Chico e Lady

Hoje quero falar sobre duas descobertas. Uma é nacional, carioca; outra é de fora, dos Estados Unidos. Vou falar de Chico Buarque e Lady Gaga.

Chico Buarque todo mundo conhece, gostando ou não. Mas a descoberta que fiz não foi na área musical e, apesar de tardia, valeu muito a pena. Falo do novo romance desse também escritor, que já se aventurou com sucesso pelo teatro.

leiteJá sou fã de Chico há muito tempo, admirador eterno das suas letras e melodias. Extremamente difícil um país produzir músicos tão refinados lírica e melodicamente. E fico com Tom Jobim sem dúvida: os três países que fazem a melhor e mais diversificada música do mundo são Brasil, Cuba e Estados Unidos. Mas não vou me alongar mais nesse quesito. Descobri o Chico romancista por aquele que é considerado o melhor dos seus romances, “Leite Derramado”, lançado esse ano. Os outros são “Estorvo”, Benjamin” e “Budapeste”.

O livro narra a história de um senhor muito idoso que se encontra no hospital e conta para quem quiser ouvir sua história de vida e seu amor por Matilde, grande amor de sua vida que o deixou aos 17 anos.

A obra de Chico tem o mérito de contar uma saga familiar de mais de duzentos anos em menos de duzentas páginas. Feito fabuloso, já que sagas desse tipo, que percorrem gerações, são livros geralmente muito grandes, calhamaços. E o mais incrível é que Chico consegue dar substância a todos os personagens citados, e não são poucos.

Fiquei apaixonado pelo romance, pela sua sensibilidade, sua poesia, sua maneira de contar a história dando voltas que apenas parecem se repetir, mas que sempre trazem uma nova informação e nos coloca um pouco mais ciente da trama.

Descobri um novo Chico e adorei.

ladyA minha segunda descoberta é na área musical. Acho também que poucos ainda não devem ter ouvido falar de Stefani Joanne Angelina Germanotta, ou apenas Lady Gaga, essa jovem cantora e compositora de 23 anos, nascida em Nova York. Mas se ainda não ouviram falar em seu nome ou não escutaram sua música, peço um pouco de atenção. E para ser mais enfático, mesmo que não convença ninguém, acho que ela deve ser a melhor artista pop que surgiu esses últimos anos. E para quem também não sabe, seu nome foi inspirado na música “Radio Gaga”, do Queen, uma de suas influências.

Quando ouvi o burburinho ao redor do seu nome, não dei muita importância. Segui em frente escutando outras coisas, coisas boas até, muito boas, mas que já eram de artistas consagrados ou até de novos artistas. Mas e o impacto, o tal do “Poxa, é bem diferente de tudo que há por aí”? Isso eu senti com Lady Gaga. E senti vendo o clipe de “Bad Romance” um dia desses. Me apaixonei. O vídeo é engraçado, sexy e a música é inteligente. Saquei a influência do Queen de cara e pensei que essa garota ainda vai fazer muito barulho. Já tem alguns críticos que a consideram sucessora de Madonna, outra influência.

São dois discos de estúdio, “The Fame” (2008) e The Fame Monster” (2009). Baixei os dois. Adorei os dois. Ambos são êxitos de crítica e público. Lady é performática, Kistch, retrô, futurista, é moda, é sexo, é dance e é rock e além de tudo toca muito bem piano e canta muito bem.

Abaixo vocês podem assistir a dois vídeos da minha nova musa, “Bad Romance” e da linda balada “Speechless”. Espero que gostem. Me contem o que acharam de Lady Gaga.

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Deus existe?

Você acredita em um Criador onisciente, que é autor das maravilhas que vemos na Terra e no universo, mas que mal sabemos explicar como surgiram?

Alguns podem dizer que a evolução explica as espécies animais e vegetais, mas mesmo a famosa teoria de Darwin fica ameaçada quando nos deparamos com a descoberta de que a vida não surgiu em nosso planeta, que os primeiros microorganismos devem ter vindo do espaço para Terra, para que a partir daí a vida pudesse se desenvolver. Isso porque todos os maiores cientistas da atualidade afirmam que o ser humano teve pouco tempo para pular de um mero microrganismo (já complexo, diga-se de passagem) até um ser inteligente, capaz de pensar sobre si mesmo. Ou seja, a vida surgiu antes, em algum lugar do cosmos e foi trazida, via meteorito, por exemplo, para o nosso planeta.

 

capaEssa e outras questões são levantadas por Fred Heeren em “Mostre-me Deus”, um jornalista científico dos Estados Unidos que, justamente por ser cético, dedica sua vida a tentar entender os mistérios do universo, buscando entre as fontes o mais importante físico teórico desde Einstein, Stephen Hawking. Heeren nos mostra como as descobertas do século XX e XXI foram decisivas para um novo pensamento sobre Deus e afirma que a leitura da Bílbia é fundamental para entendermos o pensamento Dele. Nesse ponto, o jornalista cita inúmeros cientistas que acabaram se convencendo da veracidade histórica dos relatos das escrituras.

 

Sim, Heeren acredita num Deus que criou o universo e tudo mais nele, que transcende o tempo e o espaço e que sacrificou Seu próprio filho para nos passar a mensagem de amor que a humanidade teima em não seguir.

 

Esse jornalista nos dá as provas de que seria impossível a existência da vida se não houvesse uma inteligência magnífica por detrás disso tudo. E a conclusão dessa afirmação não é imposta por ele como uma doutrina pessoal, mas à luz de fatos científicos irrefutáveis. Dizem alguns dos grandes cientistas citados pelo autor:

 

Fred Hoyle: “Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a Física”

 

Freeman Dyson: “Quanto mais examino o universo e os detalhes de sua arquitetura, mas evidências encontro de que o universo de algum modo deve ter sabido que estávamos chegando”.

 

Stephen Hawking, citando o fato das massas precisas do próton e do elétron: “O fato extraordinário é que os valores desses números parecem ter sido precisamente ajustados para tornar o desenvolvimento da vida possível”.

 

E para quem quiser tentar refutar esses e muitos outros argumentos da impossibilidade da vida ter surgido, caso tantas “coincidências” não tivessem acontecido, apenas dizendo que tinha que ser assim ou que foi um processo natural, vai encontrar inúmeras provas de que tudo podia acontecer, menos coincidência. A verdade é que tudo se ajusta de uma forma tão fabulosamente precisa, que fica quase impossível não crer em um design divino.

 

Fred Heeren

Fred Heeren

Tem livros que ao chegarmos ao fim da leitura, nos deixam uma marca muito forte. Como se nos iluminasse um caminho que estava escuro, mas sempre existiu. O livro de Heeren teve esse poder sobre mim, porque sempre foi difícil para eu aceitar esse Criador onisciente. Mas ao mesmo tempo sempre tive uma esperança de que existia um sentido muito além de nascer, casar, trabalhar, se aposentar e morrer. Algo em mim sempre gritou por uma extensão da vida, uma eternidade. Sentimentos que não tenho como expressar em palavras, mas que mexem com minhas mais profundas emoções.

 

Cético como sou, fiquei muito entusiasmado em saber da existência dessa obra e como ela iria ser recebida por mim. Felizmente os argumentos de Heeren fazem todo o sentido. É uma obra escrita por alguém que busca a verdade, que decidiu decifrar nossa existência, seguindo os fatos científicos.

 

Fé e ciência podem não se misturar, embora já seja conhecido o termo Teologia da Ciência, mas creio que as descobertas desses cosmólogos, astrônomos etc, podem nos fazer enxergar coisas que estão diante de nossas faces, mas não nos damos conta. A ciência tem o seu limite. Chega um ponto que ela não ultrapassa, não consegue ir adiante, não consegue formular teorias nem achar repostas.

 

Talvez (e agora creio que sim) exista uma palavra que possa ser a explicação para tudo aquilo que não compreendemos, para todos os enigmas que ainda não foram desvendados nem pelas mais brilhantes mentes do nosso planeta. E essa palavra é Deus.

 

Fred Heeren está escrevendo mais três livros seguindo essa lógica na busca humana pela compreensão da origem do universo, da vida e das crenças. Juntamente com “Mostre-me Deus”, os quatro livros receberam o nome de Maravilhas.

Sinceramente recomendo a leitura desse livro para todos que pensam a respeito das questões fundamentais que cercam nossas vidas.

 

Meu próximo passo agora é ler integralmente a Bíblia.

Sexo como a arte de dar e receber prazer

prosa_catherine-millet_livro2Quero dividir com vocês um livro que acabei de ler e que se chama “A vida sexual de Catherine Millet”. A obra causou muita polêmica pelos quatro cantos do mundo, pois trata-se de uma autobiografia, na qual esta eminente crítica de arte relata com pormenores pornográficos sua intensa vida sexual.

Catherine é francesa e atualmente está com 61 anos. Fundadora da elogiada revista “Art Press”, Catherine tem um olhar aguçado, clínico, e detalha de forma muito bem construída sua relação com o sexo.

Não foram poucos parceiros que a tocaram, que usufruiram do seu corpo em orgias que podiam chegar a ter 150 pessoas, ménage à trois, apenas um parceiro e mesmo sozinha – Catherine se diz expert na arte do onanismo. E não é só isso, ela fala de filmes pornográficos, felação como prática preferida, lambidas em lugares que muitos achariam escatológico e por aí vai.

Camille um pouco mais jovem

Catherine um pouco mais jovem

Atitude corajosa dessa intelectual refletir de forma filosófica sobre suas aventuras, seus desejos mais particulares, seus gostos mais secretos. O que achei muito bonito no livro de Catherine foi a maneira como ela fala de sexo como se respirasse, como algo natural e que fizesse parte da vida. E no fundo não é isso? Mas séculos de convenções, culpas e pecados, tabus e repressões fizeram desse assunto algo um tanto distante da realidade humana, como se o sexo não estivesse intimamente ligado à nossa vida cotidiana: trabalho, casa, artes, etc. Não há humanidade sem sexualidade.

Talvez nem todos consigam falar de sexo como Catherine ou mesmo achem que sua sexualidade não diz respeito a mais ningúem, só a você e aos seus parceiros (até mesmo a autora tem suas reservas). Isso também é válido. Mas Catherine nos faz pensar que não há sentido distanciar o sexo da vida, como um objeto intocável. Sexo é o ar que respiramos, a comida que nos dá energia e o prazer que devemos e temos direito irrestrito de sentir: sozinhos ou acompanhados de uma, duas ou muitas pessoas.

Extravasa

Alguns contratempos me mantiveram longe do blog! De volta, vamos ao que interessa (se é que interessa!)

imbecisAté ontem nunca tinha ouvido falar de um tal Alex Lopes, da TV Aratu. Um jornalista que cobre o mundo das celebridades baianas. Conheci o rapaz porque me deparei com um vídeo no qual ele e uma das musas do Axé Music discutem sobre uma possível crítica do rapaz ao trabalho de Cláudia Leitte. No entanto, fica claro no texto de esclarecimento escrito por ele em seu site, que apenas falou dos “insuportáveis fãs” da moça.

O fato é que, segundo Alex, Cláudia o chamou para participar de uma entrevista (“depois de muita insistência”), no dia 31 de outubro, em Sauípe, e perguntou ao profissional o que ele tem contra ela. Alex disse “nada”, apenas falou que detestava os fãs xiitas da moça (o xiita é meu). Claudinha não gostou e começou o furdunço, que teve até agressão física por parte do marido da estrela soteropolitana, segundo o jornalista.

Contribuiu para o barraco Claudinha ter achado que Alex falou mal do seu filho e dela como pessoa, e não como artista. Alex relata que a equipe de reportagem da TV Aratu foi impedida de sair do recinto enquanto não entregasse aos seguranças o material gravado.

Acho que Cláudia Leitte teve uma postura boba ao tirar satisfações com o jornalista. No meio cultural, quem não quiser ser criticado, muitas vezes de forma negativa, não pode sonhar em ser esse tipo de pessoa pública. Embora muitas “críticas” sejam um ataque pessoal, se o artista se sentir difamado, caluniado, existem os meios legais para isso. E pela minha ínfima experiência como leitor e observador do universo das artes e da cultura pop, crítica consistente sobre música, cinema, literatura e outras formas artísticas, pouca gente faz no Brasil (Barba Heliodora, no teatro; Pablo Vilaça, no cinema, por exemplo). Salvador, então, é um desastre!!!

Achei a cena de um provincianismo gritante. Se antes Alex Lopes não era muito conhecido, ou pelo menos para mim, agora é o jornalista da vez. E Cláudia com seu ataque ficou mal na fita. Em seu twitter ela diz que agiu mal em ter dado trela para o cara, mas o estrago já tinha sido filmado e espelhado pela web.

Se o que Alex diz é verdade – que Cláudia mete o pau em qualquer jornalista que fale mal do trabalho dela, e cita alguns veículos que já fizeram isso – a cantora está apostando na burrice. Alex, por sua vez, conseguiu, mesmo sem querer, mais audiência para o seu site.

Bom, vejam o vídeo, ouçam ou leiam as defesas e tirem conclusões.

Leia aqui a versão de Alex, que ele chama de “A verdade”.