Inspiração Machadiana

mpbcConheci Bruna de Oliveira, 17 anos, pelos comentários deixados por ela nos posts desse blog. Conversa vai, conversa vem, resolvemos publicar uma de suas poesias/letras. Bruna se inspirou no clássico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, para criar um texto muito bonito, forte.

 

Bruna tem um gosto bem diversificado e de excelente nível. Vejam só:

 

“Led Zeppelin, passando por AC/DC, Tim Maia, Barão Vermelho, Legião Urbana, Cazuza, Seu Jorge, U2, Beatles, Rolling Stones, The Police, Nirvana. Adoro Oasis, Radiohead, Raul Seixas, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, System of a Down, The White Stripes, The Killers, Kings of Leon, The Roots, Alice in Chains, Arctic Monkeys, Korn, Los Hermanos, Cachorro Grande. Gosto de algumas músicas do Teatro Mágico. Entre as cantoras: Amy Winehouse, Koko Taylor, Betty Hunton, Cássia Eller, Erykah Badu, Madonna, Rita Lee, Pitty, Pink. Gosto também de MPB”.

 

Bruna é das minhas, sem dúvida!!!

 

Ela cita 4 livros que foram importantes em sua vida:

 

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Auto-Engano, de Eduardo Gianetti da Fonseca

Máscara, de Leonardo Padura Fuentes

 

Bom, abaixo o texto de Bruna.

 

In Extremis

 

Ao pé da minha sepultura

Transpareço minha última lástima

E olhando aqui de cima

Derramo algumas lágrimas

 

Memórias perpétuas de uma

Poesia intocável

Lembranças discretas de uma

Sinfonia desafinada

Palavras sinceras de uma

Filosofia ordinária

 

Revesti minhas frases

De Mil e uma Noites à Babilônia

Deixo de herança aquela mesma

Sociedade miserável e infâmia

 

Blasfêmia herdada de alguns vermes

Clássico legado humano

É transmissível ao sangue

Seu delírio cômico

Uma loucura constante

De um sujeito irônico

 

Tem em suas mãos toda a magia

Para estremecer toda a terra

De voltar a ser pó

O verdadeiro encanto que viera

 

Ocupa o minúsculo círculo

Para uma apresentação

Tem a mágica toda em suas mãos

Agora há uma escapatória

O verdadeiro encanto

Está debaixo da cartola

 

DURANTE UNS DOIS, TRÊS DIAS, ESTE TEXTO FICA VISÍVEL NA PÁGINA PRINCIPAL, INDO LOGO EM SEGUIDA PARA O LINK POESIAS/LETRAS.

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NME deu a dica

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Página da NME

Repasso aqui a dica do excelente semanário inglês NME, que resolveu criar uma lista com 50 bandas e artistas que supostamente são o futuro da música. Achei todas as que escutei interessantes, mas ainda não sei dizer se serão o futuro do som. Lembrando que esse é o ponto de vista inglês.

A banda The Big Pink, por exemplo, soa como Joy Division, reparem! Elas se parecem com algo que vocês ouviram ou ouvem? São realmente o futuro do pop? Tirem suas conclusões!!!

Abaixo, 5 bandas. Veja a lista completa no site da NME.

Rainha das baixezas

 

E o Kikito vai para...?

E o Kikito vai para...?

Quem lê esse blog deve ter notado que tenho escrito muito pouco sobre cinema, é só clicar no link ao lado e notar que há pouquíssimos textos sobre filmes. Fato este que não exclui minha paixão, já que é impossível eu não ver filmes, mesmo que minha média este ano seja vergonhosa de mencionar. E claro, não estou por fora das notícias sobre esta arte, além de sempre ler as críticas dos longas.

 

Por ser amante de cinema, arte que me fascina desde muito pequeno, não podia deixar de falar sobre o fato que ocorreu no dia 13 de agosto, no 37º Festival de Gramado. Não conheço a fundo a história do Festival, mas pelo o que tenho lido, deve ter sido a pior edição da festa. Por qual motivo? A cúpula do evento resolveu homenagear uma pessoa, que nas palavras dos organizadores é nada menos que a “Rainha do cinema”. E mais, no Diário do Festival, a manchete foi: Kikito especial homenageia a rainha do cinema, da música e da televisão. O conjunto da obra cinematográfica desse artista vale um Kikito? Seu nome é Maria das Graças Meneguel, mais conhecida como Xuxa, a rainha dos baixinhos.  

 

Como bem disse Celso Sabadin, do cineclik, crítico que acompanho desde o extinto programa Dia-a-Dia, da Badeirantes: “No país de Fernanda Montenegro, de Aneci Rocha, de Laura Cardoso, de Helena Ignez, de Tônia Carreiro, de sei lá… Hebe Camargo, caramba… O Festival de Gramado, pateticamente, tenta vender ao público a mentira que Xuxa é a rainha do cinema. Tudo por um punhado de mídia. Como se vendem barato os organizadores do Festival de Gramado que decidem quais serão os homenageados!”. Podia citar outras atrizes de uma geração mais recente, como Dira Paes e Cláudia Abreu, que poderiam ser facilmente homenageadas no lugar dela.

 

A presença de Xuxa no Festival não passou em branco, deixou sua marca de futilidade e pouca inteligência, com um discurso brega, populista, clichê: “Eu não me arrependo de nada. Eu não tenho vergonha de ser povo, de ser loira e vencedora”. Um “povo” que precisou de seguranças e chegou até a usar de truculência com um dos fãs, já que existe um limite para a proximidade. Ultrapassada essa linha, entram em ação guarda-costas que afastam a celebridade dos perigos e lepras da ralé. Falo de um fã que logo após pedir um beijo à loira, foi prontamente atendido, mas em seguida puxado para trás com uma chave de braço. Tudo para garantir que o “povo” seja afastado do povo.

 

Xuxa não tem e nunca teve aspirações artísticas, mas comerciais. O cinema, para ela, é apenas um meio para conseguir dinheiro, publicidade, seja isso para o bem (A Fundação Xuxa Meneghel, por exemplo) ou para o mal (puro merchandising para seus produtos). O fato é que os filmes de Xuxa são péssimos! Não falo isso apenas porque fiquei decepcionado com o Festival, mas porque vi alguns de seus filmes na TV. O único que assisti no cinema foi “Lua de Cristal”, de 1990. Mas perdoem-me, eu tinha 13 ou 14 anos.

 

Talvez a melhor produção de Xuxa, seja a que causa mais vergonha a ela: “Amor Estranho Amor”, de Walter Hugo Khouri. Mas a gaúcha resolveu, por meio judicial, apagá-lo da história, talvez por conta da nudez e da polêmica cena de sexo com o garoto. Aí é demais para a imagem de alguém que é considerada modelo para as crianças, deve ter pensado! Esse e outros dois filmes foram retirados da filmografia oficial dela e regurgitado pelo Festival: “Fuscão Preto” e “Gaúcho Negro”. Ou seja, três filmes que “mancham” sua reputação foram sumariamente deletados.

 

Entendo a decisão do Festival de Gramado como uma rendição ao culto vazio às celebridades, uma maneira fácil de conseguir atenção da mídia. Um festival como este não tinha a menor necessidade de recorrer a um expediente tão torpe, que só borra seu prestígio, já meio abalado. Xuxa pode ter tido sua importância nos remotos anos 80, mas daí premiá-la como “Rainha do cinema” é ultrapassar qualquer bom senso, deitando-se na lama para ela passar por cima. Conta Celso Sabadin:

 

“Porém, o pior estava por vir: ao descer do palco e voltar para os corredores do Palácio, Xuxa percebeu a presença do jornalista Luiz Carlos Merten, que por sinal estava sentado praticamente ao meu lado. Deu-lhe um amplo sorriso, abraçou o jornalista e sussurrou ao ouvido dele: “Eles tiveram de me engolir”. Fiquei pasmo. Eles quem? Os organizadores de Gramado? Os críticos de cinema? O povo? Teria o espírito de Mário Jorge Lobo Zagallo incorporado provisoriamente na Rainha?”.

Minha filha, de 1 ano de 2 meses, curte os DVDs “Xuxa Só Para Baixinhos”. Eu ouço pelo menos duas vezes por dia: ela acorda pedindo e à noite dorme ao som deles. Xuxa ainda tem uma força muito grande no imaginário das crianças. Suas músicas são tocadas em todas as festas infantis que vou (tocou na de minha filha). Desde que me entendo por gente eu ouço Xuxa nessas festinhas. Ela tem uma legião de fãs imensa, e não só no Brasil. Foi por ser essa personalidade gigantesca e que certamente chama a atenção da mídia, que o Festival resolveu se rebaixar a esse ponto, creio. Não precisava!!!

Parabéns aos vampiros!

Antes de mais nada, peço que entendam o sistema de publicação, que desorganizou o texto e não há jeito de deixar certinho!

Não sei bem o motivo, mas desde que me entendo por gente (e acho que já comentei isso no post sobre a série Buffy) desenhava rostos redondos com dentes caninos avantajados. Os rostos redondos, não sei bem o motivo, mas os dentes ameaçadores são dos seres das trevas – com certeza!

Hoje, dia 13 de agosto, é o dia desse ser mitológico que exala sedução, rendição, submissão, hieraquia sexual. Neste post, vou fazer uma viagem desordenada dentro desse universo perigoso e atraente. Vou escavar minha memória para relatar o que de bom eu já consumi sobre os vampiros.

Vamos embarcar no trem para a Transilvânia? Falo Transilvânia, porque foi nela que residiu uma das maiores referências quando falamos em vampiros: Vlad Tepes ou Vlad III, que existiu de verdade no século XV e governou a Valáquia, região vizinha. Embora fosse extremamente cruel com seus inimigos, empalando-os vivos, Vlad não tinha ligação direta com os vampiros. A origem do termo Drácula veio do seu pai, Vlad II, que era cavaleiro da Ordem do Dragão (Dracul significa dragão). Quem atribuiu ligação entre os vampiros e Vlad III foi Bram Stocker, que tomou como base as atrocidades cometidas pelo governante da Valáquia para criar seu clássico. A partir daí, vampiro e Drácula passaram a ser indissociáveis.

Outra história diz que a origem dos vampiros se deu por meio do mito judaico-cristão sobre Caim e Abel. Depois da morte de Abel, Caim foi amaldiçoado por Deus. Anjos vieram até Caim para exigir que ele pedisse perdão a Deus, mas este se recusou. Os anjos fizeram com que Caim tivesse horror ao fogo, à luz e fosse condenado a passar a vida eterna em solidão.

Reduzir o mito do vampiro a um mero conto de montros, é não entender sua importância na dinâmica social e nas artes em geral. O vampiro e o vampirismo é muito mais que dentes caninos, morcegos e sangue. Está presente nas relações interpessoais, na política, na literatura, na música, no cinema. O vampirismo ainda precisa ser melhor compreendido, para que não caiamos no senso comum e diminua sua força primitiva.

Abaixo, cito algumas obras que adoro e que têm o vampiro como personagem, metaforicamente ou não. Também revelo alguns produtos que estão na minha mira.

Filmes

ahoradoespanto1Um dos filmes que mais me marcaram foi “A hora do espanto”, de1985, escrito e dirigido por Tom Holland. O adolescente que desconfia que seus vizinhos são vampiros, me deixou com medo, apreensivo, ao mesmo tempo atraído, fascinado. Assiti inúmeras vezes e sempre com a mesma emoção.

 

 

 

draculaFrancis Ford Coppola fez um dos filmes que mais gosto: Drácula, de Bram Stocker. A relação entre Nina (Winona Rider) e Drácula (Gary Oldman) envolve sempre o tênue fio entre morte e sedução. O filme é erótico e vermelho-sangue. Conta ainda com as presenças de Monica Belucci (delícia!), Keanu Reeves e Anthony Hopkins.

 

lostboys“Garotos perdidos” é um daqueles filmes que sempre vou querer ver, caso passe na televisão. Dirigido por Joel Schumacher, conta a história de um garoto que adora histórias de terror, viaja para Califórnia e desocbre que seu irmão é vítima de uma gangue de motociclistas vampiros. O elenco traz o eterno Jack Bauer, Kiefer Sutherland.

 

 

entrevista-com-vampiro-poster011“Entrevista com o vampiro”, baseado no livro de Anne Rice, traz três astros que as moçoilas adorariam ver juntos, mais ainda porque entre eles existe uma relação erotizada. São Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas. Dirigido por Neil Jordan, o filme conta a história de Lestat, vampiro que concede uma entrevista para um repórter, contando sua vida como criatura das trevas. O elenco ainda traz Kirsten Dunst no início de carreira.

vampyros-lesbosE o último filme da lista é “Vampyros Lesbos”, um cult trash do diretor espanhol Jess Franco. Com seu terror erótico, conta a história de uma vampira que atrai sua vítimas femininas para uma ilha.

Séries

 buffyA primeira série que vou citar é óbvio – para mim: Buffy, a caça-vampiros. Ainda não surgiu série que possa competir com ela quando me perguntam qual minha série predileta de todos os tempos. Buffy subverte a imagem da loira cobiçada que foge gritando dos monstros até ser morta. Joss Whedon criou uma heroína aparentemente frágil, mas muito inteligente, com uma superforça e com todos os problemas enfrentados na adolescência. Um clássico.

angel_serieRetirada de Buffy, “Angel” (um spin-off), conta a história de Angel, um vampiro que logo após se separar de sua amada Buffy Summers, vai morar em Los Angeles. A série é outro clássico criado por Joss Whedon e vai no mesmo estilo de Buffy. 

 

Anna Paquim em "True Blood"

Anna Paquim em "True Blood"

Outras séries com vampiros foram criadas, mas ainda não pude conferir. São elas “Vampire Diaries”, “Blood Ties” e “Moonlight”. Mas uma em especial me chamou a atenção, “True Blood”, com Anna Paquim. É nesta série que vou me deter nas próximas semanas.

Livros

crepusculo_1Na literatura também abundam obras que trazem os seres da noite, mas confesso que li poucas.  A primeira que cito é a série criada por Stephenie Meyer, que começou com Crepúsculo e que rendeu mais 3: Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. Os livros, ainda não li o último, contam a história de Bella Swan, uma adolescente humana que se apaixona pelo vampiro Edward, e relatam todas as dificuldades de um reacionamento como esse. Achei os livros não tão bem escritos e alguns personagens bem chatos, mas valem a pena porque trazem alguns elementos novos. O filme baseado na obra é muito ruim.

charleineharrisComo já disse, li poucos livros sobre vampiros. Vi muitos filmes, sites e algumas séries. Mas apenas para citar, minha próxima leitura vampiresca será os livros da escritora Charlaine Harris. Os dois da série de oito já chegaram ao Brasil: “Morto ao anoitecer” e “Vampiros em Dallas”. A obra produzida pela escritora serviu de base para a série da HBO, “True Blood”.

Músicas

A música não poderia ficar de fora. Até nela os vampiros se manifestam. São muitas bandas e artistas que falam sobre eles, seja de forma metafórica ou não. Vamos a algumas bandas e músicas.

Legião Urbana: Teatro dos vampiros

Edson Gomes: Sistema do vampiro

Rita Lee: Doce Vampiro

Ryan Adams: Vampire

My Chemical Romance: Vampires Will Never Hurt You

Paul Simon: The Vampires

Velhas Virgens: Vampiro

A lista é enorme!!!

Difícil não se entregar!!!

Difícil resistir!

Pode haver um vampiro ou vampira por detrás dos rostos aparentemente plácidos.

Muito além do cidadão Kane

A primeira vez que vi este filme foi na faculdade, mas confesso que não me lembro se foi em São Paulo ou aqui em Salvador. O fato é que era uma produção obscura, que você não podia encontrar nas locadoras nem esperar que passasse na televisão. A Globo entrou na justiça e tentou proibir a exibição em qualquer país do planeta, mas perdeu a batalha e finalmente em 1993 vocês já sabem o que aconteceu.  Em 09 de junho de 1993, o PT mostrou o filme no espaço cultural da Câmara dos Deputados, em Brasília, para uma plateia formada por jornalistas e políticos.

O filme foi dirigido pelo documentarista Simon Hartog, para a BBC britânica. Portanto, é uma visão estrangeira sobre uma potência brasileira e suas implicações na vida dos cidadãos e da sociedade tupiniquim. Um olhar que devíamos ter lançado, mas nenhum cineasta pensou a respeito. E se pensou, não levou adiante. Fatos como a manipulação da eleição de Collor,  a aliança com a ditadura  e até programas como Jornal Nacional e o extinto Show da Xuxa são discutidos pelo cineasta, que conta com os depoimentos de Chico Buarque, Leonel Brizola, Washington Olivetto entre outros. 

Beyond Citizen kane, seu título original, faz referência ao filme de Orson Wells (Cidadão Kane) sobre um homem que construiu um império comunicacional e acabou afundando em sua própria arrogância e tirania. Neste caso, podemos dizer que Roberto Marinho construiu um império até maior do que o personagem de Wells, já que na época, 1940, não existia a abrangência da televisão e seu poder magnético sobre as pessoas.

Quando vi o filme pela primeira vez foi como se tudo aquilo de que desconfiava tivesse se tornado algo concreto e comprovado. Mas claro, não posso achar que a rede Globo é culpada por todos os males da humanidade. Ela deve ser respeitada em diversos aspectos nos quais quem assiti televisão sabe do que eu estou falando. Programas de extrema qualidade foram e são levados ao ar, tanto na área jornalística quanto na dramaturgia.

Os aspectos levantados e discutidos por Hartog são importantes e fazem parte da nossa história. São relevantes para sabermos um outro lado da formação da rede Globo e de sua conduta diante de assuntos caros a nós brasileiros, além de nos mostrar, embora seja óbvio, que a rede Globo possui um influência enorme sobre as opiniões de milhões de pessoas. Muitas, infelizmente a maioria, pouco instruídas. Apesar de saber que a teoria Hipodérmica (que transforma os espectadores em meras esponjas que absorvem as informações sem criticá-las) está fora de moda, o fato é que muita gente é influenciada pela “verdade” dita pelos meios. O filme ilustra isso, mostando um casal pobre em frente à TV assistindo ao Jornal Nacional. Quando perguntados se acreditam no que vê no jornal, eles dizem: “Se eles dizem, deve ser verdade, né?”.

“Muito além do cidadão Kane” é um trabalho que merece ser visto por todos que querem entender o poder da televisão e, neste caso, da TV Globo.

a_televisao_levada_a_serio_1231825196pE já que estamos na seara televisiva, quero indicar “A televisão levada a sério”, um livro muito interessante de Arlindo Machado, doutor em comunicação. Acho que esse livro mostra muito bem o quanto a televisão, esse meio que amo, pode ser instigante, inovador, criativo. Desde que me entendo por gente, sou fã da televisão e do seu poder. Já passei madrugadas vendo entrevistas, videoclipes, documentários, noticiários etc. E com o advento da TV a cabo, dormir tarde ficou ainda mais fácil. Sempre desconfio dos pseudo-intelectuais que desprezam a televisão!

 

Bom, abaixo os quatro vídeos que retirei do youtube e que formam o documentário “Muito além do cidadão Kane”. Claro, se você quiser baixar o filme, nada mais fácil. Já vi que alguns sites oferecem links para download. A qualidade não está lá grande coisa!

Tirem suas conclusões e me falem!

 

O poder feminino

O pecado

O pecado

O que você sente ao ver esses dois quadros?  o primeiro é “O pecado”, de 1893. O segundo é “Sensualidade”, de 1891. Ambos de Franz von Stuck, um pintor e escultor alemão, nascido na Baviera, em 1863.

Eles me causam fascínio e medo, exatamente o que representa o poder da beleza feminina para mim. Quando os vi pela primeira vez, tive a impresão de ser convidado para fazer companhia às moças que neles estão. Mas ao mesmo tempo repelido. Os olhos das belas mulheres a nos fitar, seu corpos magnéticos, contrastam com a imensa serpente a nos rechaçar, a nos alertar: cuidado, o devorarei!

Sensualidade

Sensualidade

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