Crepúsculo – o filme

Antes de mais nada, gostaria de falar sobre minha ida ao cinema. Já faz quase dois anos que não piso em uma sala de cinema. Amo aquela atmosfera, a sensação de estar diante de imagens em movimento em uma sala escura. Foi muito bom sentir um dos meus prazeres prediletos.

 

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Quando terminei de ler Crepúsculo, de Stephenie Meyer, não achei que ela tivesse escrito um clássico, assim como acho que Harry Potter não revolucionou nada. Mas mesmo assim gostei do livro. É um livro pop bem escrito. Para mim, um passatempo bom, que me prendeu, ainda mais porque sou fã de vampiros. E falando neles e no universo adolescente, Buffy (novamente ela) foi muito mais relevante como produto cultural. Inclusive enxergo elementos da mitologia criada por Joss Whedom no livro da autora norte-americana (mesmo que não tenha sido sua intenção). Uma adolescente deslocada; um amor proibido entre uma humana (embora Buffy tenha poderes sobrenaturais) e um vampiro; o quanto o segundo grau pode ser chato e se transformar no verdadeiro demônio a ser enfrentado e por aí vai.

 

Sendo assim fui ver o filme sem esperar muito, mesmo sabendo que linguagens diferentes podem produzir qualidades diferentes. “O Iluminado”, livro de Stephen King, nas mãos de Stanley Kubrick se tornou um clássico do cinema de horror. Com essa lógica, o filme “Crepúsculo” poderia ter sido muito melhor que o livro. Mas não foi. A história proibida entre Bella Swan, a adolescente desajeitada, e Edward Cullen, o jovem vampiro, é facilmente entendida por quem não leu o livro. E para ser sincero, não é difícil entender.

 

O filme foi feito na medida para os adolescentes que vibram com romances impossíveis e cheios de sensualidade. Uma prova disso foi a aparição de Edward Cullen, vivido por Robert Pattinson – que por sinal não é tão bonito quanto pintado por Stephenie. As meninas deliraram quando o personagem aparece caminhando em câmera lenta. Sim, o rapaz também não é um grande ator. E Kristen Stewart (Bella Swan), apesar de se sair melhor, ainda é insossa demais, talvez mais que a personagem que interpreta. Um que parece que tomou um susto com sua própria imagem é o vampiro Jasper, vivido pelo invisível Jackson Rathbone. Também não posso deixar de comentar o quanto são chatos os amigos de Bella!

 

Uma coisa que senti falta foi a dentição vampiresca. Não posso aceitar vampiros sem caninos longos. Brilhar quando expostos à luz, motivo pelo qual não saem debaixo do sol, até que foi interessante. Mas cadê os dentes ameaçadores? Não dá somente para ficar rosnando!

 

O saldo: Crepúsculo é divertido, mas você já viu sua história em algum lugar, em algum seriado, em algum filme. Não consegui tirar nada de muito interessante dele. Neste caso, prefiro o livro.

 

 

 

 

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Alanis Amarante

Nos idos de 1996 eu fui ao meu primeiro show internacional (o segundo foi o do Placebo, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves). Conhecia muito pouco do maravilhoso disco Jagedd Little Pill (1995), mas fui como um fã das poucas canções que ouvi até ali. Alanis Morissett era o nome da artista.

O show foi no antigo Metropolitan, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Cheguei cedo, muitos chegaram também. Quando as portas se abriram, rodas de amigos se formaram para bater aquele papo antes do espetáculo. Vi pessoas com o disco na mão, cantando as músicas como mantras. Alguns famosos estavam lá: George Israel, do Kid Abelha e Suzana Werner (tenho impressão que ela “atuava” em Malhação), que assistiu ao show do meu lado. Estava só e saiu só (acho).

Na época, Taylor Hawkins, o baterista do Foo Fighters fazia parte da banda.
Achei as músicas vibrantes, com uma energia fabulosa. Adoro “Forgiven”, sempre me deixa com vontade de dizer verdades com muita raiva.

Enfim, lembro este fato por saber que Alanis vem tocar aqui em Salvador. Mas é mais do que isso. Considero Alanis uma excelente artista, que influenciou muitas meninas que vieram cantar suas agruras e felicidades femininas: separação, traição, sexo etc. (Não posso esquecer de Tori Amos – outra artista que influenciou nos mesmos moldes). Quando ouço Kate Perry, lembro de Alanis, embora o seu disco de estréia “One of the Boys” não seja tão bom quanto Jagedd Little Pill. Eu gostei, ouço direto, mas falta a força lírica, interpretativa e melódica que o de Alanis possui.

Espero que Alanis faça um maravilhoso show no Festival de Verão.

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Outra coisa que quero comentar é o disco de Amarante com sua banda Little Joy, formada por Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro (lindinha ela, viu?).

Ontem, voltando de mais um dia de labuta, coloquei “Dig Out Your Soul”, o novo disco do Oasis, para tocar…excelente. O melhor desde o lindo “(What’s The Story) Morning Glory?”. Em seguida, começou a tocar o disco do Little Joy. A primeira vez que ouvi, não me impressionou muito. Isso acontece sempre, né? É normal não perceber a beleza de determinados trabalhos em apenas uma audição. E o disco de Amarante me ganhou. Achei lindo mesmo. Possui aquela atmosfera deliciosa dos anos 50, 60. De uma juventude ingênua até. Sabe, me lembrou Beach Boys.

Sempre gostei muito do Amarante e ficava pensando se gostava mais das músicas dele ou de Marcelo Camelo. Embora Camelo tivesse mais composições nos discos do Los Hermanos, sempre curti mais a pegada, as melodias e as letras de Amarante. Calma, também sou fã de Camelo. Os dois estão trilhando caminhos de cores diferentes e nos dando músicas boas, acrescentando qualidade ao cenário pop, tanto nacional quanto internacional.

E que música legal, essa aí abaixo.

Meu coração é seu

Um dos melhores vídeos que vi este ano é da banda Gnarls Barkley. A música é “Who’s Gonna Save My Soul”, do álbum “The Odd Coulple” (2008). O disco é excelente! Danger Mouse e Cee-Lo, os nomes dos caras, formam a dupla de músicos dos Estados Unidos.

Sim, “St. Elsewhere” (2006), primeiro álbum, é muito bom também e traz outro clipe lindo, “Crazy”.

 

 

 

 

 

 

Esta é minha cidade

Salvador foi a primeira capital do país durante 214 anos, de sua data de fundação em 29 de março de 1549 até 1763. Para muitos, talvez isso seja apenas um dado, mas é bom pensarmos que fomos os primeiros a dar os passos para a criação dessa nação, mesmo num contexto colonizador como o da época e mesmo isso soando um pouco bairrista. Mas esse texto, afinal, pretende ser bairrista, embora não seja cego para os problemas e nem despreze a cultura de outras regiões. Que fique clara tal afirmação. Disso, me surge a pergunta: como é minha cidade?

 

Pierre Verger, antropólogo e fotógrafo francês veio para Salvador em 1946 e nunca mais voltou para a terra da Torre Eiffel. Foi um grande estudioso do sincretismo religioso e um dos principais divulgadores de sua cultura. Outro artista importante que tem seu nome ligado à cidade é o escultor Carybé, argentino que desde 1938 até 1997, ano de sua morte, morou em Salvador. Estrangeiros que eram soteropolitanos e adotaram esse pedaço de terra baiana com amor, dedicando suas vidas à tradução da realidade cotidiana desse lugar. Minha cidade, então, é o farol que ilumina a expressão artística de quem a acolhe como mãe.

 

Tenho em mente que até boa parte de nós, soteropolitanos de nascença, pensa que mestres como Jorge Amado, Castro Alves e um dos articuladores do Cinema Novo, Glauber Rocha, são autênticos seres dessa cidade. Jorge Amado nasceu em Itabuna, Castro Alves em Muritiba e Glauber Rocha em Vitória da Conquista. Romance, poesia e cinema fazem dessa terra o leito onde nomes geniais não morrem, eternizam-se. Esta é minha cidade.

 

A cidade de Salvador possui mais de 80% da sua população constituída de negros e negras que trouxeram do passado escravagista sua herança cultural perpetuada em lutas como a capoeira; em comidas como o acarajé e o caruru; na música com sensualidade rítmica da percussão; na tradição religiosa do candomblé e seus orixás etc. Os retratos de Sérgio Guerra, que um dia foram espalhados pela cidade, estamparam a face real da metrópole, que infelizmente ainda é obrigada a conviver com a cretinice do preconceito disfarçado e da miséria que é estratégia política para ganho de votos e que nunca é solucionada. Se Salvador fosse uma cor, seria iluminada de preto. Esta é minha cidade.

Pela web é traição?

A traição pode ser uma palavra de sentido amplo. A pessoa que se sente traída, certamente ficará triste. E as conseqüências dessa tristeza podem variar do término do relacionamento a um “estou de mal” por alguns dias. Tudo depende de quem recebe e como define a traição.

 

A fidelidade absoluta é uma instituição construída com os tijolos do amor romântico e pitadas de religião. O amor romântico nos diz que devemos amar eternamente uma única pessoa, como nos filmes, novelas e romances que tanto vemos (e o pior é que ainda sonhamos com esse ideal da alma gêmea. Esta é apenas mais uma possibilidade de amar e viver, entre tantas outras). A religião prega que não devemos olhar para mulher do próximo e que determinadas atitudes são pecados, além de pesar nossos ombros com o fantasma da culpa.

 

Bom, dito isto, sexo pela internet é traição? Difícil responder isso, porque, como já disse, depende de quem pensa a questão. Então, vou responder por mim. Quem concordar, beleza. Quem não disser amém, ótimo também.

 

Tenho certeza que muitos de vocês já se amaram solitariamente, não é? Falar masturbação pode ofender. Como este ato requer imaginação, creio que cenários foram montados com vizinhas, o açougueiro, a garçonete, a atriz do filme, o carteiro ou sua prima. Se pensarmos essas fantasias, mesmo namorando ou casados com alguém, ninguém diz que foi traição. E se sonharmos, também não. Se pegarmos as revistas de sexo ou assistirmos filmes eróticos, traímos? Não. Mas nosso corpo não está reagindo ao corpo de outra pessoa, que não é nossa parceira ou parceiro oficiais? Mas ainda assim, não consideramos traição.

 

Então, traição é toque e envolvimento emocional? Pode ser para quem acha que é dessa forma que se trai verdadeiramente.

 

Agora calma, estou chegando a uma conclusão: o virtual sempre existiu nas relações. Vê revistas, pensar em um símbolo sexual ou assistir vídeos pornográficos esquentam as ciosas e não nos fazem esquecer nosso namorados e namoradas ou diminuem nosso amor por eles. Certo, beleza, então tudo isso não é traição. Mas quando utilizamos a nossa webcam para safadezas virtuais, é? Tem muita gente que acha que sim, porque estamos falando em tempo real com a pessoa, como se estivéssemos ao lado do seu corpo. Mas e o toque e o envolvimento emocional? Pela webcam não há toque e há menos que você conheça a pessoa do outro lado, e já tenha tido contato, não há como dizer que exista paixão ou amor ou algum sentimento de amizade.

 

Aquela pessoa do outro lado, que se mexe muito lentamente às vezes, serve como um vídeo pornô, só que você pode entrar em contato com a atriz ou ator e dirigir a cena. Agora, o perigo. Como tudo vicia, o pior é se trocarmos nossos companheiros e companheiras de carne e osso pelo objeto virtual. Todos devem ter ouvidos histórias nas quais algumas pessoas se tornaram viciadas em sites pornográficos. Muitos trocam a família por esse conteúdo explícito.

 

Eu não respondi? É traição ou não? Não acho que seja traição. A prática é utilizada para dar vazão a outros desejos e pode funcionar como uma pimentinha no relacionamento. Prefiro acreditar que se trocarmos nossos parceiros ou deixar de fazer sexo com eles por causa disso, aí algo está errado. E como tudo no comportamento humano, não serve para todo mundo, nem todos se sentem confortáveis ou acham natural o outro utilizar esse método, digamos assim.

 

O fato é que a sexualidade humana é multifacetada. Do papai-mamãe ao grupal, passando pelos filmes pornográficos até a webcam e um mar de posições e objetos e modalidades (fisting, por exemplo. Pesquisem!), o ser humano não merece a culpa por sentir prazer. Sendo assim, quase nada é proibido. O sexo e o desejo só não podem causar dor, seja moral ou física. Isso sim, é o contrário do prazer.

 

PS: Não falo da “dor” que muitas vezes é tesão também. Compreendem?

 

PS2: Sabe o que é trair para mim? Aprisionar o outro em seu modo de pensar. Faze-lo crer que você é sua salvação, quando bem sabemos que escolhemos e somos escolhidos. Trair é usar a violência sutil para fazer com que o outro deixe ser ele mesmo a cada dia. 

Olhos de cigana oblíqua e dissimulada

Sono monstro, mas vamos lá!

 

Quem de vocês já leu algo de Machado de Assis? Meu primeiro livro foi “Dom Casmurro”, tardiamente aos 18 anos. Mas só fui perceber a qualidade da obra, algum tempo depois.

 

Machado escreveu o romance em 1899 e lançou a eterna dúvida sobre a traição de Capitolina, a nossa Capitu. Com esse e outros romances foi considerado por Harold Bloom – um dos maiores críticos literários que existem – um gênio da literatura mundial.

 

Talvez naquela época fosse difícil imaginar a traição de uma mulher, por questões morais. Embora os seres humanos sejam feitos do mesmo material, seja hoje ou ontem.

Talvez hoje, a possível traição de Capitu fosse mais facilmente digerível. Nossos valores em relação ao sexo estão mais elásticos, mesmo com os resistentes ranços moralistas que nos circundam. Enfim…Talvez a traição de Capitu tenha a ver com o momento em que a obra é analisada.

 

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Luiz Fernando Carvalho (Pedra do Reino, Hoje é Dia de Maria, os Maias) traz a minissérie baseada no clássico de Machado, sempre com sua assinatura teatral, pop, mágica.

 

Gosto muito desse diretor e é bom saber que temos alguém disposto a levar qualidade visual e lírica para as massas. É muito legal assistir a uma boa novela e logo depois bater de frente com uma estética menos convencional na TV aberta. Espero que o público goste.

 

Gostei do primeiro episódio e achei muito interessante ter uma Capitu tatuada. Não posso deixar de mencionar que Letícia Persiles é linda. E que é cantora de rock!

 

Se para mim ela traiu? Se Machado não soube responder, quem dirá eu! O fato é que Bentinho parece que pedia por isso!

Meu espaço

Confesso que este post é masturbatório. Mais do que alguns que já publiquei, já que este é uma propaganda para os resistentes visitantes deste espaço.

 

Resolvi criar uma conta no My Space para oferecer aos ouvidos alheios uma parte da minha vida que eu gostaria que fosse meu ganha-pão: a música. Dessa forma, quem tiver a curiosidade de encarar minhas canções, vai se deparar com 3 de muitas que fiz ao longo de dez anos. Aos poucos vou publicando as outras.

 

Calma, não se animem muito. Vocês não vão ouvir a última palavra em música feita no mundo. Não criei um novo estilo, nem sou o novo porta-voz da geração pós-moderna que se alimenta de bytes.

 

Vão ouvir erros de português. Voz fraca. Interpretação tosca. Meu Deus, que anti-propaganda! Estou sendo apenas crítico. Eu me acho um bosta? Claro que não. Gosto das músicas que faço (a maioria) e gosto mais ainda das letras que escrevo. E me acho rezoavelmente legal nesses quesitos. Eu sei, tenho que evoluir MUITO!!!

 

Portanto, caso visitem meu espaço, se gostarem de pelo menos uma frase das letras ou uma melodia soar “até que não é ruim”, passem adiante, indiquem, me projetem para o mundo da música.

 

Garanto a vocês uma coisa: vão poder visitar meu camarim e utilizar umas das 349 toalhas verde-limão com o meu nome bordado.

 

Eu: antes e depois de São Paulo

Passei dois anos de minha vida em uma cidade que muitos, por não conhecerem, acham fria (metaforicamente falando) com pessoas apressadas que não prestam atenção às outras na rua. Cidade de concreto, de coração de granito. Posso dizer, enfaticamente, que São Paulo é muito mais que o preconceito que existe sobre ela. Aliás, tudo é muito mais que um simples preconceito. Os baianos são mais do que o bobo mito da preguiça.

 

Com esse texto revelo um pouco das minhas experiências em São Paulo. Experiências estas que me mudaram profundamente.

 

Voei de Salvador para São Paulo no ano de 2000, para fazer faculdade. Passei em dois vestibulares. Escolhi a Anhembi-Morumbi, que fica no Brás. Era metrô e ônibus todos os dias. Comecei a fazer Comunicação Social, mas voltei definitivamente em 2002 e me formei em jornalismo por aqui.

 

Entre esses dois anos houve as linhas abaixo.

 

Quando o avião desceu no aeroporto de Congonhas, sabia que não tinha como voltar. Confesso que chorei e quase desisti de tudo. Foi difícil. Sozinho na garganta do monstro. Um táxi me levou para uma pensão. A partir daqui mudo o nome de todo mundo. A pensão de dona Margarida. Lá conheci suas duas netas. Loucas. Uma loira, outra morena. Pais presos por estelionato.

 

Conheci Rogério, um mato-grossense gente boa. Seu sonho era ser tripulante da TAM.  Rogério era amigo de Karla, uma mineira atraente que trabalhava no Hotel Pathernon. Tinha o Lucas. Também mineiro. Muito apreciador da banda Gênesis e de certa erva. Essa erva, muitas vezes ficava guardada em meu quarto. Não sei por que ele insistia em guardá-la em meus aposentos! Sorte que todos os amigos e amigas das netas de dona Margarida não resolveram fumar maconha em meu quarto. Não sou adepto da fumaça. Mas o melhor foi ouvir de Michele, a neta loira, que ela não curtiu mais a “farinha”. Farinha? Sim, cocaína. Ainda bem!

 

Na casa, ainda havia espaço para um casal que se separou pouco tempo depois de ter chegado à pensão. Ela ficou lá, ele partiu. Os dois faziam muito barulho depois de certa hora da noite. Algo com gemidos e sussurros. E por fim, dois gaúchos: Carlos e Murilo. Caras tri legais que me apresentaram um famoso cantor e compositor das bandas de lá. Poxa, não me recordo o nome agora. Carlos era apaixonado por Karla e Murilo tinha uma namorada, a Joice, que também estudava para ser tripulante da TAM.

 

Todas essas pessoas curtiram juntas alguns momentos bons em Sampa. Bienal do Livro, shows no Parque do Ibirapuera, boates, bares, luais, conversas. Foi bom. Foi ruim. Sentia-me só. Briguei com a neta loira – entrava no meu quarto e pegava minhas coisas sem permissão. Beijei Karla, em uma noite de vinho e Marisa Monte. Nossa amizade ficou diferente. Carlos já tinha ido embora da pensão. Ufa!

 

***

 

Caminhei muito só pelas ruas de São Paulo. Queria descobrir as coisas.

 

Um dia, voltando da Exposição dos 500 anos do Brasil, no Parque do Ibirapuera, a chuva começou a cair. Andando sem guarda-chuva, logo estaria encharcado. Eis que um táxi parou ao meu lado. Eu olhei para dentro e disse ao motorista que não queria. Ele abaixou a janela e pediu para eu entrar.

 

– Te dou uma carona, rapaz.

 

Mesmo completamente surpreso com a situação, resolvi entrar. Meus preconceitos diziam: “Esse cara é suspeito”. Mas não, ele foi apenas gentil. Não era bicha. Me deixou na porta de um shopping e seguiu sua rotina de trabalho.

 

***

 

Na faculdade, consegui meu primeiro emprego. Era na Livraria Horizonte.

 

Minhas aulas começavam às 18:10, mas eu chegava tão cedo que dava tempo de ficar horas na internet, além de fuçar toda a livraria de minha futura amiga Márcia Neuber (nesta parte todos os nomes são verdadeiros). De tanto andar por lá, conquistei sua amizade e fui chamado para trabalhar.

 

Márcia confiava em mim. Chegou a me emprestar a sua casa no Guarujá, para que eu pudesse me encontrar com uma possível namorada. Josy (vulgo Afrodite) não se tornou minha namorada.

 

Foi lá na Livraria Horizonte que comecei a montar minha biblioteca. Comprava livros a preço de custo, aí já viu, adquiri muitos!

 

Foi também na Anhembi-Morumbi que conheci Ivan Garro. Ficamos amigos. Ivan era músico, tocava baixo e bateria. Montamos uma banda de rock e blues, basicamente. Gravamos vídeoclipe de uma de nossas músicas. Quase fomos contratados por uma gravadora, mas a dona achou que o nome Chave Mestra era numerologicamente ruim. Só mandando tomar na bunda!

 

Me apaixonei por Letícia, que amava Janis Joplin e por Fernanda, que era tão simples que não tinha a mínima vergonha de dizer que ia ao banheiro fazer cocô e já voltava. Achava isso bonito. As duas eram lindas.

 

Na minha faculdade tinha vampiros e bruxas. Uma bruxa era minha colega. Ela dizia poder fazer coisas que eu nunca presenciei. A irmã confirmava tudo.

 

Uma japinha chamada Flávia se apaixonou por mim. Escreveu muitos poemas em minha homenagem e me deu uma pedra vermelha de presente. Infelizmente os seus traços nipônicos não me atraíram.

 

Fiz curta-metragem. Minha primeira experiência como roteirista e diretor. Achei o máximo. Elogios de alguns professores. Ego inflado!

 

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O que foi mais difícil na minha passagem por São Paulo foi o fato de morar sozinho, logo depois de sair da pensão. A casa de dona Margarida já não me agradava mais. Era gente demais, com hábitos muito díspares. Viver sozinho foi muito interessante, mas foi desolador.

 

Na primeira noite que passei no apartamento, que eu mesmo pintei de pêssego, faltou luz. Agora penso que a falta de luz foi simbólica, porque me sentia apagado, embora estivesse enriquecendo minha vida como em nenhuma outra fase. Até fui chamado para dar entrevista à revista Istoé, mas a matéria não saiu.

 

Um dia, passeando pelo shopping Paulista, que fica na Av. Paulista, resolvi almoçar. Era um restaurante a quilo. Caro, muito caro. Comi muitos camarões. Mas não reparei que estava sem um centavo no bolso.

 

– A senhora espera um momento? Vou retirar dinheiro e já volto.

 

Não voltei. Só tinha dinheiro em casa. (vergonha!)

 

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Conheci de perto a Paulicéia Desvairada. Muito menos do que eu gostaria, porque não é possível conhecer São Paulo em 100 anos. Fiz amigos que entro em contato até hoje. Vivi momentos que nem em sonho presenciei em Salvador. Cresci culturalmente. Me tornei mais maduro. São Paulo foi um divisor de águas em minha vida. Existe um “eu” antes e depois de São Paulo.

 

Não sou Caetano Veloso, mas cruzei a Ipiranga com a Av. São João – literalmente. Senti emoção. Nunca mais fui o mesmo.

Confissões

Qual a semelhança entre uma bailarina, um boxeador e uma prostituta? Apesar das óbvias diferenças, todos usam seu corpo da maneira que bem entendem.  

 

Em uma época nem tão distante, as prostitutas é que faziam o papel das iniciadoras dos garotos, já que suas amigas ou namoradas não podiam revelar a flor do desejo. Ainda bem que as coisas mudaram, mas as prostitutas, creio, continuam ensinando muito aos homens.

 

Questão de escolha ou necessidade financeira? Descontando os abomináveis casos de prostituição infantil e tráfico de pessoas, a prostituição é opção. E tem gente que gosta e leva a sério, embora outras desejem sair desta vida.

 

A Terra TV fez um documentário com 15 vídeos de três minutos, em média, nos quais as profissionais do sexo relatam suas aventuras e agruras profissionais, além de falarem sobre família, relacionamentos e claro, sexo.

 

O nome é “Confissões de Acompanhantes” e foi realizado pela FICs (Fábrica de Idéias Cinemáticas). Tem roteiro de Newton Cannito e Diego Junqueira e foi produzido por Roberto D’Avila.

 

Bruna Surfistinha está lá, contando de forma breve sua vida. Todos a conhecem, não?

 

Asista aqui todos os vídeos!

 

 

Um giro pela blogosfera

Resolvi dar um giro pelos blogs que acho legais e oferecer a vocês alguns posts que encontrei por lá. Existem os científicos, os inúteis e os sexuais. Vocês vão ver que tem gente que vacila na rede, e ela não perdoa. Os chegados a uma cerveja, também vão comemorar. E até uma surpresa para quem gosta de receitas exóticas (nesse caso, fico de fora!)

Mais uma grande descoberta de nossos grandes cientistas, desta vez a boa notícia vem da Espanha através do Prof. Manuel Garzon da Universidade de Granada.

Os pesquisadores espanhóis alegam que as bolhas de gás carbônico da cerveja dão um maior poder de satisfação em relação a sede e que os carboidratos contidos na cerveja ajudam na recuperação das calorias perdidas.

O estudo foi feito com um grupo de estudantes que foram expostos a temperaturas de até 40ºC enquanto faziam exercícios. Ao término das atividades físicas, para metade do grupo foram destinados um copo grande (aproximadamente 570 ml) de cerveja a para o restante a mesma quantidade de água.

Segundo Prof. Garzon os resultados apontaram uma pequena vantagem em relação a hidratação para o grupo que consumiu cerveja.

De acordo com Juan Antonio Corbalan, ex-cardiologista do Real Madrid e da seleção nacional de basquete da Espanha, a cerveja é um líquido perfeito para reidratação no pós exercício.

Nota do Blog

O estudo foi feito com apenas um pequeno e seleto grupo de pessoas, não especificando a idade, condição física e nem o número de participantes. É bom destacar que as condições em que os participantes foram impostas eram extremas, aproximadamente de 40ºC, o que torna a atividade física muito mais desgastante e gera uma maior perda de líquidos.

Infelizmente para nós gordinhos não foi constatado que os participantes perderam algum peso e que o objetivo do estudo era só sobre a reidratação do corpo.

Mas vale destacar que uma cervejinha depois de uma longa e cansativa atividade física feita em um dia muito quente é bom demais

Publicado por http://blogdadieta.com.br

 

 

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Amy Winehouse reencarnada. Bela imagem.

 

 

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Olha o vacilo dessa menina! Ela tem o direito de fazer o que quiser, mas tem o dever de tomar cuidado, pois a web não perdoa!

 

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Publicado por http://www.tolicesdoorkut.com/

 

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Como disse no início desse post: não pretendo provar as iguarias feitas com esse ingrediente.

 

Receitas à base de sêmem

 

O sêmen não é só nutritivo, mas também tem uma textura maravilhosa e propriedades culinárias incríveis. Assim como vinhos e queijos, o gosto do sêmen é complexo e dinâmico. Barato para se produzir e disponível na maioria, se não em todas as casas e restaurantes. Apesar de todas essas qualidades, o sêmen continua negligenciado como alimento. O objetivo desse livro é mudar isso…”

Esse é um trecho da apresentação do livro de receitas “Natural Harvest – a collection of semen-based recipes” (algo como Ingrediente natural – uma coleção de receitas à base de sêmen). É isso mesmo, tem entradas, pratos principais e sobremesas feitas com o inusitado ingrediente. Achei esse tipo de culinária meio bizarro, mas o assustador mesmo foi o trecho da apresentação que diz “…barato para se produzir e disponível na maioria, se não em todas as casas e restaurantes..”. Imagina o garçom te explicando o que é a sobremesa e acrescentando “eu mesmo fiz o ingrediente principal, há alguns minutos”. Pra mim é demais, prefiro comer insetos exóticos na Ásia ou em qualquer outro lugar…

 

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