Kate Moss

kateGosto de White Stripes, acho uma anda bem legal. Mas não quero falar do som dessa dulpa, mas de um clipe em especial com uma das modelos que meu cérebro apita quando vê: Kate Moss. Adoro a beleza dessa inglesa nascida em Londres, em 16 de janeiro de 1974.  Lembra algo de felino, assim como outra que acho maravilhosa: Michelle Pfeiffer.

Bom, o clipe é “I Just Don’t Know What To Do Whit Myself”. Kate fazendo Pole Dance sempre é bom ver – pelo menos, para mim!

Um lobisomem na Amazônia

cartazO quê o maestro Júlio Medalha, Daniele Winits, Karina Bacchi, Nuno Leal Maia, Evandro Mesquita, Pedro Nescheling e Sidney Magal têm em comum? Resposta: “Um Lobisomem na Amazônia”, de Ivan Cardoso, filme de terror trash que tem lançamento previsto para novembro deste ano.

Eu adoro filmes trash. Eles não são sinônimo de filme ruim, mas um estilo como outro qualquer. Esse lobisomem eu quero ver! Eu achei engraçado (não sei ainda se isso é bom ou ruim)! Confiram o trailer abaixo.

Garota infernal

jennifers_body_ver2Assisti ontem ao filme Jennifer’s Body, que aqui recebeu o título de Garota Infernal. O longa é roteirizado por Diablo Cody, aquela ex-stripper que ganhou o Oscar de roteiro original por “Juno”. Karyn Kusama, que dirigiu “Aeon Flux”, assume a câmera.

O filme conta a história de duas garotas que são amigas inseparáveis e improváveis, já que Jennifer Check (Megan Fox, de “Transformers”), uma líder de torcida, é a garota que todos os garotos sonham em levar pra cama e todas as meninas buscam defeitos. O que difere muito de Needy Lesnicky (Amanda Seyfried, de “Meninas Malvadas”), uma garota simples, tímida, até apagada, mas também muito bonita.

As duas amigas resolvem ir ao show de uma banda de rock, a Low Shoulder, e acabam presenciado um incêndio no local, que mata quase todo mundo. A banda e as meninas saem ilesas. Do lado de fora do local, os garotos do Low Shouder resolvem levar Jennifer para um sacrifício demoníaco em troca de fama, dinheiro e mulheres. Temos aqui uma metáfora concretizada: a da banda de rock que vende a alma ao diabo.

Mas Jennifer não morreu e acaba por se transformar em um demônio que precisa devorar os garotos para sobreviver. Desta vez a metáfora da mulher fatal e devoradora de homens é materializada nas formas perfeitas e lábios magnéticos de Megan Fox. E é Needy que tem a missão de destruir Jennifer. Needy é mordida por Jennifer antes de acabar com a vida dela. Logo após é internada em um reformatório. Está mudada, adquiriu alguns poderes com a mordida. Foge para matar os integrantes da banda, que pagam seu preço afinal.

As amigas Jennifer e Needy

As amigas Jennifer e Needy

Como foi Diablo Cody quem escreveu o filme e sabe muito bem dos jogos sexuais que eletrificam as relações homem-mulher, homem-homem, mulher-mulher e o que mais vier, o filme não pode ser lido como uma mera matança assexuada no estilo Jason, de Sexta-feira 13.

Cody escreve sobre ciúme, inveja, desejo bissexual (Needy tem uma queda visível por Jennyfer, apesar de namorar o simpático Chip – Johnny Simmons), poder feminino, destruição que uma bela mulher pode fazer na sociedade e de background, o rock. Música de energia juvenil e sexual, filosofia musical que liberta o corpo e a mente nas viagens hormonais.

Dito isto, achei o filme legal, com todos os seus possíveis clichês. Será que estou muito influenciado pelas leituras de livros que falam sobre sexo? Será que tendo a teorizar demais sobre isso? Não sei, mas a impressão que tive do filme é que ele é inteligente, embora muita gente ache esse tipo de filme boboca. Mas creio que há uma leitura interessante abaixo da superfície. E de novo me pergunto: será que minha visão foi influenciada por eu saber que a roteirista foi uma ex-stripper? Novamente, não sei. Gostei e ponto.

Trailer abaixo:

À flor da pele

meninaTerminei no início da manhã o livro “Menina dos olhos de ouro”, de Balzac. Sim, mais uma vez um texto baseado na obra dele. Um livro fininho, que muitos devem terminar em um dia de leitura, mas que faz a gente pensar em muita coisa. E é sobre elas, ou no que compreendi lendo este livro, que vou falar.

Antes, quero dizer que este livro foi uma sugestão retirada da obra “Personas Sexuais”, de Camille Paglia (autora que uma pessoa chamada Nardele Gomes teve a honra de entrevistar em Porto Alegre, para a minha inveja, rs).

Bom, o sexo é tabu em todas as sociedades, por mais avançadas intelectualmente. Não é fácil falar sobre incesto ou assuntos que hoje discutimos com certa facilidade, como o homossexualismo. Neste livro de Balzac encontramos estes dois assuntos, entre outros, descritos com maestria.

Tudo começa quando Henri de Marsay, um almofadinha culto que encontramos aos montes por aí e que se gabam de conquistar qualquer mulher que seus olhos alcancem (e às vezes conseguem mesmo), vê uma garota que mais parece ter saído de uma pintura, a fabulosa Paquita Valdès. De Marsay enlouquece e jura que aquele ser será dele. A partir daí, monta seu plano de conquista.

Consegue o encontro com ela e mais outro e outro. Em um dos encontros, Paquita pede para que De Marsay use um vestido. Ele usa e os dois se amam. Travestismo é mais um assunto que encontramos. Paquita pede a Henri para se travesti, não apenas por mera fantasia, mas porque ama outra mulher e vê nele, moço de beleza feminina, alguém que possa saciá-la e que a faz lembrar do seu amor pela outra mulher, já que ela não pode concretizá-lo. Henri é apenas um instrumento que ela manipula. Paquita é:

A estranha união do misterioso e do real, da sombra e da luz, do horrível e do belo, do prazer e do perigo, do paraíso e do inferno.

O incesto fica por conta das cenas finais, quando a irmã de Henri de Marsay mata Paquita com um punhal. A morte de Paquita é a felicidade dos dois, já que a bela mulher poderia devorar Henri. Irmãos se beijam e o pacto de silêncio é feito. A irmã de De Marsay mata por ciúme.

Penso que ainda não sabemos nada sobre sexo e é por isso que este tema sempre me fascina. A energia mais poderosa que existe e tantos tabus em volta, tantos preconceitos. Fidelidade, estupro, incesto, pedofilia, bissexualidade, travestismo etc etc. O melhor que podemos fazer é ler, pensar, refletir, e se for o caso, experimentar. Claro, cada um na sua, com seus limites.

Acho que há instituições demais interferindo na sexualidade das pessoas, da Igreja até a escola – que é outro local que muitas vezes deseduca e incute preconceitos.

Sou a favor da pornografia (existe sim, boa pornografia) porque a acho um canal de liberação e aprendizagem muito grande, tanto para homens quanto para mulheres. Da arte clássica até a considerada arte popular de massa estão impregnadas de sexo, de pornografia, de erotismo (aqui indico “Personas Sexuais” e “Vampes e Vadias”, de Camille Paglia). Música, pintura, literatura, cinema e quadrinhos. O tempo todo estas artes nos mostram sexo, erotismo, pornografia.

Não se iludam – e essa é uma das verdades que carrego comigo – achando que o contrato de fidelidade firmado entre duas pessoas, exclui sua mente de pensar e seu corpo de sentir. Podem ter certeza, isto não é pecado. Por mais monogâmico que sejamos, temos algo de primitivo que nos queima.

Balzac contribuiu muito para que pudéssemos aprender um pouco mais sobre o sexo, suas armadilhas e a força do poder feminino, além de tantos outros temas.

Chico Buarque tem uma música chamada “O que será (à flor da pele)”, acho que todo mundo conhece. Sexo, sexo, sexo, é o tema dessa música. Chico é outro que sabia do que estava falando, quando escreveu estes versos. Ouçam abaixo essa maravilha, na interpretação dele e Milton Nascimento:


A mulher de 32 anos

30anosTem quase um ano, me parece, que eu li pela primeira vez o escritor francês Honoré de Balzac. O livro que escolhi foi “A mulher de trinta anos” porque tinha imensa curiosidade em saber o motivo pelo qual as mulheres de 30 eram chamadas de balzaquianas. Claro, a despeito do título do livro, devia existir mais do que uma referência ao nome do autor.

Linguagem rebuscada, construída a cinzel. Análise dos costumes de sua época escritas por uma mente observadora, que estava atenta aos detalhes da alma ou das almas do seu tempo e uma personagem magnífica, considera a primeira personagem da literatura a demonstrar a emancipação feminina. Seu nome: Julieta Aiglemont.

Fiquei apaixonado por ela, pelas suas frases, pela sua força, pelo temperamento que exalava sensualidade. Como uma mulher do século XIX podia estar tão a frente dos valores arraigados, fixos no cimento? Julieta estava.

Balzac traça Julieta com extrema força, mas sem nunca desprezar suas características femininas, sua personalidade entre uma grande mulher e um ser que transmite a necessidade de querermos cuidar, proteger. A mulher de trinta anos de Balzac possui a maturidade necessária para dissimular sua infantilidade.

Eis que chego a uma mulher de 32 anos, uma amiga do meio virtual, que na primeira vez que vi me lembrou Julieta. Talvez pela sua beleza, pelo seu sorriso, pela aparência de quem mal passou dos 20 anos. Ela me inspirou a escrever sobre esse tema.

Lendo seus textos, descortina-se sua inteligência e gosto refinado. Creio que ela seja um perfeito exemplo da balzaquiana que li no livro. Pelo menos, imagino.

Dedico esse texto a ela, Elga, e a todas as mulheres de trinta anos, trinta e dois, mais até.

Quando conheço uma mulher de trinta anos, olho perplexo para a fúria da natureza, que esconde beleza e medo. Somos irremediavelmente atraídos, não temos controle sobre nada. Criança de colo que é mãe, filha e Afrodite.

E quem não conhece seu blog, o link está logo ao lado: Prometeu Acorrentado.