Um dia eu quis ser arqueólogo

Era noite. Estava sem sono. Ouvi um barulho saindo do quarto dos meus pais. Calma, não é nada disso que vocês estão pensando. Quando entrei no recinto, vi meu pai mexendo no videocassete, tentando consertar a imagem do filme que estava passando. Era Indiana Jones e o Templo da Perdição, o segundo filme da série, de 1984. O primeiro é Os Caçadores da Arca Perdida, de 1982 e o título final, A Última Cruzada, de 1989.

 

Vi a mocinha, Willie Scott (Kate Capshaw), tentando ultrapassar uma parede de insetos com o braço. Essa é uma das cenas que marcaram, por ser uma das primeiras que registrei na mente. Mas um dos momentos mais intensos foi quando a esfera persegue aquele que se tornaria um dos meus atores prediletos, Harrison Ford, o próprio Indiana Jones. E olha que eu não me lembro qual imagem precede a outra, só sei que essas lembranças ficaram nessa ordem.

Exemplo de um antigo filme da Republic

Indiana Jones foi criado por Steven Spielberg e George Lucas a partir dos antigos filmes da Republic (foto abaixo). Dando um mexida ali e aqui, um chicote na mão e uma pistola, temos um professor de Arqueologia dos anos 30 que não mede esforços na busca por suas conquistas pessoais e por seus artefatos arqueológicos e que utiliza o nome do seu cão. Simples, mas na tela isso se torna algo grandioso e apaixonante. O Próprio Spielberg disse que a aventura foi concebida como um filme B, ou seja, de baixo orçamento, sem pretensões artísticas etc. Mas se tornou cult e deu muito dinheiro, além de ter se transformado (os 3) em clássicos absolutos.

 

Os três filmes de Indiana Jones mexeram definitivamente comigo. Parece bobagem, mas é claro que o universo pop molda seus gostos, sua maneira de sentir o mundo, suas escolhas etc. Não há como fugir disso. Um dia eu quis ser arqueólogo por causa do personagem: aventureiro, conquistador, corajoso, inteligente, culto etc. Até hoje amo arqueologia e ciências como a paleontologia. E agora, quando visito o Cinema em Cena, vejo o trailer de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal confesso, sem medo de parecer ridículo, que chorei. 22 de maio desse ano é a estréia mundial da 4ª aventura de Indy e estou maluco para que chegue logo. Para quem ainda não viu, trago o vídeo retirado do you tube.

 

Não há filme de aventura que goste mais, que mais me desperte a sensação do perigo mesclado com a sabedoria. Não é uma aventura à toa, na qual um personagem mostra testosterona sem neurônios. Há inteligência nos passos de Indy. Ele é despretensioso, cínico por vezes, mas sabe o que faz. Indiana Jones, para mim, ainda é o maior herói da telas do cinema. Fui completamente imparcial.

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