Nosso Obama

Tenho postado bem pouco. Fruto do momento. Mas já já volto com uma frenquência maior de publicações. Achei essa imagem bem engraçada! É o nosso Obama!

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Zoológico Humano

Quando George Orwell escreveu “1984”, em 1949, criou um panorama sombrio, onde todos eram vigiados 24h. O Grande Irmão, ou Big Brother, não deixava escapar nada. E quem se voltasse contra as regras duramente impostas pelo estado, sofria consequências gravíssimas, até a morte.

 

Cinquenta anos depois, chegamos à 9ª edição do Big Brother Brasil. O programa, ao longo desses anos provou que o ser humano tem o caráter voyerístico e adora ver a baixaria dos outros, melhor ainda se tiver sexo no meio. E no Big Brother sempre tem sexo, óbvio. Não é à toa que colocam moças e moços sarados juntos, enclausurados por meses. Rapazes e senhoritas já talhados para revistas como Playboy e G Magazine.

 

Esses moços e moças que são escolhidos a dedo, de acordo com suas personalidades, justamente para criar os embates necessários para o deleite da população que escolhe um lado e torce, como se o futuro ganhador do R$ 1 milhão fosse seu parente ou seu cônjuge.

 

Programas parecidos pululam pelas tevês a cabo. São reallity shows que apresentam temas variados como gastronomia, moda, tatuagens e modelos débeis. Gosto de alguns, porque nem todo reallty show abusa da incoerência e do mau gosto. O império do grotesco, como diria o teórico Muniz Sodré, é o reflexo de uma humanidade que facilmente descarta o esforço de pensar e se entreter com algo inteligente e deita no berço esplêndido das brigas banais. E não falo de intelectualismo tolo, não. Ver Bob Esponja ou assistir a um seriado de ação bem feito, não exige ser mestre em Filosofia. Penso que devemos exigir o melhor para a gente. Gosto de futilidades também, elas nos salvam da exagerada seriedade inútil que por vezes nos é imposta.

 

Vi Pedro Bial, apresentador oficial do BBB, dizer que o programa é um zoológico humano, que estamos observando as reações das pessoas como animais em jaulas. Exercício antropológico, psicológico e por aí vai. Seria dessa forma, se o programa fosse escrito e dirigido de forma mais instigante e menos focada na edição das cenas de sexo e das festas temáticas, nas quais fofocas e armações são tramadas.

 

O zoológico humano que Biaallllll falou é um nome de um programa inglês bem interessante. Psicólogos, especialistas em linguagem corporal e mais alguns outros profissionais que estudam o comportamento humano, tecem comentários interessantes sobre o grupo que a todo momento é colocado em situações que testam suas personalidades. Quando acabamos de ver um episódio, ganhamos informação. Pensamos sobre nossas atitudes.

 

O que se ganha com o BBB? A meu ver, nada. Não do jeito que é produzido. Gostaria que fosse um reallity show bom, mas não é. Pelo menos para o autor desse texto. Com o BBB valorizamos a mediocridade e a falta de talento.

Maysa

Jayme, Larrisa e Manoel

Jayme, Larrisa e Manoel

Ontem teve início a minissérie Maysa – Quando Fala o Coração, escrita por Manoel Carlos e dirigida pelo próprio filho da cantora, Jayme Monjardim. Sou fã de Monjardim por ele ter feito Pantanal. Não gostei do seu filme “Olga” e não me lembro da última novela que dirigiu que eu tivesse gostado. Sei que ele saiu da direção da terrível “América” por incompatibilidade de visões.

Já Manoel Carlos não fica entre os 10 autores de novelas que mais gosto. Acho seus textos com um didatismo chato. Seus personagens, com exceções, não me despertam interesse. Se tiver que escolher três autores rapidamente, fico com Gilberto Braga, o inesquecível Dias Gomes, além de João Emanuel Carneiro.

Mas para não induzir ao erro e por conclusão acharem que vou falar que não gostei da Maysa, deixo claro que ainda é cedo para afirmar algo. Mas tenho ressalvas. Achei a atriz Larissa Maciel bem parecida com a artista. Mas, vendo apenas este capítulo, me pareceu faltar mais força dramática à atriz. Maysa era muito intensa, muito visceral…faltou algo na interpretação…!

A produção é muito boa, com certeza. Então, plasticamente a minissérie não vai perder nada.

Bom, veremos no que vai dar. Depois da ousadia maravilhosa da linguagem de “Capitu”, espero algo no mínimo bom.

Desculpem a brevidade e a falta de pesquisa. Essa semana está quase impossível publicar um texto mais consistente!

Memória 2008

O primeiro post do ano é uma espécie de retrospectiva. Todo mundo fez isso e eu que amo listas, não poderia ficar de fora. Fiquei muitos dias sem publicar nada. Apesar de estar de férias, não tive tempo justamente porque quis aproveitar para fazer coisas que eu não faço há muito: alugar filmes, ir ao cinema, ler despreocupado com horário, visitar livrarias, comer pizza na rua etc.

Bom, o que de legal eu ouvi, li e vi? Sentidos que foram alimentados por produtos muito interessantes, instigantes, quase sempre. Uns maravilhosos outros nem tanto, sem falar das porcarias que fazem parte desse universo cultural. Vou fazer um pequeno balanço, privilegiando o que me animou. As listas não refletem a produção cultural de 2008, mas o que eu absorvi neste ano.

Começo pelos filmes. Costumava ver muito mais filmes, porque amo cinema, mas o tempo agora é mais escasso. De qualquer forma vi uma quantidade razoável e o principal é que a maioria foi de boas produções.

A Rainha
Cartas De Iwo Jima
A Conquista da Honra
O Ultimato Bourne
O Bom Pastor
Piaf
Stardust
Homem de Ferro
O Incrível Hulk
Juno
Batman: O Cavaleiro das Trevas
Sangue Negro
Speed Racer
Sweeney Tood

As decepções ficam por conta de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e Southland Tales, com Sarah Michelle Gellar. Eu torço por ela, mas a atriz insiste em fazer filmes ruins. Os filmes nacionais que vi, antes que sintam falta de algum, não merecem ser incluídos na listinha.

Com os livros, eu posso dizer que a leitura ficou um pouco abaixo em relação a anos anteriores, mas me deparei com livros excelentes…na maior parte das vezes!

Crepúsculo (Stephenie Meyer)
Sobre Entrevistas (Stela Guedes Caputo)
História Sexual da MPB (Rodrigo Faour)
Grande Sertão Veredas (Guimarães Rosa)
Neve (Orhan Pamuk)
A Mulher de Trintas Anos (Balzac)

Os outros que eu li, prefiro não comentar!

E o que dizer dos discos? Com certeza ouvi muito mais discos do que li livros e vi filmes. Fica muito difícil fazer uma lista, até porque eu não anoto os discos que ouço, passo para CDs os álbuns que mais gostei. Abaixo, uma pequena parcela do que coloquei nos meus ouvidos. Só tem coisas legais.

Accelerate (R.E.M.)
Safari (Lorenzo Jovanotti)
Call Me Irresponsible (Michael Bublé)
Corpo e Alma (Gutto)
Onde Brilhem os Olhos Seus (Fernanda Takai)
One Kind Favor (B.B. King)
Coco (Colbie Caillat)
One Of The Boys (Kate Perry)
Sou (Marcelo Camelo)
Dig Out Your Soul (Oasis)
Little Voice (Sara Bareilles)
Red Album (Weezer)
Littlel Joy (Littlel Joy)

Bom, essa foi um pedaço das coisas que passaram pela minha mente. Espero que o ano de 2009 seja repleto de descobertas, redescobertas e novidades interessantes, criativas, belas. Feliz novo ano para todos!