Vampiras Lésbicas e Paulo Coelho

Dessa vez não vou me deter muito demoradamente nesses dois produtos tão distintos que acabo de absorver. Um, é a biografia de Paulo Coelho, “O Mago”, escrita pelo excelente Fernando Morais. O outro, um filme chamado “Matadores de Vampiras Lésbiscas”, uma produção inglesa.

magoNunca fui um fã de Paulo Coelho e talvez tenha entrado na onda nacional de não aceitar sua obra (e quando digo não aceitar, é um gigante eufemismo). A crítica nacional, que muitas vezes não era crítica, mas um mero ataque à pessoa de Paulo, produziu frases do tipo “Não li e não gostei”. Frase que soa muito pretensiosa e pedante.

Lendo a fascinante história desse escritor que já vendeu mais de 100 milhões de livros pelo mundo, cresceu em mim uma grande curiosidade pela sua obra, pelo que está escrito em seus livros. O que tanto fascina os leitores? Nunca é uma resposta muito fácil de desenvolver, mas Paulo traz em seus textos uma magia, uma espécie de linguagem meio messiânica, que envolve o leitor em um universo de encanto e fé, de certezas pela beleza da vida, embora com todas as suas pedras pelo caminho. Talvez por isso Paulo seduza de Bill Clinton a Sharon Stone, passando por monarcas e ditadores.

Minha experiência com um texto de Paulo Coelho foi desastrosa. Ainda no Rio de Janeiro, em 1996, quando tentei fazer o curso de Publicidade e Propaganda, comprei “O Monte Cinco”. Na página de número 100 desisti e vendi o livro. De lá pra cá, ignorei Paulo Coelho como escritor.

Após a leitura de “O Mago”, nasceu em mim, como disse acima, a vontade de dá-lo mais uma chance. Muito do que li na biografia tem relação com coisas que eu me identifico, como a religião Wicca, por exemplo e a descoberta de Deus. Dessa forma, encomendei “O Diário de um Mago” e “O Alquimista” por módicos R$ 16. Terei eu ao final dessas leituras, me rendido a Paulo Coelho? Veremos.

De qualquer forma, recomendo a leitura de “O Mago”. É muito bem escrito e instigante. Mesmo que você deteste Paulo Coelho, não pode ignorar sua importância para a cultura brasileira.

matadroesE o que dizer de “Matadores de Vampiras Lésbicas”? Eu, como alguns já sabem, sou fã de vampiros e logo me interessei pelo filme. Quem gosta de uma comédia leve, sensual e produzida inteligentemente para ser despretensiosa, vai gostar desse filme.

O filme conta a história de dois amigos bobões que acabam viajando para um vilarejo a fim de acampar e esquecer seus problemas. Um perdeu o emprego e o outro levou fora da namorada. Lá, descobrem que uma maldição transforma todas as meninas a partir dos 18 anos em vampiras lésbicas.

É bobo? Pode ser, mas é muito divertido e tem piadas bem legais. E algo me diz que quando as vampiras são mortas, o que sai delas é algo parecido com esperma. Uma piada, será?

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4 pensamentos sobre “Vampiras Lésbicas e Paulo Coelho

  1. Como dizia Nelson Rodrigues : – A unanimidade é burra! . O simples fato de ser publicado no mundo inteiro e lido por milhões de pessoas nunca vai consertar o fato de que seu texto é péssimo. Talvez (porque creio que grande parte do mérito se deva a Raul) o único legado consistente do Paulo Coelho seja como parceiro de Raul Seixas.Infelizmente, excetuando-se honrosas excessões, quase tudo o que faz sucesso junto ao grande público não tem muito valor. Vende-se muito Xitãozinho e Xororó e muito pouco Renato Teixeira.

  2. Concordo, Witoki! Mas Paulo Coelho não é unanimidade.
    O que posso dizer, depois de estar perto do final de “O Diario e um Mago”, é que o livro tem uma história instigante até, mas não é muito bem escrita.
    Paulo, nesse primeiro liro que leio dele (depois de ter tentado “O Monte Cinco”), ainda não me convenceu.
    Mas uma coisa é certa, pelo menos na minha visão: deve-se analisá-lo de forma mais produnda do que com um mero “Não li e não gostei”.
    Acho que o jornalista Fernando Morais nos deu algo para pensar a respeito de Paulo, que tem uma trajetória de vida muito interessante.
    Abraços e obrigado pela opinião!
    Volte semrpe!

  3. Hum… Vou confessar: já li todos os livros do Paulo Coelho! E sinceramente, adoro-os! Concordo que é necessário ter conhecimento de causa para se criticar ou elogiar. Leio de tudo: de Jane Austen a Drummond. Claro que em qualidade, não se equipara, mas, a leitura é de fácil compreensão, e talvez esse seja o ponto forte do autor. Sabe o que a obra do PC faz? Bem…. Vai direto ao calcanhar de Aquiles do ser humano: na busca do divino, do auto-descobrimento, na re-humanização do homem e na busca de um sentido para a vida.

    E viva a diversidade de opiniões!

    Beijo Sandro! Como sempre, postagem maravilhosa!

    Até!

  4. Também concordo quanto ao “não li e não gostei”. Eu tentei ler alguns e não consegui avançar muito. Talvez por deformação profissional (sou publicitário) a forma tenha muito importância para mim. Então, se voce pegar uma obra na mesma linha explorada pelo Paulo, por exemplo, Sidartha do Herman Hesse, a comparação fica vergonhosa para o PC.
    Eu sempre procuro não misturar autor e obra, portanto em nada alivia o fato dele ter uma trajetória de vida interessante. Pelo lado contrário se a gente analisar a vida de alguns artistas, a gente execraria a obra. James Brown, só prá citar um exemplo, é um FDP`que bate em mulher, mas sua obra é genial. E vai por aí afora…

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