Um prazer em extinção

Você se lembra da última vez que foi a uma loja de discos e ficou passeando entre as seções, com alguns álbuns na mão e indeciso sobre qual levar pra casa? Já faz tempo, não é? Pois é, esse prazer, se não acabou definitivamente, está prestes a se tornar uma lembrança.

 

Lembro-me quando eu ia feliz comprar aquele CD ou aquele vinil (alcancei essa fase), louco para chegar em casa e escutá-lo. Na época, ia a lojas como Aki Discos, A Modinha e BillBox, Flash Point, além de percorrer o centro da cidade na minha busca. O primeiro vinil que comprei foi, se não me engano, do Erasure. O nome da bolacha, já não me lembro..era aquela que tinha um smile na capa.

 

Não é nostalgia barata, mas o prazer de comprar um disco é bem diferente daquele de baixar um álbum ou a discografia inteira de uma banda. Claro, pela internet a possibilidade de conhecimento é bem maior. Graças à web pude aprofundar meus conhecimentos sobre bandas e artistas como Aerosmith e Chico Buarque, por exemplo, além de conhecer muitos que de outra forma seria bem difícil, já que o dinheiro que disponho não dá para aplacar a sede musical que trago em mim.

 

Mesmo assim, aquele prazer de ir a uma loja de discos e perguntar sobre o novo disco do Radiohead (só para citar um que esteve por nossas terras) é insubstituível. Lembro-me quando comprei “Ok Computer”. Levar o disco em minhas mãos, lendo seu encarte, observando a arte impressa, tocando no objeto como uma descoberta arqueológica, era demais!

 

Enfim, mudança de era, de costumes. Quem teve a oportunidade de viver essas fase, quando ir a uma loja era mais do comprar um disco, mas todo um ritual, maravilha. Resta a lembrança. O importante é que música continua sendo uma das coisas mais maravilhosas que existem.

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3 pensamentos sobre “Um prazer em extinção

  1. É realmente uma pena. Eu alcancei um pouco essa época e cada escutada num CD era uma experiência recheada de significados. Hoje é tudo muito descartável, até aquelas coisas que você gosta.

  2. Ah, lembrei agora de Benjamin, que versou décadas atrás sobre a reprodutibilidade técnica. Meio xiita naquela época, o cara meio que previu os dias atuais. Imagina ele hoje presenciando tamanha descartabilidade das produções artísticas?

  3. Verdade, Sandro. São marcantes as idas à Aki Discos e outras… eu sou um dos que não se renderam às modernizações e continuo adquirindo meus cd’s normalmente, avesso a um possível desgaste dessa mídia. Abração!!!

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