anos assisti Gaiarsa no programa Dia Dia da Bandeirantes; seu quadro foi ao ar durate dez anos, de 1983 a 1993. Sempre me interessei por psicologia e temas como família, sexo, casamento, amizade etc. Aquele senhor de boné adolescente e seus discursos me chamavam a atenção. Confesso que nem sempre entendia seus comentários, mas nunca deixei de escutar com atenção. Sem dúvida, Dr. Ângelo Gaiarsa contribuiu para a minha formação e para a atual consciência que tenho sobre estes assuntos. Ele foi o introdutor de Carl Gustave Jung e William Reich no Brasil, psicanalistas ideólogos da revolução sexual.

Infelizmente não li seus 30 livros, mas o único que tive o prazer de ler, até agora, (Amores Perfeitos) me abriu a mente para a instituição Família. Há muito mais no livro do que os pontos que vou citar. Por isso, recomendo esta obra, que está disponível de forma gratuita no site do Dr. Gaiarsa (link abaixo).

Tenho amor imenso por minha família e até hoje devo todas as minhas conquistas pessoais a ela, com todo o seu apoio por minhas escolhas e toda a sua compreensão pelos meus erros. Quando falo ela, me refiro à família núcleo, representada por pai, mãe e dois irmãos. Acho que apesar de todos os defeitos presentes nessas pessoas, jamais gostaria de não tê-la tido um dia, mas é óbvio que chega um momento que você precisa ir adiante e descobri quem é você longe dela.

Leia abaixo trecho de Amores Perfeitos. Para mim, ficou claro durante os anos que família não é uma instituição perfeita e merece críticas. Falo isso, porque tios, tias, primos entre outros, apesar do amor guardado no coração (se é que existe), não participam de sua vida diária, não trocam experiências, não servem como amigos, como companheiros, como família como penso que deva ser. Ao contrário, criam-se disputas entre primos, fofocas destrutivas sobre os defeitos dos outros; promove-se o afastamento ao invés da aproximação e da cumplicidade. Ou seja, devemos pensar um novo modelo de família. Este que se apresenta, para a maioria das pessoas, não é saudável.

Hoje em dia, a família verdadeira não é mais considerada a consanguínea, mas um grupo de pessoas que se amam, se respeitam, querem bem uns aos outros, independente de morarem sob o mesmo teto. Hoje, pode-se escolher a família e não mais estamos presos ao conceito de que pai, mãe e filho ou filhos constituem a estrutura correta. Lembro-me que ouvia que um filho precisa da figura paterna e materna para crescer mentalmente saudável ou que a separação prejudicaria aquele futuro adulto. Pesquisas sérias revelam que filhos de pais separados têm o mesmo nível de problemas do que aqueles que vêm de uma família convencional. Antes pais separados do que um homem e uma mulher que não se respeitam e estão ali somente cumprindo um papel social.

Abaixo outro trecho que selecionei do livro:

Dr. José Ângelo Gaiarsa foi um homem corajoso, que lutou contra a moral e os bons costumes que criam o ambiente propício para a infelicidade humana. Poderia falar de sexo aqui, já que considero o principal motivo de frustração humana, levando à doenças. Somos reprimidos e não nos damos conta disso. Falando isso agora, lembrei da cantora norte-americana Katy Perry, que apesar de toda a sua figura sensual e ousadia no discurso, considerou o sexo casual SUJO. Ou seja, há uma contradição entre a figura dela, com todo apelo sexual, e seus valores, que certamente vêm da culpa religiosa muito bem introduzida em nossas cabeças…mas isso é outro papo.

Assista abaixo um depoimento forte de Gaiarsa sobre a família:

LEIAM ALGUNS LIVROS DE GAIARSA E ASSISTAM SEUS MARAVILHOSOS VÍDEOS AQUI

Minha 1ª entrevista: Rádio Nacional Amazônia

Nesta segunda-feira (18), às 13h40 (horário de Brasília), concedi minha primeira entrevista. Primeira mesmo, já que nunca tinha sido entrevistado por qualquer outro veículo de comunicação. Uma experiência muito interessante. Foi como se minhas opiniões publicadas aqui no Vinil fossem importantes e merecessem atenção dos ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia, localizada em Brasília. Sim, não foi uma rádio de Salvador que descobriu o Vinil, mas um veículo da capital do Brasil. A Rádio Nacional também cobre parte da Bahia.
O nome do programa é Mosaico e quem apresenta é o jornalista Morillo Carvalho, a quem agradeço por ter gostado deste espaço. Agradeço também a Gustavo Oliveira, quem entrou em contato comigo para agendar a entrevista.
Abaixo vocês conferem a entrevista. Adianto que o nervosismo é perceptível, mas acho que me saí relativamente bem. Tive que publicá-la em vídeo, já que o arquivo em mp3 não entrava. No final, acho que ficou melhor. De fundo vocês poderão ver imagens de algumas referências culturais importantes para mim, por motivos diversos.


Mosaico – o Mosaico vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 13h30, e faz um passeio pelas artes, desde a cultura digital contemporânea à literatura brasileira, passando por música, artes cênicas e artes visuais. A trilha sonora do Mosaico será escolhida pelos ouvintes: a cada semana, uma lista de três gêneros ou temas vai ser apresentada e, por meio de voto por telefone ou internet, o que o público escolher é o que toca na semana seguinte. E para dar continuidade à tradição de radiodramaturgia conquistada pela Nacional da Amazônia, às sextas-feiras o ouvinte acompanhará um conto da literatura brasileira dramatizado pela equipe da emissora.
O Mosaico tem presença garantida também nas redes sociais, com perfis do programa no Twitter, Facebook e Orkut – tudo para que o ouvinte participe como quiser.
O projeto dá continuidade a um trabalho iniciado na emissora em dezembro de 2009. O Mosaico nasceu como um quadro do programa Nacional Jovem, às sextas-feiras, trazendo entrevistas com artistas e a escolha de uma música pelo ouvinte. Graças ao êxito da iniciativa e para atender à necessidade de um espaço dedicado às artes na grade da emissora, o quadro passa a ser programa.
O Mosaico é apresentado pelo jornalista Morillo Carvalho, que já apresenta o quadro e integra a equipe de repórteres do Jornal da Amazônia. Na EBC desde 2007, foi repórter da Agência Brasil, onde cobriu o setor cultural, e tem, na bagagem, cursos de Cultura Musical (coordenado pelo maestro Flávio Fonseca), de Crítica Teatral (ministrado pelo jornalista e crítico Sérgio Maggio), de Crítica Cinematográfica, e é pós-graduando em Gestão Cultural.

Crítica: Tropa de Elite 2

Dos muitos comentários que ouvi antes de ver ‘Tropa de Elite 2’, o mais corriqueiro foi o de que as pessoas deviam tê-lo visto antes de votar, assim muitos políticos não teriam sido eleitos. Bom, será que alguém ainda duvida que é por conta também da leniência e da corrupção dos governantes que a violência não é reduzida e que as favelas, a pobreza, o circo grotesco e violento é necessário para manter esses mesmos governantes no poder? Eu não duvido. Talvez não saibamos os pormenores da podridão, mas que ela existe é fato. Os maus políticos são a falsa cura para os males de milhões de pessoas.

Dito isto, afirmo que a primeira hora de ‘Tropa’ não passa do mesmo caleidoscópio que estamos, infelizmente, acostumados a ver todos os dias na televisão, jornais impressos, internet etc. Violência, falsas promessas e mais violência. Sendo que na TV, as tintas ganham mais dramaticidade. Enfim, o que interessou para mim no longa do diretor José Padilha é como essa violência afeta a vida das pessoas, como interfere em seus cotidianos. O roteiro do próprio Padilha juntamente com Bráulio Mantovani nos revela isso de forma muito sagaz.

Agora meu grito: TROPA DE ELITE 2 É UM FILME MARAVILHOSO!!!

O filme, para mim, ganha seu ponto de transformação quando estamos na penitenciária de segurança máxima Bangu 1. Lá, uma rebelião comandada por Beirada (Seu Jorge, fabuloso no papel) ameaça se transformar em uma carnificina. O agora Coronel Nascimento (Wagner Moura) e seus homens do Bope têm a chance de dar fim à rebelião matando Beirada, um dos traficantes mais perigosos da época. No entanto, chega ao presídio o professor de História e ativista dos direitos humanos, Fraga, para tentar impedir que mais mortes aconteçam. O clima fica tenso e mesmo com os apelos de Fraga (Irandhir Santos, também muito bem no papel), o Bope mata Beirada e outros bandidos. Os corpos são mostrados para o mundo via TV e até a opinião pública internacional condena a atidude do Coronel Nascimento e seus homens.

O resultado disso é que o Coronel Nascimento é afastado das suas funções do Bope e promovido a subsecretário da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. A partir daí, engendra um plano para dar continuidade ao combate à criminalidade, lutando também contra os corruptos do sistema. Mas, para a infelicidade de Nascimento, o sistema não quer combater a violência, já que esta é a máquina de votos que mantém maus políticos no poder, assim como maus policiais, milícias (introduzida nesta sequência), etc. Esses são os novos inimigos que Nascimento terá que combater.

Aí eu volto ao que disse no primeiro parágrafo. Sabemos dessas relações promíscuas do poder e que qualquer tipo de corrupção deve ser extirpada da sociedade. Mas o que mais me interessou no filme é como essa violência afeta as relações humanas, nosso cotidiano.
Nesse ponto, o roteiro, claro, é centrado na figura do Coronel Nascimento. E aqui quero
aplaudir a atuação estupenda de Wagner Moura, com sua economia de expressões que ao
mesmo tempo revelam a intensa carga emocional que vive seu personagem.

Seu Jorge e o diretor José Padilha

No primeiro ‘Tropa’ seu filho nasce em meio à conturbada vida dele no Bope. Sua relação com a esposa vive constantemente abalada por conta do seu estressante trabalho. Nesta sequência, Nascimento está separado da esposa Rosane (Maria Ribeiro), que casou com Fraga (sim, o ativista e mais tarde deputado estadual) e seu filho Rafael já é um adolescente. Nascimento tem que lidar com o afastamento do filho, que pensa que a profissão do pai é simplesmente matar pessoas. A despeito de qualquer defeito do ser humano Roberto Nascimento, é a violência que modifica sua vida, sua relaçao com a ex-esposa, com o filho e com ele mesmo, já que não deve ser nada fácil observar a brutalidade de tão perto. Não há ser humano que saia ileso.

Ao longo da projeção sentimos que Fraga e Nascimento são quase antagônicos, já que um defende os direitos humanos e outro quer acabar com a criminalidade, matando se for necessário. No entanto, à medida que os acontecimentos vão se desenrolando, fica claro que os dois têm o mesmo objetivo, já que Nascimento percebe que sempre foi usado pelo sistema para prover seu ciclo de corrupção e politicagem. Nascimento combatia o crime para um sistema que não queria combatê-lo.

Quando Nascimento percebe que foi usado e que o sistema não perdoa nada nem ninguém, está pronto para ser o próximo a ser morto. Sua revolta e desconfiança começam quando André Matias, seu amigo e que foi treinado por ele no Bope, é assassinado por policiais durante uma operação em uma favela. O ápice de sua raiva se dá quando seu filho é atingido por uma bala durante uma emboscada, onde se encontra também Fraga e Rosane.

Nascimento quer destruir tudo, denunciar os policais corruptos, os políticos assassinos.
Reúne provas. Uma CPI é instalda pelo agora deputado estadual Fraga. Nascimento é um dos depoentes e escancara a sujeira. Com isso, consegue colocar alguns políticos na cadeia, afastar policias. Mas claro, a corrupação não chega ao fim. O governador é reeleito e o sistema se reorganiza, forma novos laços, mata quem não serve mais. A roda gira novamente. Nascimento terá mais trabalho pela frente.

Durante seu depoimento, Nascimento lembra que seu filho hospitalizado um dia perguntou, quando tinha 10 anos, por que seu pai matava. Nascimento não soube responder, não sabia os motivos. Esse desabafo do Coronel deixou claro para mim a falta de sentido das guerras, da violência e do estado psicológico no qual vivemos: o medo é parte do cotidiano nas grandes cidades e quase achamos estranha a ideia de vivermos em paz, já que o normal é o estado de violência. Vivemos preocupados. Não há como esse modelo de sociedade não afetar nossas vidas e nossas relações pessoais.

O filme termina mostrando Brasília. Imagem gratuita? Claro que não. E sabemos bem a razão ou as razões.

Da internet para o público

A matéria abaixo foi escrita em parceria com uma colega da Rádio Metrópole , Ive Deonísio. No entanto, para o blog, acabei ampliando o texto e citando outras referências. O texto saiu no Jornal da Metrópole e também no Portal da Metrópole. No Portal, você pode baixar o PDF do jornal.

***

Você monta sua banda, grava um disco e manda para um gravadora na esperança de ser contratado e ter sua música ouvida e apreciada por milhares ou até milhões de pessoas. Mas nada acontece. Tempos passados.

Felizmente estamos em um momento em que é possível ser visto e ouvido, se expressar sem esperar a aprovação das gravadoras. Bem-vindos à era de internet, que possibilitou que todos pudessem ser geradores de conteúdo e formassem seus gostos à revelia do mercado. Neste caso específico, quem produz videoclipes de suas músicas e as coloca na web tem a chace de oferecer seu trabalho e quem julga é o alvo mais importante: o público.

Eu mesmo, na época em que eu acreditava me tornar um músico, quem sabe, respeitado e apreciado, mandei meu EP com cinco canções para algumas gravadoras. Nada. Só consegui um produtor fajuto aqui em Salvador e lá em São Paulo, quando morei na cidade, a executiva de uma gravadora me disse que “numerologicamente o nome de sua banda não rola”. Mas o que ela queria dizer era que o som da banda, blues/rock (principalmente), não se encachava no estilo da gravadora, que preferia vender bandas com a sonoridade KLB. Enfim, continuei compondo e também utilizei o You Tube para jogar minha música lá. Para essa música existe um clipe até bonitinho, mas como ainda não consegui passar para o DVD, inventei um filme tosco apenas para postar a canção.

Diferente do que consegui, projetos como o internacional Playing for Change, a gaúcha Pata de Elefante e a banda baiana Suinga caíram no gosto do público. A receita deles parece fácil: boas músicas e clipes muito bem concebidos divulgados de forma simples. “O videoclipe funciona como uma espécie de publicidade para a banda e para o diretor, já que, se bem feito, pode render premiações”, explica o diretor Rafael Jardim.

O irreverente grupo baiano Suinga (foto) estourou nas redes sociais apenas um mês após seu lançamento, respaldado pela polêmica gerada entre os internautas sobre o gênero do seu som: ‘axé retrô’ ou ‘rock tropical’? A banda é composta por Fox (Guitarra e Voz), Marceleza (Guitarra e Voz), Dinho (Contra-baixo), DuTxai (Bateria)  e Didoné (Percussão). Eles lançaram seu primeiro EP com cinco canções autorais.

Pata de Elefante (foto) é uma banda do Rio Grande do Sul que conseguiu eliminar com canções dançantes o rótulo da chatice (injusto) que carregam as bandas instrumentais (Macaco Bong é outra banda excelente). Em 2009, a banda recebeu da MTV o título de melhor banda de rock instrumental do País. O trio é composto por Daniel Mossmann (guitarra e baixo), Gabriel (guitarra e baixo) e Gustavo Telles (bateria). Eles já lançaram três discos: Pata de elefante (2004), “Um olho no fósforo, outro na fagulha” (2006) e “Na cidade” (2010).

O Playing for a Change é um projeto de produção coletiva para aproximar músicos de culturas diferentes por meio de canções pop internacionais que pregam a paz, como ‘One love’, de Bob Marley.

Outras bandas – Você pode gostar ou não desses nomes que vou citar, mas outros artistas também nasceram da internet e ganharam o gosto do público, como Detonautas – do engajado Tico Santa Cruz – , Malu Magalhães, atual namorada de Marcelo Camelo e mais recentemente a banda Restart, com seu happy rock (?).

Confira mais: Playing for Change, Pata de Elefante e Suinga

Clique abaixo e confira as música “One Love”, do Playing for change; “Um olho no fósforo, outro na fagulha”, de Pata de Elefante e “Sorvete de cajá”, da Suinga:

Abaixo você confere minha tentativa de chegar ao público mundial. Banda Chave Mestra, com a música “Festa Surpresa’:

Foto Suinga: Dario Guimarães/ Jornal da Metrópole

Foto Pata de Elefante: Danilo Christidis

Meu primeiro vinho orgânico

 

Foto: Sandro Caldas

Comprei meu primeiro vinho orgânico na quinta-feira (7). Depois que li o livro da sommelier Lis Cereja, tive uma vontade imensa de experimentar um vinho desse tipo, saber o que o diferenciava dos outros. Comprei um que se chama ‘Da casa’, safra 2008, da vinícola Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Foram produzidas 165 mil garrafas dele.

Mas o que vem a ser um vinho orgânico?

De acordo com o livro de Lis Cereja, os vinhos orgânicos são vinhos ambientalmente corretos e trazem a cada gole menos substâncias estranhas para o nosso organismo. Ou seja, são bebidas que contém um nível de toxicidade quase nulo, produzidos com uvas que no processo de desenvolvimento não levaram agrotóxico no solo.

Na viticultura convencional, a feitura de vinhos utiliza substâncias sintéticas e conservantes, como o dóxido de enxofre (SO2). Para a produção de um vinho orgânico ou biológico, esse quadro muda. Nenhum tipo de substância sintética é utilizada, como agrotóxico, conservantes ou aditivos. Para combater pragas nas videiras são utilizados controles naturais, como insetos. Caso seja utilizado um conservante SO2, a quantidade é muito pequena.

Neste vinho específico, pude perceber uma leveza em relação aos demais que já consumi; quase não há adstringência, além de ser pouco gorduroso. O teor alcoólico dele também é baixo, 10,5%.

Além de ser um vinho mais saudável para o organismo, consumir vinhos orgânicos ou biológicos ajuda o meio ambiente pelas características explicitadas acima. Outra coisa interesante nesse vinho, é que o invólucro que cobre a rolha não é de plástico, mas sim de cera; o consumidor tem que raspar para chegar até a rolha.

Fica a dica. Experimente também os vinhos orgânicos. Você ajuda o meio ambiente e o seu organismo. Os dois agradecem.

Características:

Produtor: Vinícola Garibaldi, linha Da Casa
Tipo: Seco
Descrição do produto: Vinho tinto de mesa seco, elaborado com 50% de uvas Isabel e 50% de uvas Bordô.
Harmonizações: Combina com sopas, massas de molhos leves, peixe de rio, carnes de molho médio e queijos médios e leves.
Temperatura de serviço: de 10 a 12 ° C.

Homenagem a John Lennon

Beatles ou Rolling Stones? Meu organismo prefere a banda do vocalista Mick Jagger, mas sou indiscutivelmente fã dos garotos de Liverpool e das carreiras solo de dois deles: John Lennon e Paul McCartney. Mas hoje este espaço homenageia uma das figuras mais importantes da música pop de todos os tempos: John Winston Lennon, que completaria neste sábado (9) 70 anos, caso não tivesse sido assassinado aos 40 anos, em 1980, por um fã (?) chamado Mark Chapman, em frente ao edifício onde morava, em Nova York.
A imagem de Lennon está afixada no imaginário até daqueles que mal conheceram os Beatles, já que seus óculos de sol com armação redonda nunca deixaram de circular pela mídia, seja em livros, discos, televisão, revistas e claro, a internet. E não deixa de circular por uma simples razão: Lennon compôs belíssimas canções, seja com os Beatles ou em sua fase solo. Além dessas grandes músicas, Lennon era um ativista da paz, repetindo e gritando aos quatro ventos para que todos dessem chace à paz, isso entre 1960 e 1970, época da Guerra do Vietnã. No entanto, é óbvio que sua mensagem pacifista vale até hoje e seria enfadonho e redundante citar as razões.
Com os Beatles, Lennon gravou 13 álbuns até 1970, entre eles os clássicos Revolver (1966) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), só para citar dois que gosto muito. Solo, cito um que admiro: Double Fantasy (1980). E claro, não há como não falar de Imagine (1971), disco que traz a música homônima e que se tornaria o hino de Lennon pela sua mensagem altruísta.

Por mais que você não seja admirador dos Beatles ou mesmo de John Lennon como músico, não há como negar a força que este “besouro” teve e continua tendo dentro da sociedade mundial. Lennon criticou o cristianismo (e com razão) e anunciou que sua banda era mais popular que Jesus Cristo. Independente das polêmicas, parte mais tola da história, Lennon nos deu alguns alertas com suas músicas e suas declarações: a burrice das guerras, a importância da paz e do amor entre os seres humanos. Nada mais óbvio e clichê, mas que continua sendo ignorado por parte da população.
Então, vamos homenagear Lennon cultivando a paz, sendo responsáveis em qualquer setor das nossas vidas e se puder, ouvir as belas canções que ele deixou. Abaixo coloquei os vídeos de duas músicas que gosto muito: Stand By Me e Woman.

Leia trecho abaixo retirado da revista Rolling Stones:
Nascido em Liverpool no dia 9 de outubro de 1940, John Winston Lennon gamou para valer em música em 1956, ao ouvir “Heartbreak Hotel”, clássico de Elvis Presley. No ano seguinte, segundo Mark Lewisohn, um dos maiores conhecedores da trajetória dos Beatles, Lennon ganhou uma guitarra de sua tia Mimi e então decidiu formar a banda Quarry Men, composta inicialmente por ele e seu amigo Pete Shotton. O grupo contava com demais colegas de escola e John ficava a cargo da guitarra e do vocal.
O encontro entre ele e Paul McCartney aconteceu em julho de 1957, enquanto o
Quarry Men se apresentava na igreja de St Peter’s Parish, em Woolton. James Paul McCartney, que tinha então 15 anos de idade, observava o grupo durante a apresentação e, após o show, fez amizade com o vocalista. Começava ali uma das maiores parcerias que o rock já teve. George Harrison entrou na banda em 1958 e Ringo só assumiu as baquetas no ano de 1962, no lugar de Pete Best, quando o Quarry Men já há muito tempo não mais se chamavam assim, mas Beatles.

Discrografia John Lennon, incluindo coletâneas:
Unfinished Music Nº 1 – Two Virgins (1968)
Unfinished Music Nº 2 – Life With The Lions (1969)
Wedding Album (1969)
Live Peace In Toronto (1969)
John Lennon/Plastic Ono Band (1971)
Imagine (1971)
Sometime In New York City (1972)
Mind Games (1973)
Walls And Bridges (1974)
Rock ‘n’ Roll (1975)
Shaved Fish (1975)
Double Fantasy (1980)
The John Lennon Collection (1982)
Milk And Honey (1984)
Live In New York City (1986)
Meanlove Ave. (1986)
Imagine (Soundtrack) (1988)
Lennon 4 CDS Boxed Set (1990)
Lennon Legend – The Very Best Of John Lennon (1997)
The John Lennon Anthology (1998)
Wonsaponatime (1998)

Discografia Beatles:
Please Please Me (Parlophone, 1963)
With the Beatles (Parlophone, 1963)
A Hard Day’s Night (Parlophone, 1964)
Beatles for Sale (Parlophone, 1964)
Help! (Parlophone, 1965)
Rubber Soul (Parlophone, 1965)
Revolver (Parlophone, 1966)
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Parlophone, 1967)
Magical Mystery Tour (Capitol, 1967)
The Beatles (“The White Album”) (Apple, 1968)
Yellow Submarine (Apple, 1969)
Abbey Road (Apple, 1969)
Let It Be (Apple, 1970)

Um site excelente sobre os Beatles, que detalha a carreira da banda e de cada um individualmente: http://www.beatleshp.com

Clicando aqui você lê mensagem de Yoko Ono sobre os 70 anos de John Lennon e a última entrevista dele, à rede britânica BBC.

Você sabia?
A discografia de John Lennon será lançada em cds remasterizados em outubro. Os lançamentos servem para marcar aquele que seria o aniversário de 70 anos do ex-Beatle. Todas as canções do músico foram remasterizadas nos estúdios Abbey Road sob a supervisão da viúva do músico Yoko Ono.
No pacote estão os discos lançados nos anos 70, o álbum póstumo “Milk and Honey” de 1984 e “Double Fantasy”, de 1980, o último lançado em vida por Lennon que terá como bônus um disco com uma nova remixagem, mais crua.
Além desses também serão lançadas uma coletânea, uma caixa com quatro cds temáticos (raízes, política, amor e vida) e finalmente uma caixote com 11 cds, que terá além dos álbuns, um disco com faixas inéditas e outro com singles que não fizeram parte dos álbuns como Happy Xmas (War Is Over) e Instant Karma.

Lula é mau exemplo para futuras gerações?

O humorista Marcelo Madureira criticou severamente o governo e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos dois vídeos abaixo.Um depoimento foi dado durante o programa Manhattan Connection, do GNT; o outro, à TV Estadão.

Estaríamos vivendo uma repressão pintada de democracia, com as cores populistas de Lula? Eu tenho muito medo do ‘modere o discurso’ ou ‘não seria melhor falar de outro jeito?’ ou ainda ‘olha, acho que tal pessoa não vai gostar disso’.

Você concorda?