Os homens que não amavam as mulheres, o filme

“É um filme que vale a pena ser visto, antes que Hollywood o estrague”, diz Alysson Oliveira, do Estadão, em uma crítica publicada dia 13 de maio. A afirmação dele refere-se ao fato de que David Fincher (Clube da Luta, Se7en) talvez faça a sua versão da trama. Não concordo com a afirmação. Hollywood faz muita bobagem, sim, mas muita coisa boa, instigante e inteligente. Dito isto, vamos lá.

capa1Vi “Os homens que não amavam as mulheres” e gostei muito. O filme é uma co-produção entre Suécia, Dinamarca e Alemanha e foi dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev.

Para quem ainda não conhece, “Os homens que não amavam as mulheres” é a primeira parte da trilogia escrita pelo jornalista sueco Stieg Larsson (1954-2004). Infelizmente, Stieg não pode aproveitar o sucesso que seus livros estão fazendo. Em seu país natal, a trilogia já foi adaptada para o cinema.

O filme conta a história de Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), um jornalista econômico e um dos criadores da prestigiada revista Millenium. Ele acaba de ser condenado a três meses de prisão por supostamente ter difamado um poderoso empresário. Poucos dias depois é contratado por Henrik Vanger, outro grande empresário, que o incumbe de descobrir o paradeiro de Harriet Vanger, sua sobrinha desaparecida há 40 anos. Essas poucas linhas resumem a história e foi exatamente isso que eu escrevi quando fiz a resenha do livro.

O fato, agora, é que estamos lidando com outra linguagem: o cinema. E se eu achei o livro por vezes excessivamente descritivo, exagerado até, na tela isso some. Apesar de ter 2 horas e 30 minutos de duração, o filme não cansa. A estimulante trama desenvolvida por Stieg foi bem adaptada para o cinema nas mãos dos roteiristas Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg.

Lisbeth e Mikael

Lisbeth e Mikael

E claro, quem ajuda Mikael Blomkvist a certa altura da trama? Ela, a hacker antissocial Lisbeth Salander, interpretada por Noomi Rapace, que mergulhou na personagem e fez um trabalho muito bom. A interação improvável (relacionamento sexual, inclusive) entre um quarentão e a jovem problemática é um dos pontos interessantes do longa.

O diretor consegue conduzir bem a grande quantidade de personagens existentes na obra, além de suprimir fatos desnecessários para o entendimento da história, como alguns relacionamentos amorosos de Blomkvist. Senti isso, porque mesmo tendo lido o livro e sabendo quem é o assassino desde o começo, por exemplo, consegui me surpreender com as descobertas da dupla.

Outro fato importantíssimo da obra e que não foi deixado de lado ou amenizado é a questão da perversão sexual. Fundamental para entendermos porque estes homens não amavam as mulheres.

“Os homens que não amavam as mulheres” merece ser visto simplesmente porque é um thriller muito bem feito.

Confira o trailer abaixo:

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