Tudo começou, para mim, nas festinhas dos anos 80

Copiar (programa de computador, material audiovisual ou fonográfico, etc.), sem autorização do autor ou sem respeito aos direitos de autoria e cópia, geralmente para fins de comercialização ilegal ou para uso pessoal.
Vender ou repassar (o resultado dessa cópia)

Essa definição acima é da palavra “Pirataria” e foi tirada do Aurélio que tenho no meu PC.

Quem freqüentou as festinhas dos anos 80, deve ter dançado ao som de músicas como “Footloose” e hits nacionais das diversas bandas e artistas da nossa terra, como Legião Urbana, Ultraje a Rigor e afins.

Pois bem, quem se lembra de pegar os discos emprestados dos amigos para ouvir em casa e até mesmo copiar o vinil ou a fita K7 em outra fita virgem? Ou até mesmo esperar a música passar no rádio, para em um movimento lépido apertar o “rec” e começar a gravar aquela canção que mais tarde faria a alegria da galera? Bom, eu fiz isso muitas vezes e, talvez, quase duas décadas depois continuo fazendo, só que agora faço download basicamente pelo programa e-mule e pelo site mininova.

O que quero mostrar com o exemplo das festinhas que freqüentava é que sempre existiu o que hoje se costuma chamar de pirataria – claro, desde que não usemos para fins comercias!!!. Qual a diferença entre gravar um vinil em uma fita e ouvir em casa e baixar pela web e ouvir no seu mp3? Não vejo nenhuma. E viva a tecnologia, que foi se aperfeiçoando e nos dando possibilidades de usufruir de uma maior quantidade de músicas. Se não fosse isso, apenas ouviríamos os discos que comprássemos ou nos contentaríamos com as músicas escolhidas pelas FMs e os famosos jabás.

A internet me deu a possibilidade de ouvir centenas de artistas novos e de me aprofundar na obra de tantos outros que já tinha escutado. Para mim, que sou apaixonado por música, nada melhor do que ter à disposição uma infinidade de opções. Concordo, óbvio, que o artista também precisa de dinheiro para viver, mas é necessário encontrar novos meios de arrecadação dos direitos autorais (meios como o Creative Commons). A realidade é essa e pronto. Quem usa o discurso contrário, deve fazer parte dos grupos que querem controlar os nossos gostos, nos oferecendo porcarias moldadas para as rádios e programas de TV. Não!!!

Dois desses novos modelos de arrecadação da indústria são: Nokia Comes With Music e o Play Now Plus, da SonyEricson. Ambos funcionam em modelos de celular. No primeiro, o usuário pode baixar quantas músicas quiser para o seu computador e para o seu celular no período de um ano – tempo do contrato. Nesse modelo, as músicas ficam com a pessoa, mesmo que ela não renove o contrato. No segundo exemplo, você também pode baixar quantas músicas quiser, sendo que se cancelar o serviço, fica com apenas 300 músicas. São novas formas de se escutar e de se ganhar dinheiro na indústria da música. O Jota Quest, por exemplo, vendeu 750 mil aparelhos W200, da SonyEricson, que vinha com seu mais recente álbum “Até Onde”. Sinal dos tempos.

A indústria é que precisa se adequar às novas formas de consumo e aquisição de cultura pela população. Chega de trancafiar o conhecimento e tratar as pessoas como criminosas – repito, desde que não se beneficie financeiramente da obra. A arte é de todos.

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3 pensamentos sobre “Tudo começou, para mim, nas festinhas dos anos 80

  1. Até eu peguei essa época de gravar fitas. Era engraçado e nem sempre dava certo, mas valia a pena. Quando a fita ia ficando muito gasta, pq rolava de gravar e regravar em cima, o som ia ficando ruim. Era até legal. Hoje é tudo tão rápido… Eu como meu velox 600k já acho veloz, imagina baixar algo com 3 megas de velocidade? É como escolher na prateleira de uma loja. O tempo do cara embalar, passar o cartão e você assinar, é o tempo de baixar. louco.

  2. Eu ligava para a rádio, falava ao vivo, pedia a música a apertava o Rec. Até hoje tenho várias fitas, conheci muita coisa gravando músicas aleatoriamente em FMs como Brasil2000 e 89-A Rádio Rock, que na época eram as mais famosas entre o público roqueirinho.

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