Obsessiva

aliVi “Obsessiva” por causa de uma indicação e me decepcionei. No elenco, os fracos atores Idris Elba e Beyoncé Knowles (sim, a cantora, que também é uma das produtoras do longa). Do triângulo principal, a atuação que se salva é a da fêmea fatal Lisa Sheridan, interpretada pela belíssima Ali Larter, da série Heroes. O filme é de Steve Shill com roteiro de David Loughery.

Quando li o storyline do filme (aquelas poucas linhas que dizem o que é a história) imaginei imediatamente a fabulosa Glenn Close no ótimo “Atração Fatal”, filme de 1987, do diretor Adrian Lyne. Só que Idris Elba não é Michael Douglas, Beyoncé não é Anne Archer e Ali Larter não é Glenn Close. Não precisavam ser, mas a comparação é instantânea.

O filme conta a história de Derek Charles (Idris Elba), um bem-sucedido executivo, casado com a linda Sharon (Beyoncé). Sua vida vira de pernas para o ar quando ele conhece Lisa Sheridan (Ali Larter), que se torna sua estagiária. Lisa desenvolve uma obsessão por Derek e tenta destruir sua vida. É ou não é muito “Atração Fatal”? Pois é, a história é batida, mas o que faz a diferença não é exatamente criar algo original, mas como isso é contado e interpretado e dirigido. “Obsessiva” é péssimo em todos eles!

Como disse, Ali Larter é o melhor do filme. Lindíssima e muito melhor atriz que Beyoncé, ela me fez ter a paciência de chegar até o fim da projeção de quase 2 horas! Fez seu papel bem feito, a ponto de eu querer que Sharon a matasse no final…e é o que a ex-Destiny’s Child faz. Derruba Lisa do segundo andar da casa onde mora, mas, claro, antes de tentar ajudá-la.

Quando vi “Atração Fatal” fiquei com medo de Glenn Close e o filme é tão bem construído que lhe deixa tenso. “Obsessiva” não faz isso nem de longe, nem de perto!

Enfim, não recomendo! E só me dei ao trabalho de escrever sobre essa produção porque foi o filme mais recente que vi e estou de bobeira total!

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Vampiras Lésbicas e Paulo Coelho

Dessa vez não vou me deter muito demoradamente nesses dois produtos tão distintos que acabo de absorver. Um, é a biografia de Paulo Coelho, “O Mago”, escrita pelo excelente Fernando Morais. O outro, um filme chamado “Matadores de Vampiras Lésbiscas”, uma produção inglesa.

magoNunca fui um fã de Paulo Coelho e talvez tenha entrado na onda nacional de não aceitar sua obra (e quando digo não aceitar, é um gigante eufemismo). A crítica nacional, que muitas vezes não era crítica, mas um mero ataque à pessoa de Paulo, produziu frases do tipo “Não li e não gostei”. Frase que soa muito pretensiosa e pedante.

Lendo a fascinante história desse escritor que já vendeu mais de 100 milhões de livros pelo mundo, cresceu em mim uma grande curiosidade pela sua obra, pelo que está escrito em seus livros. O que tanto fascina os leitores? Nunca é uma resposta muito fácil de desenvolver, mas Paulo traz em seus textos uma magia, uma espécie de linguagem meio messiânica, que envolve o leitor em um universo de encanto e fé, de certezas pela beleza da vida, embora com todas as suas pedras pelo caminho. Talvez por isso Paulo seduza de Bill Clinton a Sharon Stone, passando por monarcas e ditadores.

Minha experiência com um texto de Paulo Coelho foi desastrosa. Ainda no Rio de Janeiro, em 1996, quando tentei fazer o curso de Publicidade e Propaganda, comprei “O Monte Cinco”. Na página de número 100 desisti e vendi o livro. De lá pra cá, ignorei Paulo Coelho como escritor.

Após a leitura de “O Mago”, nasceu em mim, como disse acima, a vontade de dá-lo mais uma chance. Muito do que li na biografia tem relação com coisas que eu me identifico, como a religião Wicca, por exemplo e a descoberta de Deus. Dessa forma, encomendei “O Diário de um Mago” e “O Alquimista” por módicos R$ 16. Terei eu ao final dessas leituras, me rendido a Paulo Coelho? Veremos.

De qualquer forma, recomendo a leitura de “O Mago”. É muito bem escrito e instigante. Mesmo que você deteste Paulo Coelho, não pode ignorar sua importância para a cultura brasileira.

matadroesE o que dizer de “Matadores de Vampiras Lésbicas”? Eu, como alguns já sabem, sou fã de vampiros e logo me interessei pelo filme. Quem gosta de uma comédia leve, sensual e produzida inteligentemente para ser despretensiosa, vai gostar desse filme.

O filme conta a história de dois amigos bobões que acabam viajando para um vilarejo a fim de acampar e esquecer seus problemas. Um perdeu o emprego e o outro levou fora da namorada. Lá, descobrem que uma maldição transforma todas as meninas a partir dos 18 anos em vampiras lésbicas.

É bobo? Pode ser, mas é muito divertido e tem piadas bem legais. E algo me diz que quando as vampiras são mortas, o que sai delas é algo parecido com esperma. Uma piada, será?

Clipe do dia!

Já se passaram vinte anos desde que ouvi o R.E.M. pela primeira vez, banda que continua sendo minha predileta de todos os tempos e olha que gosto de muitas coisas. Apesar da Saída de Bill Berry, o baterista das caras da Georgia, Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck continuam firmes e sempre bons.
“Accelerate”, mais recente e já clássico disco da banda, comprova isso. Já ouvi esse álbum dezenas de vezes e está entre os meus preferidos, junto com “Automatic for the People”, “Murmur” e “Out of Time”.
Amanheci esse 19 de janeiro ouvindo “Man Size-Wreath”, segunda faixa do “Accelerate”. Adoro.
Coloco abaixo o vídeo dessa música para que vocês – se não conhecem – sejam apresentados. Mas indico o disco inteiro. Não é o clipe original.