Meu herói predileto ficou no passado

Shia LaBeouf e Harrison Ford

Como já comentei em algum post lá por baixo, Harrison Ford é meu ator predileto e seu personagem, o arqueólogo Indiana Jones, vence qualquer super-herói, até mesmo meu adorável Homem-Aranha.

 

Indy continua sendo um dos meus personagens mais queridos…talvez o MAIS, mas ver esse novo filme do professor de arqueologia foi nada menos que decepcionante. E esperei muito por isso! Harrison, no alto dos seus 65 anos, mesmo em plena forma, não consegue passar a energia, a habilidade, o gestual que envolve as quedas e brigas. Nem mesmo o seu cinismo é tão convincente. Indy está visivelmente cansado.

 

As primeiras cenas são empolgantes e quando vi Indiana ser derrubado no chão, para logo depois pegar seu chapéu, senti emoção. Logo em seguida, a ação dentro de um galpão, também se revela empolgante. Mas o que vem a seguir é um Indy melancólico, triste pelas perdas já sofridas. Coisa que a idade se encarrega de fazer com nossa história pessoal. E isso me deixou triste. “Chega um momento em que você deixa de ganhar e começa a perder”, diz um amigo da universidade onde Indy ensina.

 

O roteiro, que é assinado também por Georges Lucas, traz uma mistureba (até aí tudo bem, faz parte da magia!) que envolve alienígenas e um povo primitivo da Amazônia e não consegue conter liga suficiente para amarrar os fatos expostos. Teve um momento no qual achei que estivesse assistindo Contatos Imediatos do Terceiro Grau (outro filme de Steven Spielberg).

 

Gostei de Shia LaBeouf (Mutt Williams), o filho revelado de Indy. O rapaz, que fez Transformes, é bom ator e contracenar ao lado de Harrison não intimidou o jovem. Já Cate Blanchett parece que saiu de uma caixa de bonecas. Está muito caricata! Por fim, Karen Allen (Marion Ravenwood) não consegue imprimir o jeito malandro que apresentou no Caçadores da Arca Perdida (primeiro longa da série)…talvez por que já não tenha a mesma idade. Ela e Indy já não têm a mesma tensão sexual. Claro que não posso esperar a mesma atitude do casal, mas a química se exauriu.

 

Quando comecei a ler as notícias sobre esse novo filme, li que o quarto filme só seria feito caso o roteiro fosse o melhor dos quarto. E mesmo que fosse não garantiria que seria o melhor dos filmes. Mas, infelizmente, nem o roteiro nem o filme são bons. Seguramente é o pior. E mais do que isso, é ruim. Porque podia ser o mais fraco, e ainda ser um bom filme. Não é. Fiquem com os outros três, que já entraram para os clássicos dos filmes de aventura e transformaram Harrison Ford no maior ator de ação de todos os tempos.

 

 

 

 

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