Outro belo clipe, Gaga

Sou fã de Lady Gaga, alguns sabem. Excelente cantora, boa letrista e boa compositora, além do seu visual indefinível e sempre criativo, que brinca com a moda de forma inteligente. Não bastasse tudo isso, seus clipes são muito interessantes: Bad Romance e Paparazzi estão aí e não me deixam mentir.

O clipe abaixo é da música Telephone e já se tornou um hit instantâneo, sendo visto por mais de meio milhão de pessoas em aproximadamente 12 horas. O vídeo traz a participação de Beyoncé.

Outro belo clipe, Gaga!

Balanço do Oscar 2010

kathryn Bigelow recebendo o Oscar de Melhor Direção anunciado por Barbra Streisand

kathryn Bigelow recebendo o Oscar de Melhor Direção anunciado por Barbra Streisand

Nestes últimos anos não tenho me empolgado muito com as cerimônias do Oscar. Ontem, ainda bem, foi atípico, embora eu nunca fique satisfeito com todos os resultados, o que é normal para qualquer um. Mas no geral, eu gostei muito de quem venceu as estatuetas e nem preciso dizer que fiquei muito feliz por “Guerra ao Terror” ter levado as estatuetas de Melhor Direção e Melhor Filme.

Kathryn Bigelow ter sido a primeira mulher a levar o Oscar de direção em 82 anos de premiação, emociona. Simbolicamente também, já que ela levou o prêmio quando já era 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Mas isso não é tão importante para o cinema, quanto o seguinte fato: “Guerra ao Terror” custou 11 milhões de dólares (detalhe: foi financiado pela França!) É muito, caso esse dinheiro aparecesse em sua conta bancária. Mas em se tratando da indústria de cinema dos Estados Unidos, pode-se dizer que é mixaria, ainda mais quando o principal concorrente de Guerra, “Avatar”, custou 500 milhões de dólares!!!

O que isso significa? Para mim, fica claro que o investimento em um filme pode torná-lo magnífico visualmente e consagrá-lo como um novo paradigma tecnológico, mas isso não garante a inteligência do roteiro e inventividade na direção. Mas para não ser injusto, cito a trilogia “O Senhor dos Anéis”, que é lindo visualmente e tem excelentes direção e roteiro. Voltemos. “Avatar” é um filme bom, sim, lindo de se ver, eu adorei, mas “Guerra” tem duas coisas que o tornam melhor: Roteiro e Direção.

A Academia acertou, a meu ver, em dar os principais prêmios ao filme. Acho que teremos mais filmes de baixo orçamento, assim como foi Bastardos Inglórios (não chegou a 10 milhões de dólares, se não me engano). Com essa decisão, creio eu, teremos mais filmes nos quais a criatividade, a inventividade, a busca pelas melhores soluções não utilizam como suporte apenas o dinheiro.

E para não deixar de comentar, não fiquei triste por Jeremy Renner, o protagonista de “Guerra ao Terror”, ter perdido para Jeff Bridges. O cara já merecia ganhar e a Academia sabiamente o premiou. Eu adoro Jeff Bridges. Acho que tudo que faz é muito intenso e marcante, pelo menos os filmes que vi.

Outra escolha que gostei foi Sandra Bullock como melhor atriz, embora não tenha visto o fime “Um sonho possível”. Eu a acho uma atriz muito interessante, embora não tenha a densidade e a diversidade de uma Helen Mirren, por exemplo. O engraçado é que ela levou a estatueta no mesmo dia que ganhou a Framboesa de Ouro, que elege os piores. Claro, a atriz levou na brincadeira.

Voltando a “Bastardos Inglórios”, que foi o último filmes que vi antes da premiação, achei pouco ele ter levado a penas a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante para Christoph Waltz (aliás, mais do que merecida). Bastardos é um bom filme, muito competente. Não há como negar a inteligência de Quentin Tarantino quando vemos o filme. Ele é muito debochado, irônico, no melhor sentido, e sabe conduzir uma câmera muito bem. Eu adorei ver Adolf Hitler e Joseph Goebbels morrerem fuzilados, como conseqüência de um plano arquitetado por uma judia em busca de vingança.

Bom, não vou me estender tanto quanto a premiação, mas gostaria de comentar as apresentações para Melhor Ator e Melhor Atriz. Achei muito comovente colocar cinco colegas, um para cada indicado, falando um pouco do que essa pessoa representa para a indústria, sua personalidade, etc. Achei muito bacana, mesmo. Um dos pontos altos da premiação deste ano.

Penúltima observação e depois a revelação de um sonho. A dupla de apresentadores se saiu muito bem. Eu acho Steve Martin e Alec Baldwin dois grandes atores. Outro acerto da Academia foi reduzir o tempo dos apresentadores no palco, o que deixa a cerimônia mais leve. Eles conduziram muito bem: discretos, engraçados, articulados. Gostei muito.

Meu sonho é ver uma das minhas musas de todos os tempos, Michelle Pfeiffer, levar a estatueta de Melhor Atriz, seja como protagonista ou coadjuvante. Eu a acho uma das mulheres mais lindas do mundo e uma atriz competente. É só assistir a filmes como “Ligações Perigosas”, “Susie E Os Baker Boys”, “Frankie e Johnny”, Stardust – O mistério da estrela”, “Nunca é tarde para ama”, “Uma lição de amor”, “Hairspray”, etc.

Agora é correr atrás de alguns filmes que não consegui assistir e me diverti com um bom roteiro e com uma boa direção, seja qual for o estilo e o país.

Confira a lista dos vencedores:

Melhor filme: Guerra ao terror
Melhor direção: Kathryn Bigelow, Guerra ao terror
Melhor atriz: Sandra Bullock, Um sonho possível
Melhor ator: Jeff Bridges, Coração louco
Melhor filme estrangeiro: O segredo dos seus olhos (Argentina)
Melhor edição (montagem): Guerra ao terror
Melhor documentário: The cove
Melhores efeitos visuais: Avatar
Melhor trilha sonora: Up – Altas aventuras
Melhor cinematografia (fotografia): Avatar
Melhor mixagem de som: Guerra ao terror
Melhor edição de som: Guerra ao terror
Melhor figurino: The young Victoria
Melhor direção de arte: Avatar
Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, Preciosa
Melhor roteiro adaptado: Preciosa
Melhor maquiagem: Star trek
Melhor curta-metragem: The new tenants
Melhor documentário em curta-metragem Music by Prudence
Melhor curta-metragem de animação: Logorama
Melhor roteiro original: Guerra ao terror
Melhor canção: The weary kind, de Coração louco
Melhor animação: Up – Altas aventuras
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, Bastardos inglórios

O “Volume One” de Zooey Deschanel e Matt Ward

fotosheSou movido por paixões quando o assunto é música, cinema e literatura. Nas minhas investigações pelo mundo virtual, tive o prazer de ver o vídeo “Why Do You Let Me Stay Here”, da dupla She & Him, composta por…suspense…a atriz Zooey Deschanel e o produtor Matt Ward. Quem ainda não se lembrou de Zooey, cito dois filmes que amo: “Quase Famosos” (2000) e o recente “500 dias com ela” (2009).

Zooey, que tem esse nome por conta do livro “Franny e Zooey” (1961), do falecido escritor J.D. Salinger, nasceu em Los Angeles e tem 30 anos. Vem de uma família que possui cinema nas veias. Seu pai é o diretor de fotografia Caleb Deschanel e sua mãe é a atriz Mary Jo Deschanel.

Mas esqueçamos o cinema desta vez. Falemos de “Volume One”, EXCELENTE primeiro àlbum lançado pela dupla em 2008 e que foi escolhido disco do ano pela respeitada revista “Paste”, dos Estados Unidos.

cAo ouvir “Why Do You Let Me Stay Here”, que é a segunda faixa do disco, fiquei muito curioso para saborear as outras faixas – sempre faço relação entre sabor e saber. À medida que fui ouvindo, fiquei tão entusiasmado que em dois dias já tinha escutado 7 vezes as 13 faixas.

As melodias são carregadas de um verniz sessentista ingênuo, delicioso, ancoradas na estrutura simples e poderosa que mistura baixo, bateria, guitarra, piano e banjo, basicamente. É um tipo de música que adoro, que me lembra os bailes e romances que eu não vivi, mas que estão diretamente ligados às minhas emoções mais profundas. Simplesmente me deixam feliz.

Zooey sabe cantar muito bem, sua voz é linda. Além disso, toca piano (instrumento que pratica desde criança). As letras, mesmo que você não entenda tudo que elas querem dizer (caso não seja fluente em inglês como eu), percebe-se que são como as melodias: carregadas de docilidade, ingenuidade, embora tragam, também, o lado doloroso dos relacionamentos. É Zooey que compõem a maioria das letras.

A artista disse, em entrevista para a Folha de São Paulo, que gosta de filmes, mas prefere a música por ser mais pessoal. Não que eu não queira mais vê-la atuando, mas caso ela siga apenas a carreira musical compondo músicas como as do “Volume One”, posso fingir que ela nasceu somente para compor e cantar.

O aguardado “Volume Two” será lançado no final de março. Imaginem minha ansiedade!!!

Abaixo convido vocês a ouvirem “Why Do You Let Me Stay Here”.

José Mindlin

mindlinNa segunda-feira, 1º de março, o programa Roda Viva, da TV Cultura, reprisou a entrevista que o bibliófilo José Mindlin concedeu no dia 25 de dezembro de 2006. Mindlin morreu aos 95 anos, no dia 28 de fevereiro. Quem não viu essa entrevista, abaixo dou o link para a TV Cultura que oferece a entrevista na íntegra, que tem duração de cerca de 80 minutos.

Desde a primeira vez que vi uma entrevista com Mindlin me apaixonei pela figura do simpático senhor apaixonado pelos livros, justamente também porque sou desses que ama o livro, tanto seu formato, seu cheiro e o prazer que nos proporciona. É como disse Mindlin, o livro antes de tudo deve ser uma fonte de prazer, para depois, consequentemente, tornar-se um objeto de engrandecimento intelectual.

José Mindlin, que foi um dos fundadores da gigante Metal Leve, que posteriormente foi vendida para o grupo alemão Mahle, foi um empresário humanista, sempre preocupado com o ser humano. Mas, homem de negócios por caso, como mesmo fala, sua grande paixão era os livros. Fiquei impressionado quando ele relatou que leu a obra inteira de Balzac sentado em salas de espera enquanto uma reunião de negócios não começava. E quando disse que me espantei, simplesmente me refiro ao fato de que a obra de Balzac, intitulada de Comédia Humana, contempla 89 volumes! Você leria 89 livros sentado em salas de espera? Eu já li muitas páginas de livros em salas de espera, mas nunca vou bater esse recorde. Essa e outras histórias recheiam a deliciosa entrevista de José Mindlin.

O Bibliófilo, desde os 13 anos, formou uma biblioteca de cerca de 40 mil volumes, o que torna a maravilhosa Brasiliana o maior acervo particular já montado. As obras foram doadas para a Universidade de São Paulo.

A biblioteca tem um acervo digital que pode ser acessado nesse site.

Aqui você confere a entrevista de Mindlin, no Roda Viva.