Criticando a crítica do single “Me adora”

Lendo a coluna de Hagamenon Brito, crítico musical do Correio da Bahia, me deu vontade de analisar Pitty e seu mais novo single “Me adora”, retirado de Chiaroscuro, novo álbum da artista baiana. E fazer um releitura da crítica do crítico.

Pin up roqueira

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Pois bem, Hagamenon diz que o “foda” utilizado por Pitty no refrão da música é uma expressão que “traduz a realidade de um termo que foi desconstruído do seu sentido original pelo linguajar dos jovens. Esse tipo de desconstrução também ocorreu um dia com porra e caralho, por exemplo (o carioca, aliás, criativamente, transformou caralho em caraca)”. Ok, certo. E continua. “Como diria o grande Millôr Fernandes, 85, é o povo fazendo sua língua. Na crônica Foda-se, o escritor diz que ‘os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos fortes e genuínos sentimentos’”. Ok também. Corretíssimo. (aliás, adoro os textos de Millôr). Já é sabido pela psicologia, neurociência e pelos poetas, que os palavrões são recursos valiosíssimos para nos desviar da dor, além de serem expressões que funcionam como esporros dos sentimentos que não conseguimos traduzir. Nada de novo.

 

Além de Pitty, uma outra banda utilizou “foda” em sua letra. Legião Urbana, na música 3×4, diz que “O sistema é mau/ Mas minha turma é legal/ Viver é foda/ Morrer é difícil…”. Cito mais uma banda que eu gostava muito, o Ultraje a Rigor, que utilizou no refrão o velho e catártico filho da puta, na letra intitulada Filha da Puta, do excelente Roger. O próprio Hagamenon relembra a ótima Camisa de Vênus, também baiana, com seu “Bota pra fuder”.

 

Citando esses exemplos quero dizer que o que Pitty fez já foi feito e não quebra nenhuma barreira ou choca em tempos em que a pornografia pode ser acessada com alguns cliques. Claro que sempre haverá pessoas que se surpreenderão e dirão que a letra da cantora é chula e de mau gosto. Essas pessoas não sabem nada de rock e de seu poder sexual. A única coisa que parece destoar na canção é ela, a palavra “foda”, já que a música é singela, com um tempero meio anos 60. Mas tudo bem, ficou legal.

Tirando uma frase ou outra que eu possa concordar, me soa pura pressão o seguinte parágrafo escrito por Hagamenon. O destaque em negrito pode ser lido como o “pura pressão”.

Escreve Hagamenon:

Com Pitty, entretanto, o uso do palavrão ganha uma dimensão maior em termos de abrangência pop. A cantora é o artista de rock’n’roll que melhor traduz o espírito juvenil brasileiro nesta década. Ao estourar nacionalmente, em 2004, ela foi a pessoa certa na hora certa, uma cantora de personalidade que transpôs os limites do underground para o mainstream, mas que não perdeu a lógica punk do faça-você-mesmo, o que confere sinceridade à sua música e à sua relação com o público.

Sim, acaba de me ocorrer um nome que realmente choca muito mais com suas letras e nesse sentido pode ser até mais rock do que as distorções de Pitty. Tati Quebra-Barraco. Nas letras, quase sempre ou sempre, de um apelo sexual pornográfico, Tati diz o que gosta no sexo com frases, essas sim, que fariam muita gente cair com as pernas para trás. “Fama de Putona”, “Espanhola”, “Dako é Bom”, “Orgia”, entre outras, chocariam muito mais, nesse sentido. Que tal o refrão de “Espanhola”: “Pegue nos meus peitinhos/ No meio vai a rola/ Faça os movimentos que a porra vai na boca”. Uau!!! Não é pra todo mundo.

 

 

Novo disco

Novo disco

Não desfaço do talento de Pitty, mas sua imagem contribui para a sua força. Todos sabemos do poder da beleza na sociedade e do magnetismo do sexo envolvido na relação entre artista e público. Pitty é linda e tem um corpo desejável, além de dizer em suas letras o que muitos querem ouvir: “Ela disse o que eu queria dizer”, “Essa música traduz minha vida”, são frases que já ouvimos e até dissemos dos artistas que admiramos. Como disse, a beleza pode não ser seu talento maior (para alguns), mas não se pode negar esse tipo de energia. Clipes como “Me adora” ou “Equalize”, música do primeiro disco, nos mostram caras, bocas, gestuais de sedução, de atração. Gostamos da música, mas não nos esquecemos do poder do sexo.

Para mim, “Me adora” é uma música legal, radiofônica, com uma letra simples. Eu gosto. Até aí tudo bem. Mas elevar demais sua importância por causa de um “foda”, não me parece acertado. Sim, fora o fato de que o clipe dirigido por Ricardo Spencer vai dar à música uma dimensão ainda maior e justamente por causa da imagem de Pitty. Aí é outro ponto que vou desenvolver.

 

 

Há, também, o fato de Pitty ser uma mulher, nordestina, em um cenário dominado por homens. Isso é importante e foi o que disse Nando Reis para Hagamenon: “Ela é poderosa, carismática. Fico feliz pelo sucesso dela e pelo fato de ser uma mulher vencendo num ambiente predominantemente masculino. É bom quebrar as estatísticas. De dez em dez anos é que isso acontece no Brasil”. Pitty veio do underground baiano e venceu no mainstream nacional.

 

Outro ponto que sempre martela em minha cabeça é o discurso ou discursos de Pitty. A acho inteligente, mas muito mais inteligente nas letras das suas canções do que em suas entrevistas. Nelas, Pitty parece reproduzir conceitos e ideias, sem criticá-las ou mesmo ter uma dimensão maior do impacto de determinados assuntos. Um exemplo. Em uma entrevista concedida ao programa “Contemporâneo”, do GNT, há uns três anos, o apresentador perguntou se Pitty achava que existia diferenças entres os sexos masculino e feminino. Pitty, claro, disse que sim, e que homens e mulheres pensavam diferente, que seus cérebros trabalhavam de forma distinta. O apresentador pediu para que Pitty desse um exemplo, mas ela só soube dizer “Aí você me pegou”.  Ou seja, reproduziu o senso comum, mas não soube desenvolver. Já vi Pitty cair nessa algumas vezes. É como se ela citasse uma frase erudita, sem ter lido o livro.

 

Diz Hagamenon:

 

A essa altura do campeonato, Pitty já se consolidou como o maior nome de sua geração no rock, mesmo  que, na Bahia, muitos ainda não tenham a dimensão exata do que ela representa.

Pitty pode até ser o maior nome do rock de sua geração, o de maior visibilidade, mas não significa que seja o melhor. Creio que muitos citarão, por exemplo, a banda Vanguart, de Cuiabá, como sendo melhor. Ou até o Los Hermanos, que embora seja um pouco mais velha que Pitty, foi criada em 1997, o sucesso estrondoso só veio com “Bloco do eu sozinho”, de 2001.

Resumo da ópera-rock: gosto de Pitty, tenho seus discos, reconheço sua importância no cenário, mas ela não é nenhuma Patti Smith.

Leia aqui a crítica de Hagamenon.

A ponografia da morte no jornalismo

Tinha escrito esse texto para ser pulbicado no jornal A Tarde, mas depois de algumas semanas  tentando e sem resposta, resolvi colocar no blog. Já tinha escrito algo sobre o tema aqui, mas aprofundei a argumentação. Eis o texto.

Gostaria muito que vocês opinassem sobre o tema. Ando pensando sobre ele e acho que um jornalismo baseado em víceras, sempre é superficial e sensacionalista. Temos que ignorar esses programas e jornalecos que fazem dos assassinatos, mutilações e congêneres, refeições para os olhos dos seus espectadores.

jtv1Vivian Sobchack é professora do Film, Television and Digital Media Department da Universidade da Califórnia. Em ensaio denominado “Inscrevendo o espaço ético: dez proposições sobre morte, representação e documentário”, ela, como está claro no título do ensaio, relata dez proposições sobre a morte e sua representação cinematográfica. Na esteira do seu pensamento, quero falar sobre a pornografia da morte que anda assolando o jornalismo.

O significado da morte ao longo dos séculos passou por grandes mudanças. Desde a Idade Média até o tempo presente, a maneira como a encaramos sofreu mutações radicais. De evento público no início, hoje, a morte passa a ser uma experiência privada, desprovida de qualquer atrativo social, e assim como o sexo, a morte agora é um motivo de transgressão.

Atualmente, no século XXI, temos outra atitude diante da morte. Se antes, ela era assistida em público e logo mais nos lares, de forma privada, agora a vemos sendo deslocada para leitos de hospitais. Dessa forma, a morte passa a ser um assunto quase não discutido, um tabu. Temos medo de falar dela, é quase proibido tocar em seu nome.

Como disse Geoffrey Gorer, em “A Pornografia da Morte”, de 1955, citado no texto de Vivian, quanto mais a sociedade se libertava dos constrangimentos vitorianos em relação ao sexo, mas rejeitava a morte. A mistura de erotismo e morte, procurados nos século XVI ao XVIII, reaparece em nossa literatura sádica e na morte violenta em nossa vida diária.

Aí chego ao jornalismo atual, na morte violenta apresentada diariamente. Uma morte que é atrativa aos olhos por ser grotesca, mas que não leva a nenhuma reflexão crítica da realidade, dos fatos, como o bom jornalismo deve fazer. A tela da TV passa a ser uma espécie de vitrine de açougue para os nossos olhos ávidos pela miséria alheia.

Nesse quadro inserem-se programas televisivos ou jornais encharcados de sangue, nos quais transbordam esquartejamentos, facadas, queimaduras, assassinatos, corpos mutilados, expostos para quem quiser comprar alguma parte. Filmes como “O Albergue”, de Eli Roth, confirmam “nosso fascínio” atual pelas atrocidades. Banquete que excita pela maneira como a narrativa é construída, seja no jornalismo ou na ficção ou no jornalismo-ficção.

É claro que o público não quer ver cenas trágicas como essas. O atual sistema de valores simbólicos em relação à morte é que propicia o aparecimento massivo desse tipo de jornalismo ou pseudo-jornalismo. Mas não exclui a culpa pela péssima qualidade das matérias produzidas, o cinismo daqueles que pensam esse tipo de programa e que deliberadamente querem fazer sensacionalismo.

Um pedaço de Caetano

cvCaetano é um meus artistas prediletos e sempre fico ansioso para consumir algo produzido por ele ou sobre ele. Já vi comentários a respeito do documentário de Fernando Groistein Andrade, 28 anos, e todas muito boas.  “Coração Vagabundo” é um registro da turne A Foreing Sound, único álbum de Caetano cantado totalmente em inglês, que possou pelas cidades de Tóquio, Nova Iorque e São Paulo. As imagens foram captadas entre 2003 e 2005.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Fernando Andrade disse que a sua intenção era realizar “não uma biografia, mas uma passagem pela vida de Caetano”. Foram 57 horas originais de gravação, que resultaram em um filme de 72 minutos.

O longa estreia hoje, dia 24 de julho. Louco pra ver!

Que cara você faz?

Se você tem o hábito de assitir a filmes ponográficos, mas nunca se deu conta das feições que faz, vale a pena ver esse filme do vídeoartista e fotógrafo Robbie Cooper. Ele filmou algumas pessoas e suas expressões durante a exibição de um filme pornô!

Será que você faz alguma dessas caras? 

Alice no país de Tim Burton

O fime estreia 5 de março de 2010 e já estou contando os dias. Adoro a estética gótica, sombria, de Tim Burton. Seu “Alice no país das maravilhas” traz no elenco seu ator predileto, Johnny Deep e promete, pelo trailler, ser mais um grande filme do cineasta. Espero!

Acho que as aventuras de Alice caem perfeitamente dentro do universo de Burton. E aos que pensam que “Alice no país das maravilhas” é um livro meramente infantil, é melhor lerem ou relerem!

Casa de bonecas

dhPasseando por um site que gosto muito, o Portallos, li uma notícia que me deixou feliz. Joss Whedon, criador das séries Buffy, Angel e Firefly (cancelada após 14 capítulos), lança agora a ficção científica Dollhouse. A série é protagonizada por Eliza Dushku, que já fez a personagem Faith, uma caça-vampiros do mal, em Buffy. Dollhouse quase foi cancelada, mas a segunda temporada já está confirmada.

Fiquei ansioso para ver os episódios, já que sou fã do texto de Joss Whedon, além do simples fato dele ter criado minha série predileta até hoje. Sim, Buffy, a caça-vampiros. Desde o fim de Buffy, em 2004, esperava algo novo dele. Enfim, corri atrás dos episódios e baixei os 6 primeiros, dos 13 da primeira temporada.

Até agora vi 4 episódios e não sei se já posso avaliar com maior consistência a história. Mas a verdade é que estou gostando da trama criada por Whedon e seus parceiros, entre eles David Solomom, que vem desde os tempos de Buffy.

Echo, vivida por Eliza Dushku, é uma Ativa (como são chamados os homens e mulheres que vivem na organização ilegal chamada Dollhouse). Todos os ativos são programados com uma personalidade diferente a cada missão que devem cumprir. Após realizada, voltam à Casa de Bonecas e têm suas lembranças apagadas, transformando-se em “folhas brancas”, nas quais novas personalidades serão “escritas”. O agente federal Paul Ballard (Tahmoh Penikett) é o único que desconfia da existência da organização e tenta obsessivamente achar sua localização.

Bom, minha impressão foi positiva. Whedon é muito criativo e seus textos nunca são descartáveis, mesmo com possíveis falhas nos roteiros. Gosto da maneira como ele escreve os diálogos, principalmente as frases que possuem humor. Fico na esperança de Dollhouse se transformar em uma série forte que dure muitas temporadas. Talvez ele não faça nada mais como Buffy ou Angel, indiscutivelmente clássicos, mais já estou acompanhando Dollhouse com extremo interesse. Vamos ver no que dá!

Quem quiser conferir os episódios de Dollhouse, clique aqui.

Jornalismo sem diploma pode existir?

selo-diplomaManifesto-me tardiamente sobre o assunto, porque tinha a esperança de que o Supremo Tribunal Federal voltasse atrás e de uma vez por todas entendesse a necessidade do diploma para o Jornalismo. Mas foi por 8 votos contra 1 lúcido que, agora, para se exercer a profissão, basta a pessoa ter “intimidade com a palavra” ou “olho clínico”, como disse o ministro Carlos Ayres Britto, um dos que votaram contra a exigência do canudo.

Não considero que ter apenas intimidade com a palvara e certo olho clínico faça da pessoa um profisisonal qualificado para exercer a profissão. Nem todo escritor seria um bom jornalista, algo que requer mais do que domínio gramatical, mas o entendimento dos caminhos de chegada à notícia até sua escrita. Claro, muitos escritores seriam bons jornalistas e muitas outras pessoas devem ter talento e vocaçao para se tornar um. Mas, creio que é na universidade que o aprendizado vai ser sistematizado, que o aluno vai entrar em contato com as teorias (Frankfurt, agulha hipodérmica, agenda setting etc etc), com os autores que pensam sobre a profissão, com debates sobre o que aprendem.

Se durante o curso já temos professores mal preparados, incultos e com formação defeituosa, imaginem se qualquer pessoa se achar capaz de ser um jornalista? Mas os critérios de contratação devem ficar a cargo da empresa? Sim, pode ser, mas algúem que seja mão-de-obra barata e sem preparo intelectual pode vir a se tornar massa de modelar nas mãos das empresas. Este profissional pouco vai contribuir para a elucidação dos problemas sociais, sobre a tradução da sociedade de forma crítica. Jornalismo é traduzir e criticar a sociedade, dando aos cidadãos informações consitentes sobre o que se passa no mundo.

Se nosso ensino superior é defeituoso, pior ainda é uma profissão da importância do jornalismo prescindir do diploma. O relator Gilmar Mendes lembrou que “o decreto-lei 972/69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime”. Então foi por esse motivo que o diploma passou a ser importante? Que seja, mas ainda assim é com ele que temos a mínima garantia de que este ser humano passou 4 anos estudando antes de lidar com algo tão importante como a informação, ainda mais em tempos de Internet.

Gilmar Mendes também disse que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento do curso. Que o preparo técnico é importante e deve continuar nos moldes dos cursos de culinária, moda e costura. Absolutamente nada contra estas profissões e quem as faça. Eu sou apaixonado por culinária e reconheço de forma contundente a importância cultural da moda em nossa sociedade. Mas ainda assim, penso que o jornalismo é mais do que preparo técnico.

A todo momento vemos na televisão, rádio, jornais, revistas e Internet uma enxurrada de bobagens ditas e escritas por jornalistas que possuem diploma. Esta é uma realidade mundial. O despreparo intelecutal de muitos destes profissionais é notório. Do outro lado, no entanto, vemos excelentes profissionais atuando. O raciocínio é: sim, mesmo com o diploma continuaremos a formar pessoas ruins. Mas sem o diploma, acredito que pode se estabelecer uma Torre de Babel informacional.

Creio, também, que sem o diploma a bilbiografia sobre o jornalismo pode ficar ainda menor. Durante minha faculdade, em muitos momentos deparei com a pequena bilbiografia sobre determinados assuntos que estava estudando. Se era assim, imagine agora! Não teremos mais pessoas pensando sobre os temas que cercam o jornalismo. Uma literatura de qualidade, que possa servir de base para o estudo da profissão. Outro ponto importante são os trabalhos de conclusão de curso (TCC), que refletem e aprofundam temas, propõem, traçam novos caminhos.

Talvez um dia eu concorde que o diploma não seja tão importante para o exercício da profissão, mas é imprescindível que a pessoa que lide com informação tenha preparo e conhecimento sobre sua área. De que forma será feito isso, eu não sei. Mas, hoje, acredito fortemente que o diploma não seja apenas um resquício da ditadura militar, mas um importante comprovante de que temos alguém que sabe o que está fazendo, que sabe chegar até a informação, tratá-la, traduzi-la, reportá-la para a sociedade.

Não basta ter a vocação e o talento, mas o conhecimento necessário para lidar com esse bem tão importante que é a informação. Para isso, é algo claro para mim, o aspirante a jornalista deve ter sede de cultura: deve ler, ouvir, ver, pensar, criticar e dominar minimamente os temas que cercam sua área. Deve estudar as teorias, saber os nomes técnicos (nota seca, escalada, dead line, nota coberta, lead etc etc etc). Saber os critérios de noticiabilidade, saber o que é new journalism, poder traçar as diferanças ente webjornalismo e jornalismo impresso, ter noção de diagramação, estudar ética etc etc etc etc!!! Tudo isso e muito mais é a faculdade que vai orientar. Ainda não vejo esta profissão sem o apoio da academia, mesmo que ela, como já disse, não seja perfeita ou tenha sempre profissinais fabulosos.

Acabaram com o diploma em jornalismo, mas não se pode acabar com o próprio jornalismo. Isso é muito arriscado para toda a sociedade. E para ter um jornalismo forte é precisso ter pessoas qualificadas. Isso é básico. Um jornalismo sem diploma pode até existir, mas um jornalismo sem competência é um retrocesso.

E para reforçar, como uma campanha publicitária: HOJE, SEM DIPLOMA NÃO DÁ!

Imagens inesquecíveis 5

mmPara quem não sabe, com certa frequência vou colocar imagens de filmes que eu adoro. O escolhido da vez foi “Meninas Malvadas” (Mean Gilrs), uma produçao de 2004, escrita pela excelente comediante do Saturday Night Live, Tina Fey. Lindsay Lohan ainda era um doce garota, namoradinha da américa.

Não é toda hora que assitimos a uma produção que fale do universo adolescente de forma inteligente, sem cair na caricatura fácil. Para quem não assitiu, achando que se tratava de mais um filminho sobre adolescentes, recomendo. 

Essa nem é uma das melhores cenas do filme, mas confesso que essa dancinha das quatro garotas cantando “Jingle Bell Rock”,  ficou na minha memória. Porque será?

Hoje é o dia mundial do Rock!

rsdEstava preparado para escrever sobre outro assunto, mas me deparei com o fato de que hoje é o dia mundial do Rock. Este estilo fundamental na minha vida e destruidor de regras. O Rock é mais do que um estilo voltado para adolescentes em alta voltagem hormonal. O Rock é mudança social, quebra de costumes, filosofia de vida, sexo que jorra dos instrumentos. O Rock é revolta, é a tentativa do corpo e da mente de nos dizer mais sobre nossa natureza selvagem.

O Rock nasceu na década de 50, nos Estados Unidos. Ninguém sabe ao certo de quem é a paternidade do Rock, mas Bill Halley figura entre os pretendentes, com sua gravação de “Rock Around the Clock” (1954). Mas foi com Elvis Presley que ganhou dimensão astronômica e sensualidade, além de um toque de breguice. Sim, o Rock também é brega. Todo mundo se lembra da farofagem das bandas dos anos 80, com suas roupas de oncinha e cabelos armados: Bon Jovi, Poison etc etc! 

rockCada década do Rock é marcada por um cenário diferente, no qual roupas carimbam imagens e sonoridades são misturadas. Na década de 60 temos o surgimento dos Beatles e Rolling Stones. Na década de 70 vemos surgir o punk rock de trajes pretos, cabelos moicanos e grampos pelas roupas – Sex Pistols é um dos mais importantes expoentes desse período. Na década de 80 temos algo mais pop, com o surgimento do New Wave e do culto a astros como Madonna e Michale Jackson. Nos anos 90, surge o Grunge do Nirvana. Hoje em dia há um retorno há estilos dos anos 60, 70, 80, 90 em bandas como Strokes, que tem uma pegada sessentista. Em nossa época não existe um tipo de rock que possa ser definido como a cara desse início de milênio. Talvez a cara seja uma fusão de todos os estilos.

O Rock tem uma lista infinita de bandas e muitas vertentes surgiram desde a década de 50. Só para citar algumas, temos:  folk-rock, blues-rock, acid-rock, industrial, hard rock, rock alternativo, britpop e por aí vai. Como qualquer gênero musical, o rock se funde com outros, como o Funk, o Soul, o Eletrônico e os ritmos latinos. Não há fronteiras e as possibilidades são inúmeras. O Rock é um estilo esponjoso, que absorve tudo e sempre se dá bem. Por isso, ao contrário das previsões de alguns “especialistas”, o Rock jamais vai morrer.

E como não falar do Brasil? No meu caso, posso falar de cátedra dos anos 80, que me marcaram profundamente. A primeira fita (sim, K7) que escutei foi “Jesus não tem dentes no país dos banguelas”, 1987, dos Titãs, em um gravador portátil. A partir daí, artistas como Barão Vermelho, Blitz, Kid Abelha, Lobão, Legião Urbana, entre muitos outros, fizeram minha cabeça definitivamente. Minha porta de entrada para o Rock foi o BRock.

Gostaria muito de poder citar tudo que eu gosto aqui. Apesar de ter espaço ilimitado para isso, descofio que posso adquirir LER, caso o faça. Então, cito algumas bandas e artistas que me são muito queridos e ajudaram na minha formação como ouvinte e como ser humano, já que o Rock nunca esteve separado da minha vida, das minhas experiências pessoais e suas músicas e letras me fizeram crescer um pouco mais.

Algumas bandas já citei acima, embora Poison nunca tenha me agradado muito. Vamos a mais algumas delas, sem ordem cronológica:

rrR.E.M., Oasis, David Bowie, Blur, The Clash, The Bangles, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Led Zeppelin, Skank, Los Hermanos, Brava, Caetano Veloso, Os Mutantes, Cássia Eller, Trick, The Smiths, Aerosmith, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, U2, Luis Melodia, Belchior, Engenheiros do Hawaii, Ludov, Patu Fu, Smashing Pumpkins, The Cure, Raul Seixas, Elton John, Itamar Assumpção, Chico Science e Nação Zumbi, Zé Ramalho, Guns and Roses, Scorpions, Pretenders etc etc etc…Vamos parando por aqui!

É isso. Minha pequena homenagem a esse estilo que continua vivo e é camaleônico, sempre trazendo coisas boas. Sempre se reinventando por meio dos artistas que fazem dele um meio para despejarem no mundo suas emoções.

Você tem twitter?

twitterDe um tempo para cá tenho lido sobre o Twitter. Minha curiosidade levantou as orelhas, mas confesso que pelo que tinha lido, não me pareceu grande coisa: um microblog, no qual o usuário tem no máximo 140 caracteres para escrever um texto. Este parágrafo não caberia em um post no twitter. Enfim, para que serve o twiiter mesmo?

Criado em 2006 por Jack Dorsey, ganhou o apelido de SMS da Internet. Como qualquer rede social, como Orkut, Facebook e MySpace, o Twiiter (que também é uma) é apenas uma forma mais dinâmica, em tempo real, de seguir e ser seguido pelas pessoas, seja ela amiga, desconhecida ou alguma personalidade que você admira (Sandy, Luciano Huck e Pitty são algumas que aderiram à ferramenta). Estima-se que 11 milhões de pessoas já tenham uma conta no site.

A meu ver, o Twiiter é mais pessoal e revelador do que os outros, além de fazer com que o usuário sinta-se “amigo” de um cantor ou ator de sua preferência. No Twitter existe a possibilidade de um deles responder a você, interegir com seus textos. Coisa que é mais difícil com um perfil no Facebook ou MySpace. O Twiiter é como se você tivsse o MSN de Sandy, por exemplo, embora ela não esteja, maioria das vezes, falando com você, mas com todos que a seguem.

A semelhança com os outros sites de relacionamento é simples: voyeurismo e exibicionismo. Creio que todos esses sites fazem sucesso porque temos sede do outro e todos queremos nos mostrar. Isso não é ruim, pelo contrário. Faz parte da nossa ânsia em ser visto e querer ver, conhecer os detalhes, por vezes bobo, da vida do outro. E claro, somos ainda mais tentados quando esse outro é um ser que tem como profissão a arte de atuar ou cantar, por exemplo. Profissões que os distanciam da realidade ordinária. O intressante é que quando lemos uma frase de Luciano Huck ou Sandy, nos perguntamos se são eles mesmo. Por qual motivo não seriam? Nâo são humanos como nós? Então quer dizer que Sandy não gosta de barulho de construção em dia de feriado? Claro que não…e quem gosta?

Enfim, resolvi há alguns dias aderir ao Twitter. E confesso que é divertido, mesmo que ningúem ache relevante saber que eu tomei vinho no almoço. Mas há muitas dicas que seguidores e seguidos dão: de sites, de filmes, de notícias etc. É saber aproveitar.

Caso você queira seguir algum famoso, cheque se o perfil é Fake.

Obs: Graças ao Twitter um post meu passou a ser o texto que, até agora, apresenta o maior número de comentários. E é um post sobre uma grande cantora.