1000 emoções – 601 a 700

Acho que minha mãe fez comigo o que essa linda grávida esta fazendo. Parece que nasci com notas musicais no cérebro. Divagações…
Bem, chegamos a mais 100 canções das 1000 que fizeram parte de minha vida emocional. Só para lembrar, elas não são as músicas que mais amo no mundo (mesmo que a maioria seja), mas aquelas que tiveram importância para mim: lembrarm uma namorada, uma viajem, um fora, uma dor de cotovelo, um local agradável, um local desagradável e por aí vai.
Os discos que vêm entre parenteses foram integralmente importantes para mim.
Vamos a mais 100 emoções.

601. Love’s a Game (The Magic Numbers)
602. Redemption Song (Bob Marley) (disco Legend: The Best Of)
603. Camila (Nenhum de Nós)
604. Complicated (Avril Lavigne)
605. The Unforgiven (Metallica)
606. Nothing Else Matters (Metallica)
607. One (Metallica)
608. One (U2)
609. With Or Without You (U2)
610. Staring At The Sun (U2)
611. Atoladinha (Mc Sandrinho)
612. Para Tu Amor (Juanes)
613. You’re Beautiful (James Blunt)
614. Going Under (Evanescence)
615. Corazón Partío (Alejandro Sanz)
616. More Than Words (Extreme)
617. Ligh My Fire (The Doors)
618. Break on Through – To the Other Side (The Doors)
619. Não Resisto A Nós Dois (Vanessa Camargo)
620. Congênito (Luis Melodia)
621. Pérola Negra (Luis Melodia)
622. Codinome Beija-Flor (Luis Melodia)
623. Magrelinha (Luis Melodia)
624. O Anjo Mais Velho (Teatro Mágico)
625. Alright (Supergrass)
626. Senorita (Justin Timberlake)
627. Diário de Um Detento (Racionais MCs)
628. A Palo Seco (Belchior)
629. Alucinação (Belchior)
630. Apenas Um Rapaz Latino-Americano (Belchior)
631. Divina Comédia Humana (Belchior)
632. Medo de Avião (Belchior)
633. Paralelas (Belchior)
634. Tiro Ao Álvaro (Adoniran Barbosa)
635. Carta Branca (Magníficos)
636. Auê (Cheiro de Amor)
637. Adrenalina (Cheiro de Amor)
638. Melissa (Bidê ou Balde)
639. Charlie Brown (Benito di Paula)
640. Iron Man (Black Sabbath)
641. Sonho de Ícaro (Biafra)
642. Beetlebum (Blur)
643. Charmless Man (Blur)
644. Song #2 (Blur)
645. Cofee and TV (Blur)
646. End Of A Century (Blur)
647. Parklife (Blur)
648. Tender (Blur)
649. The Universal (Blur)
650. Tender (Blur)
651. Dormi na Praça (Bruno e Marrone)
652. Cleptomaníaca de Corações (Cachorro Grande)
653. Cobertor (Calcinha Preta)
654. Sílvia (Camisa de Vênus)
655. Prenda o Tadeu (Clemilda)
656. Tico Mia (Sandro Becker)
657. One More Time (Daft Punk)
658. Café Com Pão (David Moraes)
659. Como Nossos Pais (Elis Regina)
660. Daqui Pro Méier (Ed Motta) (disco Manual Prático Para Festas, Bailes e Afins Vol.1)
661. Manuel (Conexão Japeri)
662. A Promessa (Engenheiros do Hawaii)
663. Alívio Imediato (Engenheiros do Hawaii)
664. Infinita Highway (Engenheiros do Hawaii)
665. Números (Engenheiros do Hawaii)
666. Parabólica (Engenheiros do Hawaii)
667. Pose (Engenheiros do Hawaii)
668. Para Ser Sincero (Engenheiros do Hawaii)
669. Somos Quem Podemos Ser (Engenheiros do Hawaii)
670. Terra de Gigantes (Engenheiros do Hawaii)
671. Toda Forma de Poder (Engenheiros do Hawaii)
672. Refrão de Bolero (Engenheiros do Hawaii)
673. Piano Bar (Engenheiros do Hawaii)
674. Gamei (Exaltasamba)
675. Incondicionalmente (Banda Vega)
676. Eu Não Sei Dizer Te Amo (Frejat)
677. Segredos (Frejat)
678. O Poeta Está Vivo (Frejat)
679. Bamboleio (Gipsy King)
680. Volare (Gipsy King)
681. Mmmm Bop (Hanson)
682. Envelheço Na Cidade (Ira)
683. Pobre Paulista (Ira)
684. Tolices (Ira)
685. Vida Passageira (Ira)
686. Ê Saudade (Jammil e Uma Noites)
687. Jheremias Não Bate Córner (Jammil e Uma Noites)
688. Milla (Jammil e Uma Noites)
689. Reggae Night (Jimmy Cliff)
690. Peace (Jimmy Cliff)
691. La Barca (Luis Miguel)
692. Meu Vaqueira, Meu Peão (Mastruz Com Leite)
693. Liberdade Pra Dentro Da Cabeça (Natiruts)
694. Presente De Um Beija-Flor (Natiruts)
695. Menina (Netinho)
696. Sandra (Netinho)
697. Barracos (Netinho)
698. Rodo Cotidiano (O Rappa)
699. Minha Alma (O Rappa)
700. Pescador de Ilusões (O Rappa)

Ao mesmo tempo Deusa e milagre


Resolvi escrever sobre esse tema, porque ele me causa muito medo.

Sempre quis ter uma filha chamada Sarah e tive. Há cinco meses sou pai. Meu Deus, quanta responsabilidade, quantas preocupações. Penso no presente, no futuro, em tudo: segurança, alimentação, educação, saúde. Se ela espirra, já olho preocupado. Se tosse, arregalo os olhos. E quando engasga? Chamem os bombeiros!!!

Como disse, sempre quis ter uma filhinha, mas, também, sempre relutei em colocar um ser em um mundo como esse. Eu era muito pessimista em relação à humanidade. Com o passar do tempo, fui percebendo que estamos muito impregnados por medos disseminados, como assaltos, seqüestros etc. Mas creio que vivemos até em uma relativa paz. Claro, não estou de olhos fechados para os problemas sociais, como as guerras pelo mundo, mas penso que a *cultura do medo faz com que adquiramos muitas paranóias infundadas. Paranóias que ajudam a vender blindagens de carro e condomínios fechados.

Apesar de me sentir mais tranqüilo em relação às atitudes humanas, nunca vou deixar de ser superprotetor (meu próprio nome me define: Alessandro). A minoria dos irresponsáveis do mundo ainda me preocupa. Vejo a canalhice e o desrespeito diariamente (no trânsito, nas filas, nos ônibus) e isso me dá nos nervos. E conseguirei afastar minha filha disso? Não de tudo, simplesmente porque ela vai se tornar uma pessoa capaz de viver por conta própria, gerindo suas escolhas e convivendo com pessoas de variadas personalidades.

Ela vai querer viajar, vai querer ir a festas, vai (valha-me Deus) namorar, vai trabalhar, cursar uma faculdade e por aí vai. Ou seja, vai viver e se desenvolver. Como pai, espero poder prover tudo que ela precisa, criando um ambiente no qual ela possa confiar e sempre ter como referência afetiva, cultural etc.

Um sentimento que me invade é o de “anulação”. Explico. Hoje em dia, sou menos importante do que minha filha. Embora pense em mim, claro, ela sempre está em primeiro lugar. Pergunto-me: como pude fazer parte da criação de um ser tão perfeito, terno, doce, que é a materialização do amor? Acho que nada se compara a sentir isso. É como se ela fosse uma Deusa e o próprio milagre.

Minha princesa sorri tão lindo, balbucia sons incompreensíveis e mexe as perninhas fortes como se fossem um motorzinho em alta velocidade. Confesso a vocês que é fácil ficar emocionado quando olho para ela.

Sabe aquela frase que diz que ser mãe é padecer no paraíso? Acho que serve para os pais também, não é? E digo mais. Você nunca pode ser o mesmo depois de ter um filho. Aí, aqueles velhos e eternos valores dos seus pais entram em ação. No fundo todos querem o bem máximo para os seus filhos (e não precisa ser repressor ou trancafiar em casa, pelo contrário). O “não” é tão importante quanto o “sim”. E por ser mais difícil de dizê-lo, acho que tem um caráter mais educativo. Nada pior do que dizer “sim” para tudo o que seu filho pede e faz.

Será que um dia vou acabar dizendo aquilo que ouvi muito? “Quando você tiver um filho, vai entender”. Acho que sim.

Sarinha, fique tranqüila! Papai vai estudar e fazer a lição de casa.

*Se tiverem oportunidade leiam o livro “Cultura do Medo”, de Barry Glassner

Pela moral e os bons costumes (uma parte deles)


Li na revista Época de 20 de outubro uma matéria que falava sobre as qualidades morais dos novos produtos infanto-juvenis surgidos nos últimos anos. O texto exaltava, particularmente, o megasucesso da Disney “High School Musical”, que estréia mundialmente hoje. Diz o texto: A série High School Musical, cujo terceiro episódio estréia nesta semana, quer mais que recordes de bilheteria, audiência de TV e venda de CDs. Ela oferece um pacote de valores morais para as novíssimas gerações. Mas, que valores são esses? Eles realmente são o reflexo da boa conduta e da felicidade eterna?

Vamos refletir.

Eu vi o primeiro “High School Musical” na TV a cabo. Achei um filme divertido, com jovens corretos, enfrentando seus problemas de forma saudável, sem recorrer às drogas (álcool, por exemplo) ou tendo acessos de rebeldia – o que é normal nessa fase. De qualquer forma, esse tipo de produto pretende ser um modelo a ser seguido, não o reflexo do que talvez fosse a realidade.

Quando li que crianças estavam se comunicando melhor com seus pais por causa da boa relação de Troy (Zac Efron) com seu pai, achei isso legal. Zac é protagonista do filme e par romântico de Gabriella (Vanessa Hudgens). Filmes também servem para passar bons ensinamentos e nos fazer pensar. Valores como amizade, respeito aos pais e professores, além de uma vida saudável com esportes e boa alimentação, também fazem parte do pacote. Gosto disso, mas é apenas uma parte da história.

Um historiador dos Estados Unidos, Neil Howe, chamou as pessoas que nasceram de 1981 para cá, de “milênicos”. Para ele, essa palavra se aplica às pessoas que entraram em contato com uma realidade que as transformaram em seres mais críticos, com uma noção de tecnologia maior, com uma quantidade maior de informação disponível ao seu alcance. Outra ponto citado por Howe são, especificamente, as pessoas que nasceram de 1990 até os dias atuais. De acordo com o estudioso, são jovens que são mais convencionais nas escolhas, estilos de vida e valores do qualquer outra geração na mesma idade. Dessa forma, “High School Musical” “reflete o conservadorismo cultural e os valores dessa turma, que é menos provocativa culturalmente, justamente porque não precisa romper barreiras”, diz Howe.

Eu me pergunto se isso é tão bom assim. Talvez não seja, mas é melhor do que vermos crianças e adolescentes destruídos (mas romper barreiras e experimentar é fundamental). Creio que esses valores invadam esses produtos por serem uma espécie de “retrocesso” ao que era considerado o padrão máximo da moral e dos bons costumes: o velho amor romântico, por exemplo. Assim, seria um ataque consciente ou inconsciente à problemas como a AIDS. Valorizando o amor romântico, valoriza-se a monogamia, mesmo que essa idéia já esteja sendo fortemente contestada. Afinal, a liberdade sexual fez surgir o ser instintivo e pornográfico que a maioria de nós é.

Outra virtude valorizada é a virgindade. Os integrantes da banda Jonas Brothers (lançada em mais um filme da Disney) usam até um anel para selar o compromisso de não se entregar aos prazeres antes do casamento. O que dizer de “Harry Potter”, que no último livro passa meses em um acampamento cheio de jovens e não acontece uma paquera sequer? No final, todos casam e são felizes para sempre. Hum, não acho isso muito real.

Outro lado

Ao mesmo tempo que vemos os filmes e programas de TV passarem valores morais, notamos que seus atores, adolescentes que são (humanos, também), cometerem seus atos de natural transgressão e ebulição hormonal. Vamos aos exemplos. A bela Miley Cirus, 15 anos, que faz o papel da cantora “Hanna Montana” (outro produto Disney), pousou para a revista Vanity Fair usando apenas um lenço cobrindo os seios. Outro exemplo, mais picante, foi o de Vanessa Hudgens, que mandou fotos como veio ao mundo para um namorado. Fotos que foram colocadas pelo ex-namorado no mundo sem fronteiras da web.

Apesar de sabermos que esses programas passam idéias legais de convivência entre amigos, pais e professores, além de darem dicas sobre saúde e comportamento em relação ao sexo, não devemos tapar o sol com a mão. Acho importante termos uma sólida formação, que envolva o respeito ao ser humano e à sua diversidade cultural e que contemple nossa formação intelectual aliada ao prazer de viver. Mas com o passar do tempo, a vivência desses futuros adultos os mostrará que o mundo é mais do que eles viram nos filmes e programas. A vida emocional do ser humano é complexa, não há como negar.

Os modelos de família mudaram. A relação dos seres humanos com o sexo, também mudou. A mulher já pode expressar sua sexualidade de forma mais ampla. Um dia, essas crianças e adolescentes vão se deparar com essa realidade diversificada e não menos colorida.

1000 emoções – 501 a 600

Bem, pessoal, chegamos à sexta parte da lista que pretende revelar para vocês as 1000 canções que tiveram importância para mim. Boas ou ruins (na opinião de cada um), elas são parte da minha vida emocional.
Quando o nome do disco vier ao lado, significa que ele todo foi importante.
Quais músicas fizeram as cabeças de vocês?

501. Lambada da Delícia (Gerônimo)
502. Like Star (Corinne Bayle Rae) (disco Corinne Bayle Rae)
503. The Paris Match (The Style Council)
504. Everything (Michael Bublé) (disco Call Me Irresponsible)
505. Sentimental (Adilson Ramos)
506. Rolam As Pedras (Kiko Zambianchi)
507. Alguém (Kiko Zambianchi)
508. Nem Pensar (Kleiton e Kledir)
509. Paixão (Kleiton e Kledir)
510. Suddenly I See (KT Tunstall)
511. All My Love (Led Zeppelin)
512. Stairway To Heaven (Led Zeppelin)
513. No Quarter (Led Zeppelin)
514. Kashmir (Led Zeppelin)
515. What A Wonderfull World (Louis Armstrong)
516. Hoje Eu Quero Sair Só (Lenine)
517. Jack Sou Brasileiro (Lenine)
518. Again (Lenny Kravitz)
519. American Woman (Lenny Kravitz)
520. Ain’t over ‘til it’s over (Lenny Kravitz)
521. A Fórmula do Amor (Léo Jaime)
522. Gatinha Manhosa (Léo Jaime)
523. Garotos II – O Outro Lado (Leoni)
524. Temporada das Flores (Leoni)
525. É Assim Que Se Faz (Luciana Mello)
526. Kriptonita (Ludov)
527. Asa Branca (Luiz Gonzaga)
528. Noites Brasileiras (Luiz Gonzaga)
529. Nem Se Despediu de Mim (Luiz Gonzaga)
530. Pagode Russo (Luiz Gonzaga)
531. Súplica Cearense (Luiz Gonzaga)
532. Riacho do Navio (Luiz Gonzaga)
533. Qui Nem Jiló (Luiz Gonzaga)
534. Pau de Arara (Luiz Gonzaga)
535. Say You Say Me (Lionel Richie)
536. Hello (Lionel Richie)
537. If You’re Not Here (Menudo)
538. Não Se Reprima (Menudo)
539. I Try (Macy Gray)
540. Beat Acelerado (Metrô)
541. Tudo Pode Mudar (Metrô)
542. Manequim (Dominó)
543. P Da Vida (Dominó)
544. Companheiro (Dominó)
545. Ela Não Gosta de Mim (Dominó)
546. Pra Ver Se Cola (Trem da Alegria)
547. Ela Não Liga Pra Mim (Polegar)
548. Clandestino (Mano Chao)
549. Loadeando (Marcelo D2)
550. Gueto (Marcelo D2)
551. Legalize Já (Planet Hemp)
552. Canções de Reis (Max Viana)
553. Monkey Gone To Heaven (Pixies)
554. Where Is My Mind (Pixies)
555. Pinga (Pato Fu)
556. Qualquer Bobagem (Pato Fu)
557. Sobre o Tempo (Patu Fu)
558. Espelho D’água (Dalto)
559. Muito Estranho – Cuida Bem de Mim (Dalto)
560. À Noite Sonhei Contigo (Paula Toller) (Disco Nós)
561. Holiday (Penélope)
562. Namorinho de Portão (Penélope)
563. Baila Comigo (Rita Lee)
564. Ando Meio Desligado (Rita Lee)
565. Bwana (Rita Lee)
566. Caso Sério (Rita Lee)
567. Chega Mais (Rita Lee)
568. Cor de Rosa Choque (Rita Lee)
569. Desculpe o Auê (Rita Lee)
570. Flagra (Rita Lee)
571. Lança Perfume (Rita Lee)
572. Mania de Você (Rita Lee)
573. Mutante (Rita Lee)
574. Nem Luxo, Nem Lixo (Rita Lee)
575. Ovelha Negra (Rita Lee)
576. Pagu (Rita Lee)
577. Perto do Fogo (Rita Lee)
578. Menina Veneno (Ritchie)
579. Transas (Ritchie)
580. Sexed Up (Robbie Williams)
581. Angels (Robbie Williams)
582. Georgia (Ray Charles)
583. A raposa e As Uvas (Reginaldo Rossi)
584. Garçom (Reginaldo Rossi)
585. Nem Um Toque (Rosana)
586. O Amor e o Poder (Rosana)
587. Um Anjo Veio Me Falar (Rouge)
588. No Ordinary Love (Sade)
589. Smooth Operator (Sade)
590. 1979 (Smashing Pumpkins)
591. Bullet With Butterfly Wings (Smashing Pumpkins)
592. My Girl (The Tamptations)
593. Love Shack (The B-52’s)
594. A Hard Day’s Night (The Beatles)
595. Something (The Beatles)
596. Come Together (The Beatles)
597. Help! (The Beatles)
598. Lucy In The Sky With Diamonds (The Beatles)
599. Penny Lane (The Beatles)
600. Agt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band (The Beatles)

A MPB reflete a vida

Este texto pretende fazer uma ligação entre o livro “História Sexual da MPB”, de Rodrigo Faour (livro que já citei em outro post) e o trágico episódio de uma garota seqüestrada por “amor”. Todos sabem que Eloá, de 15 anos, foi vítima da posse e da não-aceitação de um homem que só pretendia controlá-la.

 

***

A música feita no Brasil sempre foi a crônica perfeita dos costumes da sociedade. E a sociedade nos idos do século XVIII era de um machismo cruel. O primeiro compositor de que se tem registro é Domingos Caldas Barbosa (1740-1800). Em sua música pode se ler o perigo que a mulher representava para o homem: “Fuja do bicho mulher/ Rói por dentro/ Bem como a traça/ É quem motiva nossa desgraça”. Forte, não é?

 

O tempo foi passando e nada de aliviarem para o lado do então sexo frágil. O pensamento patriarcal reinante produzia pérolas machistas como “Cabocla Tereza”, de Raul Torres e Serrinha. Não satisfeito com a decisão da mulher em trocá-lo por outro, os autores revelam: “Senti meu sangue fervê/ Jurei a Tereza matá/ O meu alazão arriei/ E ela fui procurá/ Essa cabocla matei/ É minha história doutô”.

 

A cabocla da atual história não o trocou por outro. Apenas não queria voltar a um relacionamento inseguro, cercado pelo ciúme. E por conta disso, foi morta com um tiro na cabeça. O que faz um jovem tido como equilibrado perder as estribeiras desse jeito é o sentimento de posse que inunda a maioria dos relacionamentos amorosos e que ainda não deixou de fazer parte da cartilha machista e patriarcal. Raul Seixas criou alguns versos para a letra de “A Maçã”, que são a síntese do que acredito como sendo amar alguém: “Amor só dura em liberdade/ O ciúme é só vaidade/ Sofro, mas eu vou te libertar/ O que é que eu quero/ Se eu te privo/ Do que mais venero/ Que é a beleza de deitar”. Para mim é isso aí!

 

Ao contrário do que disse alguns psicólogos nos jornais que li e vi, aquilo não era amor, era uma outra definição que continha obsessão, posse, controle etc. Não sei se estou sendo superficial demais, já que não tenho formação em psicologia. Mas acredito fortemente que amar alguém é deixá-lo inteiramente livre para ser o SER que ele deseja e tem vontade. Teorias psicológicas que ainda ligam o amor a algum tentáculo que contenha possessão, não me servem mais. É preciso aceitar a liberdade sexual e intelectual de cada um. Se não está preparado para isso, melhor não se relacionar amorosamente. Ou seja, um dia alguém pode “traí-lo”, deixá-lo ou “traí-lo” e não querer deixá-lo, porque ama você.

 

Como disse lá em cima, nossa música sempre foi e sempre será a arte que mais consegue traduzir nossas relações cotidianas, nossa maneira de pensar. Embora consigamos aceitar e viver novas formas de amar, nossa sociedade pode ser considerada muito machista. Esse rapaz tirou a vida de Eloá, porque não aceitava que ela vivesse sob suas correntes emocionais. A queria exclusivamente para ele. “Acho que isso não é amor”, disse Renato Russo.

A turma cresceu

Como amante do cinema sempre gostei de histórias em quadrinhos, mas nunca fui de comprar e colecionar, conhecer autores e desenhistas. “Sin City” e “V de Vingança” vi nos filmes. Uma coisa posso dizer: sempre li as revistinhas da Turma das Mônica, mesmo que nunca tenha comprado uma.

Sou fã de Maurício de Sousa. Por isso, quando li em um jornal que seriam lançadas as aventuras da Turma da Mônica Jovem, fiquei curioso. Como Maurício e sua equipe vão abordar os temas referentes à adolescência? São temas delicados e que precisam ser tocados com talento, com um roteiro de qualidade (como qualquer assunto, diga-se de passagem). Acho que vão conseguir.

Li essas duas primeiras edições e posso dizer que gostei. Estão todos muito bonitos, atraentes, adolescentes prontos para viverem a ebulição dos hormônios (clichê inevitável). Cascão toma banho (muito mais para impressionar as garotas – sempre elas!). Cebolinha ou simplesmente Cebola, como gosta de ser chamado, só troca o “r” pelo “l” quando fica nervoso – mais uma vez, muito por conta das meninas. Magali continua comilona, mas está mais controlada e escolhe muito bem o que comer. Mônica, que de gorducha não tem mais nada, mantém seu gênio forte, embora seu coelhinho sansão seja mais um enfeite do que uma “arma”. Enfim, a turma mudou e mudou a estética da revistinha.

Maurício e sua equipe resolveram trazer a estética mangá para as histórias, que nesses dois primeiros números estão recheadas de magia nos moldes do Senhor dos Anéis. Sabemos que o universo mangá está em moda e que assuntos de magia – envolvendo filmes, seriados e afins – atraem grande parte dos adolescentes e os mais crescidinhos também (eu, por exemplo). Então, que tal juntar essas culturas à turma?

Mas o que me deixa mais ansioso é como Maurício e seus roteiristas vão escrever sobre os tais assuntos que todo adolescente se depara: solidão, sexo (masturbação, camisinha, primeira vez etc.), inadequação e por aí vai. Na leitura da revista nº1 percebi que o tema da masturbação é citado de forma muito sutil. Na revista nº2 Mônica pede um beijo a Cebola. As coisas começam a esquentar!

Resolvi que vou embarcar de vez nas aventuras adolescentes da Turma e pagar para ver se vamos ter um produto que fale com consistência dessa fase tão efervescente das nossas vidas.

Um armário com poucas respostas

Comecei a ler com freqüência maior a partir dos 18 anos. Meu primeiro livro, pelo que me lembro, foi “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. De lá pra cá, muitos outros livros e uma pergunta: qual a importância de lermos? Encontrei resposta, pelo menos parcialmente, no pequeno e grandioso livro “A importância do ato de ler”, do educador Paulo Freire. Para ele, ler é descortinar o mundo, preenche-lo de significados.

Os livros que li até agora não me fizeram essencialmente alguém melhor ou pior do que já sou. Creio que seu caráter não irá ser modificado por causa dos clássicos da literatura. Mas percebi que os grandes livros têm o poder de transformar sua maneira de se relacionar com o mundo. Os grandes livros mudam algo nas nossas mentes, evocam a mudança de atitude diante da vida. Nesse sentido, eles são fundamentais, embora existam pessoas muito sábias e cultas que não tenham lido tanto assim. Corre a lenda de que o grandioso escritor inglês William Sheakespeare leu em média 30 livros. Então, a qualidade do que é lido é que se torna importante. Mas esse é um exemplo fora da realidade da grande maioria. Afinal, nem todo mundo é um Sheakespeare.

Mas falei dos clássicos, não foi? Essas grandes obras são grandes justamente porque esmiúçam a alma humana e nos dão luz sobre questões complexas de serem abordadas. Claro, não precisa ser um clássico para ter qualidades. Apenas falo dessas obras-primas, porque são elas que atravessam os tempos como referência. Ainda assim, você já encontrou em algum clássico a resposta para a criação ou o surgimento do universo? Algum livro já falou sobre o que há depois da morte? Ou já conseguiram exprimir em palavras o sentimento de amor por alguém? E olha que essas são apenas três perguntas! Quantas outras mais não têm resposta?

Mesmo diante da realidade de que os livros não podem nem nunca vão dar respostas para as questões que mais inquietam o ser humano, penso que sem eles a humanidade se tornaria menos interessante. As cenas que descrevem, o vocabulário que adquirimos, os fatos históricos dos países e civilizações de hoje e as já extintas, o estímulo à imaginação e por aí vai. Os livros são importantes, libertam, quebram preconceitos. Com eles, nossos argumentos são recheados. Não ficamos à mercê da retórica furada.

Acho que ler é importante, para mim é imprescindível. Mas adoro, também, olhar para o nada e não pensar. Talvez seja aí que mergulhemos em nós mesmos para descobrir, enfim, as verdades que já sabíamos e que os livros apenas esfregam nas nossas faces.

Abaixo, 10 livros de grande importância para mim:

Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski)
Grande Sertão Veredas (Guimarães Rosa)
O Senhor dos Anéis – a trilogia (J.R.R. Tolkien)
1984 (George Orwell)
O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez)
Cultura do Medo (Barry Glassner)
Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
Felicidade Clandestina (Clarice Lispector)
História Sexual da MPB (Rodrigo Faour)

Esta foto é do meu armário de livros. Mandem suas estantes, armários, bibliotecas etc. Gostaria de conhecer.

1000 emoções – 401 a 500

E assim chegamos a mais 100 canções. Para quem está lendo a lista agora, vou recapitular.
A cada semana, mais ou menos, vou postar uma lista que possui 100 músicas que foram importantes para mim – até completar 1000. Esta lista não representa as canções que mais gosto, embora a maioria seja representante do que cosidero ser o melhor em cada estilo.

Tenho certeza que tem gente que vai torcer o nariz para algumas delas!

401. Subindo Pelas Paredes (Elymar Santos)
402. Escancarando de Vez (Elymar Santos)
403. Every Breath You Take (The Police)
404. Boy’s Don’t Cry (The Cure)
405. Friday I’m In Love (The Cure)
406. She (Green Day) (disco Dookie)
407. Wake Me Up When September Ends (Green Day)
408. Cachorrinho (Kelly Key)
409. Ratamahatta (Sepultura)
410. Stoy Aquí (Shakira)
411. Underneath Your Clothes (Shakira)
412. Come On Over (Shania Twain)
413. Man! I Feel Like Woman (Shania Twain)
414. From This Moment On (Shania Twain)
415. Everlong (Foo Fighters) (disco The Colour and Shape)
416. Big Me (Foo Fighters)
417. Conversa Bonita (Fafá de Belém)
418. Rindo à Toa (Falamansa)
419. Dance Dance (Fall Out Boy)
420. London Bridge (Fergie)
421. Kátia Flávia (Fernanda Abreu)
422. Rio 40 graus (Fernanda Abreu)
423. Amigas (Fernanda Brum)
424. Tempos de Criança (Fernanda Brum)
425. Sambassim (Fernanda Porto) (disco Fernanda Porto)
426. My Way (Frank Sinatra)
427. Criminal (Fiona Apple)
428. I Live My Life For You (FireHouse)
429. Mariposa Techinicolor (Fito Paez)
430. Killing Me Softly (Fugges)
431. O Neném (Flávio José)
432. Espanhola (Flávio Venturini)
433. Noites com Sol (Flávio Venturini)
434. Se (Djavan)
435. Pétala (Djavan)
436. Oceano (Djavan)
437. Flor de Lis (Djavan)
438. Sina (Djavan)
439. Eu Te Devoro (Djavan)
440. Açaí (Djavan)
441. Um Dia Frio (Djavan)
442. A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
443. Marina (Dorival Caymmi)
444. Só Louco (Dorival Caymmi)
445. O Bem do Mar (Dorival Caymmi)
446. Lôra Burra (Gabriel, o Pensador)
447. É (Gonzaguinha)
448. Lindo Lago do Amor (Gonzaguinha)
449. O Que É, O Que É (Gonzaguinha)
450. Sangrando (Gonzaguinha)
451. Espere Por Mim, Morena (Gonzaguinha)
452. Iris (Goo Goo Dolls)
453. My Sweet Lord (George Harrison)
454. Abacateiro (Gilberto Gil)
455. Andar Com Fé (Gilberto Gil)
456. Aquele Abraço (Gilberto Gil)
457. Back in Bahia (Gilberto Gil)
458. Domingo no Parque (Gilberto Gil)
459. Esperando na Janela (Gilberto Gil)
460. Esotérico (Gilberto Gil)
461. Expresso 2222 (Gilberto Gil)
462. Não Chore Mais (Gilberto Gil)
463. Palco (Gilberto Gil)
464. Super-Homem, a Canção (Gilberto Gil)
465. Toda Menina Baiana (Gilberto Gil)
466. Vamos Fugir (Gilberto Gil)
467. Vira-Vira (Mamonas Assassinas) (disco Mamonas Assassinas)
468. Pink Panter Theme (Henry Mancini)
469. Happy Xmas (John Lennon)
470. Stand By Me (John Lennon)
471. Woman (John Lennon)
472. Encontro das Águas (Jorge Aragão)
473. Enredo do Meu Samba (Jorge Aragão)
474. Feitio de Paixão (Jorge Aragão)
475. Papel de Pãp (Jorge Aragão)
476. Samba Aí Papai (Jorge Aragão)
477. Chuvas de Verão (José Augusto)
478. Sábado (José Augusto)
479. Agüenta Coração (José Augusto)
480. Só Hoje (Jota Quest)
481. Pieces Of You (Jewel)
482. Por Tudo O Que For (Lobão)
483. Vida Bandida (Lobão)
484. Chorando No Campo (Lobão)
485. A Queda (Lobão)
486. Corações Psicodélicos (Lobão)
487. Me Chama (Lobão)
488. Spaccacuore (Laura Pausini) (disco Io Canto)
489. La Soledad (Laura Pausini)
490. La Solitudine (Laura Pausini)
491. Se Fue (Laura Pausini)
492. Due Innamorati Come Noi (Laura Pausini)
493. Mexe Mexe Mainha (É O Tchan!)
494. Beco do Siri (É O Tchan!)
495. Umbrella (Rihanna)
496. Want Love (Elton John)
497. Sacrifice (Elton John)
498. One (Elton John)
499. Tiny Dander (Elton John)
500. This Train Don’t Stop There Anymore (Elton John)

Entre a simbiose e a liberdade


Estou lendo um livro maravilhoso. Ele se chama “História Sexual da MPB”, de Rodrigo Faour. Mas não é sobre o livro que venho falar agora (em um outros post, pretendo falar de forma geral sobre ele). Venho expor minha opinião sobre um dos temas tocados pelo jornalista: viver entre o desejo de simbiose e o desejo de liberdade. E o que seria isso? Quem é mais tradicional, ainda voltado exclusivamente para os valores monogâmicos e herméticos, talvez se choque. Mas acho que não cabe mais pensarmos que o amor deva ser lacrado dentro da idéia do romantismo: parceiro ideal para a vida toda.

Todos sabemos que a humanidade evoluiu em suas idéias a respeito do sexo e das fantasias ligadas a ele. Embora aceitem com mais respeito os homossexuais e que a mulher já possa ter prazer na cama e até “trair” como homem, ainda somos uma sociedade bastante arcaica quando assunto é sexo. Mesmo que tenhamos um vulcão prestes a explodir.

Transcrevo abaixo um trecho do livro de Faour:

“Para um número ainda restrito mas não invisível de pessoas, já foram dados passos mais largos. Os clubes de suingues são uma realidade nas grandes capitais, ainda que poucos divulgados e funcionando às vezes de forma irregular. Lentamente o sexo grupal, a troca de casais, os casamentos abertos, onde eventualmente um ou outro parceiro podem ter sexo com outras pessoas, e a contratação de profissionais de programa para incrementar uma relação são práticas que começam a deixar de ser tabu. Os brinquedos sexuais (que a própria mídia estimula vez por outra em filmes, novelas e programas de variedade em geral) gradativamente entram no imaginário do brasileiro, e de alguma maneira já não são uma ficção, como em outros tempos. Finalmente, as relações extraconjugais nunca foram tão intensas (de ambos os sexos) – muitas das quais ajudadas pelo advento da internet, terreno farto para a exposição das fantasias mais secretas das pessoas – e vários relacionamentos já não acabam definitivamente por causa de uma ‘traição’”.

Você pode não concordar com determinadas práticas ou gostar de uma mais do que de outra, mas é inegável que o desejo de liberdade sempre esteve presente. É o que atesta as letras das canções, que sempre fizeram a crônica das relações amorosas em todos os tempos. E esse desejo de liberdade sempre entrou em conflito com as aspirações românticas que sempre nos foram estimuladas. Ou seja, temos que encontrar um parceiro ideal, nossa cara-metade que vai nos acompanhar para a vida toda. Temos que amá-lo e não desejar mais ninguém. Isso não condiz com nossa realidade humana, nossos sentimentos mais básicos. Esse tipo de amor, no qual duas pessoas vivem juntas para sempre, existe e é fabuloso, mas não podemos nos esquecer de que é uma entre muitas possibilidades.

Leia o que diz a sexóloga Regina Navarro Lins. Trecho também retirado do livro de Faour:

“O mundo oferece muitas possibilidades, e com o tempo esse tipo de amor gera grande frustração, afinal, ninguém consegue preencher o outro em todos os momentos da vida, inclusive o sexual”.

Estar ligado de forma tão simbiótica e exclusiva a alguém, pode não ser alcançado pela maioria dos mortais. E mesmo que alcancemos tal entrosamento, ainda assim podemos desejar a amar outra pessoa. Acredito que podemos amar eternamente um outro ser, mesmo não estando vinculado a ele formalmente (casamento, por exemplo). Chico Buarque disse:

Prometo te querer
Até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu

Podemos, como diz Chico, amar alguém para sempre, sem esperar o “felizes para sempre”.

Pode ser doloroso ter que aceitar que nossos parceiros desejam outras pessoas, que fantasiam com outras mãos e pernas e órgãos. O fato é que também fazemos isso e até nos servem de inspiração para nossos relacionamentos atuais. Flávio Gikovate, psicanalista presente no livro, afirma que “sexo se faz e amor se sente”. Acredito que sexo e amor podem conviver juntos, com certeza, mas nem sempre. Homens e mulheres sabem disso muito bem.

Defendo aquela liberdade na qual a pessoa escolha a melhor forma de viver e ser feliz, com ou sem parceiro definido para a vida toda. Gozando sua sexualidade de forma saudável, respeitando os seus limites e dos outros.

1000 Emoções – 301 a 400

Bom, pessoal. Chegamos à quarta parte da lista que pretende mostrar para vocês, e até para mim mesmo, as 1000 músicas que me marcaram. Muitas vão ficar de fora, mas listas são assim. Se quiserem ver as 300 canções que já foram postadas, vão até o tópico “listas”.
Vamos lá?

301. Wannabe (Spice Girls)
302. Pro Meu Amor Notar (Fernanda Noronha)
303. One Of The Boys (Katy Perry)
304. Luiza (Tom Jobim)
305. Homem-Aranha (Jorge Vercilo)
306. O Reino das Águas Claras (Jorge Vercilo)
307. A Namorada (Carlinhos Brown)
308. Minha Flor, Meu Bebê (Cazuza)
309. Pra Terminar (Ana Carolina)
310. Elevador (Ana Carolina)
311. Tudo Bem (Lulu Santos)
312. Aviso aos Navegantes (Lulu Santos)
313. Um Certo Alguém (Lulu Santos)
314. Casa (Lulu Santos)
315. Deusa da Ilusão (Lulu Santos)
316. Apenas Mais Uma de Amor (Lulu Santos)
317. Toda Forma de Amor (Lulu Santos)
318. O Último Romântico (Lulu Santos)
319. Assim Caminha a Humanidade (Lulu Santos)
320. Sereia (Lulu Santos)
321. Flores (Banda Eva)
322. Lithium (Nirvana) (disco Nevermind)
323. About a Girl (Nirvana)
324. Scentless Apprentice (Nirvana) (disco In Utero)
325. Where Did You Sleep Last Night (Nirvana) (disco MTV Unplugged)
326. You Know You’re Right (Nirvana)
327. 10 Contados (Céu)
328. Ronda (Maria Bethânia)
329. Explode Coração (Maria Bethânia)
330. Reconvexo (Maria Bethânia)
331. Tigresa (Maria Bethânia)
332. Olhos nos Olhos (Maria Bethânia)
333. Grito de Alerta (Maria Bethânia)
334. Terezinha (Maria Bethânia)
335. As Canções Que Você Fez Para Mim (Maria Bethânia)
336. Álibi (Maria Bethânia)
337. Dois de Fevereiro (Gal Costa)
338. Folhetim (Gal Costa)
339. Baby (Gal Costa)
340. Balancê (Gal Costa)
341. Dom de Iludir (Gal Costa)
342. Festa do Interior (Gal Costa)
343. Feelin’ The Same Way (Norah Jones) (disco Come Away With Me)
344. Get It While You Can (Janis Joplin) (disco Pearl)
345. Nunca Mais Te Machucar (Só Pra Contrariar) (disco O Samba Não Tem Fronteiras)
346. Purple Rain (Prince)
347. Ben (Michael Jackson)
348. Thriller (Michael Jackson)
349. Bad (Michael Jackson)
350. Black or White (Michaek Jackson)
351. Uh La La La (Alexia)
352. Não Tem Lua (Asa de Águia)
353. Abri a Porta (A Cor do Som)
354. Hunting High and Low (A-Ha)
355. Early Morning (A-Ha)
356. Take On Me (A-Ha)
357. Saudade Vai Bater (A Zorra)
358. Happynation (Ace of Base)
359. Anunciação (Alceu Valença)
360. La Belle du Jour (Alceu Valença)
361. Morena Tropicana (Alceu Valença)
362. Sete Desejos (Alceu Valença)
363. Tesoura do Desejo (Alceu Valença)
364. Garoto Maroto (Alcione)
365. Meu Vício é Você (Alcione)
366. Poder (Arnaldo Antunes)
367. Total Eclipse of the Heart (Bonnie Tyler)
368. Sabotage (Beastie Boys)
369. Lucky (Britney Spears)
370. Slave (Britney Spears)
371. I Will Survive (Cake)
372. Podes Crer (Cidade Negra)
373. Onde Você Mora (Cidade Negra)
374. A Sombra da Maldade (Cidade Negra)
375. Eu Vou Estar (Capital Inicial) (disco Capital Inicial Acústico)
376. Conquista (Claudinho e Bochecha)
377. As Rosas Não Falam (Cartola)
378. O Mundo é Um Moinho (Cartola)
379. Because You Loved Me (Celine Dion)
380. O Coro Vai Comê! (Charlie Brown Jr.)
381. A Cidade (Chico Science e Nação Zumbi)
382. Manguetown (Chico Science e Nação Zumbi)
383. Da Lama ao Caos (Chico Science e Nação Zumbi)
384. Maracatu Atômico (Chico Science e Nação Zumbi)
385. Sere Nere (Tiziano Ferro)
386. A Chuva (Diamba)
387. Here With Me (Dido)
388. Blowers Daughter (Demien Rice)
389. Ziggy Stardust (David Bowie) (disco Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars)
390. Isto Aqui Tá Bom Demais (Dominguinhos)
391. Só Quero Um Xodó (Dominguinhos)
392. Lamento Sertanejo (Dominguinhos)
393. Serão Extra (Dr. Silvana e Cia)
394. Smoke On The Water (Deep Purple)
395. Rockferry (Duffy)
396. Emotions (Destiny’s Chlid)
397. Girl (Destiny’s Chlid)
398. Survivor (Destiny’s Chlid)
399. Saigon (Emílio Santiago)
400. Verdade Chinesa (Emílio Santiago)