Mulheres que admiro: Soninha Francine

soninhaNão é de hoje que sou apaixonado pela postura política séria e honesta de Soninha. Talvez você discorde de suas propostas etc,  já que política – assim como religão e futebol – é uma área do conhecimento que se alimenta e cresce por causa das opiniões contrárias. Fora isso, Soninha sabe muito de música e de cinema. Foi falando dessas duas artes que conheci esta admirável mulher, há 20 anos, na MTV. Mais uma coisa: a acho muito atraente.

Quem quiser conhecer mais sobre Soninha, visite o site http://gabinetesoninha.blogspot.com

Karate Kid (2010)

karate-kidJá disse aqui no Vinil que o primeiro filme que vi em vídeo cassete foi “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984), de Steven Spielberg. Na época eu tinha por volta de 7 anos e me apaixonei pelo personagem. Aquele ano de 84, além de Indiana, outros filmes fizeram minha cabeça: O Exterminador do Futuro, Os Caça-Fantasmas, Um Tira da Pesada, A Hora do Pesadelo, Gremlins, Footloose, Tudo por uma Esmeralda, Top Secret! e Splash – Uma Sereia em Minha Vida.
A refilmagem de Karate Kid, dirigido por Harald Zwart, me deixou feliz, porque gosto muito do filme original. A dupla Ralph Macchio e Pat Morita…ou melhor, Daniel San e senhor Miyagi é inesquecível. Já se passaram 26 anos desde que a produção original chegou aos cinemas, mas ainda funciona muito bem como entretenimento de qualidade.
O fato de ter uma criança, interpretada por Jaden Smith (filho de Will Smith, de 12 anos), no papel do aprendiz, não é problema. Até porque em 84, os adolescentes eram mais ingênuos. Então, a escolha por crianças é até adequada, para preservar um espécie de inocência que o filme tinha (tem).
A trama segue a original, com suas particularidades, claro. Dessa vez, Dre Parker (Jaden Smith) vai com sua mãe (Taraji P. Henson) para a China. Lá, encontram as adversidades de se viver em um local com uma cultura oposta a do seu país de origem, além de enfrentar a fúria de violentos garotos da escola – falamos aqui do atual tema bullying.

Jaden e Chan

Jaden e Chan

Eis que o zelador do condomínio onde Dre mora o salva de uma surra monumental. Jackie Chan, ou melhor Senhor Han, massacra seus adversários usando contra eles os golpes desferidos pelos seus oponentes. Uma cena muito legal. Apesar de Jaden está muito expressivo no papel, Chan é o melhor do filme, com sua caracterização cansada e triste. Para quem está acostumado a ver o ator em atuações engraçadas, vai ter uma grata surpresa. Eu adorei.
Agora, as falhas do filme. Não sei se isso pode ser considerada uma falha, mas Karate é arte marcial que dá nome ao filme, não o Kung Fu. Pois bem, o filme traz a especialidade de Bruce Lee para o centro. É um detalhe que para quem não distingue entre as duas artes, não vai se importar, mas soa meio estranho. É como “O Senhor dos Anéis” trazendo um colar como o precioso.

E o que dizer de um mestre, sábio como todo mestre deve ser, afirmar que somente depois de ter iniciado a amizade com Dre conseguiu enxergar que há somente duas possibilidades na vida depois da queda: levantar ou permanecer no chão. Poxa, qualquer livro de autojuda pode trazer isso.

Outro ponto: a música!!! O filme original traz uma bela canção chamada “Glory of Love”. A atual canção-tema é “interpretada” pela péssima voz de Justin Bieber. Não preciso dizer mais nada.

Karate Kid (2010) é um filme bom, mas ainda prefiro o original com toda as suas referências oitentistas e, quem sabe, ultrapassadas.