Crepúsculo – o filme

Antes de mais nada, gostaria de falar sobre minha ida ao cinema. Já faz quase dois anos que não piso em uma sala de cinema. Amo aquela atmosfera, a sensação de estar diante de imagens em movimento em uma sala escura. Foi muito bom sentir um dos meus prazeres prediletos.

 

***

 

Quando terminei de ler Crepúsculo, de Stephenie Meyer, não achei que ela tivesse escrito um clássico, assim como acho que Harry Potter não revolucionou nada. Mas mesmo assim gostei do livro. É um livro pop bem escrito. Para mim, um passatempo bom, que me prendeu, ainda mais porque sou fã de vampiros. E falando neles e no universo adolescente, Buffy (novamente ela) foi muito mais relevante como produto cultural. Inclusive enxergo elementos da mitologia criada por Joss Whedom no livro da autora norte-americana (mesmo que não tenha sido sua intenção). Uma adolescente deslocada; um amor proibido entre uma humana (embora Buffy tenha poderes sobrenaturais) e um vampiro; o quanto o segundo grau pode ser chato e se transformar no verdadeiro demônio a ser enfrentado e por aí vai.

 

Sendo assim fui ver o filme sem esperar muito, mesmo sabendo que linguagens diferentes podem produzir qualidades diferentes. “O Iluminado”, livro de Stephen King, nas mãos de Stanley Kubrick se tornou um clássico do cinema de horror. Com essa lógica, o filme “Crepúsculo” poderia ter sido muito melhor que o livro. Mas não foi. A história proibida entre Bella Swan, a adolescente desajeitada, e Edward Cullen, o jovem vampiro, é facilmente entendida por quem não leu o livro. E para ser sincero, não é difícil entender.

 

O filme foi feito na medida para os adolescentes que vibram com romances impossíveis e cheios de sensualidade. Uma prova disso foi a aparição de Edward Cullen, vivido por Robert Pattinson – que por sinal não é tão bonito quanto pintado por Stephenie. As meninas deliraram quando o personagem aparece caminhando em câmera lenta. Sim, o rapaz também não é um grande ator. E Kristen Stewart (Bella Swan), apesar de se sair melhor, ainda é insossa demais, talvez mais que a personagem que interpreta. Um que parece que tomou um susto com sua própria imagem é o vampiro Jasper, vivido pelo invisível Jackson Rathbone. Também não posso deixar de comentar o quanto são chatos os amigos de Bella!

 

Uma coisa que senti falta foi a dentição vampiresca. Não posso aceitar vampiros sem caninos longos. Brilhar quando expostos à luz, motivo pelo qual não saem debaixo do sol, até que foi interessante. Mas cadê os dentes ameaçadores? Não dá somente para ficar rosnando!

 

O saldo: Crepúsculo é divertido, mas você já viu sua história em algum lugar, em algum seriado, em algum filme. Não consegui tirar nada de muito interessante dele. Neste caso, prefiro o livro.

 

 

 

 

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8 pensamentos sobre “Crepúsculo – o filme

  1. Grande Sander!!

    Nem me atrevi a ler, nem ver o filme, Crepúsculo. Rapaz, quer dizer que tinha dois anos que você não ia ao cinema? Putz!!

    abração!!

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