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Só para lembrar, as imagens escolhidas são de filmes que adoro e que têm muita importânica para a minha formação como cinéfilo!

Desde que comecei a me interessar pelo cinema, Michelle Pfeiffer é uma das mulheres mais bonitas que já vi nas telas, além de ser uma ótima atriz.

No filme Susie e os Baker boys, ela faz Susie Diamond, uma cantora que é contratada pelos irmãos Baker, interpretados por Jeff Bridges (Jack Baker) e
Beau Bridges (Frank Baker). O longa é de 1989 e recebeu 4 indicações ao Oscar.

A cena abaixo ficou na minha cabeça! Que mulher linda e que cena sensual!

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Duas vezes Drew Barrymore

drewOntem (23/04) vi um filme muito interessante, mesmo sendo aquele tipo de filme que você não dá nada. A história é a seguinte. Um cara comum, que desde muito pequeno é admirador de Drew Barrymore, ganha 1.100 dólares em um programa de perguntas e respostas, na qual a resposta que dá esse prêmio a ele é justamente o nome da atriz. Com esse dinheiro, resolve filmar sua saga em busca de um encontro com Drew. Claro que ele encontra milhares de dificuldades, além do estouro do orçamento. O filme foi Vencedor do Melhor Filme pela escolha da Audiência no New York Gen Art Festival e do prêmio da Semana da Crítica – Menção Especial, no Festival de Locarno. Também foi exibido na mostra Expectativa, no Festival do Rio 2005, e na 29ª Mostra BR de Cinema.

 

Quando acha que está tudo perdido, ele e sua equipe de melhores amigos criam um site para que sua empreitada caia nos ouvidos de Drew. Ele recebe convites para entrevistas em programas de rádio e TV e um tempo depois uma ligação. Essa ligação muda sua vida, pois é dela que vem a proposta para o encontro que vai acontecer mais ou menos 80 dias depois. O cara fica louco, derrama lágrimas e tem, finalmente, seu encontro. O nome do documentário é até óbvio: Meu encontro com Drew Barrymore (2004).

 

Ao fim do filme você sente que pode fazer qualquer coisa. O sentimento que o filme desperta é o tipo de força que precisamos para acreditar que podemos muito e só conseguiremos depois de passarmos por cima de todas as adversidades possíveis e ainda assim acreditar que podemos. Pode parecer piegas, mas me senti muito bem quando vi os dois conversando como velhos amigos, cheios de intimidade instantânea. Drew até estava meio tímida, nervosa. E ele, nem se fala.

 

Recomendo!!!

 

eleFalando mais de Drew Barrymore, hoje (24/04) vi um filme produzido e estrelado por ela. Ele não está tão afim de você é aquele tipo de produção com elenco estelar, mas que contribui muito pouco ou quase nada para o tema relacionamentos amorosos. Sim, o elenco traz, além dela (que faz um papel muito pequeno no longa), Scarlett Johansson, Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Ben Affleck, entre outros.

 

Pergunto-me: por qual razão, em pleno século XXI, ainda estamos presos ao ideal do romantismo como o principal motivo de felicidade entre os casais? Leia-se casar, ter filhos e ser fiel. É necessário que se pense com mais profundidade nas mudanças pelas quais passamos nas últimas décadas, principalmente na liberdade sexual da mulher, que embora ainda pense em casar e considera o matrimônio como sinônimo de felicidade (absolutamente nada contra isso, claro), também já se vê feliz sozinha e transando apenas pelo prazer. O papel de Scarlett Johansson talvez seja o que mais se aproxima dessa nova mulher, mas ainda assim, quando vê que seu amante não larga a esposa, enlouquece e some da vida dele.

 

E por falar nele, o amante, papel de Bradley Cooper, marido da personagem de Jennifer Connelly, acabamos com uma péssima imagem dele, já que o filme faz de tudo para mostrar que ele é sacana. Em minha opinião ele é o único personagem interessante, que apesar de lutar contra, acaba cedendo aos apelos deliciosos de Scarllet.  E o que dizer do papel de Justin Long (de Olhos Famintos), que com seu Alex é o puro clichê do homem que necessita estar no controle e acaba se apaixonando, mas não quer inicialmente admitir?

 

O filme é uma mixórdia de convenções românticas, mas não consegue defender suas ideias com inteligência, sempre cai no mais do mesmo. Apesar de considerar o romantismo à moda antiga mais uma forma de felicidade entre os casais, penso que é preciso mais do que belos atores para defendê-lo.

Duas pérolas

São estes os dois discos que me acompanham ultimamente. Duas pérolas de diferentes matizes. “It’s Blitz!”, do Yeah Yeah Yeahs e “Years of refusal”, de Morrissey – o antigo vocalista de uma das bandas mais legais que o pop já produziu, o Smiths.

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Apenas sugiro as audições!!!

Bom feriado para todos!

No mundo dos livros

jm1Visitei a livraria Saraiva hoje (para quem não sabe, sou de Salvador e fui ao Salvador Shopping) e lá me deparei com um livrinho pequeno, mas que me deixou curioso. Era “No mundo dos livros”, de José Mindlin. Bibliófilo, ou seja, amante dos livros, José Mindlin, ao longo de 8 décadas juntou um acervo de 38 mil obras.

Então, folheando o exemplar, resolvi sentar em uma das cadeiras da megastore e lê-lo. A leitura é rápida e saborosa, graças à curiosidade que desperta em nós e por suas 104 páginas. É muito legal, pelo menos eu acho, ler um livro que fala de livros e que nos dá tantas referências literárias. Saí com vontade de comprar livros de Montaigne, Marx, Voltaire, Machado de Assis etc.

Outra coisa muito legal quando lemos um livro desses é que muitas das referências do autor são as nossas referências. Uma que me ocorre agora foi quando ele citou “Crime e Castigo”, do russo Dostoiévski, como um dos grandes livros que leu. Quando tinha 18 ou 20 anos, li este livro e desde então se tornou um dos romances que mais me marcaram.

O grande mérito do livro é incitar a curiosidade nos que ainda não se iniciaram na aventura da leitura e fazer os já iniciados a descobrirem novos nomes e obras. É um livro que serve de alerta sobre a importância da leitura para a vida. Um livro que respeita a individualidade e não dita quais são as melhores obras, pois cada leitor tem seu perfil e preferências.

Fica a dica!

 

Haja criatividade!

luiz_caldas1Dos músicos daqui de Salvador, entre cantores e bandas, tenho as minhas preferências. Acho Carlinhos Brown fantástico e gosto muito de Daniela Mercury. Cantora poderosa, repertório coeso e energia fascinante, que fez delirar e encantar uma das maiores intelectuais da atualidade, a norte-americana Camile Paglia – esta, aliás, um das mentes que mais admiro. Inclusive, na revista Bravo! deste mês a escritora produziu um ensaio sobre o carnaval de Salvador.

 

Voltando aos artistas soteropolitanos, estava citando os que mais admiro e com certeza não podia faltar Luiz Caldas, o precursor do que se convencionou chamar Axé Music (a música que lançou o axé para o mundo foi Oxumalá). 

 

Seria impossível não comentar sobre Luiz Caldas, já que neste mês ele vai lançar de uma só tacada 10 álbuns de gêneros diferentes. São 130 músicas inéditas!!! No Brasil, pelo que eu saiba, nunca houve empreitada tão ambiciosa. E não é só! No ano de 2010, o pai do Axé vai lançar mais 12 discos, cada um em um mês. As músicas já estão sendo gravadas. Haja fôlego e criatividade.

 

Hoje, Luiz César Pereira Caldas está com 46 anos e diz que o Axé vai acabar quando o Carnaval acabar. Concordo, já que o Axé depende da indústria do Carnaval para sobreviver. E caso o Carnaval acabe, o que acho bem remoto, o Axé terá que se modificar e criar novas estruturas. Mas se Axé é sinônimo de artistas como Luiz Caldas, então nunca vai terminar, já que no Axé há mistura de ritmos e estilos, assim como em outros gêneros.

 

Os dez CDs têm nove ritmos diferentes: samba, frevo, axé, rock, instrumental, forró, MPB (dois discos), “superpopular” (brega rebatizado por Luiz e seu parceiro César Resec) e tupi. Sim, tupi. Luiz fez um disco inteiramente cantado em tupi, com sonoridade de galhos e folhas e que se chama Heengara Recé Taba, que em português quer dizer cantor de aldeia.

 

Luiz diz que não se importa com as críticas, pois sabe da dificuldade do projeto. Conhecedor profundo de harmonia, melodia, além de tocar violão clássico, ser solista e “arranhar” em outros instrumentos, Luiz fala: “Minha preocupação é fazer. Pelo meu conhecimento musical, sei da complexidade do projeto e como ele pode ser classificado. Não vai ser a opinião de um leigo que vai mudar minha forma de ver, de compor ou de agir”.

 

Quem acha que a obra de Luiz se resume à música Fricote ou como ficou mais conhecida, Nega do Cabelo Duro, precisa pesquisar. Vai descobrir 19 álbuns, alguns deles coletâneas, e faixas como Ajayô, É Tão Bom, Haja Amor, Lá Vem o Guarda e muitas outras. São músicas simples, diretas e honestas. Bem feitas e populares, qual o problema? Luiz sabe disso, pois poderia fazer música clássica se quisesse.

 

Estou com Luiz Caldas e sei do seu valor para a música popular.

 

Estou louco para ouvir esses 10 álbuns e os próximos 12.

 

*Parte das informações deste texto foi retirada da revista Muito, do jornal A Tarde.

 

** A foto acima está desatualizada, já que Luiz cortou os cabelos.

Eu gosto do que não gosto (é possível?)

zecaZeca Camargo resolveu fazer um post no qual os seus leitores fizessem perguntas para ele responder. Como sempre ando por lá e sei que o cara ama música de qualquer gênero, assim como eu, resolvi fazer uma pergunta.
Mas antes de lê-la, gostaria que você que passa por aqui, me respondesse exatamete a pergunta que fiz pra ele: é possível ouvir emocionado uma música que racionalmente não gosta?

Para mim, sim. Quando você gosta de uma música isso envolve muitas coisas: melodia, harmonia, timbre, estilo da canção etc. Existem muitas coisas que o ouvinte pode alegar para chegar ao “gosto” ou “não gosto”. Até a distância de casa pode fazer você ouvir e gostar de músicas que anteriormente você desprezava. O lado emocional, nesse caso, é forte.

Quando estava no Rio de Janeiro uma música do então Gera Samba, aquele que virou É o Tchan, me deixava emocionado. Então, aquela sonoridade me trazia de volta aos meus amigos, às brincadeiras e ao amor que deixei em Salvador. Me emocionava com aquela música do já extinto grupo, mas sabia que não era minha banda predileta nem o tipo de som que me enchia os ouvidos.

Enfim, é possível se emocionar de forma positiva com músicas que você racionalmente não gosta. Mas o terreno das emoções é outro e nele cabe coisas que a razão desconhece.

Resposta do Zeca:

Sandro Caldas -É possível ouvir emocionado uma música que racionalmente não gosta?

Zeca – A gente só pode dizer que não gosta de uma música depois de ouvi-la. Assim, a emoção vem sempre antes do “gostar ou não gostar”. São processos diferentes – e me divirto com os dois.

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Adoro o cineasta Cameron Crowe. Ele faz filmes que adoro e que trazem sempre o melhor da juventude. São sensações de amizade e paixão que sempre mexem comigo. Talvez o único filme dele, dos que vi, claro, que me deixou desconfortável foi Vanyla Sky, com Tom Cruise.

A imagem abaixo é de Quase Famosos. Nesta cena, todos cantam Tiny Dancer, de Elton John, uma música que adoro e que está na excelente trilha sonora do fime.

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Confira a cena e a música no vídeo abaixo

O Som do Pasquim

pasquimEu sou um jornalista que não defendo muito assessorias de imprensa. Poderia ser mais um ganha-pão para mim, como é, mas o fato é que acho a assessoria de imprensa o lado menos nobre do fazer jornalístico. Simplesmente por um motivo: NÃO CONSIDERO ASSESSORIA DE IMPRENSA JORNALISMO!

 

Tive duas experiências que me dão provas sobre a frase acima. Mas esta é uma discussão que rende mais de um texto. O assunto aqui é outro.

 

Abri este post falando de assessorias de imprensa porque estou começando a ler um livro muito interessante: O Som do Pasquim, organizado por Tárik de Souza. Nele, a turma do Pasquim, que inclui mestres da nossa cultura, como Ziraldo, entrevista personalidades da música nos anos 1970. São nomes fundamentais como Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Caetano Veloso.

 

É fato notar, fazendo uma comparação com as entrevistas lidas, como essa prática se tornou burocrática, esquematizada, gélida. Um mundo muito politicamente correto, cercado por agentes, assessores de imprensa, marqueteiros e todo tipo de profissional que cuida com esmero da imagem do artista, como se este fosse incapaz de conceder uma entrevista sem destruir sua imagem – obviamente, já que a imagem é tudo em um mundo politicamente correto. Então, pisar em ovos faz parte do jogo.

 

Será que o trecho abaixo, retirado da entrevista com Chico Buarque, seria possível hoje? Difícil, muito difícil!

 

***

 

Ivan – “Você só se politiza depois que for acordado às três da manhã com a polícia batendo na sua porta”. Bertold Brecht.

 

Chico – Brecht falou por mim. (para o garçom). Traz uma caipirinha de vodca, pouco açúcar.

 

Jaguar – Duas! Pouco açúcar!

 

Ziraldo – Registro: o Chico já tomou Fernet Branca, chope e agora vai de vodca.

 

Chico – O chope é para quebrar o Fernet, que, sozinho dá dor de barriga. Tem que tomar os dois.

 

***

 

Vocês imaginariam este bate-papo hoje? Não, porque hoje não existe papo. É tudo muito rápido, cronometrado. E quando Chico confessa que pegava “emprestado” carros dos outros para dar uma volta? Ele fazia ligação direta e se mandava!!! Dessa, eu não sabia.

 

O que relatei para vocês é apenas um aperitivo. Indico fortemente este livro para quem é ou pensa se tornar jornalista, para aqueles que acham que para fazer entrevistas basta um microfone ou um gravador ou simplesmente adoram ler entrevistas com personalidades que admira.

 

FELIZ PÁSCOA A TODOS!!!

 

 

 

 

 

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Amo a trilogia Indiana Jones. Pena que não posso dizer que amo a tetralogia, já que achei Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal bem fraco.

Dando sequência à série de imagens em filmes que amo, segue mais esta. É do primeiro filme da série, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Essa imagem da pedra gigante rolando e quase esmagando Indy, ficou na minha cabeça.

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Quem quer ser um milionário?

milion1Ontem fui assistir ao vencedor do Oscar de melhor filme, “Quem quer ser um milionário?”, de Danny Boyle. Estava com uma expectativa imensa, embora as premiações da academia já não sirvam para mim como carimbo oficial de qualidade. Mesmo assim, para adiantar logo, gostei do filme…apenas gostei.

Ele tem seus méritos, mas peca também.

 

Achei interessante a coragem de mostrar que a Índia é um país de desigualdades abissais, na qual a maioria da sua imensa população sofre com a miséria. E mesmo sofrendo com a extrema pobreza, conseguem levar sua vida com alegria. Tenho dúvidas quanto a essa boa intenção. E é aí que talvez muitos espectadores enxerguem a “cosmética da fome”, já criticada por pesquisadores e criada por Glauber Rocha nos anos 60 – mesmo que o cineasta baiano tenha pensando algo completamente diferente do que vemos hoje. Mas essa é uma discussão acadêmica demais para o momento.

 

O filme começa com a tortura do jovem Jamal, protagonista do longa. Isso ocorre porque pensam que ele trapaceou no jogo – uma espécie de Show do Milhão. Mesmo que essa violência seja injustificada. É crime saber as respostas? A polícia foi conivente demais com uma tolice dessas, armada pelo apresentador.

Mas no decorrer da sua defesa, ele mostra que acertou as respostas porque vivenciou as perguntas que o apresentador os fazia. Isso dá sentido aos acertos de Jamal, já que ele não é nenhum erudito, apenas um trabalhador comum, que serve chá em um Call Center. E no desenrolar da história conhecemos a infância e a adolescência de Jamal, seu irmão Salim e Latika, a garota por quem Jamal se apaixona.

 

As muitas situações vividas por Jamal caem como uma luva para cada pergunta do cínico apresentador e é aí que achei meio forçado. Cada vivência de Jamal é uma resposta exata para a pergunta, não há profundidade nessas descobertas. Apenas ele acha pelo caminho o que tem que achar, como se tudo aquilo fosse obra do acaso e estivesse ali para presenteá-lo futuramente com 20 milhões de rúpias. Forçado demais, esquemático demais.

 

O roteiro peca por transformar a vida de Jamal em uma cruzada contra os maus, na qual a sorte está sempre ao seu lado, como o destino: está escrito! E foi com esse desprendimento e acreditando no “destino”, que Jamal acerta a última pergunta. Resposta esta que ele não sabe, mas que resolve chutar como se soubesse que Aramis era o terceiro mosqueteiro do livro que ele estudou na escola. E o que dizer da cena final? Um beijo Hollywoodiano e somos felizes para sempre. O velho romantismo processado nas cores da Índia, mesmo que o filme não seja um produto original de Bollywood (a indústria cinematográfica indiana).

 

Por fim, considerei “Quem quer ser um milionário?” um bom filme, mas longe de ser o melhor do ano. É um filme pop, colorido e que nos faz ficar ao lado daquele que entrou no show apenas por amor, não pelo dinheiro. Prefiro muito mais “Batman – O cavaleiro das Trevas”. Enfim…

 

Mas parece que a academia quer, a cada Oscar, mostrar que está mais “descolada”, menos preconceituosa.

Ainda assim, vale conferir o filme.