Imagens inesquecíveis 1

Começa aqui uma série de imagens de filmes que adoro.

Essa imagem de Brigitte Bardot faz parte de um filme de François Truffaut, chamado “O desprezo”. O filme é lindo e Brigitte….muito mais! Com certeza, uma das minhas musas!!!

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Um prazer em extinção

Você se lembra da última vez que foi a uma loja de discos e ficou passeando entre as seções, com alguns álbuns na mão e indeciso sobre qual levar pra casa? Já faz tempo, não é? Pois é, esse prazer, se não acabou definitivamente, está prestes a se tornar uma lembrança.

 

Lembro-me quando eu ia feliz comprar aquele CD ou aquele vinil (alcancei essa fase), louco para chegar em casa e escutá-lo. Na época, ia a lojas como Aki Discos, A Modinha e BillBox, Flash Point, além de percorrer o centro da cidade na minha busca. O primeiro vinil que comprei foi, se não me engano, do Erasure. O nome da bolacha, já não me lembro..era aquela que tinha um smile na capa.

 

Não é nostalgia barata, mas o prazer de comprar um disco é bem diferente daquele de baixar um álbum ou a discografia inteira de uma banda. Claro, pela internet a possibilidade de conhecimento é bem maior. Graças à web pude aprofundar meus conhecimentos sobre bandas e artistas como Aerosmith e Chico Buarque, por exemplo, além de conhecer muitos que de outra forma seria bem difícil, já que o dinheiro que disponho não dá para aplacar a sede musical que trago em mim.

 

Mesmo assim, aquele prazer de ir a uma loja de discos e perguntar sobre o novo disco do Radiohead (só para citar um que esteve por nossas terras) é insubstituível. Lembro-me quando comprei “Ok Computer”. Levar o disco em minhas mãos, lendo seu encarte, observando a arte impressa, tocando no objeto como uma descoberta arqueológica, era demais!

 

Enfim, mudança de era, de costumes. Quem teve a oportunidade de viver essas fase, quando ir a uma loja era mais do comprar um disco, mas todo um ritual, maravilha. Resta a lembrança. O importante é que música continua sendo uma das coisas mais maravilhosas que existem.

Entre Deus e vampiros

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Ontem comecei o terceiro volume da saga escrita por Stephenie Meyer sobre a paixão proibida entre dois adolescentes: um vampiro e uma garota. O terceiro volume é “Eclipse”. E pelo que percebi, parece ser melhor que os outros dois, apesar de ainda não ser grande coisa. Falo isso sem querer ser pedante. Realmente não acho os livros ótimos, apenas bom passatempo. Histórias de vampiros sempre me atraem e estes romances não são de se jogar fora (penso eu).

O outro livro que comecei é mais polêmico e tenta comprovar a ideia de que a existência de Deus é  improvável. “Deus, um delírio”, de Richard Dawkins (ocnsiderado um dos maiores intelectuais da atualidade), zoólogo e divulgador científico, já suscitou várias respostas de apoio e repulsa. Por ser um defensor feroz da teoria evolucionista de Darwin, recebeu o apelido de  “rottweiler de Darwin”.

E eu? Acredito em Deus? Sinceramente busco respostas, penso, sofro, às vezes creio, às vezes nego de forma veemente. Uma das questões que mais me atormentam é a origem de Deus. Como surgiu tal ser onisciente? Por qual razão surgiu um Deus? Estamos à deriva no universo, sem sentido, sem razão? Ou não é preciso existir uma razão, apenas aproveitar o milagre (olha aí uma palavra religiosa) da vida? São muitas questões e quase nenhuma ou nenhuma possui resposta. O embate intelectual continua, com os diversos lados tomando a certeza para si, mas sem oferecer a luz defininitva.

Bom, estou entre o fantástico e a filosofia. Os dois me dão prazer, me excitam, me fazem pensar, mas chegar a alguma verdade sobre a vida é se arriscar demais.

Se vocês já leram um desse livros ou outros com temática parecida, me indiquem, critiquem, falem sua opinião sobre essas e outras obras.

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A pornografia da morte

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Há muitos séculos, lá pela Idade Média (bem antes disso, também ,claro, com as lutas com Gladiadores, por exemplo. Mas vou começar a argumentação na Idade Média), o ser humano considerava a morte um espetáculo público, o que equivale a uma sessão de cinema com pipoca e guaraná. Naquele período, bruxas e hereges de todos os tipos eram queimados, enforcados ou decaptados sob aplausos e caretas do público espectador. É fácil sabermos como era, basta ver filmes ou séries que retratam ou lembram essa época. 

Com o passar dos anos e o avanço da medicina e dos costumes, a morte se tornou caseira, restrita aos lares. Parentes, amigos e o padre esperavam o último suspiro que representava o ser nesta Terra de meus deuses. Lágrimas, rezas e adeus.  Tudo muito discreto e silencioso. A morte começava a ser escondida. Falava-se nela, mas sem estardalhaço.

Hoje em dia, século XXI, temos medo de falar da morte, como se não pertencesse ao ser humano e só fizesse parte dos outros serem animados deste planeta (nosso descaso com o planeta, talvez seja um sintoma). Pois é justamente quando temos mais recursos tecnológicos, mais eficácia nos tratamentos e o ser humano chega com facilidade (cuidando-se, claro) aos 80, 90, até 100 anos, a morte vira tabu e para negar sua existência o ser humano a torna ponográfica, evento escatológico. Vou explicar!

Essa introdução foi apenas para dizer que a existência de programas que se dizem jornalísticos, como Bocão e congêneres, quando não nos próprios jornais ditos sérios, prestam um serviço ao escatólogico e à informação inútil, puramente sensacionalista. Jornlalismo, no meu simples modo de ver, não é isso nem de longe. Abordar um assunto como a guerra em um país africano, não significa mostrar pessoas sendo mortas ou estupradas, para deleite dos nossos olhos ávidos pelo terror. Um terror alheio, que nos causa atração, como se precisássemos comprovar sua existência.

“Sim, mas se dá audiência é porque funciona”, diria alguém pronto a justificar a existência de tais programas, jornais impressos (tem um jornal daqui de Salvador, que é fo…tribuna do sangue!). Sinto muito por negar essa afirmação, dando um exemplo. Quando passamos por um acidente de carro, no qual duas jovens garotas estão destroçadas pelas ferragens, sentimos o impulso de ver, de comprovar sua existência, como disse acima. Olhamos porque gostamos ou porque somos atraídos pela quebra da normalidade que essa tragédia traz, pela sua pornografia? Pornografia da morte, tão explícita, tão sedutora. Olhamos tapando os olhos, pelas fendas dos dedos, mas olhamos.

Hoje, avançamos tecnologicamente, mas consideramos a morte um tabu. E por isso mesmo, nos sentimos atraídos pela pornografia da morte, com suas dilacerações, queimaduras, facadas, estupros e suicídios em tempo real. Retornamos à Idade Média, mas somos muito mais medievais do que pensamos.

Um conto de fadas para adultos

livro

 

Acho que tem uns dois meses, no máximo, que terminei de ler um livro bem interessante, mais pelo seu caráter polêmico do que pela história em si. O livro é “Um Romance Sentimental”, de Alain Robbe-Grillet, morto em fevereiro do ano passado. O escritor é pai do Noveau Roman, no qual as estruturas do romance são quebradas: linearidade narrativa e a ordem cronológica, por exemplo.

Passeava pela livraria, quando dei de cara com uma faixa amarela que dizia: LACRADO POR CONTEÚDO IMPRÓPRIO. Claro que me interessei! Este livro, adverte o editor logo na capa, pode chocar certas sensibilidades. E choca mesmo!!!

O autor

O autor

A história de Gigi, uma garota de 14 anos que recebe uma educação sexual nada ortodoxa, não é para qualquer um. Aposto que muitos desistem de ler nas primeiras páginas.

O pai de Gigi a educa obrigando-a a ler textos eróticos do século XVIII, completamente nua. Além disso, faz sexo com ela. Mas não é papai-filhinha (trocadilho infame!), mas sexo sadomasoquista, onde orgias são constantes. Para completar, Gigi ganha de presente uma escrava sexual de 13 anos, Odile. Tempere as orgias já citadas com torturas das mais terríveis – até mesmo com crianças.

Mas nada é crime. Essas orgias e torturas estão previstas dentro de uma sociedade que aceita esses padrões sexuais. O crime é cometido pelas adolescentes ou mulheres que não se entregam, por exemplo, aos desejos dos seus maridos ou pais. O estupro, entre outras práticas, fazem parte da norma. Entendo isso como um crítica à submissão das mulheres durante os séculos.

Apesar do livro ser bem escrito, a história é banal. O seu valor está na maneira como Alain descreve as cenas . Outro ponto, nem tão confortável assim, é nos depararmos com as sensações que o livro nos causa. Do que falo? Do desejo, que mesmo que repudiemos, emerge em nosso corpo. Mas, falor por mim, esse desejo nasce mais como um fetiche colocado em prática pela imaginação dentro dos meus limites morais. Jamais torturaria crianças e adolescentes!!!

Enfim, eu indico este livro, mas já deixo claro que pode fazer você revirar o estômago.

Imerso nas HQs

Voltei depois de algumas semanas. É bom estar na blogosfera novamente. Visual mais clean e muita coisa pra postar.
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O meu texto de estreia é sobre as HQs, esse universo maravilhoso que até há bem pouco tempo não despertava minha atenção. Sempre dei mais bola ao cinema e à literatura.
Mesmo lendo muito esporadicamente um X-Men aqui, uma Turma da Mônica acolá, um Homem-Aranha a cada dez anos ou um mangá a cada cometa Halley, resolvi mergulhar de vez nesse oceano e tenho descoberto coisas muito interessantes. O quê, por exemplo? Abaixo cito.
Baixei as 12 revistas de Watchmen (única HQ que está entre as 100 maiores obras da literatura em língua inglesa) e não me arrependi. O texto é muito bom e a forma como a história é contada estava bem a frente do seu tempo, destacando-se narrativamente. Os personagens da foto acima são dessa obra-prima de Dave Gibbons e Alan Moore. Inclusive, vai virar filme. Quem não conhece, não gosta de HQs, mas adora literatura, recomendo com facilidade. E quem já gosta desse mundo, não deve perder!
clic
Pulando de Watchmen para o erotismo, esbarrei em um cara chamado Milo Manara. Esse é mais difícil de conhecer, mas digo a vocês que é muito bom. Manara é italiano e ganhou destaque após desenhar e criar histórias de cunho erótico (não é pornográfico). A obra “O Clic”, composta de 4 partes, deu a esse artista o reconhecimento internacional. Mas ele tem mais, muito mais: “Revolução”, “Gullivera”, “Kamasutra” e “WWW” são algumas de suas obras. Se recomendo? Óbvio. Baixem ou comprem já!
Mas como disse, esbarrei em Milo Manara procurando algo. E esse algo era uma HQ chamada “Maus”, de Art Spiegelman. Essa obra recebeu o Pulitzer (para quem não sabe, o Pulitzer é um prêmio importantíssimo dos Estados Unidos, entregue a quem produz obras valiosas nas áreas de jornalismo, literatura e música). A história conta os horrores da Segunda Guerra mundial, tendo bichos representando os humanos. Os ratos são os judeus e os gatos, os alemães. Fascinante!!!
maus
E para finalizar- quem me conhece não vai se surpreender – baixei as 22 revistas da oitava temporada de Buffy – a caça-vampiros. Joss Whedom, criador da série, resolveu continuar a série, só que em quadrinhos. Está sendo uma experiência ótima ver os personagens que adoro, desenhados. Estou amando as histórias, embora as traduções sejam péssimas.
Bom, é isso. Estão aí dicas para quem quer começar nesse universo dos quadrinhos e ele é infinito. Sim, se vocês conhecem coisas boas em HQ, me digam. Estou louco para conhecer mais artistas, mais obras.
buffy

Beijos e abraços em todos!!!