Pule, reze, mas não cheire!

Não vou falar sobre legalização de qualquer droga. Mas não posso deixar de dizer o quanto todos somos tão hipócritas por considerar legais os cigarros de marca e a maconha, não – embora a campanha contra o tabagismo esteja acentuada. E nossa sagrada bebidinha não fica atrás, já que as propagandas de bebidas nos dão a impressão de que basta tomar um gole para as mulheres se jogarem em nossos colos ou que a vida pura felicidade. Sim, podem esquecer que o álcool é a droga que mais causa acidentes e por aí vai.

 

Dois exemplos da barbárie moralista. Enfim, um dia me prolongo mais sobre isso.

 

Trago para vocês, se é que já não conhecem, o mais novo hit religioso contra as drogas: Pó Pará Com Pó. Quem canta é Jake (quem?), no programa Vozes da Igreja, acho que de São Paulo.

 

Jake parece uma mistura de Maria Bethânia com Daniela Mercury….e o que são aquelas duas dançarinas atrás? É tudo brega mesmo, mas vale a mensagem: parar com o pó rapaziada. Menos sal, açúcar, farinha de trigo..opa, não é esse o pó? Certo, não tinha entendido.

 

Carreguem o vídeo, afastem as cadeiras e pulem!

A maldade pode ter algo de bom?

Ontem à noite comecei a assistir Match Point, de Woody Allen, mas acabei não terminando. De qualquer forma, já tinha visto em DVD. O que me chamou atenção para que eu escrevesse este texto foi a narração de um dos personagens principais, Chris Wilton, vivido pelo ator Jonathan Rhys Meyers. No discurso ele fala algo como a capacidade ser humano em utilizar sua maldade. Ou algo parecido com isso.

 

Rousseau, filósofo suíço, acreditava na bondade inata do ser humano, e que esta era corrompida pelo meio. Esse argumento já caiu por terra, em parte, já que sabemos que muitos crescem em ambientes pérfidos e nem sequer chegam perto do pior. Embora tantos outro se envolvam no crime justamente por crescerem em um ambiente no qual essa realidade é normal e aceita como meio de vida.

 

Nietzsche, filósofo alemão, afirmou que a bondade que praticamos nada mais é do que uma forma de ganhar poder e controlar o outro. Quase aceito isso. Porque no fundo precisamos de atenção. Somos todos carentes. Mas creio também na bondade sem intenções, sem trocas, que no fundo é amor. Não é?

 

O fato é que também nascemos com a maldade, mesmo que não nos tornemos homicidas ou genocidas. E esses são apenas dois aspectos do que de ruim o ser humano pode provocar. Não podemos esquecer a maldade dos pequenos gestos, do assédio moral, da indiferença ao sofrimento do próximo, da indiferença ao meio ambiente em troca de umas moedas. E o mais interessante (se é que isso é interessante) é que até um criminoso como Hittler amava sua família – a despeito das atrocidades que cometeu contra milhões de outras.

 

Mas a maldade que devemos ter, penso eu, deve ser utilizada para nossa sobrevivência, nosso trato nas relações diárias. Porque os seres humanos sabem espezinhar. Sabem pisar quando estão em uma posição hierarquicamente superior. E vou mais longe. Temos o direito de proteger quem nós amamos (ou mesmo um desconhecido) e em casos de extrema impossibilidade de contar com a segurança (?!) que o Estado nos fornece, utilizar as garras mortíferas que temos contidas dentro do nosso ser.

 

Tirando aqueles que não possuem sistema límbico (grosso modo, aquele que nos injeta empatia pelo outro), as maldades de todos os tipos só entristecem a vida. Há remédios para as diferentes maldades? Não sei, mas posso afirmar que um bom repelente contra a maldade é minimizar nossos preconceitos e até eliminá-los de vez. Sabemos que somos preconceituosos, mas isso é um outro meio de defesa do ser humano. O que não dá para aceitar são os preconceitos raciais, contra as orientações sexuais e religiosas e por aí vai. Não há cabimento em matar por esses motivos!

 

Raskolnikov, personagem principal do clássico Crime e Castigo, de Dostoievski, matou. Foi preso e sofreu com a mente atormentada pelo seu ato. Ele sentiu na pele as conseqüências, porque sabe que fez algo errado. Raskolnikov era um bom rapaz, mas utilizou sua maldade de forma torpe: tirando a vida de uma senhora.

 

Usem a maldade de forma construtiva. E por favor, mais EMPATIA. 

 

 

Relacionamentos instantâneos


Conversando ontem com minha mais nova amiga, Flávia Britto, uma blogueira que admiro muito e que é do Pará (amo açaí e cupuaçu) comecei a pensar sobre a facilidade em se relacionar com as pessoas via programas de mensagens instantâneas. É tão simples iniciar uma conversa e mais fácil ainda falar sobre você mesmo: suas músicas favoritas, seus relacionamentos passados, suas fantasias e sonhos. Tudo se torna mais fácil com a tela como proteção. Sua personalidade pode ser exposta sem medo. Os interlocutores se abrem com estranhos numa rapidez e fluidez que seriam mais difíceis em uma conversa face a face.

Mas isso é bom?

Para mim, há dois lados. Por esses programas, e o MSN é o que mais utilizo, pude conversar com pessoas da Turquia, Alemanha, Austrália e cidades do Brasil nas quais nunca pisei os pés, como Porto de Galinhas, em Recife. Com elas, troquei informações sobre os costumes locais, recebi músicas, fotos e indicação de lugares que deveria visitar. Esse é o lado bom e instigante, a meu ver.

O fato é que alguns meses depois das freqüentes conversas acabamos não nos falando mais. Esse é o lado ruim. A frieza desse tipo de contato acaba transformando a relação em algo mais distante do que já é. Como a pessoa não participa do seu cotidiano, acaba perdendo o interesse, seja porque já conheceu outras pessoas ou porque prefere dividir sua vida com seus amigos próximos e de “carne e osso”. Assim, penso que não devemos cobrar de nossos amigos feitos de bits o mesmo tipo de atenção dos amigos “reais” – chamemos assim.

Pode-se ganhar nessas relações à distância o conforto e a conveniência de só desfrutar o melhor do outro, deixando os problemas e suas chatices e falhas humanas para quando desligamos o computador. Mas até nisso não vejo tanta vantagem. Se é justamente conhecendo os defeitos e as idéias que escolhemos quem queremos preservar do nosso lado. Seria ótimo puxar para a nossa vida alguns desses seres que conhecemos pela web.

Por outro lado, sabemos que manter um relacionamento afetivo nunca é fácil: seja com amigos (as) ou namorados (as). Então, qual a vantagem dos relacionamentos táteis? Digo-lhes que são os abraços, a companhia em um filme ou em um barzinho. A visita em um fim de semana e ver de perto as suas reações humanas. O calor da sua existência.

Colocando na balança, acho que posso fazer uma comparação. Os relacionamentos via programas de mensagens instantâneas são bons e podem até ser proveitosos e prazerosos, como ficar uma noite ou uma semana com alguém, podendo ser essa experiência algo fantástico para quem a viveu. Mas os relacionamentos presenciais e mais extensos possuem o aprofundamento, a descoberta do outro, os seus detalhes, que nenhuma webcam pode prover.

Prefiro o livro ao e-livro.

Luz, câmera e muitos estilos


Pessoal, peço que me perdoem por achar solução tão fácil. Mas não tive nenhum tempo nesse fim de semana para escrever um texto mais acurado. Por isso, recorri à lista abaixo.

Listas sempre me dão prazer, pois faço sobre coisas que amo. Nesse caso, o cinema. Dessa forma, listei 100 filmes que eu simplesmente adoro e mexem muito comigo. Cada um na sua praia estética e conteudística.

Fiquem à vontade para criticar os filmes escolhidos e até mandar uma lista (não precisa ser de 100) para que eu possa conhecer a personalidade cinematográfica de vocês.

As obras abaixo não estão hierarquicamente relacionadas. O filme que foi chegando à mente foi sendo inserido.

Quantos filmes ficaram de fora!!!

1. Senhor dos Anéis (A Sociedade do Anel)
2. Senhor dos Anéis (A Duas Torres)
3. Senhor dos Anéis (O Retorno do Rei)
4. Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida
5. Indiana Jones e O Templo da Perdição
6. Indiana Jones e A Última Cruzada
7. Meninas Malvadas
8. 2001 – Uma Odisséia no Espaço
9. Matrix
10. E Deus Criou a Mulher
11. Guerra nas Estrelas (Uma Nova Esperança)
12. Guerra nas Estrelas (O Império Contra-Ataca)
13. Guerra nas Estrelas (O Retorno de Jedi)
14. Quase Famosos
15. A Máquina
16. Narradores da Javé
17. Cidadão Kane
18. A Felicidade Não se Compra
19. Susie e os Baker Boys
20. Calígula
21. Drácula – De Bram Stoker
22. O Exorcista
23. Mach Point
24. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
25. Réquiem Para Um Sonho
26. Trainspotting
27. Scarface
28. Blade Runner, o Caçador de Andróides
29. Laranja Mecânica
30. A Marca da Pantera
31. The Rocky Horror Picture Show
32. Platoon
33. Grease – Nos Tempos da Brilhantina
34. Cidade de Deus
35. Império dos Sentidos
36. Bob Esponja – O Filme
37. Antes do Amanhecer
38. Sin City
39. Edward Mãos de Tesoura
40. V de Vingança
41. Bonequinha de Luxo
42. Teenagers – As Apimentadas
43. Doze Homens e Uma Sentença
44. Rocky
45. Tudo Sobre Minha Mãe
46. Sexo, Mentiras e Videotapes
47. Kill Bill – Volume 1
48. Kill Bill – Volume 2
49. Pulp Fiction
50. Segundas Intenções
51. A Pantera Cor de Rosa (1963)
52. Ellie Parker
53. Barbarella
54. Juno
55. Os Goonies
56. Footloose
57. Homem-Aranha 1
58. Homem-Aranha 2
59. Tubarão
60. Janela da Alma
61. Edifício Master
62. Cazuza – O Tempo Não Pára
63. O Auto da Compadecida
64. Cidade Baixa
65. Digam o Que Quiserem
66. O Iluminado
67. Ligações Perigosas
68. Quero Ser John Malkovich
69. Um Lobisomem Americano em Londres
70. O Último dos Moicanos
71. A Hora do Espanto
72. Cabo do Medo
73. Psicopata Americano
74. Acusados
75. A Testemunha
76. Seven
77. O Show de Truman
78. Alta Fidelidade
79. Eleição
80. Tudo Por Uma Esmeralda
81. A Jóia do Nilo
82. Herói
83. Superman – O Filme
84. Admiradora Secreta
85. Alma Gêmeas
86. Amigas de Colégio
87. Aos Treze
88. As Bruxas de Salem
89. Amadeus
90. Magnólia
91. A Vida Em Preto e Branco
92. O Poderoso Chefão
93. Pânico
94. Muito Barulho Por Nada
95. Sideways – Entre Umas e Outras
96. Kinsey – Vamos Falar de Sexo
97. Cova Rasa
98. Um Sonho de Liberdade
99. Alien, o 8º Passageiro
100. Zoolander

Blogando a vida

Logo quando comecei a ter acesso ilimitado à internet, descobri um mundo de possibilidades: músicas, livros, cinema, artigos, possíveis namoradas, paqueras etc. Com o tempo e já com mais percepção do que é a web, meu encanto, embora não tivesse diminuído, ficou mais maduro. Sei que a internet é fabulosa em suas possibilidades, mas tem muita coisa ruim em termos de conteúdo – acho que a maioria, talvez. Por isso, o senso crítico na hora de absorver esse conteúdo em qualquer outro meio de informação, é fundamental.

Alguns anos depois da minha entrada na Matrix, resolvi escrever meu primeiro blog. Isso foi em 2004. O MuCiLi (Música Cinema e Literatura), com era chamado, tratava basicamente desses três assuntos, mas não deixava de meter o bedelho em temas como comportamento, política e amenidades mil.

De lá pra cá, conheci muitos outros. Fui fuçando, lendo as histórias, pegando dicas, entrando em contato com os blogueiros, trocando informações com outros países e cidades, daqui e do mundo. Posso dizer que, talvez, 30% do que vejo e leio é interessante. Um deles foi o Síndrome de Estocolmo, de Denise Arcoverde – blog que continuo lendo. Foi por meio dele que fiz meu primeiro amigo secreto pela web e ganhei o livro Cidade do Sol, de Kaled Hosseini. Tudo funcionou via sedex. Foi muito legal!

Querem outros blogs legais? Cliquem no “recomendados” desse blog.

Até durante a faculdade, o tema “blog” fez parte da minha vida acadêmica. Fiz um trabalho que tentava provar que os blogs são uma espécie de divã contemporâneo, nos quais as pessoas, revelando suas identidades ou criando pseudônimos, expressam seus desejos, seus problemas, suas queixas, suas fantasias, enfim, suas opiniões, sem cortes ou censuras, a não ser delas mesmas. E talvez seja isso mesmo que os blogs representem: a tara, o voyeurismo, o exibicionismo, a vontade do outro ser compreendido, ser lido, ser aceito pelas suas idéias, conhecer pessoas com personalidades parecidas.

Hoje tenho o Vinil Digital e a idéia é basicamente a mesma do antigo: falar de todos os assuntos, talvez com um enfoque mais musical. As diferenças ficam por conta dos poemas que coloco, dos textos que peço para que leitores mandem – blogueiros ou não. Minha visão sobre os blogs também vai além da mera questão psicológica. Os blogs servem para que qualquer um possa publicar seu livro, exibir sua música, postar seu curta metragem. Nesses casos, vocês também podem contar com a ajuda do My Space e do You Tube e de tantos outros sites de propostas similares.

PS: Nunca consegui uma namorada pela internet. O máximo foi um encontro que me deu de suvenir um moletom acinzentado. Isso foi em São Paulo.

PS2: A Revista Época dessa semana trouxe em sua matériade capa uma selação do que ela chama de “80 blogs que você não pode perder”. Quem tiver oportunidade de ler essa matéria, pode conhcer algo interessante. Eu ainda não li…Tempo Rei, ó Tempo Rei!

101 traços da personalidade

Resolvi responder esse meme de Sun. Achei interessante. Abaixo, um pouco do que sou ao som de Marcelo Camelo.

janta

  1. Nasci no 9º dia de dezembro, no Hospital Português, às 12h:35m.
  2. Vim ao mundo com mais de 3,9 Kg, em um corpo de 51 cm.
  3. Nasci com poucos fios na cabeça. Dizem que cantei ao invés de chorar. Quase isso.
  4. Cesariana, rápida e indolor, em poucos segundos.
  5. Família patriarcal, mas não ditatorial
  6. Bom, minha mãe ainda não tinha nenhum conceito sobre mim, apenas sentia amor.
  7. Minha mãe não fez ultra-sonografia morfológica (talvez não existisse há mais de 30 anos), algo que pode identificar algum defeito ou característica de alguma síndrome, como a de Dawn. Mas, tudo ok.
  8. Tenho um irmão mais novo que eu e uma irmã mais nova que meu irmão.
  9. Meus irmãos aceitam que eu seja homem. Ainda bem, já que não quero fazer cirurgia de mudança de sexo.
  10. Teve uma época, bem remota, que eu era muito brigão. Sabem, irmãos precisam brigar para crescer felizes.
  11. Nunca tive apelido, sempre inventei para todo mundo e o pior é que quase sempre caía no gosto popular.
  12. Nunca fui doce, mas sempre distribuí doces. Também não sou amargo, mas não ultrapasse o limite.
  13. Tenho alguns amigos imaginários até hoje.
  14. A minha inspiração vem desses seres que consulto.
  15. Tenho algumas pessoas que considero como irmãos e irmãs, mesmo longe.
  16. Impossível perguntarem se sou filho único, já que todo mundo conhece alguém que se parece comigo: “Você é irmão de…?”
  17. Não tenho culpa pelo que vou relatar agora, mas já me acharam parecido com Ângelo Antônio (ex-marido de Letícia Sabatella), Vitor Fasano, Harrison Ford (porra, essa foi demais!!!), Daniel San (Karatê Kid) e com algum primo seu.
  18. Preciso dizer que é maluco quem me achou parecido com Indiana Jones, mas que adorei, isso eu adorei. (Harrison é um dos meus atores prediletos)
  19. Um dia eu quis arqueólogo. Hoje em dia estaria rico (rs)
  20. Meu senso de humor é geralmente irônico, mas não faço dele uma arma para machucar ninguém. Talvez seja mais defesa, na maioria das vezes.
  21. Estudei no extinto Tereza de Lisieux (fabuloso)
  22. A puberdade para mim foi a certeza de que o caos existe.
  23. Com 14 anos eu já tinha crescido tudo que tinha para crescer.
  24. Meu primeiro símbolo sexual foi Madonna, que eu me lembre.
  25. Hoje, a diva pop não estaria na minha lista das 1000 mulheres mais atraentes.
  26. A minha melhor amiga mora na Inglaterra.
  27. O nome dessa amiga é Ana Taylor e eu a conheci em um curso de informática que fiz em 1997.
  28. Ana estuda enfermagem e ama R.E.M., como eu.
  29. A amizade de Ana revelou para mim que o espaço geográfico não define nada.
  30. Eu “viajo” 97,3% do meu dia.
  31. Eu uso uma única droga: vinho. Às vezes uísque e cerveja. Mas sou moderado em todas.
  32. Já experimentei cigarro aos 9 anos, mas vi que não era a minha praia. Gosto de um charuto, mas é mais fácil ver uma estrela cadente do que fumar um.
  33. Sempre tive amigos que fumavam maconha, mas nunca me interessei pela canabis.
  34. Bem lembrado, café é um droga que tomo, talvez, duas vezes por dia.
  35. Adoro chocolate com amendoim ou castanha.
  36. Amo entrar em lojas de material de construção.
  37. Amo contar segredos para mim mesmo. Depois me testo, para saber se sei guardá-los. Geralmente conto tudo para mim.
  38. Meus pais são casados, muito bem casados.
  39. Sempre morei em um único bairro, o Costa Azul, mas casei e me mudei para bem perto do Costa Azul. Agora, pretendo voltar para…o Costa Azul.
  40. Amo toda a minha família, não falo da família núcleo somente.
  41. Se eu não fosse jornalista, seria jornaleiro. Adoro bancas de revistas.
  42. Adoro mulher com cabelos longos, claros, não necessariamente loiro. Gosto também da cor acaju- muito sensual.
  43. Se eu fosse um super-herói, seria o Homem-aranha. Se fosse um herói, seria o Indiana Jones e se fosse uma super-heroína, seria Buffy. Agora, se eu fosse um vilão, seria o Cérebro (aquele do Pink)
  44. Tenho a mania de arrancar os fios de meus cabelos. Preciso de ajuda psiquiátrica.
  45. É preciso ter coragem para gostar daquilo do que não se gosta. Pensei nessa frase agora. Gosto da Sandy.
  46. Nunca fui ao circo. É verdade.
  47. Gosto muito de Economia e Física, mas sei muito pouco dos dois.
  48. Acho a astrologia uma bobagem sem tamanho. Sua simbologia é bonita, mas não há nada comprovado sobre sua interferência nos humanos da Terra.
  49. Considero a amizade fundamental para a saúde mental.
  50. Depois de Daiane, existem seis mulheres que considero lindas: Brigitte Bardot, Michelle Pheipher e Sarah Michelle Gellar. Em nossas pátria, Grazi Massafera, Ana Beatriz Barros e Adriana Lima. Só mais três: Kristin Kreuk, Kate Moss e Jéssica Alba. Chega!
  51. Reflito muito antes de tomar uma decisão.
  52. Deposito uma esperança quase idiota em Barack Obama. Tomara que ele consiga mudar alguma coisa.
  53. Já tive banda de rock.
  54. Respiro notas musicais.
  55. Adoro rotinas quando elas mudam o tempo todo.
  56. Detesto usar relógio, embora a profissão de jornalista seja regida pelo tempo. Alguém ouviu falar do dead line?
  57. Amo viajar de ônibus. Amo viajar. Amo conhecer novas culturas.
  58. Morei no Rio de Janeiro por 4 meses e meio. Morei em São Paulo por dois anos.
  59. Sou fã das idéias de Noam Chomsky, Camille Paglia e Fernando Gabeira.
  60. Gostaria de morar um tempo no Canadá.
  61. Não vivo sem limão e azeite oliva.
  62. Sou fã de três atrizes pornô: Silvia Saint, Mônica Mattos e Chloe Nicole.
  63. Sou fã de duas atrizes brasileiras: Cláudia Abreu e Dira Paes.
  64. Sou fã de dois atores brasileiros: Matheus Nachtergaele e Wagner Moura.
  65. Sou fã de três cineastas brasileiros: José Padilha, Henrique Meirelles e João Falcão.
  66. Sou fã de dois cineastas estrangeiros: Cameron Crowe e Pedro Almodóvar.
  67. Sou fã do artista plástico pernambucano Romero Brito.
  68. Gosto de ouvir música pela rua e olhar as pessoas.
  69. Sou apaixonado pela Wicca.
  70. Em qualquer festa que eu vá, preciso encontrar camarões.
  71. Toco violão mal, mas acho que consigo fazer algumas músicas boazinhas.
  72. Gosto de cozinhar. Adoro aprender receitas novas.
  73. Adoro ver programas sobre gastronomia, nos quais chefs como Jamie Oliver nos ensinam sua arte.
  74. Gostaria muito de escrever um seriado. Sempre fui apaixonado por séries. De Hulk a Smallville. De Crossing Jordan a 24 Horas. Todos os estilos me agradam.
  75. Meu principal defeito é: ser calmamente explosivo.
  76. Minha principal qualidade é: conseguir ser amigo tanto de punks quanto de emos. Tanto de leões quanto de hienas.
  77. Gosto das cores quentes.
  78. Não acredito no amor romântico, mas creio no romantismo que o amor pode ter.
  79. Tenho um violão tatuado no braço esquerdo.
  80. Prefiro a companhia feminina.
  81. Prefiro ler um livro a ir à praia.
  82. Gosto muito de ir ao cinema sozinho.
  83. Posso passar horas dentro de uma livraria, mesmo que não vá comprar nada.
  84. Quero muito ler as obras completas de Freud e de Machado de Assis.
  85. Sou apaixonado pela mitologia dos vampiros.
  86. Nunca me ofereça paçoca. Eu sempre vou aceitar.
  87. Ganhei um concurso de leitura na 4ª série.
  88. Ganhei um chokito por ter sido o primeiro a armar um quebra-cabeça de girafa. Isso deve ter sido na 6ª série.
  89. A humanidade precisa de: EMPATIA
  90. Não acho o orgasmo a melhor coisa do mundo. Muito melhor é o durante.
  91. Gostaria de ser amigo de Chico Buarque e Caetano Veloso.
  92. Sou fascinado pela internet e suas possibilidades.
  93. Admiro e respeito profundamente a cultura do candomblé.
  94. Adoro cupuaçu, mangaba e caju.
  95. Adoro a comida da minha terra: caruru, vatapá, acarajé. Obrigado África!
  96. Sou apaixonado por Blues.
  97. Quero viver, de alguma forma, de música, cinema e literatura, sendo dono do meu próprio nariz. Não agüento mais chefes e chefas débeis.
  98. Adoro fazenda.
  99. Sou canhoto para escrever. Abro lata, jogo futebol, vôlei e abro porta com a direita.
  100. Minha primeira namorada foi aos nove anos. O nome dela é Lívia Odete Serafim Kruschewsky.
  101. Para terminar, acho que isso revela um pouco da minha personalidade. Um dia, quando tinha uns nove anos, subi em uma grade e me joguei dentro de uma piscina vazia. Ia ganhar algo em troca, de um amigo, caso tivesse coragem de pular. Torci o pé, mas para mim isso mostrou, algum tempo depois, que não tenho medo de enfrentar as adversidades para conseguir meu objetivo. Claro, o risco era calculado. Não me joguei de cabeça. Seria burrice, óbvio.

Iansã ou Santa Bárbara?


Será que alguma religião ou sentimento religioso responde às perguntas que tanto nos afligem? Ou é a salvação para algum coração perturbado? Provavelmente não, mas penso que qualquer religião é uma cultural que tenta nos mostrar um pedaço da existência, nos fazer ter certeza de coisas que certamente não conseguimos provar, e nos conforta. E isso eu acho que se chama fé. O lado ruim disso é quando uma cultura religiosa tenta, por meio do proselitismo ou da força, impor a sua verdade como a única.

Dito isto, vim falar de um culto afro-brasileiro que até os próprios baianos têm preconceito: o candomblé. Culto que passou a ser professado no país em meados do século XIX (1850), de acordo com Mãe Márcia D’Oxum. E que teve e tem forte influência entre os nossos artistas: Jorge Amado, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa etc. Outro grande nome ligado ao candomblé, é o do fotógrafo francês Pierre Verger Fatumbi, que veio para a Bahia em 1946 e nunca mais saiu. Verger foi um profundo estudioso da cultura africana.

Pierre Verger

Pierre Verger

Quem teve a oportunidade de entrar em contato com um pouco da história, sabe que essa religião sofreu muito com a dominação do catolicismo. É mais do que conhecido que suas divindades (Orixás) tiveram que trocar de nome para que seus praticantes tivessem um mínimo de liberdade. E assim, por exemplo, Iansã virou Santa Bárbara.

Muniz Sodré, jornalista e teórico da comunicação, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, afirmou em uma entrevista para a revista Muito e eu concordo com força extremada:

O candomblé não responde ao global da situação (falando sobre problemas como a violência). E qualquer religião que disser que responde está mentindo. O candomblé não é culto universal, é uma religiosidade forte, um sentimento, mas tem elementos de pensamento. Quando Roger Bastide disse que havia um pensamento sutil nos culto afro-brasileiros que ainda não tinham sido decifrados, eu acho que, efetivamente, uma das melhores frases que eu já ouvi sobre o candomblé foi essa. Há coisas ali sutis, que deviam ser pensadas à luz da pós-modernidade. Eu acho que é um culto pós-moderno. Eu acho que é um culto pós-moderno; não é moderno, nem tradicional. O candomblé é o mais moderno dos cultos porque é um culto não-violento. Uma das características da pós-modernidade é a não-violência, a verdade absoluta é violenta. Toda violência vem da pretensão. A modernidade tinha pretensão de impor a verdade pela ciência, pelo consenso. Eu acho que nós devemos recusar a pretensão da verdade ser absoluta. Candomblé não tem verdades sobre o cosmo, nem sobre Deus, tanto que são vários os deuses, para evitar a tentação do um. Ele pressupõe a localidade, a diversidade, pressupõe apropriações diversas dos seus próprios símbolos. O candomblé não tem televisão, não tem império de rádios, não tem jornal, por que continua de pé? É a força da crença, dos orixás, e não tem nenhuma superstição de ter orixá não, porque o próprio candomblé pensa sobre isso e diz: sem homem não tem Deus, e sem Deus não tem homem. Porque o homem precisa de transcendência, é interdependência entre homens e Deus. Não conheço nada mais pós-moderno que isso.

A base do preconceito é a ignorância e a preguiça em tentar compreender uma outra cultura, um outro povo. Foi assim que mataram milhões de judeus. É assim que continuam todas as guerras étnicas e é por isso que os pensamento e ideais de extrema-direita, como o nazi-fascismo, ainda respiram.

Imagem de Iansã: Vagner Vargas

Nem Tudo Depende do Céu

Costumava olhar o céu

Pedir amor lapidado

Matéria estelar

De vida perfeita, incansável

 

Chorou chuva na rua

Fiz-me de inconsolável, prostrado

A cama, o sofá, pensamentos

De um fraco, tolo, derrotado

 

Olhar você é ter força

Ver-me mais homem, quase sábio

Vou dizer as palavras, quem sabe

Terei mais de ti ao meu lado

 

Nem tudo depende do céu

Impulso de abraço, afago

Beijo há muito sonhado

Sonho há muito beijado

Antipoesia Poética

O nome é esquisito mesmo. Mas nem tanto.

Admito que sou um músico frustrado. Mas talvez essa vida de idas e voltas e estradas intermináveis não caiba muito para mim, mesmo que eu tenha um fascínio muito grande por esse tipo de existência. Enfim, um dia eu quis ter uma banda e sair pelo mundo. Tive a banda e fui até São Paulo, no máximo.

Se pudesse escolher, faria música, gravaria discos e não sairia de casa. No máximo um show aqui e acolá. Acho que isso não é possível.

Ao longo desses anos e depois de inúmeras tentativas de chamar a atenção de alguém que disesse “Esse cara tem algum talento”, resolvi não apostar mais nessa carreira. Mas continuo fazendo canções, só que muito menos que antes.

As letras que publico a partir de amanhã para vocês são fruto de um punhado de anos, talvez oito. Elas têm linguagem poética, claro, mas não são poesia, porque não as fiz com tal pretensão ou intensão. E também não me interessa a discussão se letra de música é poesia, embora considere que autores como Chico Buarque e Caetano Veloso despejem poesia em suas letras de canções. “Construção”, de Chico e “O Quereres”, de Caetano, são dois exemplos de letra/poesia.

Como não sou nenhum dos dois e nunca terei seus talentos, prefiro chamar minhas letras de Antipoesia Poética.

Quando visitarem este blog e quiserem ler esses textos, vão até o link ao lado, pois elas não vão aparecer na tela principal. Somente serão vistas clicando em Antipoesia Poética.

E-book poético

Pretendo oferecer a vocês um pouco da linguagem poética que fui escrevendo por esses anos.
Porque Antipoesia Poética? Por que não me considero poeta, mas alguém que escreve letras para melodias que nem sempre ficam prontas.
Até o final dessa semana vocês poderão ler a primeira de muitas que plubicarei.
Até lá.