Duas vezes Drew Barrymore

drewOntem (23/04) vi um filme muito interessante, mesmo sendo aquele tipo de filme que você não dá nada. A história é a seguinte. Um cara comum, que desde muito pequeno é admirador de Drew Barrymore, ganha 1.100 dólares em um programa de perguntas e respostas, na qual a resposta que dá esse prêmio a ele é justamente o nome da atriz. Com esse dinheiro, resolve filmar sua saga em busca de um encontro com Drew. Claro que ele encontra milhares de dificuldades, além do estouro do orçamento. O filme foi Vencedor do Melhor Filme pela escolha da Audiência no New York Gen Art Festival e do prêmio da Semana da Crítica – Menção Especial, no Festival de Locarno. Também foi exibido na mostra Expectativa, no Festival do Rio 2005, e na 29ª Mostra BR de Cinema.

 

Quando acha que está tudo perdido, ele e sua equipe de melhores amigos criam um site para que sua empreitada caia nos ouvidos de Drew. Ele recebe convites para entrevistas em programas de rádio e TV e um tempo depois uma ligação. Essa ligação muda sua vida, pois é dela que vem a proposta para o encontro que vai acontecer mais ou menos 80 dias depois. O cara fica louco, derrama lágrimas e tem, finalmente, seu encontro. O nome do documentário é até óbvio: Meu encontro com Drew Barrymore (2004).

 

Ao fim do filme você sente que pode fazer qualquer coisa. O sentimento que o filme desperta é o tipo de força que precisamos para acreditar que podemos muito e só conseguiremos depois de passarmos por cima de todas as adversidades possíveis e ainda assim acreditar que podemos. Pode parecer piegas, mas me senti muito bem quando vi os dois conversando como velhos amigos, cheios de intimidade instantânea. Drew até estava meio tímida, nervosa. E ele, nem se fala.

 

Recomendo!!!

 

eleFalando mais de Drew Barrymore, hoje (24/04) vi um filme produzido e estrelado por ela. Ele não está tão afim de você é aquele tipo de produção com elenco estelar, mas que contribui muito pouco ou quase nada para o tema relacionamentos amorosos. Sim, o elenco traz, além dela (que faz um papel muito pequeno no longa), Scarlett Johansson, Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Ben Affleck, entre outros.

 

Pergunto-me: por qual razão, em pleno século XXI, ainda estamos presos ao ideal do romantismo como o principal motivo de felicidade entre os casais? Leia-se casar, ter filhos e ser fiel. É necessário que se pense com mais profundidade nas mudanças pelas quais passamos nas últimas décadas, principalmente na liberdade sexual da mulher, que embora ainda pense em casar e considera o matrimônio como sinônimo de felicidade (absolutamente nada contra isso, claro), também já se vê feliz sozinha e transando apenas pelo prazer. O papel de Scarlett Johansson talvez seja o que mais se aproxima dessa nova mulher, mas ainda assim, quando vê que seu amante não larga a esposa, enlouquece e some da vida dele.

 

E por falar nele, o amante, papel de Bradley Cooper, marido da personagem de Jennifer Connelly, acabamos com uma péssima imagem dele, já que o filme faz de tudo para mostrar que ele é sacana. Em minha opinião ele é o único personagem interessante, que apesar de lutar contra, acaba cedendo aos apelos deliciosos de Scarllet.  E o que dizer do papel de Justin Long (de Olhos Famintos), que com seu Alex é o puro clichê do homem que necessita estar no controle e acaba se apaixonando, mas não quer inicialmente admitir?

 

O filme é uma mixórdia de convenções românticas, mas não consegue defender suas ideias com inteligência, sempre cai no mais do mesmo. Apesar de considerar o romantismo à moda antiga mais uma forma de felicidade entre os casais, penso que é preciso mais do que belos atores para defendê-lo.

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4 pensamentos sobre “Duas vezes Drew Barrymore

  1. “Pergunto-me: por qual razão, em pleno século XXI, ainda estamos presos ao ideal do romantismo como o principal motivo de felicidade entre os casais? Leia-se casar, ter filhos e ser fiel. É necessário que se pense com mais profundidade nas mudanças pelas quais passamos nas últimas décadas, principalmente na liberdade sexual da mulher, que embora ainda pense em casar e considera o matrimônio como sinônimo de felicidade (absolutamente nada contra isso, claro), também já se vê feliz sozinha e transando apenas pelo prazer.”

    é, infelizmente ainda nos é empurrado cabeça a dentro que ser feliz é ter casar + ter filhos e etc etc… muito infelizmente as pessoas continuam amarradas a esse paradigma já rachado, quebrado, triturado ou o que seja, e negam qualquer outro caminho para encontrar a felicidade…

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